Disponível em: http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=4246 acesso em 02.10.2010.
São Paulo, 16 de Agosto de 2010
Pesquisadores analisaram cenário na Carolina do Norte e apontaram vantagens das usinas fotovoltaicas
Por Luciano Costa
Figura 02 Usina fotovoltaica na Carolina do Norte
Em um estudo intitulado "Custos solares e nucleares", pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, afirmam que a energia gerada por usinas fotovoltaicas já pode ser mais barata que a proveniente de centrais nucleares. O trabalho leva em conta análises feitas no próprio estado, onde o preço do kWh gerado pelas placas solares está em US$ 0,16.
O texto aponta que as instalações nucleares buscam diversas subvenções públicas, transferindo os riscos financeiros adicionais aos clientes das companhias de energia e aos contribuintes.
Além disso, essas usinas sofreriam constantes atrasos e cancelamentos durante sua implantação. Em outros casos, problemas no planejamento estariam levando a recorrentes aumentos nos orçamentos propostos para as usinas da fonte.
Enquanto isso, o crescimento da indústria solar e de fornecedores, as novas tecnologias aplicadas e seus benefícios ambientais são indícios de que "o custo da energia solar está diminuindo, enquanto o custo da energia nuclear aumentou nos
66 últimos oito anos". O estudo afirma que o orçamento para a instalação de um reator nuclear passou de US$3 bilhões para uma média de US$10 bilhões.
A análise compara os custos e os incentivos para ambas as tecnologias, baseado em relatórios sobre a energia fotovoltaica e as estimativas de custos de construção de nucleares. As comparações incluem tanto painéis solares instalados em residências e empresas quanto grandes parques de geração da fonte.
Abaixo, gráfico que consta no estudo, com a evolução do preço das duas fontes ao longo do tempo. De acordo com os pequisadores, a energia solar chegou a um "ponto histórico" que atesta sua viabilidade comercial.
Gráfico 01 Evolução do custo do kW.h por fonte (em dólares, US$)
6. ATIVIDADES / PROCEDIMENTOS
[05 min] Aquecer / Fazer Já – Nesse momento o educador fará uma lista na lousa da sala de aula, com o auxílio dos alunos, com as formas de obtenção de energia que eles conhecem.
[05 min] Explanação pelo educador – Será explicitado pelo educador o curso da aula. Ele apresentará os textos a serem lidos e fará a entrega dos mesmos, sugerindo a formação de grupos com aproximadamente 4 alunos para posterior leitura e discussão ligando-o ao tema proposto.
[10 min] Leitura compartilhada – Nesse momento o educador orienta os alunos para fazer uma leitura compartilhada dos textos.
[20 min] Explicação e discussão com o educador – Será realizada uma discussão sobre os textos. O aluno deverá perceber ao final dessa discussão que o governo dispõe de “mecanismos” de controle de geração de energia, como também, visualizar
67 outras formas de captação/geração de energia. Depois desse momento o educador voltará à lousa e irá classificar as formas de energia que lá estão de duas formas: classificação 1: energia renovável e não renovável; classificação 2: energia “limpa” e poluidora.
[05 min] Embrulhar / Fazer Depois – Ao final das discussões será solicitado aos grupos de alunos uma busca de informações sobre quais são as vantagens e desvantagens que cada forma de energia apresentada. Cada grupo ficará responsável por uma forma de energia a ser entregue na aula seguinte para fins de avaliação.
7. OBJETIVOS DA AULA
Ao final da aula o aluno deverá:
Identificar as variadas formas de energia utilizadas pelo homem;
Compreender que cada governo tem o “poder” de gerenciar o uso de energias e que o cidadão tem o dever de inserir-se nos debates sobre a matriz energética da sua nação;
Compreender os conceitos de energia renovável e não renovável; Compreender os conceitos de forma de energia limpa e poluidora.
8. SÍNTESE DO CONTEÚDO Energia;
Recursos renováveis e não renovável de energia; Energia limpa e poluente.
9. AVALIAÇÃO
Os grupos de alunos irão fazer uma busca de informações sobre as formas de energia apresentadas no início da aula, para ser entregue no próximo encontro, mostrando suas vantagens e desvantagens.
10. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
Dentre as "Competências e habilidades a serem objetivadas em Física", sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, estão contempladas para essa aula as seguintes:
Representação e comunicação
Elaborar relatórios analíticos, apresentando e discutindo dados e resultados, seja de experimentos ou de avaliações críticas de situações, fazendo uso, sempre que necessário, da linguagem física apropriada.
68 Percepção sociocultural e histórica
Reconhecer que, se de um lado a tecnologia melhora a qualidade de vida do homem, do outro ela pode trazer efeitos que precisam ser ponderados quanto a um posicionamento responsável. Por exemplo, o uso de radiações ionizantes apresenta tanto benefícios quanto riscos para a vida humana.
11. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO ENEM EM CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações científico-tecnológicos.
Habilidade 8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, considerando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.
Habilidade 12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.
12. DIRETRIZES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Dentre as seis diretrizes apontadas pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, está presente nesse plano de aula:
Energia: opções para o meio ambiente e o desenvolvimento Espécies e ecossistemas: recursos para o desenvolvimento
13. REFERÊNCIAS
BRASIL. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Secretaria de educação Média e Tecnológica – Brasília: MEC, 2002.
______ Ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Matriz de referência do exame nacional do ensino médio. Secretaria de educação Média e Tecnológica – Brasília: MEC, 2009.
Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD. Nosso Futuro Comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1987.
69 5.3 PLANO DE AULA 03