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Working in the forest: Becoming men through imitation of male superiors

In document A School in the Forest (sider 56-0)

Efetuou-se um comparativo para o turno da manhã e tarde nos diferentes fotoperíodos: baias 1B (10:30hs/luz/dia), 2B (13:30hs/luz/dia), 3B (16:30hs/luz/dia) que

Para a classe de ingestão nas baias B observou-se que as freqüências foram de 21,28% (n=130) repartidas entre as baias 3B que apresentou as maiores freqüências de comportamentos com 11,13% (n=68) acompanhado da baia 2B com 5,73% (n=35) e a da baia 1A com 4,42% (n=27).

1.2.1) Por turnos

Quando as freqüências nas baias B foram analisadas por turnos notou-se que para turno da manhã havia 11,78% (n=72) divididos entre as baias 3B que obteve as maiores freqüências com 6,06% (n=37) seguido da baia 2B com 3,27% (n=20) e por último a baia 1B com 2,45% (n=15) que ficou com as menores freqüências. Para o turno da tarde registrou-se 9,49% (n=58) sendo que a baia 3B permaneceu com as maiores freqüências de 5,07% (n=31) acompanhado da baia 2B com 2,45% (n=15) e por fim a baia 1B com 1,96% (n=12).

Gráfico 03 - Somatório dos comportamentos ingestivos nas Baias B (relação 1M:2F) nos turnos Manhã e Tarde

0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% 5,00% 6,00% 7,00% 8,00% 9,00% 10,00% 11,00% Manhã 6,71% 1,15% 3,27% 0,65% Tarde 4,09% 0,49% 3,76% 1,15% Total 10,82% 1,64% 7,05% 1,80%

IRÇ ICP IAG IEX

Enquanto o comportamento IRÇ (gráfico 03) foi de 10,82% (n=66) sendo 6,71% (n=41) para o turno da manhã e 4,09% (n=25) para o turno da tarde. O IAG foi de 7,05%

(n=43) repartido em 3,76% (n=23) para o turno da tarde e 2,76% (n=20) para o turno da manhã, isso geralmente nas horas mais quentes do dia, entre 10:00hs às 16:00hs.

O comportamento IEX foi de 1,80% (n=11) nos quais 1,15% (n=7) para o turno da tarde e 0,65% (n=4) para o turno da manhã. O comportamento ICP obteve as menores freqüências com 1,64% (n=10) dividido em 1,15% (n=7) para o turno da manhã e 0,49% (n=3) para o turno da tarde.

Muitos estudiosos acreditam que a ema seja essencialmente herbívora. Entretanto, a ausência quase total de paladar e o alto poder digestivo que possui lhe permitem digerir praticamente tudo que come (GUNSKI,1992). Em vida livre costumam pastar devagar, deslocando-se ininterruptamente, razão pela qual se afastam quase imperceptivelmente. São muito curiosas e têm o hábito de engolirem tudo o que vêem pela frente. Este costume é o responsável pela morte de muitos animais (SILVA, 2001).

Segundo AUSTIN (1961) e MENDES (1986), HOSKEN (2003) as emas são onívoras, se alimentando de ervas, pequenos mamíferos, répteis, batráquios, insetos e frutos silvestres, sementes, folhas, moluscos terrestres e outros pequenos animais. Além disso, a ema ingere muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos. E, devido a este hábito, ela não resiste à tentação de engolir também outros objetos miúdos.

Verificou-se que as emas fazem em um pequeno período de tempo desenvolvem uma seqüência ingestiva entre a ração, as excretas (próprias ou de outras emas) e o capim, respectivamente.

2.2.2) Por Fotoperíodo

Enquanto na baia 3B (16:30h/luz/dia) (gráfico 04) foram observados 68 eventos (11,13%), em ordem decrescente, constatou-se que as maiores freqüências 6,06% (n=37) incidiram no turno da manhã e a menor com 5,07% (n=31) ocorreram no turno da tarde. No comportamento IRÇ foi registrado 6,55% (n=40), 3,76% (n=23) para o turno da manhã e 2,78% (n=17) para o turno da tarde.

No IAG foi de 3,11% (n=19) sendo 1,64% (n=10) para o turno da tarde e 1,47% (n=9) para o turno da manhã. O comportamento ICP foi de 1,15% (n=7) distribuído em 0,65% (n=4) para o turno da manhã e 0,49% (n=3) para o turno da tarde. As menores freqüências foram registradas para o comportamento IEX com 0,33% (n=2) sendo similar para os dois turnos com 0,16% (n=1).

Na baia 2B (13:30h/luz/dia) (gráfico 04) foram verificados 35 eventos (5,73%), em ordem decrescente constataram-se as maiores freqüências, 3,27% (n=20), no turno da manhã e a menor com 2,45% (n=15) incidiu no turno da tarde. O comportamento IRÇ foi de 2,29% (n=14) dividido em 1,80% (n=11) para o turno da manhã e 0,49% (n=3) para o turno da tarde, verificou-se que normalmente as emas dessa baia consumiam a ração desde o inicio da manhã até às 14:00hs. Para o IAG foi observado o total de 1,96% (n=12) análogos 0,98% (n=6) para ambos os turnos. Já o comportamento IEX teve seu registro no total de 1,31% (n=8) sendo 0,98% (n=6) para o turno da tarde e 0,33% (n=2) para o turno da manhã, o comportamento ICP foi de 0,16% (n=1) incidindo somente no turno da manhã.

Gráfico 04 - Comparativo dos comportamentos ingestivos nas Baias B (relação 1M:2F) nos turnos Manhã e Tarde

0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% 1B 1,15% 0,82% 0,33% 0,00% 0,82% 1,15% 0,16% 0,00% 2B 1,80% 0,49% 0,16% 0,00% 0,98% 0,98% 0,33% 0,98% 3B 3,76% 2,78% 0,65% 0,49% 1,47% 1,64% 0,16% 0,16%

IRÇ M IRÇ T ICP M ICP M IAG M IAG T IEX M IEX T

Na baia 1B (10:30h/luz/dia) (gráfico 04) foram verificados 27 eventos (4,42%), em ordem decrescente observou-se que as maiores freqüências 2,45% (n=15) ocorreram no

turno da manhã e a menores com 1,96% (n=12) ocorreram no turno da tarde. No comportamento IRÇ obteve-se 1,96% (n=12) registrado 1,15% (n=7) para o turno da manhã e 0,82% (n=5) para o turno da tarde.

Enquanto isso no IAG observou-se 1,96% (n=12) tendo sido constatado 1,15% (n=7) para o turno da tarde e 0,82% (n=5) para o turno da manhã. Os comportamentos ICP e IEX foram registrados respectivamente com apenas 0,33 (n=2) e 0,16% (n=1), ambos ocorreram apenas no turno da manhã.

O consumo de água ocorreu em maior intensidade nas horas mais quentes das 10:30h as 16:00h. E geralmente quando um animal do grupo vai ao bebedouro os outros fazem a mesma ação em seguida para acompanhar os outros animais da baia. Segundo SILVA (2001), as emas gostam de tomar banho, tomam muita água, em média de 3 a 4 litros por dia, e gostam de entrar em brejos, banhados, atravessando rios a nado.

A nutrição é uma área de extrema importância para a minimização dos custos, uma vez que representa a maior percentagem do custo de produção e, para maximização dos índices zootécnicos. É importante ressaltar que o sucesso na produção animal é determinado pela interação de vários fatores produtivos (MORATA, 2004).

Em outros estudos de conteúdo estomacal das ratitas, foram encontrados folhas, um Curculionidae, dois Tabanidae (MOOJEN, CARVALHO & LOPES,1941), capim e folhas, frutos do coqueiro do campo Syagrus flexuosa (Mart.) Becc. e de angelim (Geoffiroya vermifuga) e uma porção de Acridiidae e Coleóptera (REINHARDT, 1970).

O Príncipe de Wied, citado por SANTOS (1990), encontrou restos de serpente no estômago de uma ema; Entretanto, ainda existe controvérsia sobre se a ema se alimenta normalmente de serpentes peçonhentas. OLALLA (1938) contesta a alimentação predominantemente herbívora da ave, e cita animais diversos encontrados no estômago de mais de uma dúzia de exemplares, desde lagartixas até minhocas, porém nenhuma serpente. GROEBBELS (1932) não se refere ao gênero Rhea, mas indica as ratitas, em geral, como onívoras. Verificou-se que durante o experimento as emas mataram e ingeriram parte de uma lagartixa e de três pererecas (rãs).

Desta forma pode se concluir que o fotoperíodo influencia também o comportamento ingestivo, ou seja, quanto maior o fotoperíodo em que os animais foram submetidos maiores foram as suas freqüências ingestivas, a exemplo do que ocorreu na baia 3A onde os animais foram submetidos ao fotoperíodo de 16:30h. Pois foi observado que o consumo de ração foi em média de 480gr/animal/dia e ocorreu com maior intensidade no inicio da manhã entre as 7:00hs as 10:00hs para o turno da manhã e das 12:30 as 14:00 hs para o turno da tarde sendo alternado entre o consumo de capim e de excretas. Geralmente cada ave pode ficar entre 15 segundos a 3 minutos em cada cocho ou simplesmente ir até o cocho para acompanhar os outros animais da baia.

In document A School in the Forest (sider 56-0)