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49 XII. Lager

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32 VII. Ordrer

49 XII. Lager

Ao longo deste estudo foram apontadas tanto pelos autores aqui pesquisados quanto pelos sujeitos da pesquisa, diferentes estratégias formativas importantes para o trabalho de formação continuada dos professores.

Antes de anunciá-las, vale destacar aqui, alguns pontos importantes sobre o papel da coordenação neste processo formativo:

- Mediar o processo tendo algo a contribuir, que possa provocar as reflexões no professor;

- Organizar pautas formativas para as reuniões pedagógicas;Criar linhas de formação dentro da escola garantindo formações diferenciadas que atendam às diferentes necessidades do grupo;

- Auxiliar o professor a superar as suas próprias dificuldades;

- Diagnosticar os saberes dos alunos e dos professores para pensar na articulação das formações dentro da escola;

- Conquistar o professor e atuar como parceiro mais experiente; - Tematizar as práticas dos professores;

- Desenvolver uma homologia de processos;

A tematização da prática, em geral, é feita a partir da filmagem de uma aula realizada pela coordenação durante uma observação em sala, e depois assistida pelos colegas nas reuniões pedagógicas. A equipe de coordenação (ou a coordenadora) organiza previamente os pontos mais importantes a serem observados e coordena a discussão de modo a trazer as contribuições teóricas para embasar a reflexão de uma prática compartilhada por todos.

Essa é uma estratégia muito eficiente para produzir resultados em sala de aula, já que as discussões se dão justamente sobre ações reais desenvolvidas com os alunos, nas quais a ação do professor é analisada e repensada por um grupo de professores envolvidos e, principalmente com a formadora – neste caso a coordenadora da escola.

Aliás, o papel de mediador é também apontado como um dos pressupostos da ação da coordenação na formação continuada de professores. Para isso, é fundamental ter um diagnóstico claro do grupo, tanto dos saberes dos alunos, quanto das necessidades formativas dos professores. Assim, é possível organizar as pautas formativas – tema já tratado anteriormente – e organizar um plano de formação que possa atender as especificidades dos grupos.

Por exemplo, os professores do 1ª ciclo (6 a 8 anos) muitas vezes precisam aprofundar-se no trabalho de alfabetização inicial enquanto os do 2º ciclo (9 a 10 anos) precisam ajudar os alunos a melhorar sua escrita com relação à ortografia. Desse modo, as discussões ficam focadas nas necessidades específicas de cada grupo favorecendo o uso das estratégias estudadas em sala de aula.

Assim, acreditamos que organizar um plano de formação com base no diagnóstico do grupo pode favorecer significativamente o trabalho em sala de aula, possibilitando que o professor qualifique sua ação pedagógica de modo a chegar mais próximo dos alunos contribuindo para a efetivação do trabalho em sala.

A coordenação precisa ser referência para os professores. Não dá pra se organizar uma formação sem que se esteja preparado. É aqui o momento de fazer uso da ideia de dupla conceitualização, trabalhada no capítulo 2, que aponta a necessidade da coordenação desenvolver com o professor dois processos distintos: que por um lado eles construam os conhecimentos sobre o objetivo, e que por outro elaborem conhecimentos referentes às condições didáticas para que seus alunos se apropriem desse objeto de conhecimento.

Nesses momentos formativos é preciso também garantir a homologia de processos que garante a coerência entre a formação oferecida ao professor e a prática que se espera dela em sala de aula. Homologia entendida como:

A compreensão desse fato, que caracteriza a situação específica a profissão docente, descrita por alguns autores como homologia de processos, evidencia a necessidade de que o futuro professor experiencie, como aluno, durante todo o processo de formação, as atitudes, os modelos

didáticos, as capacidades e os modos de organização que se pretende que venham a ser desempenhados nas suas práticas pedagógicas.

Ninguém promove o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de desenvolver em si mesmo. Ninguém promove a aprendizagem de conteúdos que não domina nem a constituição de significados que não possui ou a autonomia que não teve oportunidade de construir (PIRES, p. 162).

Para isso, novamente destacamos a importância da coordenação organizar uma pauta formativa que privilegie diferentes estratégias metodológicas garantindo, principalmente, momentos de reflexão em pequenos grupos, momentos de análise de práticas e de leitura e embasamento teórico.

Além dessas estratégias de formação, queremos ressaltar, também, os diferentes espaços formativos da escola, que também foram apresentados na análise documental como:

- o conselho de ciclo – onde o grupo de professores juntamente com a equipe gestora irá refletir não só sobre o rendimento dos alunos, quanto sobre as mudanças necessárias na prática pedagógica para que os alunos avancem.

- as reuniões pedagógicas semanais – principal espaço coletivo de formação da escola e interesse de atuação da coordenação pedagógica é onde deve acontecer prioritariamente a formação continuada dos professores. É neste espaço que a coordenação irá promover a reflexão sobre as práticas pedagógicas à luz de autores que possam embasar o trabalho em sala de aula, contribuindo para um trabalho de qualidade.

Para Vasconcellos:

A escola não pode ser vista apenas como local de trabalho; deve ser ao mesmo tempo espaço de formação. É preciso investir prioritariamente na formação permanente e em serviço do professor, para que possa ter melhor compreensão do processo educacional, postura e métodos de trabalho mais apropriados. O trabalho coletivo constante é uma estratégia decisiva para isto (2004, P. 123).

Cabe à coordenação estar atenta à essas possibilidades e fazer uso dessas diferentes estratégias formativas de modo a enriquecer o trabalho do professor com vistas à aprendizagem do aluno. Sem isso, sua função ficará esvaziada e o professor sozinho nesta busca por um trabalho efetivo e de qualidade que garanta a aprendizagem de todos os alunos.

5.4.3 Organização de estratégias e instrumentos de acompanhamento do

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