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Økonomiske begrunnelser for regulering

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Regelverk og reguleringen av finansnæringen i Norge og i andre land

5.1 Økonomiske begrunnelser for regulering

distintos, facto que vai, invariavelmente, contribuir para a existência de diferenças entre as diversas estruturas anatómicas dos animais em questão. As variações nas dimensões das estruturas anatómicas, a existência de diferentes quantidades de tecido adiposo e mesmo o calibre dos vasos sanguíneos são fatores que certamente influenciam a duração das etapas cirúrgicas e mesmo a abordagem cirúrgica elegida pelo cirurgião.

De acordo com os dados obtidos, o Grupo I apresentou uma correlação linear positiva entre o peso vivo dos seus elementos e as três etapas cirúrgicas avaliadas no presente estudo. Esta correlação foi mais forte na etapa de insuflação, onde o coeficiente de correlação registado foi de 0,827, sendo que todos os resultados apresentaram relevância estatística. Apesar de a condição corporal não ter sido um parâmetro diretamente avaliado neste estudo, esta forte correlação era expetável devido ao já supracitado. Um animal mais pesado será, à partida, mais obeso ou terá um maior porte. Deste modo o tempo cirúrgico pode aumentar, particularmente na etapa de instrumentação, na qual a interação com as estruturas intra-abdominais é maior, como constatado por Dupré et al. (2009), Peeters e Kirpensteijn (2011) e Manassero et al. (2012). A correlação positiva existente entre o peso vivo e a etapa de insuflação pode ser justificada pelo facto de animais de maior porte apresentarem cavidades abdominais de maiores dimensões, o que conduz a um aumento do tempo de insuflação visto que, a uma taxa constante de 1,5 L/min, será necessário mais tempo para a pressão intra-abdominal alcançar uma pressão constante de 8 mm Hg. Já a

existência de uma correlação positiva entre o peso dos animais e a etapa de sutura pode dever-se a diferentes resistências e elasticidades das estruturas da parede abdominal em animais de maior porte ou mais obesos. Peeters e Kirpensteijn (2011) observaram uma correlação positiva entre o peso vivo e o tempo da etapa de sutura em cães sujeitos a OVE e OVH convencionais.

Comparativamente, o Grupo II apresentou resultados um pouco distintos. A única semelhança foi a existência de correlação positiva entre o peso vivo e a duração da etapa de insuflação. Contrariamente ao que foi observado no Grupo I, o peso vivo dos animais do Grupo II apresentou uma correlação praticamente nula quando relacionado com a duração das etapas de instrumentação e sutura, tal como observado num estudo levado a cabo por Adamovich-Rippe et al. (2013), o que se deveu muito provavelmente a fatores como a ocorrência de lesões e/ou complicações (como o aprisionamento do omento na sutura).

Ao analisar as etapas cirúrgicas em ambos os Grupos, foi constatado que o tempo da etapa de insuflação apresentou uma relação estatisticamente relevante com o peso vivo, mas não com a técnica cirúrgica utilizada, como seria expetável. Contrariamente, os tempos das etapas de instrumentação e sutura apresentaram uma relação estatisticamente relevante com a técnica cirúrgica utilizada, mas não com o peso vivo. Apesar de o valor dos coeficientes de determinação obtidos para o modelo de regressão utilizado (etapa cirúrgica/técnica cirúrgica/peso vivo) ter sido apenas moderadamente expressivo (58% para a variação do tempo da etapa de insuflação, 47% para a variação do tempo da etapa de instrumentação e 36% para a variação do tempo da etapa de sutura), os resultados obtidos foram estatisticamente significativos para todas as etapas.

5.7. Lesões iatrogénicas e outras complicações

A taxa de complicações ocorridas no presente estudo foi de 23,3% (7/30), sendo que 71,4% (5/7) das mesmas ocorreram durante a etapa de insuflação. Num estudo retrospetivo, Whittemore et al. (2013) tinham já reportado uma taxa de complicações associadas à entrada na cavidade abdominal através da técnica fechada da agulha de Veress de apenas 5%.

Todas as lesões iatrogénicas ocorridas neste estudo foram lacerações esplénicas com hemorragia autolimitante que ocorreram durante a etapa de insuflação, aquando da punção da cavidade abdominal pela agulha de Veress, o que está de acordo com o relatado em diversos estudos veterinários onde a laceração esplénica surge como uma das ou mesmo a complicação predominante (Desmaizières et al., 2003; Dupré et al., 2009; Case et al., 2011; Doerner et al., 2012; Fiorbianco et al., 2012; Manassero et al., 2012; Whittemore et al., 2013). Estas lacerações só foram detetadas após introdução do laparoscópio na cavidade abdominal e exploração da mesma. Seria então expetável que, nos casos em que

a ocorrência de lacerações esplénicas se verificasse, a duração desta etapa fosse superior à daqueles que decorreram com normalidade, como observado por Dupré et al. (2009) e Whittemore et al. (2013). No entanto, o tempo de insuflação médio foi superior nos casos em que não ocorreram lacerações esplénicas (n=27), sendo que a diferença de pouco mais de um minuto entre estes casos e os restantes (n=3) não foi estatisticamente relevante. Estes resultados aparentemente contraditórios podem ser justificados pelo pequeno tamanho da amostra analisada, aliado à ocorrência de outros tipos de complicações que não as lacerações esplénicas, mas que influenciaram, de certa forma, a duração da etapa de insuflação.

Essas complicações compreendem a dificuldade na punção inicial e a dificuldade na introdução do 1º trocarte, que ocorreram em casos onde não se verificou a ocorrência de laceração esplénica. Nestes casos, a média da duração do tempo de insuflação (5,2 ± 0,23 minutos) foi superior àquela registada relativamente aos casos onde ocorreu laceração esplénica (4,67 ± 0,58 minutos). A dificuldade na punção inicial (n=1) ocorreu devido à complicação em comprovar se a agulha de Veress havia atravessado o peritoneu ou se ainda se encontrava no espaço subcutâneo. Este passo foi mais demorado nesse caso individual na tentativa de evitar a ocorrência de enfisema, uma complicação já relatada em diversos estudos veterinários (Case et al., 2011; Doerner et al., 2012; Fiorbianco et al., 2012; Whittemore et al., 2013; Pope & Knowles, 2014). Já a dificuldade na introdução do 1º trocarte (n=1) ocorreu devido a uma perda do pneumoperitoneu previamente estabelecido devido à realização de incisões cutâneas de dimensões superiores ao ideal, o que contribuiu para uma má coaptação entre o trocarte e os bordos da incisão, conduzindo à saída de CO2 da cavidade abdominal. Subsequentemente, a tensão da parede abdominal diminuiu, o que impossibilitou a continuação da introdução do trocarte em rosca. Estes acontecimentos foram anotados e corrigidos em cirurgias posteriores.

A orientação cranial da agulha de Veress num ângulo de aproximadamente 45º proporcionou uma introdução sem grandes dificuldades. Na literatura consultada não foi encontrado nenhum outro estudo que tivesse utilizado este mesmo local de acesso, mas Doerner et al. (2012) e Fiorbianco et al. (2012) propuseram o acesso intercostal, local que se aproxima do utilizado no presente estudo. As taxas de complicações associadas à utilização da agulha de Veress aí relatadas foram de 48% e 52%, respetivamente, o que fica muito além dos 10% observados neste estudo (3/30).

Apenas 28,6% (2/7) das complicações observadas em ambos os Grupos ocorreram fora da etapa de insuflação. A conversão para laparotomia (n=1) ocorreu durante a etapa de instrumentação e o aprisionamento do omento (n=1) ocorreu durante a fase de sutura, ambas em animais sujeitos a OVH laparoscópica. A ausência de relevância estatística vem suportar a inexistência de uma relação entre a ocorrência destas complicações e a técnica

cirúrgica empregada, o que já era expetável devido à semelhança dos procedimentos efetuados nas etapas de insuflação e sutura em ambas as técnicas.

5.8. Conversão para laparotomia

Apesar de ser uma complicação relacionada com a cirurgia laparoscópica, a única conversão para laparotomia realizada no presente estudo (n=1) não esteve diretamente relacionada com ações resultantes da aplicação da técnica cirúrgica de OVH laparoscópica por parte dos cirurgiões. Esta abordagem foi eleita após observação da cavidade abdominal e identificação de uma dilatação cecal que ocultava o ovário direito quase na totalidade, dificultando extraordinariamente o procedimento cirúrgico. Buote et al. (2010) realizaram um estudo retrospetivo onde observaram uma taxa de conversão de 21% em cães e gatos, sendo que apenas 13,8% foram consideradas conversões eletivas, um valor superior aos ≈3,33% observados no presente estudo. Segundo Buote et al. (2010), as indicações mais comuns para conversões eletivas em medicina humana são aderências resultantes de uma cirurgia anterior ou doença inflamatória e obstrução do campo de visão devido a obesidade ou anomalia anatómica. O mesmo estudo refere também que uma das indicações mais comuns para conversão urgente é a perfuração intestinal, o que poderia ter sucedido se a dilatação cecal não tivesse sido observada pelo cirurgião. A exploração da cavidade abdominal é, portanto, um passo de extrema importância na realização de uma cirurgia laparoscópica.

A conversão da técnica para laparotomia decorreu na normalidade, sem qualquer tipo de ocorrências a assinalar.

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