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A.2 CUDA implementation — steps 4 and 5

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As TIC tornaram-se imprescindíveis para o êxito das organizações à medida que o conhecimento representa o seu principal ativo no Século XXI. As TIC fornecem aos profissionais do conhecimento mecanismos que permitem a comunicação e interação entre as pessoas, entre e intraorganizacional, superando as barreiras geográficas, temporais, estruturais e de custo. Possibilita, com maior rapidez e precisão, o acesso aos bancos de dados e às novas metodologias de difusão do conhecimento, como, por exemplo, a educação a distância. (KUROSE e ROSS, 2006; MANUAL DE LISBOA, 2009). Possibilita, ainda, meio para a difusão da inovação conforme aborda Rogers (2003, p. 168) em sua obra ―Diffusion of Innovations‖, em que conceitua difusão da inovação como um ―processo pelo qual uma inovação é comunicada por meio de determinados canais, em um determinado período, entre membros de um sistema social‖.

No entanto, para David e Foray (2003), algumas competências são consideradas pré-requisito para a inserção das TIC em uma economia e organização baseadas no conhecimento. Exigem-se níveis específicos de proficiência dos colaboradores ao uso das TIC como, por exemplo, saber trabalhar em equipe, lideranças inovadoras e habilidades em comunicação e aprendizagem nos três níveis: individual, em equipe e organizacional. O aprender a aprender torna-se uma constante e a velocidade com que ocorrem as inovações exige das pessoas habilidades para desaprender com a mesma rapidez.

David e Foray, a exemplo de Arís et al., Bhatt, Nonaka e Takeuchi, Davenport e Prusak, também consideram necessária uma distinção entre informação e conhecimento. Sendo assim, cabe apresentá-la, ainda que esse assunto tenha sido discutido anteriormente, mas o intuito é facilitar a compreensão a respeito dos tipos de conhecimento – tácito e explícito – e os seus processos de codificação.

Portanto, para Cowan e Foray (1997), Cowan; et al. (2000) e David e Foray (2003, p. 25) o conhecimento – em qualquer área – habilita seus possuidores com a capacidade de ação intelectual ou física, isto é, ―[...] o conhecimento é fundamentalmente uma questão de capacidade cognitiva.‖ A informação, por outro lado, toma a forma de dados estruturados e formatados que permanece passiva e inerte até que seja utilizada por aqueles que detêm os conhecimentos necessários para interpretar e processá-los. O significado dessa distinção torna-se evidente quando se olha para as condições de reprodução da informação e do conhecimento. O custo para replicar informações está no preço de se fazer cópias. No entanto, para reproduzir o conhecimento exige-se muito mais financeiramente, por necessitar de capacidade cognitiva para apresentar o conhecimento de forma explícita ou para transferí-lo a outrem. ―Há elementos que, portanto, permanecem tácitos‖, ou seja, segundo Polany (1967) citado por David e Foray (2003, p. 25) ―sabemos mais do que podemos dizer‖.

―A codificação do conhecimento envolve a exteriorização da memória‖ (FAVEREAU, 1998 apud DAVID; FORAY, 2003, p. 25) e consiste em transformar o conhecimento tácito ou explícito, em representação simbólica para que possa ser armazenado em um determinado meio/mídia. (GOODY, 1977 apud DAVID; FORAY, 2003; MADRID-CEOE, 2001).

O economista Teece (1998) corrobora ao manifestar que o conhecimento humano existe em diversas formas e pode ser articulado

explicitamente ou manifestado implicitamente (conhecimento tácito), e justamente a interação entre estas duas formas pode propiciar a geração de novos conhecimentos.

Teece (1998) apresenta ainda algumas diferenças relevantes entre os dois tipos de conhecimento. A primeira delas se refere à possibilidade de codificação e aos mecanismos de transferência. O conhecimento explícito é também um conhecimento codificado, já que parte do conhecimento humano pode ser comunicado verbalmente ou em forma de símbolos (documentos escritos, programas de computador, patentes, entre outros). A facilidade na comunicação e na transferência é uma propriedade fundamental para a codificação do conhecimento.

O conhecimento tácito é um conhecimento intuitivo, não articulável e que não pode ser facilmente codificado e transferido. O conhecimento tácito pode ser revelado por meio da prática.

A seguir, apresentam-se algumas características e distinções entre o conhecimento tácito e explícito.

Quadro 3 – Distinções entre o conhecimento tácito e conhecimento explícito Duas formas de conhecimento

Conhecimento tácito

(subjetivo) Conhecimento explícito (objetivo) Conhecimento da experiência

(corpo)

Conhecimento da racionalidade (mente)

Conhecimento simultâneo

(aqui e agora) Conhecimento sequencial (lá e então) Conhecimento análogo

(prática)

Conhecimento digital (teoria) Fonte: Nonaka e Takeuchi (2008, p. 58).

O conhecimento adquirido por meio da experiência tende a ser tácito, físico e subjetivo, enquanto o conhecimento da racionalidade tende a ser explícito, metafísico e objetivo. O conhecimento tácito é criado ―aqui e agora‖ em um contexto específico e prático. Compartilhar o conhecimento tácito entre indivíduos, por meio da comunicação, é um processo que exige um tipo de processamento simultâneo das complexidades dos temas compartilhados pelos indivíduos. Entretanto, o

conhecimento explícito é sobre os eventos passados ou objetos ―lá e então‖ e é orientado para uma teoria independente de conceito.

Os ocidentais tendem a enfatizar o conhecimento explícito enquanto os japoneses tendem a salientar o conhecimento tácito. No entanto, para Nonaka e Takeuchi (2008, p. 59) ―o conhecimento tácito e o conhecimento explícito não são totalmente separados, mas entidades mutuamente complementares. Eles interagem e se intercambiam nas atividades criativas dos seres humanos.‖

David e Foray (2003) e a MADRID-CEOE (2001) reforçam que as tendências da economia baseada no conhecimento refletem, principalmente, na intensificação do progresso científico e tecnológico; nas TIC utilizadas para codificar e transmitir os novos conhecimentos; em um novo tipo de organização baseada em comunidades ou redes de indivíduos que se destacam no esforço de produzir e distribuir novos conhecimentos e serviços entre diferentes organizações; na valorização do capital intangível em nível macroeconômico, em detrimento da desvalorização do capital tangível de uma organização; e na necessidade de investimentos em P&D que resultem em inovação científica e tecnológica.

O desenvolvimento constante das TIC possibilita o manuseio, o armazenamento e a distribuição do conhecimento codificado de maneira cada vez mais rápida, com maior qualidade e mais acessível às pessoas. As TIC, entretanto, carecem de pessoas que possuam maior nível de especialização e habilidades para recuperar, analisar e transformar conhecimentos codificados (explícitos e/ou tácitos) em novos processos e produtos. (Nesse sentido, veja: DAVID; FORAY, 2003; MARR et al., 2003; MADRID-CEOE, 2001). Essas mudanças, de modo geral, levam a novas formas de trabalho e aos novos cenários econômicos, tornando-se a chave para gerar riquezas, criar empregos e melhorar a qualidade de vida e bem-estar das pessoas.

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