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4. Rapportering på krav fra foretaksmøtet

4.2 Øvrige aktuelle saker

Este capítulo tem por objetivo entender o que determina uma passagem de geração e estabelecer relação entre a comunicação na era das tecnologias digitais, o consumo e hábitos da geração Y por notícias, e as mudanças no sentido das interações comunicativas

mediadas. Para o Campo do Jornalismo há uma marcante e forte mudança de hábitos e costumes ligados à produção e consumo de notícias.

Esta posição foi bem marcada no estudo do Media Insight Project, em colaboração com o American Press Institute (2015). Segundo este Instituto, durante anos os pesquisadores e críticos sociais temeram que a nova geração de adultos americanos estivessem menos interessados em notícias do que aqueles que cresceram na era pré-digital.

Grande parte dessas preocupações vieram de dados que sugeriam que adultos de 18-34 - a chamada geração Net/Y - não visitavam sites de notícias, não liam os jornais impressos, não assistiam aos noticiários de televisão, ou mesmo procuravam notícias em outras formas de acesso. Para esses pesquisadores e críticos sociais, esta geração passa muito tempo em redes sociais na internet, atividade viabilizada por causa dos dispositivos de comunicação móveis.

A preocupação era que a consciência de mundo da geração Millennials, fosse estreita, e sua descoberta dos acontecimentos fosse passiva e as notícias ficassem relegadas a movimentos aleatórios através de um post em redes sociais. Entretanto novos estudos vêm surgindo para olhar de perto como as pessoas aprendem sobre o mundo com a ajuda de diferentes dispositivos e plataformas. Os resultados de novas pesquisas entre a nova geração de adultos norte-americanos (adotarei nesta análise como modelo/referência para as pessoas ocidentais de países democráticos e com um bom grau de acesso às tecnologias) não é desinteressada por notícias, nem passiva ou civicamente desinteressada. O que as pesquisas indicam é que os Millennials consomem notícias e informações de maneira diferente das gerações anteriores, e os seus caminhos para a descoberta são mais diferenciados e variados do que se imaginava, de acordo com os estudos do Media Project e o American Press Institute. Para Danah Boyd15, autora do livro “It´s Complicated” (2009), a mídia social vem desempenhando um papel crucial na vida dos adolescentes em rede. Embora a criação de softwares mude com alguma frequência, elas fornecem aos adolescentes um espaço coletivo para se conectar com amigos. Essas redes complementam ou suplementam as interações face a face dos adolescentes, de acordo com suas pesquisas.

É uma geração que tende a não consumir notícias de modo “privado”, ou seja, indo diretamente às organizações de notícias como as gerações anteriores, segundo apontam também os estudos do Pew Research Center (2015). As notícias e informações para esta

15 Danah Boyd aninvestigadora da Microsoft Research e fundadora da Data & Socity

geração são tecidas em uma maneira contínua, em forma de conversação. A geração Y gosta de se conectar às informações do mundo em geral, o que promove uma mistura de notícias através de conexão social, resolução de problemas por meio de fóruns, ação social e entretenimento.

Eles atuam em um ambiente rico de imagens, informações, elementos comunicativos e por isso os nativos digitais expressam seus valores, atitude e comportamentos de modo diferente das gerações anteriores. O que é muito natural dadas as condições novas a que são submetidos no que diz respeito às tecnologias digitais. São ainda descritos como otimistas, empreendedores, orientados a trabalhar em equipe. E obviamente têm muito talento com tecnologia (Mesch, 2009). Imersos nesta cultura rica em tecnologia desenvolvem habilidades e interesses específicos.

De acordo com este ponto de vista (Mesch, 2009), eles pensam e processam informações de forma diferente dos seus antecessores, são ativos em experimentação, são dependentes de tecnologias de informação para a busca de informação e comunicação com outras pessoas, e estão ansiosos para adquirir as habilidades necessárias para desenvolverem apresentações criativas multimídia e para se tornarem produtores multimídia e não apenas “consumers”.

Ora, parece tão perfeito que para os céticos é difícil de acreditar numa geração tão capacitada socialmente. Evidentemente que não é assim tão perfeito. Se for considerado dessa forma tão linear, a noção de formação de uma geração informática consistente com uma visão determinista do efeito da tecnologia sobre a sociedade, acredita Mesch (2009). A visão deste determinismo tecnológico como uma força independente que impulsiona e exerce uma influência causal sobre as práticas sociais, independentemente dos fatores diversos da mudança social não deve ser tão simplificada.

Essa visão se torna equivocada na medida em que não considera que a informação e tecnologias da comunicação não são forças que dão homogeneidade aos jovens em uma única entidade com características únicas. A tecnologia é uma parte inerente da sociedade; é criada pelos atores sociais. De acordo com uma construção social da abordagem da tecnologia, é importante notar que os grupos sociais diferem na extensão de seu acesso à tecnologia, nas suas competências, e nos significados que associam com a tecnologia. A mesma tecnologia pode ter diferentes significados para diferentes grupos sociais. Tecnologias podem e têm um impacto social, mas são simultaneamente condutores sociais que incorporam relações de poder, estruturas e metas sociais. Assim, mudanças tecnológicas são um processo e não têm uma única direção. Portanto, quando entendemos

o lugar da internet na vida dos indivíduos jovens evita-se uma interpretação puramente determinista e se reconhece a inserção social da tecnologia e suas variáveis.

A Internet pode ser construtiva para novos recursos culturais na vida social dos jovens, mas também pode reproduzir, e muitas vezes acontece, a reconstrução de velhos elementos e costumes. É verdade que os espaços digitais, como sites de redes sociais, weblogs (blogs) e compartilhamento de fotos são propriedades de empresas comerciais que trabalham principalmente na busca de jovens e tentam moldar os seus padrões de consumo.

Mas, ao mesmo tempo, ao usar esses espaços, esses indivíduos se habilitam para diferentes aspectos sociais. Em primeiro lugar, eles são capazes de superar as limitações do espaço físico, chegando a outras pessoas e comunidades por interesses específicos e não apenas em virtude do espaço geográfico em que vivem. Em segundo lugar, adotam um papel importante na sociedade como coprodutores de conteúdos para internet e podem levar seus produtos/apresentações inovadoras para grandes públicos e a níveis globais. A mídia social, por exemplo, vem desempenhando um papel crucial na vida dos adolescentes em rede. Embora os softwares específicos mudem, eles fornecem aos indivíduos um espaço coletivo para estar e se conectar com amigos. Para essas pessoas essas interações mediadas por vezes complementam ou suplementam as interações face a face, segundo Boyd (2014). Em sua pesquisa em 2006, a autora relata que o MySpace estava no auge de sua popularidade. Ao entrevistar uma jovem de dezoito anos de idade, esta disse à mãe que participar do MySpace era absolutamente essencial para sua vida social.

O significado disso, explica Boyd (2014), não é tão complicado como por vezes se quer fazer crer: nada mais antigo do que o reconhecimento social. Trata-se simplesmente do facto de que a aceitação social depende da capacidade de socializar com seus pares no “local da moda”. Cada grupo de adolescentes tem um espaço que elege como o “legal”. Para a geração X costumava ser o “shopping center”, mas para os jovens da geração Y para a frente são os sites de redes sociais como o Facebook, Twitter e Instagram.

Certamente que os espaços podem mudar, mas os princípios de organização social ainda não são diferentes. Embora alguns adolescentes ainda se reúnam em shoppings, jogos de futebol, e praças de convivência, a introdução de mídia social fez alterar a paisagem dos modelos tradicionais de reunião social, do consumo de notícias, da conversação privada que se dá muito agora por interação midiática através das redes sociais diversas, mais do que por busca individual.