• No results found

Zum gegenwärtigen Status des Lëtzebuergeschen

KAPITEL 5: SPRACHE ALS WICHTIGER FAKTOR DER NATIONALEN

5.1 Zum gegenwärtigen Status des Lëtzebuergeschen

A Geografia Médica ou da Saúde se divide em dois principais campos de Investigação. O primeiro, a Nosogeografia ou geografia médica tradicional, encarregada na identificação e análise de padrões de distribuição espacial das

enfermidades,

Asíla distribución espacial es una distribución geográfica, a partir de

la cual pueden establecerse relaciones con premisas etiológicas, naturales o sociales de los danos estudiados, esta dirección es

comúnmente empleada en la Geografía Médica, dentro de la Nosogeografía (ROJAS, 1997, p.9).

A geografia da atenção médica ou da saúde ocupa-se da distribuição e

planejamento de componentes infraestruturais e de recursos humanos do sistema de atenção médica. A autora afirma, existir uma direção mais holística

e recente que se desdobraria na aproximação da diferenciação do bem estar, e

das condições e qualidade de vida, incorporando aos indicadores clássicos, (ROJAS, 1997).

La situación de salud de un espacio poblacional dado, en un

momento dado, está influenciado tanto por los avatares de las formaciones económicas, de las persistencias de origen natural

(clima, suelos, relieve y otras), comopor la experiencia biológica de la población en contacto con diversos agentes patógenos (DUBOS,

1989). Así todo espacio geográfico poblacional, portará una historia ecológica, biológica, económica, conductual, cultural, en síntesis

social, que inobjetablemente ha de orientar el conocimiento del proceso salud-enfermedad, tanto como es capaz de contener y reflejar los cambios del presente, especialmente relacionados con la

alta movilidad de la población (ROJAS, 1997,p.12).

Rojas contribuiu para a efetivação de tais estudos, principalmente no

Brasil. A referida autora afirma que “El marco teórico que sustenta los modelos de determinantes del estado o la situación de salud de la población, evidencia fuertes nexos con el soporte teórico del espacio geográfico”. Afirma, ainda, a

importância de Sorre na utilização de vários conceitos como de gênero de vida,

de ecúmeno e complexos patogênicos, interpretando as enfermidades e as mortes como tema, sendo o aspecto central da geografia a Ecologia Humana e

trazendo fundamentosda Geografia médica, embora pouco explorados.

entendimento da Geografia médica, "uma antiga perspectiva e uma nova especialização”. E também complementa com o pensamento de Verhasselt (1993 citado por ROJAS, 1988, p.15) ''Se ocupa da aplicação dos conhecimentos geográficos, métodos e técnicas na investigação da saúde, na

perspectiva da prevenção das enfermidades". Rojas (1988) afirma que existem outras denominações adotadas para a Geografia Médica, tais como: Topografia Médica, Geografia das Patologias, das Enfermidades e das Mortes;

Geomedicina; Geoepidemiologia e Ecologia Médica. Seja qual for a convenção

que se adote, se tem considerado como parte da Geografia Humana (SORRE

1955 citado porROJAS, 1997).

O fato é que a importância da Geografia Médica ganhou concretude ao

se constituir em Lisboa a comissão de Geografia Médica da UGI, em 1949. A geografia médica contemporânea ou geografia da saúde diversificou sua linha de atuação, de forma a atuar mais ativamente na noção de Saúde, estendendo-se à prestação de cuidados de saúde para além da sistematização dos padrões em que ocorre a doença, o que torna esta disciplina

extremamente enriquecedora no entendimento da espacialização do processo saúde/doença no contexto global.

A abordagem relativa à prestação dos cuidados de saúde, provisões, necessidades e a análise espacial de desigualdades adquire particular

importância à medida que se tornam evidentes os significados e implicações políticas e sociais quando se planeja saúde ou se procede a sua valorização e proteção. É tão importante conhecer de uma forma correta e precisa o padrão espacial de morbidade, os vetores físicos e sociais adjacentes, como é essencial deter uma noção adequada da utilização dos principais elementos do sistema de saúde, desenvolvido para combater a doença e as diferentes situações capazes deameaçar o equilíbrio em saúde (GIGGS, 1979).

A Geografia da Atenção à Saúde, a partir de 1960, com a influência das técnicas e concepções propostas pela New Geography, apresentou um

crescimento das análises espaciais voltadas à avaliação dos perfis de distribuição de equipamentos, em escala regional, e o consequente aumento

deestudoscom vistas àdifusãode inovações, de equipamentos epropiciando a distribuição de profissionais, além de análises metodológicas e técnicas de

computação. A autora evidencia que, antes disso, pouco se estudou as análises espaciais das políticas de saúde e distribuição de serviços, mas que Sorre já sentia a falta de tais abordagens nos estudos anteriores, que se restringiam aos estudos epidemiológicos (BOUSQUAT, 2001).

A investigação dos sistemas e equipamentos de saúde, funciona como uma forma de aferir, mas ao mesmo tempo de reclamar o relaxar das preocupações culturais e sociais dosestados, incluindo a gestão das desigualdades socioeconômicas capazesde potenciar ou agravardesequilíbrios de saúde (NOSSA, 2001, p.41).

Estudos realizados por Hart (1971) e Kelvyn Jones (1991) esclarecem

que a utilidade e eficácia de bons cuidados de saúde tendem a variar no sentidoinverso dasnecessidades dapopulaçãoservida. Dessa forma, constata a evidência do inverse law of care (Lei de cuidados inversos), ou seja, “a disponibilidade de bons cuidados médicos tende a variar inversamente com as necessidades da população abrangida” (KELVYN JONES, 1986, p.412). O que

se verifica é que, em áreas com maior morbidade e mortalidade, os profissionais de saúde têm mais trabalho e menor eficácia na prática das

atividades, e osmédicosdesenvolvemmaior esforço com menor infra-estrutura do que emáreasdemaior salubridade.

A geografia dos cuidados de saúde procura identificar e retificar irregularidades espaciais, evidenciar iniquidades existentes, contribuir nos

planejamentos sanitários, na otimização dos conceitos de justiça social e

buscar soluções para que se eviteum“neodarwinismo social” (NOSSA, 2001). O reconhecimento do importante significado das questões sociais e econômicas nos estudos da geografia médica resultou num pedido feito à

Comissão de Geografia Médica da UGI (União Geográfica Internacional no

Congresso de Geografia em Moscou (1976), para que se adotasse a denominação mais abrangente de Geografia da saúde, definindo-a como: "A análise espacial da saúde das populações, nas suas relações com o meio físico, biológico, social, econômico, comportamental e cultural” (BALESTEROS,

nome e sugerem duas linhas de investigação presentes na geografia médica. Só por conveniência de análise, vêem a possibilidade de existirem

subdisciplinas, mas nunca atuando como campos individualizados. Portanto,

como sugere George,

[...] a geografia tem de ser metodologicamente heterogênea [...] a pesquisa geográfica recorre sucessivamente aos métodos de cada uma das ciências de que se vale para chegar ao conhecimento analítico dos dados incluídos nas combinações que constituem o objeto de seus estudos fragmentários ou globais (GEORGE, 1972 citado porFERREIRA,1991, p.47).

Conforme Moreira (2009) é com George que a teoria da organização geográfica do espaço mundial perde seus alicerces clássicos: a divisão natural

em continentes. George toma como nova referência os sistemas econômico sociais, vendo as formas de organização do espaço mundial segundo os

sistemas socialista e capitalista, este por sua vez diferenciando-se em

desenvolvidos e subdesenvolvidos.

O homem já não mais aí é visto segundo suas diferenças de ordem

continental. O que os distingue são suas condições econômicas e sociais de existência, emanadas da capacidade de transformar e distribuir a riqueza vinda da ação sobre a natureza. No nordeste

industrial dos Estados Unidos, no noroeste europeu, nos desertos do

Saara, como nos trópicos do Brasil ou na região de coníferas do sul do Chile, o que temos são homens vivendo sob quadros econômico- sociais que os distingue em afortunadosou famintos. A determinação da estrutura econômico-social das sociedades, eis o substrato da geografia emsuas diferenças (MOREIRA,2009, p.21).

Os aspectos geográficos em saúde constituem representações espaciais

deaspectos epidemiológicos, procedendo à identificação de riscos inerentes ao meiofísico, para além de se considerarem cumulativamente aspetos do espaço social e econômico nasua relação saúde/doença.

Sabe-se que as necessidades dos grupos evoluem consoante o grau de

complexidade social, das tecnologias disponíveis, alargando e diferenciando situações de risco. A "aldeia global" criada pelo homem o é também para os vírus e bactérias. De retorno aos primórdios desta globalização, os micróbios transportados pelos descobridores e exércitos europeus dizimaram populações cuja imunidade não reconhecia estas novas estirpes (NOSSA, 2001).

Há que se considerar as diversidades econômicas, sociais, biológicas e

culturais das populações nos diversos ambientes nos quais estão inseridas. Há

que se considerar, ainda, as diferenças de escalas territoriais e de

conhecimentos que propiciem estudos mais eficazes em busca de um entendimento holístico do adoecer e morrer das populações, conforme proposto, nos primórdios dos estudos geográficos, sejam filósofos, médicos,

epidemiologistas ou geógrafos que buscam entender o homem no seu meio e as singularidades de cada território.