Mål 3: God tilgjengelighet ved valg
VI. Årsregnskap
As ilhas surgem, desde as descrições da antiguidade e, posteriormente, da Idade Média cristã como alegorias do Éden. Em narrativas medievais como a romanceada viagem de Trezenzónio à Ilha de Solistício esta surge após a dura prova de um mar alteroso como o lugar paradisíaco onde o herói permanece durante sete anos, e de onde regressa após a aquisição do conhecimento místico para a sua divulgação. Esta ilha “é povoada por ovelhas e aves e o mel corre em abundância por entre a fragrância das flores e das árvores de fruto. (…) Na ausência de Verão e de Inverno, uma Primavera eterna envolve a ilha, onde nunca há noite, dado que a luz das estrelas sempre mantém uma claridade que afasta as trevas.”7 À profusão da vegetação e de animais benignos é aliada a amenidade do clima, tal como nos Açores.
Noutras narrativas da época medieval a ilha surge como lugar que assegura o repouso temporário ou o apoio logístico dos navegadores, assim como o abrigo das vicissitudes do mar e tempestades. Estes pontos surgem no entanto como locais temporários num percurso mais vasto ou, por vezes, com uma dupla face: lugares paradisíacos mas também encantados e espaços onde se desenrola uma acção conducente à superação de uma prova.8 As ilhas povoam o universo imaginário medieval desempenhando papéis semelhantes aos dos castelos, embora num contexto mais espiritualizado, “daí surgirem como locais para o exercício das artes mágicas, locais de habitação dos grandes sábios, locais de encantamento e de revelação”.9 Como instrumento de crítica social foi escrita, em 1516, a Utopia de Thomas More, uma narrativa passada numa ilha onde não existiam conflitos sociais e onde um sistema político e económico ideal se concretizava no espaço circular e isolado de um mundo perfeito. Esta narrativa cunhou um termo que serviu para a concepção dos mais diversos lugares-ideais.
Na “Crónica do imperador Clarimundo” (1520) na descrição da Ilha Bem Aventurada refere-se que “numa primeira aproximação, a ilha estava encoberta por uma espessa névoa que só se dissipou pela força dos raios solares; seguiu-se a revelação de um lugar ameno, revestidos de ciprestes, cedros e palmeiras “de
tanta altura que pareciam tocar as nuvens”, entre os quais corria uma graciosa ribeira bordejada de flores;
(…) Os paços tinham vários jardins e da maior torre abrangia-se toda a ilha com a vista, ilha coberta de arvoredos com três férteis várzeas onde os três mil habitantes de uma vila obtinham facilmente o seu sustento.”10 Aqui surgem mais uma vez a amenidade climática e os nevoeiros característicos dos territórios insulares mas também a presença de uma densa vegetação de folha persistente, de águas permanentes e de solos férteis. Um outro mito, o do jardim das Hespérides desenrola-se, segundo uma descrição de Jorge Ferreira de Vasconcelos, não numa ilha, mas numa imaginada zona peninsular banhada pelo oceano Atlântico. Este mito encontra-se também associado à concepção de um paraíso terrestre, lugar de amenidade e de harmonia com a natureza.11 No jardim das Hespérides existiriam os pomos de ouro que conferiam a imortalidade e que, num lampejo poético, foram mais tarde associados às laranjas que foram amplamente exportadas dos Açores para todo o mundo ocidental, especialmente para Inglaterra e Rússia, e que conduziram à “idade de ouro” em termos económicos destas ilhas.
Assim, de uma maneira geral e desde tempos ancestrais as ilhas são, naturalmente, como refere Viriato
7 LUCAS, M.C.A. - “Insula Solistitionis: uma ilha iniciática” (a partir de um texto - códice nº 37 - guardado no Mosteiro de Alcobaça,
provavelmente século XIV) in CENTENO, Y.K.; FREITAS, L. (coords.) “A simbólica do espaço: cidades, ilhas e jardins”. Lisboa: Instituto Português da Língua e Literatura, 1991.p. 76.
8 BETHENCOURT, F.-“A simbólica do espaço nos romances de cavalaria” in CENTENO, Y.K.; FREITAS, L. (coords.) “A simbólica do
espaço: cidades, ilhas e jardins”. Lisboa: Instituto Português da Língua e Literatura, 1991.p. 114.
9 BETHENCOURT, F. op. cit. p. 115.
10 BETHENCOURT, F. op. cit. p. 116 a partir de João de Barros - “Crónica do imperador Clarimundo” (1520).
11 BETHENCOURT, F. op. cit. p. 113 a partir de Jorge Ferreira de Vasconcelos - “”Memorial das proezas da segunda Távola Redonda”
Soromenho-Marques, “lugares naturais para a (re)invenção do mundo. Lugares de cosmogonia.”12 No entanto, os Açores são um arquipélago que se apresenta numa posição particular, isolada e central no Atlântico Norte. São ilhas vulcânicas, feitas de rocha negra e de terras ora delgadas, ora profundas e mais férteis. Para Duarte Belo o vulcanismo “é a fábrica da paisagem que se manifesta nas ilhas açorianas, a origem do chão que pisamos, a matéria do nosso sonho de habitar, sobre um organismo vivo, estranho e poderoso”.13 Um dos lugares onde esse aspecto telúrico da paisagem se encontra mais presente, na actualidade, é o vulcão dos Capelinhos: aqui se torna visível a “dimensão telúrica que se joga na paisagem açoriana, onde se sente o respirar da Terra.”14
Este vulcão, para além de ser um dos vulcões mais bem conhecidos e estudados em todo o mundo (desde a sua fase inicial como vulcão submarino até à sua evolução como vulcão terrestre) é um aparelho eruptivo que apresenta características particulares, tanto pelo tipo de vulcanismo como pela dimensão temporal da sua actividade invulgarmente longa de treze meses.15 É também um laboratório perfeito para compreender os processos de colonização biológica, e simultaneamente, de erosão das ilhas. O vulcão dos Capelinhos tem uma escala humana, conferida pela idade. Surgido em 1957/58, e alvo de uma erosão acelerada, parece que nasceu, se desenvolveu, atingiu a maturidade, e agora se degradada e eventualmente desaparece no tempo de uma vida. Esta escala temporal, semelhante à vida humana e contemporânea de tantos de nós, torna-o a ele, vulcão, não só mais humano como também familiar. É como se fosse uma pessoa de família, que quem com ele estabeleceu uma relação de proximidade e frequência vai visitar, para ver como está agora, qual tem sido a sua evolução. É um pedaço de terra cinzenta e bege, poeirenta, que faz parte da família, de nós. Para além da terra é o mar que delimita as ilhas e define os seus limites. “Com efeito, onde quer se que esteja sente-se o cheiro da maresia, vislumbra-se a superfície imensa do líquido cor de chumbo e, se o viandante se descuida, topa de surpresa com a rocha negra e disforme batida incessantemente pelo marulhar do mar. Não é (não foi), exclusivamente, um elemento decorativo ou personagem seleccionada para integrar o mundo dos mitos e das fábulas. O mar foi (e é) um elemento participante, activo, a vida (da história) dos açorianos. Sustentou-os, e, sobretudo, uniu-os entre si e aos outros. Não admira, pois, que entre o açoriano e o mar haja uma relação tão interiorizada que o impede de viver sem o bramido das ondas e a aragem da ressalga”.16 No entanto, a visão do mar açoriano dos autores literários, turistas e visitantes temporários é completamente diferente da visão por parte das populações locais, como se verá mais à frente. Sobre o clima escreve Vitorino Nemésio: “Um céu de algodão sujo tolda o arquipélago das nove ilhas; o “mormaço” apaga os contornos do mar e da terra, e, amolecendo os pastos às custas da pele do proprietário e do pastor, dilui e arrasta as vontades, dá a homens e a coisas uma doença quase de alma, a que os ingleses, médicos do bem-estar, puseram uma etiqueta como quem descobre uma planta nova neste mundo seco e velho: azorean torpor.”17 Em relação a um dos principais elementos do clima dos Açores, o vento, que afecta toda a vida do arquipélago e particularmente a vegetação, João Marinho dos Santos tem esta sensibilidade: “Particularmente fustigado pelos ventos que sopram de todas as direcções, o arquipélago açorense tem tido dificuldade em proteger-se e manter-se imóvel. São, com efeito, os ventos um dos grandes factores de erosão, os diabinhos irrequietos que alteiam a ondulação, os portadores incansáveis da “ressalga” que queima a vegetação, os provocadores impenitentes dos homens e dos animais. Matreiras, algumas comunidades humanas, mais abandonadas à sua sorte, repetem aforismos como este, colhido da experiência de que mais vale sofrer do que protestar: “olha, está bem bom, não faça vento!”[ouvido pelo autor nas Flores]. E mantém-se, efectivamente, imóveis, enquanto o vento não passa. (…). Com efeito, nada nem
12 SOUSA, H.; SOROMENHO-MARQUES, V. - “Açores: Magiae naturalis”. Angra do Heroísmo: Instituto Açoriano da Cultura, 2006. p. 7 13 BELO, D. - “Fogo frio: o vulcão dos Capelinhos”. Lisboa: Assírio & Alvim, 2008. p. 133.
14 Idem, p. 5. 15 Idem, p. 19.
16 SANTOS, J.M. - “Os Açores nos séculos XV e XVI (volume I)”. Ponta Delgada: Secretaria Regional de Educação e Cultura, 1990. p.
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183 ninguém quer alguma coisa com o vento. Mas ele existe, na terra e no mar, uiva nos descampados e, metediço, entra em casa, pelas frestas das portas e janelas, pelos telhados.”18
Em relação ao mundo vivo e natural, Eduardo Dias et al referem que “Seria de esperar (pois) que a floresta laurissilva, com a sua baixa diversidade de espécies, fosse um ecossistema simples (…). Mas como a vida é sempre capaz de nos surpreender, a floresta laurissilva impressiona, talvez e acima de tudo, pela sua complexidade estrutural, facto este que testemunha a enorme diversidade com que se manifesta a vida a ocupar todos os meios e espaços disponíveis. Utilizando os mesmos ingredientes, mas em proporções distintas, a natureza recria um mundo incalculável de inter-relações entre os seres vivos que a constituem. É aqui, nesta complexidade, que as diferentes espécies de aves assumem funções múltiplas, e mais que à especialização assiste-se a um processo de diversificação de funções.”19 No entanto, “uma das sensações que mais surpreende numa viagem pela floresta laurissilva é o seu aparente silêncio. Não é um silêncio verdadeiro, porque fervilham entre as folhagens inúmeros sons; o canto rouco do pombo-torcaz; o rapar do solo do merlo ou a invasão súbita do sibilar das estrelinhas. Os sussurros das aves da floresta laurissilva estão tão interligados a ela que não os podemos separar do silêncio das grandes árvores.”20 Assim, “parece que a natureza está tão bem adaptada que para tudo existe um espaço, formado por árvores e arbustos, por debaixo destas cresce uma enorme variedade de fetos, ervas e musgos. As nuvens que envolvem a floresta parecem esconder um segredo, o solo perde a exclusividade como manto de germinação e, neste estranho mundo tudo transborda de vida, as rochas e os troncos de árvores tomam a forma de florestas miniatura, ocupadas por uma enorme diversidade de espécies de musgos e hepáticas.”21
Já Raul Brandão referia que “este calor e esta humidade constantes explicam os jactos impetuosos de verdura em massas de prodígio. As árvores crescem à nossa vista. O que noutros sítios leva séculos a desenvolver-se faz-se aqui em alguns anos - mas o que noutros sítios dura séculos acaba aqui num instante, farto de deitar raízes, de atirar pernadas pelos ares, de se desentranhar em folhas e flores.”22 Raul Brandão fala mesmo da “ carne das plantas” alimentada com “calor, não sei que atmosfera magnética, um Inverno em que chove sempre, arrastando o húmus das montanhas e misturando-o aos elementos químicos que fertilizam o solo (…).”23
Sobre a flora introduzida (no Faial) Bernard Venables escreve que “A vegetação que se espalha e entrelaça, desde a orla costeira até à cratera que coroa a ilha, constitui uma inextricável mistura do que é indígena com o que foi introduzido e com o que escapou à ordem dos jardins. Há fugas de jardins noutros lugares, tímidos abandonos da confinada segurança; mas aqui nem sequer se imagina um jardim que consiga reter os seus locatários, eles simplesmente sublevam-se e evadem-se. As rosas brancas trepadeiras fogem dos canteiros para as colinas e transformam-se, até onde a vista alcança, em frondosas e perfumadas sebes. A Hydrangea hortensia, arbusto tão composto e doméstico nos jardins de Inglaterra e da América, povoa densamente as bermas das estradas do Faial, despenha-se pelos barrancos de lava, sobe quase até ao topo da ilha. Dá a sensação que uma vegetação tão exuberante só pode ser a expressão de um fervilhar no solo, de uma ardência proveniente de um fogo interior - sensação que corresponde, exactamente, à realidade.”24
Sobre a Caldeira do Faial este autor escreve que “A cratera tem 6,5 quilómetros de perímetro e 400 metros de profundidade, mas os números pouco dizem sobre a calma que reina naquela vasta bacia, sobre o
18 SANTOS, J.M. op. cit. p. 56.
19 DIAS, E. et al - “Biologia e ecologia das florestas das ilhas: Açores” in SILVA, J.S. (coord.) - “Açores e Madeira: a floresta das ilhas”
Lisboa: Edição Público, Comunicação social SA e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, 2007(b). Colecção Árvores e Florestas de Portugal vol. 6. p. 66.
20 DIAS, E. et al (2007b) op. cit. p. 65. 21 Idem, p. 61.
22 BRANDÃO, R. - “As ilhas desconhecidas: notas e paisagens”, Lisboa: Frenesi, 2001 (conforme a 1ª edição de 1926) p. 148. 23 Idem, p. 149.
24 VENABLES, B. - “Baleia! Os baleeiros dos Açores”. Horta: Peter Café Sport, 2010 (edição original London:The Bodley Head Ltd.,
seu silêncio, a quietude lá em baixo, a sua extrema e fatal solidão, a perfeita simetria das paredes que se despenham do harmonioso contorno da sua crista.”25 No entanto, nem a todos os escritores a paisagem dos Açores se afigurou tão benéfica, no princípio do povoamento a ilha Terceira é descrita deste modo por Ferreira Drumond: “Serranias incultas, madeiras de uma grossura enorme, espessos matos entrelaçados de agudos silvados, ribeira escalvadas, profundas grotas, feias quebradas, pedreiras denegridas de fogo muito anterior a esta idade, horrendos vestígios de ardentíssimos vulcões, que minaram, e revolveram uma parte da superfície da ilha, e acumularam serra sobre serra; era este o aspecto que por quase toda ela se apresentava.”26
Se as primeiras descrições como as de Gaspar Frutuoso e mais tarde, dos diversos naturalistas que aportaram aos Açores, tinham intuitos descritivos e científicos e relevavam para segundo plano aspectos emocionais e as suas impressões mais íntimas, as descrições dos irmãos ingleses Joseph e Henry Bullar em “Um inverno nos Açores e um verão no vale das Furnas” (1841), são já pautadas pelo romantismo da época e por uma visão exterior às ilhas, não tanto de índole científica como as dos restantes exploradores os século XIX mas já com um intuito recreativo e turístico. A importância da componente cénica da paisagem encontra- se patente nas descrições dos irmãos Bullar, na vontade de observação da natureza e da fruição de panoramas. Estes referem do seguinte modo o caminho de ligação entre Ponta Delgada e Vila Franca do Campo: “Cada volta do caminho oferece-nos novos panoramas, tanto mais apreciados, quanto os nossos olhos vinham afeitos às paisagens relativamente calmas dos arredores Ponta Delgada. Às vezes, atravessámos profundas grotas que corriam para o mar e cujas paredes rochosas estão cobertas de verduras, entre as quais sobressaem as folhas verdes claras de majestosos fetos suspensas sobre elas, tão leves e rendilhadas que parecem ter sido ali postas para formar propositado contraste. Os fetos apresentavam-se em toda a sua beleza, ajudado o seu desenvolvimento pujante pelo calor húmido do clima.”27 Para estes viajantes a fruição de vistas panorâmicas constituía o intuito das viagens e não o mero reconhecimento dos lugares habitados. As manchas de vegetação natural e introduzida são incluídas nas descrições, tendo-se observado inclusivamente que a folhagem dominante é persistente uma vez que “o castanheiro, agora sem folhas, era o único sinal evidente da presença do inverno.”28
Antes deles o britânico capitão Edward Boid tinha, em 1832 procedido a uma vista ao arquipélago registada no relato “A description of the Azores or Western Islands” onde a descrição da paisagem surgia já individualizada, para além dos aspectos da sociedade e política locais.29 Para além destes autores, os relatos de cronistas como Gaspar Frutuoso no século XVI ou Valentim Fernandes Alemão no século XV, se bem que impregnados de uma inevitável subjectividade concentram-se sempre mais nos aspectos de descrição geográfica, dos recursos presentes e da capacidade defensiva, referindo Gaspar Frutuoso também aspectos da sociedade, pessoas e acontecimentos ocorridos. Os relatos dos exploradores e cientistas do século XVIII e XIX são mais virados para os aspectos naturais das ilhas mas ainda não pretendem captar a totalidade da paisagem, com excepção da descrição dos já referidos capitão Boid e irmãos Bullar.
Na actualidade existem escritores que dão principal relevo aos aspectos humanos da paisagem já que, como refere Viriato Soromenho-Marques “Há mais de quinhentos anos que a beleza dos Açores guarda dois segredos fundamentais. Um segredo divino e outro humano. O primeiro respira do dom prodigioso das forças telúricas e marinhas envoltas num abraço fecundo, onde a vida se renova continuamente, por vezes no sobressalto da crusta em dilaceração, noutras vezes na explosão da promessa ardente da nova terra, dessa que jaz sobre o Oceano, e se derrama com o estrépito dos cones vulcânicos. Mas o segundo segredo, o
25 Idem, p. 43.
26 Ferreira Drumond, “Annais da ilha Terceira” vol.I, pg. 32 cit. por COSTA, C. - “Arvoredos dos Açores: algumas achegas para a sua
história”. Ponta Delgada: Tipografia Correio dos Açores, 1955. p.91.
27 Joseph e Henry Bullar “Um inverno nos Açores e um verão no vale das Furnas” (1841) p. 38 cit. por COSTA, C. - ““Arvoredos dos
Açores: algumas achegas para a sua história”. Ponta Delgada: Tipografia Correio dos Açores, 1955. p.52.
28 Joseph e Henry Bullar “Um inverno nos Açores e um verão no vale das Furnas” (1841) p. 62 cit. por COSTA, C., op. cit. p. 52. 29 ALBERGARIA, I.S.- “Quintas, jardins e parques da ilha de São Miguel: 1785-1885”. Lisboa: Quetzal Editores, 2000. p. 54.