5. Presentasjon og analyse av empirisk materiale
5.1. Å se barn som subjekter
5.1.1. Å se barn som subjekter på småbarnsavdelingen
As partículas em suspensão são demasiadamente pequenas e facilmente inaladas, penetrando profundamente no trato respiratório. Na análise de Branco e Murgel (1995, p. 27), “a mais genérica fonte de poluição do ar é o vento. Ele suspende partículas do solo ou gotículas de água salada do mar”. Este fenômeno natural pode causar irritações no sistema respiratório e até mesmo riscos reais à sobrevivência. As tempestades de areia no Saara são um grande exemplo desse processo, o vento transporta grandes quantidades de poeira que cruzam o Oceano Atlântico e são depositadas na floresta amazônica. Charles Darwin relatou em seu livro “viagem de um naturalista ao redor do mundo” que as nuvens de poeira no Oceano Atlântico vindas do continente africano chegam a escurecer o espaço produzindo irritação nos olhos.
Para melhorar a qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo, a “Operação Inverno” foi instituída pela CETESB em 1976 como um conjunto de ações preventivas durante os meses de inverno, período mais crítico quanto aos poluentes primários. Nesse período, a dispersão dos poluentes torna-se mais difícil por conta das condições atmosféricas características da estação, além disso, a pluviosidade é menos intensa favorecendo a concentração dos materiais na atmosfera, assim, o principal objetivo da operação era proteger a saúde da população contra os episódios agudos de poluição do ar na RMSP e Cubatão, cidade localizada no litoral sul de São Paulo com intensa atividade industrial. Na RMSP, a avaliação diária da poluição atmosférica realizada pela CETESB mostrava que no inverno, poluentes como o monóxido de carbono e o material particulado, frequentemente atingiam altas concentrações. Em princípio as ações eram voltadas para a poluição industrial, de acordo com a CETESB, 2014;
Até meados da década de 80, a Operação Inverno enfatizou ações de controle da poluição industrial, uma vez que essas fontes eram consideradas as principais responsáveis pelo problema da poluição atmosférica. Essas ações produziram reduções bastante significativas das emissões industriais ainda na década de 80. (CETESB, 2014).
Entretanto, devido ao aumento contínuo da frota de veículos, estes passaram a ser as principais fontes de poluição do ar, assim, novos programas foram sendo implantados para minimizar o impacto da poluição de origem veicular, como a Operação Rodízio e a intensificação da fiscalização de fumaça preta em veículos pesados.
A partir do final dos anos 90, em virtude principalmente dos limites de emissão impostos pelo PROCONVE, para os veículos novos, observou-se uma queda significativa nos níveis de monóxido de carbono e material particulado. Assim, apesar de ainda haver algumas ultrapassagens dos padrões diários de material particulado no inverno, estas não justificam intervenções drásticas no tráfego de veículos. Atualmente, as ações desenvolvidas na Operação Inverno, na RMSP, são focadas, principalmente, na fiscalização da emissão de fumaça preta em veículos pesados e na orientação das pessoas para que reduzam as emissões de poluentes atmosféricos com medidas como a manutenção do veículo, dar preferência ao transporte coletivo, não queimar lixo, etc. Já em Cubatão, ações mais efetivas de controle das fontes estacionárias ainda são tomadas, além das ações preventivas de controle. Em 2013, as ações da Operação Inverno resultaram em cerca de 2.300 veículos autuados por emissão excessiva de fumaça preta na RMSP e cerca de 3.400 nas demais regiões do Estado de São Paulo.
O relatório publicado em 2014 com referência dos dados obtidos durante o ano de 2013, a CETESB divulgou a classificação da qualidade do ar e os efeitos nocivos à saúde quanto aos índices de poluentes conforme a figura 14. “Para simplificar o processo de comunicação dos dados de poluição do ar para a população, a CETESB utiliza o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), o qual é obtido através de funções lineares que relacionam as concentrações dos poluentes com os padrões legais de qualidade do ar”.(CETESB, 2014).
Figura 14 – Classificação da qualidade do ar - RMSP
Qualidade Índice Significado
N1 – Boa 0 - 40
N2 – Moderada 41-80
Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada.
N3 – Ruim 81-120
Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e
cardíacas) podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.
N4 – Muito Ruim 121-200
Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda falta
de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves à saúde de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas).
N5 – Péssima >200
Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis.
Fonte: Cetesb, 2014, p. 7.
Para o professor Dr. Em pneumologia Marcos Abdo Arbex, em entrevista ao Jornal brasileiro de pneumologia no ano de 2012, o efeito da poluição atmosférica na saúde da população pode ser o causador de diversas doenças no sistema respiratório, “apesar dos efeitos da poluição terem sido descritos desde a antiguidade, somente com o advento da revolução industrial a poluição passou a atingir a população em grandes proporções” (ARBEX, 2012, p. 644). Devido à grande área de contato entre a superfície do sistema respiratório e o meio ambiente, a qualidade do ar interfere diretamente na saúde respiratória no qual os poluentes inalados atinge a circulação sistêmica através dos pulmões e pode causar efeitos deletérios em
diversos órgãos e sistemas. Na tabela 5, estão listados os principais poluentes, suas fontes, as áreas de ação no sistema respiratório e os efeitos sobre a saúde humana.
Tabela 5 – Poluentes e efeitos a saúde
No Brasil, em 1952, em Bauru, uma indústria extrativa de óleos vegetais lançou grande quantidade de pó de mamona no mar, posteriormente foram registrados 150 casos de doenças respiratórias agudas (bronquites e afecções alérgicas com nove óbitos. Sabe-se que um único carro ou uma única fábrica não são suficientes para trazer danos à saúde, então, qual é o limite adequado de emissões? A partir de estudos toxicológicos foram determinados os níveis de exposição e seus possíveis efeitos à saúde definidos nos Padrões de Qualidade do Ar (PQAR).