4. EXPERIMENTAL
4.3 E XPERIMENTAL PROCEDURES
SÍNTESE HISTÓRICA
O Banco Português Investimento é um grupo financeiro, multe especializado, centrado na atividade bancária, dotado de uma oferta completa de serviços e produtos financeiros para os Clientes empresariais, institucionais e particulares. O quadro 6 apresenta algumas das datas mais marcantes do percurso do Banco.
Quadro 6: HISTÓRICO DO BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO.
DATAS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS
1981 Fundação da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI). 1985 Transformação da SPI no Banco Português de Investimento 1991 Aquisição do Banco Fonseca & Burnay (BFB) pelo BPI. 1995 Criação do grupo do BPI
1996 Início do processo de integração dos três bancos do Grupo BPI 2007 O BCP rejeitou a proposta de fusão com o BPI
2010 Participação no Banco Fomento Angola (BFA) Fonte: Adaptado BPI (2010:225).
“A atividade do Grupo desenvolve-se principalmente em Portugal, um mercado desenvolvido e concorrencial onde o BPI detém uma forte posição competitiva, a terceira por volume de negócios entre os bancos privados, e em Angola, uma economia emergente que tem registado um crescimento forte e sustentado ao longo dos últimos anos, onde o BPI, através da participação no BFA, é líder de mercado” (BPI, 2010:12).
CULTURA E VALORES
Em termos de cultura e valores o grupo BPI tem mantido os seus principais compromissos no âmbito do mecenato, nos domínios da Cultura, Educação, Ciência e Solidariedade Social. No âmbito da sua política de responsabilidade social, o BPI continuou a apoiar, em 2010, um conjunto de projetos e de iniciativas relevantes, promovido por instituições de elevado prestígio, em domínios tão diversos como a solidariedade social, a cultura, a educação, a ciência, a investigação, a inovação e empreendedorismo e o ambiente. Estas ações tiveram lugar e marcaram a diferença nos países onde o Banco tem uma presença mais forte. Tendo sido mesmo lançada, recentemente neste último âmbito, uma nova iniciativa, o Prémio BPI Capacitar, no valor de 500 mil euros, destinado a apoiar instituições e projetos orientados para melhorar as condições de vida de pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade permanente (BPI, 2010:19).
SITUAÇÃO ACTUAL
“No final de 2010 estavam afetos à atividade doméstica 82% do capital próprio do Grupo e à atividade internacional estavam afetos os restantes 18% e os seguintes resultados:
O rácio de transformação representado pelo crédito líquido sobre os recursos de Clientes de balanço desceu de 130% para 113% entre 2007 e 2010; considerando apenas os depósitos, caiu de 148 para 135%, a única descida entre os bancos analisados
O rácio de core capital do BPI subiu de 5.4 para 8.7%, o mais alto de sempre desde 1996, ainda sem considerar a introdução da norma IRB; o rácio Tier 1 subiu de 6.2 para 9.1%, o nível mais elevado da amostra, sendo certo que, entre 2006 e 2011, o BPI fez um único aumento de capital de 350 milhões de euros, muito abaixo de qualquer dos outros bancos considerados
A rentabilidade dos capitais próprios do BPI desceu de 24.7% para 8.8% entre 2007 e 2010
O ativo total foi de 45.660 M euros e o capital próprio foi de 1.447 m euros
O crédito a clientes e garantias foi de 34.449 M euros e os recursos totais de cliente e de 69.667 M euros.” (BPI 2010:127)
“O BPI serve 2.373 milhares de Clientes através de canais de distribuição compostos por uma rede de balcões, Banco automático (ATM), Terminais de pagamento automático ativos (POS) e escritórios de representação em vários pontos do mundo. Assim, a rede comercial do BPI estende-se por quatro continentes: Europa (Portugal, França, Suíça, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Luxemburgo, Bélgica); Ásia (Macau); África (Angola, Moçambique, África-Sul); América (Ilhas Caimão, Venezuela, EUA, Canadá) BPI, 2010:14). No entanto, tem uma muito maior implementação na Europa do que nos outros continentes.
PERSPETIVAS FUTURAS
As perspetivas futuras, apontam para a aceleração da atividade económica, beneficiando da subida do preço do petróleo, da recuperação de níveis de exploração petrolífera, e do pagamento de dívidas pelo Estado. As instituições devem adotar uma política de remuneração consistente com uma gestão e controlo de riscos eficaz, que evite
uma excessiva exposição ao risco, que evite potenciais conflitos de interesses e que seja coerente com os objetivos, valores e interesses a longo prazo da instituição financeira, designadamente com as perspetivas de crescimento e rentabilidade sustentáveis e a proteção dos interesses dos Clientes e dos investidores. BPI (2010:36 - 323)
AVALIAÇÃO DE ESTRUTURA DE GESTÃO DO RISCO OPERACIONAL O Grupo BPI define risco operacional como o risco de ocorrerem “prejuízos financeiros provocados por deficiências na definição ou execução de procedimentos, falhas nos sistemas de informação ou como consequência de fatores externos, assenta nos seguintes vetores:
Envolvimento ativo da Comissão Executiva, aprovando e revendo periodicamente os princípios de identificação, de avaliação, de controlo, de monitorização e de mitigação do risco operacional enquanto categoria específica de risco. Este envolvimento é garantido pela existência de um Comité de Risco Operacional. Centralização da função de controlo do risco operacional numa área com
responsabilidades de conceção e desenvolvimento de metodologias para gestão do risco e que assegure o sistema de reporte numa perspetiva global e integrada. Esta área está integrada na Direção de Organização.
Definição de procedimentos para detetar, avaliar, reduzir e monitorizar o risco operacional. O modelo de gestão baseia-se num sistema de autoavaliação dos riscos associados a processos e no reporte descentralizado de ocorrências.
Definição de medidas mitigadoras de risco operacional potencial ou efetivo assim como de indicadores que permitam a monitorização do mesmo e as avaliações da exposição ao risco operacional As ocorrências de risco operacional são tipificadas utilizando a tabela de riscos prevista na regulamentação do Banco de Portugal. Em termos de frequência as ocorrências de risco operacional em 2011 foram ligeiramente superiores às de 2010 (2 855 eventos).” (BPI, 2010:93-94)
Sobre Basileia III, o BPI ponderou e aprovou, entre outras, matérias que motivaram deliberações e assuntos que foram objeto de debate nas reuniões do Conselho de Administração, sendo um assunto de interesse geral para o Banco BPI.