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4. Analyse og drøfting

4.1. Årsaker

A Esquerda Democrática originou-se a partir de reuniões de pessoas e organizações que apoiaram o candidato udenista Brigadeiro Eduardo Gomes. Tinha como princípio a democracia representativa, popular mantenedora do sufrágio universal. Esse sistema representativo pleiteou medidas como proteção salarial, assistencialismo, ensino público, industrialização e desenvolvimento das forças produtivas.

A ED reconhecia que a estrutura agrária tradicional condicionava a população rural num baixo nível de vida, impedindo o desenvolvimento técnico das atividades agrícolas.

Em Goiás a desagregação e as insatisfações políticas despertaram a busca de novos campos de representação. Intelectuais, políticos e líderes de classe, buscaram novo movimento aglutinador, fundando a Esquerda Democrática. Domingos Jorge Vellasco, um dos fundadores da ED nacional, movimentou forças, arregimentando adeptos para a nova agremiação (simpatizantes udenistas).

A Esquerda Democrática integrou a União Democrática Nacional, sendo uma agremiação criada para combater a ditadura varguista, sua finalidade era a implantação de um regime pluralista. A E.D caminhou harmoniosamente com a UDN, mas em 1947 ambas separaram-se e a primeira fora transformada em Partido Socialista Brasileiro – PSB.

No pleito para a presidência da República, a ED apoiou o candidato Eduardo Gomes, o qual saiu derrotado pelo oponente pessedista General Eurico Gaspar Dutra, coligação PSD – PTB216.

Na política estadual, Domingos Vellasco, Jales Machado, Alfredo Nasser, integrantes da UDN e da antiga ED, constituíram uma coligação lançando a candidatura de Jerônimo Coimbra Bueno. O candidato udenista tornou-se vitorioso. Para o seio da agremiação, somaram-se elementos descontentes com a interferência e intransigências de Pedro Ludovico nos planos pessedistas. Elementos descontentes, como Aquiles de Pina, Hozanah Guimarães, João D’Abreu, Diógenes Sampaio, engrossaram as fileiras do PSB.

Devido desacertos internos na política Coimbrista, Vellasco desvinculou- se de seu governo e do partido (União Democrática Nacional). Questões como demissões de funcionários públicos, atraso dos pagamentos de servidores, ódios e perseguições afastaram Vellasco do seio da UDN. Vellasco, após romper com

Coimbra Bueno, propôs apoio à Pedro Ludovico. Em 1950 Vellasco elegeu-se Senador217.

A UDN não queria aceitar a saída de Vellasco e automaticamente a fundação do Partido Socialista Brasileiro. Os udenistas entendiam que deveria continuar na agremiação democrática nacional, mesmo manifestando ideais contrários aos propósitos da agremiação conservadora.

Em 1954, o PSD em coligação com o PSB elegeu José Ludovico para governador e Pedro Ludovico para Senador.

A sede do PSB era Goiânia no Edifício Varendy, na Avenida Anhanguera, esquina com a rua 08, em cima de a revolução (quartel do PSB), local de reuniões e outras atividades culturais218.

Vellasco, fundamentado na ideologia da Esquerda Democrática, vislumbrou soluções para as dívidas dos produtores rurais, melhora das fazendas goianas, higienização e sanitarização do espaço agrícola. Luis Contart expressa a confiança e o reconhecimento do povo com relação à Vellasco:

“...Vellasco falava sobre as dificuldades financeiras

do produtor rural, estampadas nas condições precárias das fazendas goianas, em sua maioria, desprovidas até de instalações sanitárias. Atrás da bananeira ou das moitas de capim eram os locais disponíveis para as necessidades fisiológicas do fazendeiro e de sua família.

Embora muitos dos fazendeiros tivessem algum receio com referencia ao termo socialismo, pela confusão que se estabelecia com a propaganda anticomunista, Vellasco conquistava os votos tanto do fazendeiro, como do meeiro, como do trabalhador urbano, do engenheiro, do industrial e do comerciante, num reconhecimento de todos aos seus méritos de estudioso das questões sociais, pregando a sua prática219:”.

217Idem, Op. cit. p. 31

218CONTART, Luís. , Op. cit. p.69 219Idem, Op. cit. p.72

De acordo com a citação de Luís Contart, percebe-se um carisma por Domingos Vellasco. Encarado como socialista, Vellasco atuava em comícios, décadas de 1930 à 1960, dialogando, articulando política, e manifestando uma prática semelhante à dos comunistas, combate aos interesses estrangeiros, os quais segundo o chefe político corrompia e empregava práticas anti democráticas.

O jornal Tribuna do Norte salienta a luta pessebista contra o capitalismo:

“...tenho procurado, através desses 50 anos de militância socialista, na Esquerda Democrática, a partir de 1945 e no partido Socialista Brasileiro – PSB – a partir de 1947, tornar realidade esta definição que nos oferece o Dicionário Aurélio(...). Como discípulo de Domingos Vellasco e João Mangabeira, fundadores da Esquerda Democrática e do Partido Socialista Brasileiro, sei que o capitalismo é o maior inimigo do socialismo, como tal, tudo faz para desclassificar este regime ou sistema de governo perante a opinião pública, confundindo o povo com as mais mentirosas afirmações sobre o papel dos socialista em favor das mudança sociais que o socialismo defende220”.

Domingos Vellasco, assistiu a implantação do Partido Socialista Brasileiro, em Goiás, no ano de 1947. Fundou o partido, a princípio, em Araguacema e no distrito de Xerente (hoje Miracema), chegando a eleger prefeito e vereadores221.

Em Goiás, o PSB teve uma atuação destacada na vida política do Estado, principalmente em Goiânia. Na primeira fase, a partir de 1947, sob a presidência de Domingos Vellasco, o partido conseguiu lançar candidatos a cargos majoritários em eleições proporcionais. Em 1946 Domingos Vellasco foi eleito Deputado Federal. Em 1950 foi eleito Senador, tendo como suplente, Costa Paranhos. Na década de 1950 o PSB de Goiânia, lançou como candidato à prefeitura do município, sendo representado por Nion Albernaz. Com a Revolução

220Tribuna do Norte. Artigo intitulado “O Rancor do Poder Contra o Pobre”. Luis Contart. Sexta –feira, 25

de 31 de março de 1964, o PSB, que havia participado de todas as campanhas políticas em Goiás, teve o registro cassado.