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In document New Concept for Durable Concrete Bridges (sider 119-200)

O obj et ivo dest e est udo foi invest igar, por m eio d’Os Lusíadas, o significado sim bólico do espírito em preendedor. Para iniciar o t rabalho, procurei em basam ent os sobre o em preendedor capit alist a na et im ologia, na hist ória econôm ica e t am bém num a pesquisa com em preendedores. A int enção foi de perm it ir um diálogo ent re essas inform ações e a interpret ação sim bólica do poem a. Dissertei tam bém sobre a figura do poet a e sua leit ura da realidade, bem com o procurei explanar o significado da figura do herói e do processo de individuação na psicologia analít ica, cont eúdos t eóricos cent rais dest e t rabalho.

A seguir a discussão será apresent ada de acordo com 9 quest ões básicas.

1 ) N a pesquisa feit a pelo BI D ( Banco I nt eram ericano de Desenvolvim ent o) a respeit o da criação de novos em preendim ent os, observam os que as principais m ot ivações declaradas para se criar um a em presa, possuem um est reit o vínculo com o im pulso inst int ivo da psique pela individuação:

a) “ Realização pessoal” e “ cont ribuição para a sociedade” são aspirações que possuem correspondências nas profundezas da psique. Com o vim os em Cam pbell ( 2003) e Jung ( 1986) , t odo indivíduo recebe um “ cham ado” , um a vocação, ou sej a, possui um aspect o int erno, inconscient e, orientador da vida do indivíduo para um a m et a: a sua personalidade aut ênt ica e inat a ( Self) , denom inada na Grécia arcaica de daim on. A realização plena do daim on, a

indissoluvelm ent e ligada à vida harm ônica com o colet ivo e o plano cósm ico pois, seguir esse cam inho era o m esm o que realizar o proj et o divino. ( VERNANT, 2002a) . Para Jung ( 1988) , igualm ent e, o Self represent a essa unidade. No poem a de Cam ões, o em preendim ento da viagem ao Orient e era carregado de sent ido sim bólico. Conform e dem onst ram os, significava o m esm o que sair da raça de ferro e retornar à raça de ouro, a consagração do Ser, em out ras palavras, a “ realização pessoal” de Vasco da Gam a. Além disso, Gam a est ava a serviço de sua nação, dem onst rando um alinham ento entre o indivíduo e o colet ivo. Se acrescent arm os ainda a representação alegórica das divindades que eram favoráveis ao em preendim ent o, percebem os que esse feit o incluía t am bém o plano cósm ico.

b) Out ros fat ores que cont ribuem para a decisão de em preender, com o “ vont ade de enfrent ar desafios” e “ ser seu próprio chefe” , são caract erísticas m arcantes da personalidade do herói. Ousadia, coragem e vont ade da conquist a, são at ribut os que fazem part e de um a herança guerreira do em preendedor, m as que t êm origem no arquét ipo do herói. Essa “ vont ade de enfrent ar desafios” , pode ser int erpret ada pela leit ura sim bólica da psicologia analít ica, com o um a pré- disposição psíquica para encarar um cam inho de provas, para enfrentar todos os obstáculos que se ant eponham ent re o indivíduo e a consagração de seu Ser. É a ent rega em que at é m esm o a int egridade física é deixada em segundo plano, conform e os exem plos j á citados de Sócrates e de Vasco da Gam a ( hist órico) na defesa de um a vida autêntica. Encont ram os n’Os Lusíadas essa m esm a disposição quando Gam a, ao ser convocado pelo rei, cita os trabalhos de Hércules e se diz preparado para a avent ura. Buscar desafios significa tam bém estar abert o a novas experiências, relações, conhecer novos m undos, caract eríst icas t ípicas dos m ercadores, que

com o vim os foram figuras que ant ecederam os em preendedores cont em porâneos.

O desej o de liberdade, expressado pelo argum ent o de “ ser seu próprio chefe” , igualm ent e faz part e do núcleo heróico- guerreiro do em preendedor. Na I dade Média, m uitos guerreiros term inavam se t ornando líderes de seus próprios reinos part iculares, que podem ser com parados às em presas cont em porâneas, conform e reconheceu Shum peter ( 1982) . Mas, além disso, para Jung ( 1986) , a própria força do daim on, que conduz o indivíduo a seguir um cam inho diferent e do com um , dificulta a subm issão a ordens e convenções que não est ej am de acordo com sua designação.

c) A busca por dest aque, glória e fam a, present es t ant o na pesquisa do BI D quant o no t ext o de Cam ões, são igualm ente inerentes à psicologia hum ana. No Banquet e, Plat ão ( 1986) at ribuiu o desej o de adquirir glória et erna, a um m ovim ento de Eros em direção à im ort alidade. Jung ( 1986, par.300) t am bém reconheceu a necessidade de diferenciação, de “ em ancipação da m assa gregária” com o “ um fat or irracional” que brot a de dent ro do ser hum ano. Além disso, observou que os poucos que se propuseram a seguir um cam inho diferent e do colet ivo, acabaram sendo adm irados, adorados e at é m esm o im ort alizados. Mas Jung ( 2002a) faz um a ressalva: pessoas que procuram ost ent ar feit os heróicos ou cham ar at enção para si, podem ocult ar personalidades infant is ou esconder profundos com plexos de inferioridade. Quant o ao desej o de fam a, é freqüent e que est ej a acom panhado de um anseio narcísico do ego escondido at rás de um a persona. Segundo Brandão ( 1993, p.130) , fam a significa reput ação ( boa ou m á) e fam osus quer dizer, “ que dá o que falar, difam ado, desacredit ado” . Fam a era fundam ent alm ent e um a deusa da fofoca, pois vivia cercada da Crença I ngênua, do Erro, da Falsa Alegria, do Terror, da Perturbação e dos Falsos Boatos. N’Os

Lusíadas essa idéia est á bem discrim inada: inicialm ent e, o velho do

Rest elo crit ica o desej o de fam a dos navegant es. Era um alert a para o desvio do cam inho do herói, pois, o que a verdadeira personalidade busca, não é a fam a, que estaria ligada à falsificação, m as sim a aut ent icidade, ser ela m esm a, a Alet héia ( a Verdade, o não esquecim ento) . Glória e fam a eram conseqüências do êxito da j ornada heróica pela individuação ao invés de obj et ivos em si. No final do texto de Cam ões, a deusa Fam a é convocada para aj udar os navegantes a reverterem a m á im agem deles j unt o às divindades m arinhas, por causa da int ensa cam panha negat iva cont ra eles im pet rada por Baco.

d) A pesquisa ident ificou ainda as j ust ificat ivas de “ est ar desem pregado” , “ aum ent ar a renda” e “ t ornar- se rico” . Quant o às duas prim eiras, é possível not ar que est ão relacionadas à

necessidade, e necessário, é aquilo que é essencial, que é

indispensável para o Ser. Para Jung ( 1986) , som ente a necessidade é capaz de m over o individuo em direção ao desenvolvim ent o de sua personalidade. Mas ele deixa claro que essa necessidade est á ligada à designação, ao daim on, à consagração do Ser. Est ar desem pregado, conform e j á m encionam os, é equivalent e a não est ar a serviço de nada e de ninguém , é est ar sem desafios, é a represent ação do vazio, da falta de sentido da vida. Para Gam a, aceitar a convocação do rei era um a necessidade, era essencial para sua exist ência, sem a qual sua vida não t eria sent ido. Em O Banquet e, Plat ão ( 1986) caracteriza Eros com o filho de Pênia, a pobreza, o que faz dele um necessit ado, desej oso de possuir algo que não t em : o bom e o belo. Dest a form a, Eros é considerado um deus que conduz o indivíduo para o bem , e quem t em o bem é feliz ( eudaim ônia) . Port ant o, Eros, por causa da

Quant o à sim bologia do desej o de posses, de “ t ornar- se rico” , podem os assinalar um a relação com a busca do ouro na alquim ia, ou, com o fez Lockhart ( 1980) em seu artigo De L’argent, associar o dinheiro ao Self, com o um t esouro deposit ário de valor. Podem os tam bém relacionar o desej o de ficar rico com a im agem m ítica do rei j usto que fazia desabrochar a prosperidade em seu t errit ório, lem brando a im agem da fartura em que vivia a Raça de Ouro. I sso faz suspeit ar que se t rat a de um desej o arquet ípico.

Se som arm os, ent ão, t odos os m ot ivos cit ados acim a, ser um a pessoa realizada, adm irada, livre, rica e que sej a, além de t udo isso, boa para a sociedade, podem os dizer que o em preendedor desej a ser o hom em ideal, o hom em perfeit o, um herói, ou sej a, o m esm o que os gregos entendiam por retornar à Raça de Ouro, a raça de hom ens divinos que celebravam , diariam ent e, a alegria e a beleza da vida. Ocorre, no ent ant o, que Cam ões, com o um poet a educador, alert ou para alguns sérios obst áculos ou desvios desse cam inho, cent rados principalm ent e no dinheiro e na fam a que t inham o poder de iludir e nublar a visão do ser hum ano, fazendo com que ele at ingisse um falso ideal. Não o do herói, m as um a falsificação dest e, conform e verem os adiant e.

2 ) Por que quando o poet a se propõe a dissert ar sobre um em preendim ent o, quando se pesquisa as m ot ivações que levam as pessoas a em preenderem , quando invest igam os a et im ologia da palavra em preendedor e at é m esm o quando W eber ( 2 0 0 5 ) vincula o capit alism o à ascese int ram undana, vem os aflorar elem ent os que nos encam inham ao processo de individuação?

Se o em preendedor busca por m eio de seu em preendim ent o ser um hom em divino e perfeit o, m esm o que ele não est ej a conscient e dos processos psíquicos envolvidos em seu t rabalho, o arquét ipo do herói é ativado e ocorre a proj eção de cont eúdos psíquicos, que acaba t ransform ando seu em preendim ento num a espécie de opus

alquím ica.

O vínculo entre o em preendedor e seu em preendim ent o, seus sócios, o nom e e os obj et ivos da em presa, os produt os ou os serviços oferecidos, a sustentabilidade destes, o am bient e interno, as relações interpessoais, o respeito com as pessoas que trabalham na em presa, a relação com os concorrent es, com os fornecedores, com os clientes, com o m ercado, com os governos, com o m eio- am bient e, a form a com que a em presa se apresent a ao m ercado, a m aneira com o é percebida por ele, o nível de ganhos... t udo isso faz part e de um fenôm eno de proj eção psíquica no qual é possível perceber o em preendedor em seu processo de aprim oram ent o. O que há de bom ou de ruim , inevit avelm ent e, se m anifest a nesse am bient e. O com ent ário de Jung ( 1994, par.332) a respeit o dos alquim ist as serve perfeit am ent e para o que pret endem os dem onst rar: “ O que o ele vê ou pensa ver na [ em presa] são principalm ent e os dados de seu próprio inconsciente nela proj etados” . Essa quest ão m uit as vezes est á explicit a. Quant os em preendedores não colocam o próprio nom e na em presa?

Fui procurado por um em presário que t inha um a quest ão fam iliar com plexa que se m ist urava em seus negócios. Logo na prim eira ent revista com entou: “ a em presa sou eu” . Ainda no m esm o encont ro verbalizou: “ a em presa est á est agnada” . Todo o t rabalho de aconselham ent o se baseou na discrim inação da quest ão fam iliar que im pedia seu desenvolvim ent o e na elaboração de um plano de ação para superar essa situação.

Um a das prim eiras experiências m arcant es em que percebi que em preendim ent os operam com o cam pos proj et ivos, foi num a consult a para um a art ist a. Segundo ela, suas obras costum avam representar elem ent os de seus cont eúdos psíquicos. Mas o m ot ivo que a t rouxe foi que havia decidido m ont ar um a em presa. Sua t ia, um a m ulher em preendedora, alguns anos antes de falecer encerrara as atividades de sua em presa. No entanto, a m arca ( que levava o nom e da fundadora) havia ficado com o herança. Minha client e pensou em revivê- la, por isso, buscava alguém que pudesse orient á- la. Depois de um as 10 sessões, com o est udo de viabilidade avançado, percebem os que o negócio poderia não ser t ão rent ável, além disso, nos últim os encont ros o int eresse dela pelo negócio j á não era o m esm o. No final, concluím os que ela havia vivido o lut o pela t ia na form a de um business plan, bast ant e adequado para um a art ist a com o form a de elaborar o falecim ento de um a parente em preendedora.

O capítulo que caracteriza o em preendedor capit alist a foi concluído com um diagram a em form a de est rela represent ando aspect os da personalidade em preendedora. Encont ram os nele que do guerreiro ele t em a ousadia, a coragem , a agressividade, a capacidade de pensar est rat egicam ent e, a liderança, a independência, a vont ade da conquist a, m as t am bém , possui a brut alidade e pode at é m at ar por dinheiro. Do m ercador ele herdou a capacidade de enxergar e explorar oport unidades, a vont ade de buscar novos m ercados e fazer redes de relacionam ent o, a habilidade de negociar, saber com prar e vender bem seu produt o, m as t am bém recebeu um a cert a t endência para a t rapaça. Do art esão vem a habilidade de criar, inovar e produzir em escala. Do agricult or herdou o conhecim ent o e a capacidade de ler os m ovim ent os da nat ureza ( m ercado) . Dest e puxou t am bém do olho at ent o, o cuidado, a dedicação, a m anut enção

e ainda a paciência, a perseverança e a sim plicidade. Finalm ent e, do servo, o em preendedor carrega a capacidade de servir, de ser út il, oport uno e prest at ivo, m as t am bém um a t endência a se vender por dinheiro. De m odo geral, cada em presário tem tendência para um ou out ro t ipo de at it ude represent ada naquela figura.

Um a m ulher, m uit o criat iva e caprichosa, decidiu m ont ar um a pequena indúst ria de art igos dom ést icos. Seus produt os eram inovadores e a qualidade superior era garant ida pelo olhar at ent o dela e de sua sócia que acom panhavam pessoalm ent e cada passo do processo produtivo. Eram perfeitas artesãs. O negócio vinha crescendo ano a ano, m esm o assim os result ados não eram satisfatórios.

Assim com o os indivíduos, as em presas possuem at it udes int rovert idas e ext rovert idas. Nesse caso, as duas sócias se em penhavam no desenvolvim ent o de produt os e no processo indust rial, am bas funções int ernas da em presa, m as descuidavam de um t rabalho extrovertido e não m enos im port ant e: as vendas. O processo de aconselham ento foi cent rado num plano de ação para o desenvolvim ent o da at it ude ext rovert ida, para que conquist assem novos m ercados, estabelecessem redes de relacionam ento e negociassem m elhor seus produt os. Esse m ovim ent o, provavelm ent e, era um a post ura não apenas no negócio, m as tam bém perante a vida que falt ava às m inhas client es. Se desenvolvida essa at it ude, é bast ant e provável que houvesse alguns desdobram ent os em outras esferas da vida.

I nversam ent e, at endi um client e cuj o caso foi praticam ente o oposto. O dono da em presa era um grande vendedor, conquistava client es com facilidade, m as, por negligenciar o at endim ent o, não conseguia entregar satisfatoriam ente o serviço prom etido. A solução não

acont eceu pela m udança de at it ude de m eu client e, m as por m eio da venda de um a part e da em presa para um am igo que possuía a caract eríst ica com plem ent ar que lhe faltava. Essa solução m e deixou dúvidas, pois apesar de ser boa para a em presa, a at it ude que falt ava ficou proj et ada nout ra pessoa. Mas t am bém ponderei, que t er um sócio, aprender a conviver e respeit ar alguém com um a habilidade diferent e, pudesse ser criat ivo. É difícil saber ao cert o quais são as solicit ações do Self. O t em po se encarrega de responder.

3 ) Qualquer em preendim ent o conduz o em preendedor à I ndividuação?

No inicio dest e est udo, incluím os um a pequena estória extraída do livro O Fazedor de Borges: um a pessoa se propõe a desenhar o m undo. No final da vida ela percebe que desenhou o próprio rost o. A idéia contida nessa estória é de que, ao realizar coisas o indivíduo realiza a si m esm o. No ent ant o, Jung ( 2002a) , Cam pbell ( 2003) e as t radições arcaicas, afirm am que não é qualquer cam inho que conduz à individuação, não é qualquer coisa que pode ser realizada. Há um cam inho m elhor para cada indivíduo e há um a bússola interior que o orient a nesse t raj et o m as, para percebê- la, é preciso que ele est ej a conectado consigo m esm o. É necessário atender a um a voz interna - a vocação. Para Cam pbell, a própria vida se encarrega de colocar o indivíduo nesse cam inho por m eio de um “ cham ado” . Cabe a cada um reconhecê- lo e atendê- lo, conform e ret rat ou Cam ões em sua obra. Segundo Jung ( 1986) alinhar a vont ade do ego ( liberdade) ao desígnio do Self ( dest ino) é o m elhor que se pode fazer na vida, pois, com o vim os, é o cam inho do herói que conduz à eudaim ônia ( felicidade) . Se houver t al alinham ent o, podem os considerar que o

em preendim ento reflete sim bolicam ent e a im agem do processo de individuação do em preendedor e, se isso for levado adiante adequadam ent e, tal qual um fio de Ariadne, poderá conduzir à consagração desse indivíduo. Caso cont rário, se houver um a cisão entre esses aspectos, aquele rosto result ant e no cont o de Borges est ará m ais próxim o da represent ação de um a m áscara, um a persona, pois a verdadeira personalidade cont inuará não desenvolvida.

A vocação, apesar de est ar na própria nat ureza do indivíduo, nem sem pre é fácil de ser encont rada. Pode até ser que o indivíduo estej a em busca m as, se não estiver exercendo sua vocação, est á “ perdido” , est á desorient ado.

Cert a vez fui procurado para orient ar um a pessoa que se sent ia “ atirando para todos os lados” . Ela est ava sem rum o. Out ra queria um a aj uda para definir o seu t rabalho. Eram t ant as coisas que queria fazer que pensava em confeccionar vários cart ões de visitas, um para cada at ividade. Sua sit uação lem brava aquela im agem do suj eito que abre um a j aquet a com inúm eros cart ões dispost os nos bolsos dizendo: “ fazem os qualquer negócio” . Há pouco tem po tam bém , um a pessoa com quem m ant enho est reit as relações m e pediu um a aj uda profissional pois não estava satisfeit a com o que fazia. Sent ia que precisava de um a grande m udança profissional, m as não sabia direit o o quê. Esses exem plos ret rat am a im port ância da conexão ent re o indivíduo e seu desígnio, sem essa relação, tende a brotar um sent im ent o de desorient ação e de insat isfação com a at ividade exercida.

Encam inhada por um analist a j unguiano, at endi um a m ulher que se dizia descont ent e com seu t rabalho. Além disso, est ava cansada de um a sit uação de dependência do ex- m arido. Sonhava em m udar de

casa m as ele se dizia cont ra e por isso não a aj udava. Para conseguir

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