4.3 Erik og Amalie finner sammen igjen
4.3.3 Forskjellen mellom deres syn på kjærlighet
O cinema de animação pode ser uma forma de estimular as crianças a se interessarem por temas variados de forma provocativa, interessante e criativa; podem apresentar desafios éticos para a vida futura, como também, podem cumprir a tarefa de aproximar os conteúdos da vida das crianças.
Ortiz (2008) fala que as técnicas utilizadas na produção de filmes de animação também contribuem para a produção de significados. É importante considerar, segundo Duarte (2002), que o cinema compõe significados, ao incorporar técnicas, procedimentos e tecnologias como o uso da câmera, da imagem, do som, do cenário, entre outros. Nessa mesma direção, Fabris (1999) argumenta que as produções dos filmes seduzem os sujeitos e produzem significados que extrapolam a experiência, não significando apenas entretenimento. Napolitano (2009) explica que o filme pode ser utilizado como um incremento de determinado conteúdo disciplinar de maneira que pode ser um material fomentador de debates ligados a temas previamente selecionados pelo professor e também como um documento em si, ou seja, um produto cultural e estético que agrega e propaga valores, conceitos e atitudes. Para esse autor, ao assistir ao filme com antecedência, o educador ―[...] mobiliza o olhar mais crítico e apurado que tem para, entre outras possibilidades, selecionar os trechos que serão analisados, anotando, por exemplo, cenas e imagens representativas do filme [...]‖ (NAPOLITANO, 2009, p. 23).
Os filmes de animação, portanto, têm-se instituído como artefatos culturais que fazem parte da rotina de muitas crianças, sendo vistos tanto na escola quanto fora dela. Esses longas-metragens atuam como uma Pedagogia Cultural na atualidade, pois situam os diferentes espaços em que aprendemos, não se limitando ao ambiente escolar (ORTIZ, 2008), conforme discutimos anteriormente.
Para Bruzzo (1996), o cinema de animação relaciona e agrega elementos de todas as outras formas de expressão para dar forma aos personagens e demais criações. É plástico, musical, narrativo, cinematográfico e coreográfico, o que atrai a atenção dos espectadores:
Se pudermos explorar os filmes de animação como uma forma de contar história, usando elementos visuais com movimento e som, pode-se aproximar do imaginário da criança, estimulando sua vontade de sonhar, emocionar-se e criar (BRUZZO, 1996, p. 191).
Lisboa (2012) acredita que o uso do filme de animação em sala de aula seja uma estratégia que contempla a realidade do aluno, já que toda criança gosta de desenhos, o que beneficia a correlação com o cotidiano, desperta o interesse e possibilita a aprendizagem.
Além das tecnologias utilizadas na produção de filmes de animação, há empresas como a Disney, por exemplo, que organizam e regulam profundamente a cultura infantil (GIROUX, 2003).
Essa regulação garante sua legitimidade porque costuma ser articulada através de estratégias utilizadas nos meios midiáticos, como jornais,
televisão, lojas, McDonalds, outdoors, mercados, entre outros lugares. Além da legitimidade, há valores sendo postos em circulação, tais como modos de conduta, hábitos, tipos de corpo, enfim, um currículo cultural que é abrangente e que opera além do espaço físico da escola (ORTIZ, 2008, p. 04).
O uso de livros, filmes de animação e da Internet, por exemplo, tem uma grande importância nos processos educativos, visto que podem ser utilizados em praticamente todos os momentos das aulas e fazer parte do cotidiano escolar, pois, muitas vezes, configuram-se como fontes imprescindíveis para as propostas de execução de trabalhos de pesquisa.
Com isso, os Estudos Culturais analisam os efeitos dos textos da cultura da mídia, as maneiras pelas quais o público se apropria dela e de como essas imagens e discursos atravessam a cultura em geral que, segundo Kellner (2001), a própria criação das maneiras de ser e viver dos dias atuais é fruto do condicionamento de estilos de vida fornecidos pela cultura da mídia, o que possibilita o entendimento de que ela possui a hegemonia social e cultural da sociedade contemporânea.
O autor, também relaciona a cultura da mídia à indústria cultural, pois funciona segundo um modelo pré-estabelecido pela indústria, cujas mercadorias produzidas servem mais diretamente para atender aos interesses de grandes conglomerados dominantes.
De acordo com Guimarães e colaboradores (2013), o cinema e os filmes são reconhecidos e legitimados, como objetos culturais de estudos, todavia, também são vistos como produtos da indústria cultural. Não se pode deixar de registrar que o cinema (os filmes) e todas as relações circunstanciais que os envolvem estão sob os ditames da maquinaria, são estigmatizados pelo signo da mercadoria. Faz-se oportuno ressaltar que os orçamentos são grandiosos. Assim, sabe-se que o cinema é uma forma de representar o mundo real a partir do imaginário, que lugares e personagens se misturam em um enredo capaz de influenciar a construção de conceitos e de atitudes, principalmente, quando possuem a intenção educativa em algum aspecto da vida cotidiana.
Os filmes, por exemplo, têm contribuído significativamente para o desenvolvimento de determinados assuntos em sala de aula e a indústria cinematográfica tem contribuído cada vez mais para a diversidade de temas e de problemas que podem ser trabalhados, principalmente, com o intuito de educar ou de reeducar crianças e jovens em contexto social cada vez mais aversivo ao diálogo, ou de, pelo menos, induzir à reflexão.
Fantin (2007) discorre sobre a importância do uso de filmes como dispositivos pedagógicos, quando argumenta que: ―[...] o filme em um contexto formativo será mediado por fatores diferentes dos que intervêm em contextos mais informais, e é importante ter em
mente as transformações que operam na passagem da fruição lúdico-evasiva à educativa‖ (FANTIN, 2007, p. 02).
A evolução da indústria cinematográfica é caracterizada por transformações frequentes, que tornam cada vez mais complexas a sua dinâmica produtiva e seu impacto social, econômico e cultural, justificando, assim, a sua contribuição, como instrumento, para o processo educativo em sala de aula.
A partir do momento em que o cinema se tornou parte da indústria cultural, sua melhor compreensão e, consequentemente, a assertividade das políticas e estratégias voltadas para essa atividade dependem da observância desse novo contexto estrutural, ou seja, lidar com temas cotidianos que podem refletir-se na sociedade de forma positiva, ou também podem criticar uma determinada realidade.
E segundo Rosenfeld (2002) o cinema tem sido contribuinte em potencial para entender o filme como uma arte que pode ser usada para os mais diversos fins.
Pode-se constatar que, nas duas primeiras décadas do século XX, o cinema se afirmou como indústria de entretenimento e como sétima arte. Essa evolução conjunta configura-se em uma dialética fundamental para a indústria cinematográfica, impactando na relação entre os agentes de produção, e destes com os demais elos da cadeia produtiva. A verificação da tensão ―indústria versus arte‖ também permite compreender o conflito entre a repetição de modelos e a criação de novidades, essencial para a evolução e renovação da indústria. (ROSENFELD, 2002, p. 147)
Dessa forma, acredita-se que os filmes, principalmente os desenhos, possuem maior poder de persuasão e constroem um mundo com novos conceitos vindos de uma reflexão sobre as temáticas propostas em cada película ou desenho.
Segundo Kindel (2007), os desenhos animados utilizam diversos recursos que simplificam e purificam histórias e contos infantis nos quais o ambiente natural tem sido sempre um cenário privilegiado, um dos principais focos da contextualização narrativa. Os desenhos animados, ao longo dos tempos, vêm sendo implementados por meio de uma pedagogia cultural por meio da mídia.
O desenho animado faz parte da mídia e se materializa na construção da cultura infantil. Essa modalidade de filmes, no mercado cinematográfico, é variada e apresenta uma diversidade de títulos e de temas. Por isso, o professor precisa criar possibilidades e opções de ensino que realmente consigam interagir com a realidade dos alunos.
Dessa forma, a seleção do material utilizado precisa ser alvo de uma constante discussão entre professores e estudantes. Deve fornecer elementos que estimulem no aluno, a
partir da prática da observação, interpretação, reflexão e análise, uma visão crítica da realidade, levando-o a sentir-se como agente transformador da sociedade.
Fischer (2002) percebe a televisão como parte integrante e fundamental de complexos processos de veiculação e de produção de significações culturais, sociais e até didáticas, envolvendo os sentidos, que, por sua vez, estão relacionados a modos de ser, de pensar, de entender o mundo, de interagir com a vida.
Mello (2007) afirma que as produções humanas são passadas de geração a geração, quando as crianças se apropriam não só dos objetos, mas da função social que eles ocupam na sociedade, tal como os filmes de animação que chamam a atenção delas devido à composição de fatores já mencionados neste estudo. Nessa situação, as crianças aprendem qual a função social de olhar o tempo, se está frio ou calor, se ensolarado ou chuvoso etc.
Segundo Débord (2001) [...] viver em uma sociedade significa, muitas vezes, consumir não somente mercadorias, mas também os símbolos e códigos que algumas imagens carregam [...]. Esse poder de gerar e difundir sentidos e conceitos torna-se especialmente delicado quando o espectador em questão é o grupo infanto-juvenil, uma vez que a sociedade do espetáculo é também uma sociedade que vive as situações do cotidiano e carrega consigo o medo da destruição da natureza, o medo da violência, o medo dos resultados gerados pela ganância do homem em relação ao futuro e ao crescimento urbano.
De acordo com Vygotsky (1991), ao se humanizar, o homem criou instrumentos que o auxiliam nas ações. Os signos colaboram na ação mental do homem e as funções psíquicas superiores se desenvolvem por meio das interações estabelecidas nas relações sociais. A escola também contribui para o desenvolvimento humano. No decorrer dos anos, quando a criança aumenta a quantidade de conhecimento e avança em seus interesses cognitivos, ela adquire a linguagem contextual.
Leontiev (1978) afirma que a criança passa por um período do desenvolvimento em que percebe a premência de agir como um adulto para conseguir socializar-se e entender que faz parte dela, a partir da conscientização de sua identidade e autonomia.
Nesse viés, as inovações tecnológicas e a mídia são consideradas produtores de conhecimento, valores e comportamentos, e precisam estar conectadas com a Educação para contribuir na formação humana. O currículo cultural ultrapassa as barreiras do conhecimento cotidiano e escolar, funcionando também por meio do mecanismo de prazer, emoção, diversão e entretenimento. Ortiz (2008, p. 04) comenta que esse currículo pode ser identificado ―[...] como parte de uma Pedagogia Cultural que controla a produção de significados que circulam
na cultura‖, pois, com suas diversas estratégias, ensina como as crianças devem compreender, comportar-se e viver na sociedade contemporânea.