Utfordringer med å snakke om seksuelle overgrep 4.4
4.4.1. Årsaker til hvorfor det er utfordrende
Antes de se discorrer sobre o papel desempenhado pela música nas organizações, bem como seus efeitos sobre o ser humano, convém apresentar algumas noções conceituais relacionadas à teoria musical, no intuito de tornar familiares termos técnicos usados no decorrer desse estudo.
Priolli (2007, p. 6) conceitua música como sendo “[...] a arte dos sons, combinados de acordo com as variações da altura, proporcionados segundo a sua duração e ordenados sob as
leis da estética”. A referida autora cita, ainda, três elementos fundamentais de que se compõe
a música: melodia, que representa a sucessão dos sons com sentido musical; ritmo, que constitui o movimento dos sons regulados pela sua maior ou menor duração; e harmonia, que consiste na execução de vários sons simultaneamente.
Faz-se importante ressaltar que a melodia pode ser executada através de instrumentos musicais ou com a inclusão de letras, através de recurso vocal. Para fins do presente estudo, convenciona-se que a música é considerada vocal, quando a melodia é transmitida pela voz
humana, com a inclusão de palavras (letras das músicas). Ao se executar a melodia somente através de instrumentos musicais, a música é considerada instrumental ou orquestral.
Outro aspecto conceitual e técnico da música diz respeito ao andamento, que segundo Priolli (2007) se refere ao movimento dos sons e podem ser de três tipos: lento, moderado e rápido. Cada um desses andamentos é indicado por meio de palavras, geralmente italianas, conforme Quadro 1, a seguir.
Quadro 1 - Andamentos rítmicos e seus termos correspondentes em italiano
ANDAMENTOS PALAVRAS ITALIANAS
LENTOS
Largo – o mais lento
Larghetto – um pouco menos lento que o anterior Lento – lento
Adágio – um pouco mais movido que o precedente
MODERADOS
Andante– mais movido que o adágio
Andantino – pouco mais rápido que o anterior
Moderato – moderado
Allegretto – mais rápido que o moderato
RÁPIDOS
Allegro – rápido
Vivace – ainda mais rápido Vivo – bastante movido Presto – muito rápido
Prestíssimo – o mais rápido de todos Fonte: Adaptado de Priolli (2007, p. 109).
Entretanto, dada a imprecisão dessas palavras, que não determinam o andamento exato da música, Priolli (2007) ressalta a importância de se utilizar um aparelho denominado metrônomo, para que seja determinada a duração exata do tempo. Com o uso do metrônomo, pode-se definir o tempo exato, exposto em b.p.m. (batidas por minuto). Com base no Quadro 1, os andamentos lentos variam entre 40 e 76 b.p.m.; enquanto os andamentos moderados ficam entre 76 e 120 b.p.m.; e os rápidos variam de 120 a 208 b.p.m..
Cabe destacar, ainda, uma definição de andamento rítmico apresentada por Gagnon e Peretz (2003), que o associam à velocidade que se imprime na execução de um trecho musical. Andamentos rápidos tendem a evocar músicas alegres, e andamentos lentos remetem a músicas tristes. Assim, considerando-se o caráter subjetivo do presente estudo, cuja abordagem é qualitativa, foram considerados somente os dois extremos dos andamentos, que têm a seguinte conotação: lentos, compreendendo músicas consideradas lentas e menos animadas/agitadas pelos colaboradores da empresa; e rápidos, compreendendo músicas consideradas rápidas e mais animadas/agitadas.
O volume constitui outro componente a ser esclarecido. Este é medido em dB (decibéis) e acima do nível de 50 dB, o nível de volume é considerado poluição sonora, sendo, portanto, proibido pela Resolução 001/90 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente e a NBR 10.151 da Associação Brasileira de Normas. Contudo, a Norma Regulamentadora 15, NR-15 (1990), em seu anexo I, estipula para o ambiente industrial o máximo de 85 dB (A), considerando-se uma exposição de oito horas diárias ao ruído contínuo ou intermitente, conforme pode ser observado no Quadro 2, a seguir e, em mais detalhes, no Anexo II do presente trabalho (BRASIL, 1990a).
Quadro 2 - Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
Fonte: (BRASIL, 1990a).
Observando-se o quadro, pode-se verificar que os níveis de ruído podem se elevar, na medida em que o tempo de exposição diária permissível diminui, até o mínimo de sete minutos. Portanto, os sons advindos da música, juntamente com outros provindos do ambiente de trabalho, não devem ultrapassar esses limites.
Para efeito do presente estudo, faz-se necessária adequação à abordagem qualitativa, no tocante aos níveis de volume, que terão a seguinte conotação: baixo, quando a música passa despercebida pelos colaboradores, cujo volume fica abaixo dos demais sons
provenientes do ambiente e dos diálogos entre os pares; moderado, quando o volume da música se equipara aos demais sons do ambiente e dos diálogos entre pares, podendo-se perceber todos os sons no ambiente laboral; e alto, quando os sons provenientes do ambiente e dos diálogos dos pares são totalmente encobertos pela música inserida no ambiente de trabalho.
Convém ressaltar, ainda, a distinção entre o gênero musical erudito e popular. Para
Adolfo (1997, p. 7), diferentemente da música popular, “[...] que constitui obra criada dentro de uma técnica aperfeiçoada e transmitida pelos meios comuns de divulgação [...]”, tomada de
forma espontânea por seus compositores, que em geral não estudaram formalmente para efetivar a dita obra, a música erudita nasceu da elaboração intelectual de quem possui qualidades intrinsecamente artísticas, levado a compor em função de profundos estudos de música, fundamentados na chamada “ciência da música”, elaborada a partir de formas preestabelecidas.
Essa distinção permaneceu no Brasil até meados do século passado, em que a concepção de música popular relacionava-se à noção de cultura tradicional, cuja música caracterizava-se por sua transmissão oral e função lúdico-religiosa, destinada a comunidades ou áreas culturais relativamente homogêneas, rurais na sua maioria. Nesses termos, a música popular se opunha à erudita, que se caracterizava pela tradição letrada e urbana. Entretanto, com a consolidação dos meios de comunicação de massa, a linha que divide esses dois gêneros musicais passa a ser mais tênue. “Música popular” passa a distinguir as práticas musicais veiculadas pela mídia, em que consumidor e produtor encontram-se distanciados. E aquelas tradições musicais orais e comunitárias, cujo consumidor se confunde com produtor, passam a ser designadas de música folclórica (ULHÔA, 1997).
Ainda segundo a autora, torna-se difícil identificar, na música popular, “[...] as origens étnicas e sociais da sua linguagem cujos componentes são uma mistura de elementos das mais variadas procedências, tanto rústicos quanto eruditos” (ULHÔA, 1997, p. 80). O sentido da música é dado através de seus usos e recursos, que incluem o significado que a música passa a ter, ao ser apropriada pelo indivíduo e por grupos em determinado contexto.