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Welcome en France à Montpellier

Chapitre 4 : à Montpellier Les efforts d’intégration

4.4 Les efforts d’intégration

4.4.2 Welcome en France à Montpellier

A biblioteca escolar, a partir da literatura, apresenta diversos conceitos, formatos para a sua construção como espaço educativo. Ela não deve se construir sozinha, isolada – é a partir da soma entre diferentes profissionais, que a BE atinge uma pluralidade de objetivos, permeando pelo apoio pedagógico, mas também sendo agente cultural e social dentro das comunidades.

Nos estabelecimentos em que a presença do bibliotecário já está consolidada, o corpo pode ir se compondo pela integração de outros profissionais, como pedagogos e licenciados, visando construir programas de atuação consistentes com a formação do aluno leitor habitual e autônomo e com o auxílio ao professor que contribui com os reforços pedagógicos necessários para essa formação (GARCEZ; SOUZA, 2008. p. 94).

A parceria professor e bibliotecário é defendida por diversos autores. A integração das atividades da biblioteca com o currículo escolar envolve um planejamento conjunto com as atividades realizadas dentro de sala de aula e incluídas no cotidiano da biblioteca escolar. Para reforçar tal ideia, Pimentel (2007, p. 23) apresenta que:

[a biblioteca escolar] é organizada para integrar-se com a sala de aula e no desenvolvimento do currículo escolar. Funciona como um centro de recursos educativos, integrado ao processo de ensino-aprendizagem, tendo como objetivo primordial

desenvolver e fomentar a leitura e a informação (PIMENTEL, 2007, p. 23).

Entende-se que objetivo primordial, não quer dizer único ou exclusivo. Ampliar o olhar da BE para a comunidade que a cerca, trazendo para sua responsabilidade, os pais, professores e moradores circundantes, pode aumentar o impacto que suas ações promovem.

Hoje, com a facilidade do uso da tecnologia entre os jovens, é necessário pensar em um espaço multifacetado, que contemple um maior leque de atuação do bibliotecário e da própria biblioteca escolar. É necessário criar um ambiente que desenvolva hábitos de leitura e ainda trabalhe no amadurecimento de vínculos afetivos a partir de experiências marcantes, que vão além dos serviços básicos de emprestar e devolver livros (DUARTE, SILVA, DUQUE, 2013). Reforçando tal ideia:

Neste quadro de transição paradigmática, em que existe indefinição das fronteiras, é necessário investigar no sentido de criar ambientes híbridos, que usufruam de séculos de experiência da leitura, como ferramenta cognitiva de aquisição de conhecimentos e olhar para novos suportes e novas ferramentas, como os livros digitais e as redes sociais na Internet, entre outras, como novas formas de dar continuidade às boas práticas da leitura e da escrita a partir do ato de ler (FURTADO; OLIVEIRA, 2010, p. 14).

A boa prática de leitura atualmente não se dá apenas no suporte físico, mas pode ser trabalhada pela internet, redes sociais e também com diferentes manifestações culturais e artísticas que permitem a agregação de conteúdo pelos estudantes.

A leitura, para a sociedade, ainda possui um peso e importância, juntamente com o papel da escola, permeando representações sociais que envolvem a emancipação, desenvolvimento humano e interação com o outro através do desenvolvimento desta prática (MORO, 2011). É importante valer-se de tal pensamento coletivo para agregar a BE como espaço primordial para consolidação das diferentes tipologias de leitura.

Com as novas tecnologias e a reflexão sobre os paradigmas educacionais, a biblioteca escolar deve refletir sobre o seu papel e seus serviços.

Jonhson (2013, p. 84) apresenta um conceito de biblioteca escolar mais interativo e dinâmico:

The modern library is a place for teams to work together, formally and informally. For schools that have no other spaces for recreation and play, such as a student commons or a playground, the library can provide such spaces, especially before and after school. A successful library adopts a liberal definition of what constitutes a constructive activity, allowing users to engage in gaming and research on topics of personal interest. Such a library may be the only place at school where some students feel at home.1

Permitir que o aluno se sinta em casa em uma biblioteca escolar é preocupar-se muito mais que a organização e aquisição de acervos. É preciso preparar um ambiente que favoreça o acolhimento e a sensação de conforto. É dar a biblioteca escolar, a oportunidade de ser o cartão de visita da instituição escolar, que oferece informação, mas também se atenta ao conforto e a tecnologia. Johnson (2013) afirma que os estudantes devem se sentir, bem vindos, seguros e valiosos.

Sem políticas públicas consolidadas e efetivas, falta de profissionais bibliotecários nas escolas, acervo insuficiente, não é possível enxergar uma participação da biblioteca escolar no processo de ensino-aprendizagem, existe um aparente abandono político relacionado a este espaço no Distrito Federal.

Para reforçar estes fatos preocupantes, Gasque e Tescarolo apresentam uma reflexão sobre o olhar atual da biblioteca escolar brasileira:

Professores e alunos deparam-se com estruturas e ambientes escolares precários, acervo obsoleto, recursos insuficientes ou inadequados e um sistema de serviços impropriamente chamado de biblioteca escolar. A retórica da sociedade reconhece a importância fundamental das bibliotecas escolares do processo de ensino-aprendizagem. No entanto, esse reconhecimento não se traduz, no Brasil, em políticas efetivas

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A biblioteca moderna é um local para as equipes trabalharem formalmente e informalmente. Para escolas que não possuem local para recreação e lazer, como uma área comum para os estudantes ou um playground, a biblioteca pode ser este espaço, principalmente antes e depois da escola. Uma biblioteca de sucesso adota uma definição liberal do que constitui uma atividade construtiva, permitindo que os usuários participem de jogos e pesquisas sobre temas de interesse pessoal. Essa biblioteca pode ser o único lugar na escola onde alguns alunos se sintam em casa. (Tradução da autora).

de implantação, desenvolvimento e avaliação de bibliotecas nas escolas públicas e privadas, em conformidade com parâmetros delineados por profissionais da informação e educadores que definam com clareza a natureza e as funções da biblioteca escolar. Por isso, elas têm sido, via de regra, ignoradas ou negligenciadas e, quando existentes, consideradas meros apêndices do sistema educacional (GASQUE; TESCAROLO, 2010, p. 13).

Como afirma Campello (et al, 2012), a literatura a respeito do tema no país apresentam a situação desoladora das bibliotecas escolares. O grande desafio para a classe bibliotecária é adaptar esta realidade à novas práticas profissionais. O que é preciso ser feito para que as bibliotecas comecem um movimento de renovação?

O projeto de lei (PL) do Senado no 28 de 2015, propõe a criação de uma Política Nacional das Bibliotecas. O objetivo dessa PL é além de esclarecer as diferentes definições de bibliotecas para a Administração Pública, defender a criação de espaços condizentes às diferentes especificidades das comunidades atendidas. A biblioteca, de forma ampla, tem como função, segundo a PL:

I – selecionar, reunir, organizar e preservar os bens de que trata o art. 5º desta Lei;

II – promover o acesso universal e irrestrito aos conhecimentos sob sua gestão;

III – promover a valorização dos cidadãos, propiciando-lhes o exercício do direito de livre acesso à informação;

IV – contribuir para a inclusão social e o desenvolvimento intelectual dos cidadãos;

V – estimular e promover a diversidade cultural;

VI – zelar pela preservação do patrimônio intelectual e cultural; VII – realizar atividades que valorizem, preservem e difundam a memória local, regional e nacional;

VIII – estabelecer e manter redes de cooperação e empréstimo de materiais entre suas congêneres e com instituições que lidam com guarda e preservação do conhecimento, de pesquisa e de educação (BRASIL, 2015).

Neste projeto de lei, a BE tem como dever de “assegurar o apoio e o fomento para a consecução dos objetivos educacionais” (BRASIL, 2015). Com a Lei 12. 244 de 2010 sobre a universalização das bibliotecas escolares, o projeto de Lei n 28 de 2015 e outras iniciativas individuais nos estados brasileiros, é possível perceber uma movimentação governamental para a

melhoria das condições deste espaço. Cabe aos bibliotecários, a Academia e aos profissionais da educação lidar com o desafio de propor alternativas mais rápidas e condizentes com as realidades em cada comunidade. É necessário a biblioteca escolar, inicialmente, reinventar-se com o que já possui.