3- fishing criterion: In previous WGFE reports, many size spectra were not characterised necessarily by a slope and intercept, but by the number of fish (abundance index) in each size
2.2.4 A new indicator: predation size spectra .1 Introduction .1 Introduction
A caracterização realizada da turma do 2º ano A é resultado do cruzamento de dados, adquiridos a partir do PAT (Plano Anual de Turma), de conversas informais com a docente cooperante e da observação participante realizada no decorrer do estágio.
A turma é constituída por catorze alunos do género masculino e onze do género feminino, perfazendo um total de vinte e cinco alunos. Estes alunos apresentam idades
compreendidas entre os sete e os nove anos. Neste grupo existe um aluno com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e quatro alunos que necessitam de Apoio Pedagógico Acrescido (APA). Devido aos fracos recursos económicos, oito alunos usufruem de escalão social.
Este é um grupo que a nível de comportamento, tem uma conduta socialmente aceitável. São alunos ambiciosos, com aspirações e desejos em relação à sua vida futura. A grande lacuna deste grupo é apresentar dificuldades e pouca experiência relativamente ao trabalho em cooperação. Em contrapartida, na sua maioria, são alunos autónomos na realização de tarefas. Uma pequeno grupo de alunos revela possuir muitos conhecimentos e competências nas diversas áreas curriculares, evidenciando uma grande motivação para aprender. Os restantes alunos, pelo contrário, apresentam mais dificuldades, quer na aprendizagem quer no cumprimento das tarefas.
Tornou-se, também, necessário caracterizar socialmente as famílias dos alunos do 2º ano A, analisando as habilitações académicas e a condição perante o trabalho. Quanto ao nível de escolaridade dos encarregados de educação, verifica-se que a maioria dos pais tem o 3º CEB. Em contrapartida, uma minoria de pais possui um grau académico mais elevado (ver gráfico 4).
Gráfico 4 – Habilitações académicas dos Encarregados de Educação turma do 2º ano A.
Já no que diz respeito à condição perante o trabalho, sabe-se que a maioria encontra-se empregada (ver tabela 2).
0 2 4 6 8 10 12 1º Ciclo do Ensino Básico 2º Ciclo do Ensino Básico 3º Ciclo do Ensino Básico Ensino Secundário Licenciatura Mãe Pai
Tabela 2 – Condição dos Encarregados de Educação perante o trabalho.
Condição dos EE perante o trabalho
Condição Número Percentagem
Empregado 40 85,1 %
Desempregado 4 8,5 %
Doméstico 3 6,4 %
Total 47 100%
5.1.4.1 Interesses e necessidades dos alunos do 2º ano A
A identificação dos interesses e necessidades dos alunos do 2º ano A surgiu da triangulação de dados retirados a partir da observação, das conversas informais com a docente titular e das notas de campo, que conduziram à escrita de diários de bordo ao longo da prática pedagógica.
Relativamente à área curricular da Matemática, grande parte dos alunos apresenta particularmente um gosto pela resolução de problemas e, consequentemente, pela procura e descoberta, inventando estratégias e criando ideias, contudo, embora esta seja uma preferência deste grupo, existem alguns alunos com dificuldades no que respeita ao raciocínio logico e à comunicação matemática, visto que a compreensão dos problemas e a explicação das ideias e raciocínio traduzem-se como obstáculos.
Na área do Português, a maioria dos alunos tem níveis bons de leitura de textos para o respetivo nível de escolaridade, no entanto, um pequeno grupo apresenta dificuldades no reconhecimento de palavras e, consequentemente, na compreensão daquilo que reconheceu. Reconhecendo que as dificuldades apresentadas na leitura estão intrinsecamente relacionadas com o desenvolvimento de habilidades na escrita, este grupo apresenta, também, lacunas na produção escrita, evidenciando problemas na organização de ideias e na construção frásica. Por outro lado, existem alunos que apresentam gosto pela escrita, escrevendo textos claros, organizados e muito criativos. Na expressão oral, apesar de este ser um grupo muito participativo e comunicativo, constata-se o pouco à-vontade dos alunos na apresentação dos seus trabalhos, demonstrando dificuldades em planificar e expor oralmente os mais variados temas. Considerando as capacidades comunicativas destes alunos, é fundamental valorizar e potenciar não só a expressão oral, como também a expressão escrita, uma vez que através da língua ou linguagem oral o conhecimento se constrói, porém, “é sobretudo no
modo escrito da língua que ele se expande, complexifica e desenvolve” (Niza, 2004a, p. 468).
No que concerne ao Estudo do Meio, esta é a área curricular que, no geral, desperta mais interesse e motivação por parte dos alunos, principalmente na descoberta do mundo físico e tecnológico. Dominam alguns conceitos e apresentam uma grande motivação para experimentar e investigar. Esta é, assim, a área que, para estes alunos, impulsiona novas aprendizagens nas outras áreas.
O aluno com NEE beneficia de um PEI (Programa Educativo Individual), que evidencia medidas de apoio pedagógico personalizado e adequações no processo de avaliação. Este aluno apresenta muitas dificuldades na aprendizagem, mais precisamente, na área curricular do Português, tanto ao nível da expressão oral, como na escrita, e na Matemática, em situações que compreendam números e operações.
Em traços gerais, são alunos comunicativos, participativos e interessados para a aprendizagem e pelo trabalho realizado. Nas atividades gostam de participar e dar sugestões para as mesmas, contudo, ainda apresentam dificuldades no que respeita à gestão dos tempos de trabalho.
5.2 Identificação da problemática e questões orientadoras da investigação-ação
A intervenção pedagógica realizou-se na Escola EB1/PE da Ribeira Brava, na turma do 2º ano A, sob a orientação da professora cooperante.
Atendendo que são as questões de partida que “permitem focar os tópicos e antever um conjunto de decisões relativamente aos caminhos a percorrer” (Máximo- Esteves, 2008, p. 80) num processo investigativo, no decorrer do estágio procurou-se formular questões de investigação que orientassem um processo de investigação-ação.
Neste sentido, na primeira semana de intervenção pedagógica verificou-se a pouca e quase inexistente experiência que os alunos tinham em realizar atividades em cooperação com os seus colegas. Na sala de aula, constatou-se o predomínio de metodologias, sobretudo, transmissivas, sendo, por vezes, atribuído um papel passivo ao aluno, ao invés de um papel ativo na construção da sua aprendizagem. Devido ao elevado número de alunos, verificou-se, também, uma necessidade extra de apoio individualizado aos alunos com maiores dificuldades, atendendo às suas necessidades e experiências.
Desta forma, a intervenção pedagógica desenrolou-se segundo um processo de investigação-ação, com o objetivo de melhorar o contexto e promover aprendizagens ativas e significativas nos alunos. Assim sendo, deste cenário, emergiu a seguinte questão:
Como é que, pelo trabalho cooperativo, as crianças progridem no sentido de uma plena participação e co-construção do conhecimento?
Para responder a esta questão, optou-se por desenvolver atividades centradas na cooperação e interação entre pares e entre alunos e professor, valorizando, ao mesmo tempo, os contributos e necessidades individuais dos alunos.
É de salientar, ainda, que todo o processo de investigação-ação centrou-se também numa pedagogia diferenciada, promovida a partir do apoio individual, direto e diferenciado aos alunos e da diversificação e acessibilidade de recursos.