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Como mencionado neste trabalho, existem duas formas de interação nos ambientes virtuais:

 Síncrona – em que os usuários se comunicam por diferentes espaços, mas ao mesmo tempo. São exemplos delas,

 webconferência (docente faz uma exposição, depois abre para perguntas. Os alunos podem então fazer comentários, perguntar);

 Chat (trata-se de uma sala virtual de bate-papo). Esta ferramenta não existe em todas as disciplinas, é necessário que o Professor peça para o designer instrucional coloque esta ferramenta no ambiente e planeje20 a melhor forma de usá-la.

 Assíncrona – em que os usuários se comunicam por diferentes espaços e tempo, tais como,

 E-mail – Correio eletrônico interno do moodle. Entretanto, o usuário pode escolhe se é enviada uma cópia para seu e-mail externo (gmail, Hotmail, Yahoo, dentre outros);

 Fórum de dúvidas – os discentes postam suas dúvidas, mas os docentes/tutores só respondem quando acessam o ambiente virtual.

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O fato desta ferramenta não constar no ambiente a revelia, aponta para um controle da UAB sobre o que é conversado com os alunos de forma síncrona, pois para todo e qualquer contato com os alunos os docentes e equipe de tutores devem seguir um planejamento, além do “código de conduta” em relação a respostas e retornos aos alunos sobre as atividades.

 Fórum de Notícias – o docente posta as mensagens sobre frequência, datas, lembretes sobre prazos das atividades, dentre outros assuntos relacionados a disciplina e os alunos só acessam quando entram no fórum ou verificam a caixa de e-mail, pois, cada postagem realizada no fórum de notícias é enviada para o e-mail automaticamente.

 Vídeo-aula – o docente grava uma aula, a qual é dividida em parts pequenas, para que possa ser facilmente “carregada”, acessada por intermédio de um link. Esta aula após editada é colocada em partes no ambiente geral da disciplina. Cada unidade contem uma vídeo-aula com o tema da unidade. Os alunos recebem um Cd com as vídeo-aula das disciplinas, juntamente com o guia de estudos da disciplina.

A respeito da relação dos alunos virtuais com os conteúdos e formas de interação e aprendizagem, Santos (2010) destaca,

Não podemos conceber os conteúdos apenas como informações para estudo do material didático construído previamente ou ao longo do processo ensino-aprendizagem. Ademais, não podemos negar que conteúdos são gerados a partir do momento em que os interlocutores produzem sentidos e significados via interfaces síncronas e assíncronas. A apropriação adequada dessas interfaces permite produzir conhecimentos em um processo de autoria e cocriação. (SANTOS, 2010, p. 39).

Neste sentido, a pesquisadora aponta a importância da interação para aprendizagem dos alunos, nisto consistiria a aprendizagem, a aula virtual, propriamente dita. Tais interações substituem a relação pedagógica presente em sala de aula. Mill (2010a) afirma que “(...) as atividades de ensino-aprendizagem realizadas no âmbito da EaD não caracterizam o que tradicionalmente é denominado de aula”. (Mill, 2010a, p. 24). A aprendizagem dos alunos virtuais ocorre, basicamente, na relação deste com:

 os materiais de aprendizagem;

 os alunos que integram os grupos de trabalho nas atividades;  as dúvidas e respostas mediadas pelos tutores e professores;

 a equipe docente, tutor e professor, por meio das interações síncronas e assíncronas;

 as vídeo-aulas gravadas pelos docentes responsáveis pela disciplina;

No ambiente virtual, não existe, portanto, a aula no sentido, de encontro presencial em um mesmo espaço e tempo; O mais perto disto são as webconferências. Em que necessariamente se transformou a aula? Dito de outro modo, se não há a aula em si, como se dá a aprendizagem? Qual o papel do professor? Para Mill (2010c),

Compreender o significado dos espaços e dos tempos da EaD exige entendimento de suas especificidades, pois trata-se de uma lógica de organização espaço-temporal diferente daquela da educação presencial. A adoção de tecnologias digitais constitui, por si só, uma peculiaridade essencial, da qual outras tantas podem decorrer. Nesse contexto, o trabalho dos docentes da EaD também passa por uma reconfiguração, a exemplo da gestão da sala de aula. A própria noção de sala de aula foi reconfigurada em função do desenvolvimento tecnológico recente, abalando a compreensão de “materialidade” da sala de aula. (Mill, 2010c, p. 60).

Portanto, as relações pedagógicas decorrem de outra lógica de espaço e tempo mediados pelas tecnologias da informação e comunicação. Mas, não fica clara a concepção de educação. O que se sabe é que o trabalho do docente responsável pela disciplina configura-se:

 na responsabilidade de confeccionar o material da disciplina, o guia de estudos, em que faz um resumo dos principais conteúdos. Este material pode conter uma pequena porcentagem de textos de outros autores;

 na formação e acompanhamento da equipe de tutores responsáveis pela docência nas salas virtuais;

 no controle do acesso destes tutores e na coordenação de seu trabalho;  na confecção de feedback21

coletivos sobre as aprendizagens dos alunos;       

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Enfim, o trabalho docente respalda-se na formação do material, no controle da equipe e retorno aos alunos dos principais problemas de sua aprendizagem, na elaboração e gravação de vídeo-aulas, menos em executar uma aula como tradicionalmente espera-se do professor. O aluno aprende pelas relações com as ferramentas e atividades virtuais, na leitura do material e retirada de dúvidas com o tutor, mas não possui uma explicação síncrona sobre o estudo de determinado tema, em que possa refletir e levantar questões de forma síncrona com o docente. Tais dúvidas e aprendizagens são mediadas sempre pelo computador, pela internet, enfim, pelas tecnologias da informação e comunicação.

A despeito disto, Arce (2010) pontua,

Em uma sala de aula presencial as questões, os olhares de dúvida afloram sob o olhar do professor. Em um curso on-line a escrita é o instrumento que media este movimento, escrita esta muitas vezes imprecisa, recebida com atraso e respondida no tempo do ligar o aparelho e conectar-se para entrar no ambiente. Escrever pode tornar-se tormento e confusão. Muitos alunos preferem, então, o silêncio, quebrado no momento da avaliação, em que transbordam as dúvidas não esclarecidas em tempo real, imediato. A linguagem escrita como mediadora traz também a liberdade presente de “teclar” sem ser visto; a ausência física destrava o dizer, transformando-o em rude, agressivo, sem cuidado. (2010, p. 84-85). (grifos meus)

Observe que Arce destaca como importante nas relações pedagógicas a comunicação síncrona e suas implicações que são possíveis na modalidade presencial, tais como o olhar e a observação da reação corporal dos alunos, mas ainda impossíveis no ambiente virtual.