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E PSIQUIATRIA

O Decreto-lei 74/2006 de 24 de março ( e as suas sucessivas alterações) institui que, é o CMESMP9 que confere ao estudante competências profissionais diferenciadas para intervir,

suportados na evidência, para o desenvolvimento dos saberes teóricos e práxicos da Enfermagem de Saúde mental e Psiquiátria.

A frequência do 2º Curso de Mestrado, que culmina na realização deste relatório, foi um percurso que teve como base a Enfermagem de Saúde mental e que nos permitiu refletir sobre as práticas, desenvolvendo competências para melhorar a qualidade dos cuidados prestados no contexto da Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria.

O mestrado em enfermagem permitiu, a aquisição de conhecimentos teóricos e de competências científicas, alicerçados na investigação e especificidades de prática profissional, nos diferentes contextos de intervenção.

O grau de mestre deverá conferir conhecimento especializado na área da Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátria, sendo um complemento às competências específicas do Enfermeiro Especialista.

Ao longo do curso refletimos sobre os nossos recursos pessoais, o que o CPLESMP nos capacitou para trilharmos determinado caminho, desenvolvendo a capacidade de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e permitindo assim, gerir fenómenos de transferência e contratransferência e o impacto em nós próprios na relação terapêutica. Assim, foi possível mobilizar competências já adquiridas, desenvolver conhecimentos e adotá- los para identificar problemas e selecionar as estratégias mais adequadas à sua resolução, de forma mais fundamentada.

Permitiu-nos compreender determinados conceitos e teorias relacionados com as ciências de enfermagem, quais as suas aplicações nos diferentes campos de intervenção.

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Regulamento do Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica – Departamento de Enfermagem, Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Saúde – NUNES, Lucília; LOPES, Joaquim – Setúbal, 2011.

A elaboração do PIS permitiu-nos desenvolver a capacidade de analisar, conceber e implementar resultados de investigação e enquadrar os contributos da evidência para resolver problemas da práxis. Neste contexto foi possível ainda envolver os recursos do serviço e da instituição, como possiveis soluções na resolução da problemática estudada e desenvolvida neste relatório.

Mobilizar e integrar os conhecimentos adquiridos com o grau de mestre e as competências específicas de EEESMP irá permitir prestar melhores cuidados de enfermagem, satisfazendo as necessidades de cuidados das pessoas, grupos e comunidades.

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1 – DEMONSTRA COMPETÊNCIAS CLINICAS ESPECIFICAS NA CONCEÇÃO,

GESTÃO E SUPERVISÃO CLÍNICA DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM

No serviço de oncologia as intervenções de enfermagem realizadas ao cliente/familia são desenvolvidas com uma visão holistica.

A pessoa com doença oncológica tem um alto grau de complexidade, sendo necessário compreender de que forma as pessoas gerem o impacto da doença e dos tratamentos inerentes; como se poderá prevenir ou minimizar os efeitos secundários, que surgem no decurso dos diferentes tratamentos aí realizados, ou pelo estadio avançado da doença; como se atua num processo continuo e num contexto de educação para a saúde, não esquecendo o suporte emocional, espiritual e psicossocial da pessoa com doença oncologica, e como estabelecer um plano de intervenção eficaz, que permita responder às necessidades do cliente e familia.

A consulta de enfermagem é uma atividade autónoma, com base em metodologia cientifica, que permite formular um diagnostico de enfermagem baseado na identificação de problemas, elaborar e realizar um plano de cuidados de acordo com o grau de dependência dos clientes, em termos de enfermagem, bem como a avaliação dos cuidados prestados e respetiva reformulação das intervenções de enfermagem, no sentido de ajudar a pessoa, numa determinada fase do seu ciclo vital, a atingir a máxima independência na realização das atividades de vida (Andrade e Pereira, 2005).

É de salientar que é no decurso da consulta de enfermagem que é possível avaliar o individuo inserido no contexto familiar, social e económico, permitindo, assim, desenvolver um plano de cuidados que promova o processo de tomada de decisão.

O fato de termos escolhido Callista Roy, com o modelo adaptativo, para concetualizar este trabalho, ajudou-nos na tomada de decisão do planeamento da intervenções.

A Unidade Temáica “Enquadramento conceptual em Enfremagem de Saúde Mental e Psiquiatria” permitiu-nos apropriar teorias e conceitos e integrá-los na prática de cuidados. O Modelo de Callista Roy foi escolhido para construir este PIS, no entanto, não podemos deixar de refletir que na nossa prática diária suportamo-nos em muitas outras teóricas que estão mais fidelizadas à enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria.

Foi importante e fundamental encontrar um espaço onde fosse permitido a discussão do plano dos clientes/familias, para que toda a equipa de enfermagem e multidisciplinar, fosse detentora de toda a informação necessária para o planeamento das intervenções, as reuniões mensais para discussão de casos clinicos.

Promoveu-se a articulação com as estruturas da comunidade e reuniões quinzenais com a equipa multidisciplinar de cuidados domiciliários, para que o planeamento das intervenções fosse o mais adequada possível às necessidades dos clientes e com o objetivo de dar continuidade aos cuidados.

O cuidar da equipa foi um aspeto fundamental, a adesão da equipa de enfermagem às intervenções planeadas, e o interesse da equipa multidisciplinar em integrar este projeto e desenvolver as diferentes atividades.

De salientar os contributos do curso de MESMP na promoção da saúde mental de todos os individuos, clientes e profissionais, com os aportes adquiridos nas aulas teóricas e estágios realizados, assim como os contributos das Unidades Curriculares de “Enfermagem” e “Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria”

A conceção, gestão e supervisão clínica estão implícitas no processo de enfermagem desenvolvido neste relatório, devido à teórica de enfermagem escolhida para o concetualizar (Callista Roy e o Modelo Adaptativo de Roy).

Tal como referido anteriormente, este processo implica uma avaliação dos conhecimentos e comportamentos da pessoa, grupo ou comunidade, permite estabelecer os diagnósticos de enfermagem e as intervenções e a avaliação final pode levar a uma reavaliação. Se não houver evidência de uma adaptação eficaz, por parte do individuo deve-se realizar uma revisão dos diagnósticos de enfermagem e alteração das intervenções.

As situações complexas, com que diariamente nos deparamos nas avaliações realizadas, que implicam uma tomada de decisão no estabelecimento do diagnóstico e intervenções de enfermagem, só são possíveis se os enfermeiros tiverem bem identificados as suas emoções, sentimentos e valores pessoais e circunstanciais, que podem interferir na relação terapêutica com os clintes e/ou equipa multidisciplinar.

91 A tomada de decisão pressupõe que se encontre sustentada nos princípios éticos (autonomia, justiça, beneficência e não maleficência) e nos valores inscritos no Código Deontológico do Enfermeiro.

De acordo com a Ordem dos Enfermeiros (OE, 2001), o exercício profissional centra-se na relação entre o enfermeiro e a pessoa, cada um com o seu quadro de crenças e valores, onde o enfermeiro se distingue pela sua formação e experiência, que lhe permite respeitar o outro, numa perspetiva multicultural e de respeito pela diferença, abstendo-se de juízos de valor. Uma das sugestões deste trabalho será integrar a supervisão da prática clinica como um processo orientado para o cuidar, sendo um espaço de partilha, reflexão, orientação, suporte, formação e ajuda, com o objetivo de promover a tomada de decisão e a autonomia dos profissionais de enfermagem, o que pode ser possível com a implementação do Modelo de Desenvolvimento Profissional (OE, 2010).

2 – REALIZA DESENVOLVIMENTO AUTÓNOMO DE CONHECIMENTOS E