A Evaluering av tre prototyper i fase I
A.4 Vurderinger og konklusjoner
Já no Direito Espanhol o princípio da segurança jurídica foi incorporado expressamente ao texto da Constituição de 1978, em seu art. 9.3, na condição de princípio geral do ordenamento jurídico. Mais recentemente, na nova redação dada pela Lei 4/1999 ao artigo 3º da Lei do Regime Jurídico das Administrações e do Procedimento Administrativo Comum de 1992, fez-se constar o respeito da Administração aos princípios da boa-fé e da confiança legítima.
Contudo, do fato de o princípio da segurança jurídica ter sido insculpido fora do sistema privilegiado de direitos fundamentais – composto pelas liberdades e direitos reconhecidos no artigo 14 e na seção primeira do capítulo segundo da Constituição, os quais são sindicáveis mediante o recurso de amparo106 – deve-se seu tímido exame pelo Tribunal Constitucional107, que o define como a soma de certeza e legalidade, hierarquia normativa e publicidade normativa, irretroatividade da lei restritiva e interdição da arbitrariedade.108
Entre os tantos sentidos que se empresta à segurança jurídica no Direito Espanhol merecem atenção a exigência de clareza normativa – cuja infringência motivou, por exemplo, a declaração de inconstitucionalidade da Lei de Águas de Canárias, de 22 de maio de 1989, na Sentença 46/1990 do Tribunal Constitucional109- e, sobretudo, a proteção da confiança do administrado, a qual, historicamente, vem associada à noção de boa-fé, como podemos observar em artigo da lavra do professor Sainz Moreno, datado de 1979, do qual consta a
106 Estabelece esse sistema o art. 53.2 da Constituição: “Cualquier ciudadano podrá recabar la tutela de las libertades y derechos reconocidos en el artículo 14 y la Sección primera del Capítulo segundo ante los Tribunales ordinarios de preferencia y sumariedad y, en su caso, a través del recurso de amparo ante el Tribunal Constitucional. Este último recurso será aplicable a la objeción de conciencia reconocida en el artículo”.
107 PALMA FERNÁNDEZ, José Luis. La seguridad jurídica ante la abundancia de normas, p. 42. 108 Tribunal Constitucional, decisões: 27/81, de 20 de julho; 99/87, de 11 de junho; 227/88, de 29 de novembro, e 150/90, de 4 de outubro.
109 ENTERRÍA, García de. El principio de protección de la confianza legítima como supuesto título justificativo de la responsabilidad patrimonial del Estado Legislador, Revista de Administración
seguinte lição: “La buena fe es uno de los principios generales del Derecho, uno de aquellos valores materiales básicos de un ordenamiento jurídico, sobre los cuales se constituye éste como tal (García de Enterría). Es um principio que sirve a la seguridad jurídica incorporando al Derecho el valor ético-social de la confianza”.110
Aliás, sob o ponto de vista da confiança legítima, dois importantes arestos do Tribunal Supremo devem ser apontados, nos quais se admite a responsabilidade do Estado por alterações legislativas radicais que redundam na frustração de expectativas a que o próprio Poder Público deu causa.
No primeiro, de 05 de março de 1993, reconheceu-se a uma empresa pesqueira o direito à indenização pela eliminação de isenções tributárias de que desfrutava, como conseqüência da adesão da Espanha ao Tratado de Adesão à Comunidade Econômica Européia. A empresa havia feito significativas inversões fiada em políticas de fomento do Estado, as quais foram radicalmente suprimidas pela subscrição da Espanha ao mencionado Tratado111.
No outro aresto, o mesmo Tribunal, precisamente em 16 de maio de 2000, reconheceu o direito à indenização decorrente de alteração legislativa que, ao declarar certos terrenos insuscetíveis de edificação por razões ambientais,
110 La buena fe en las relaciones de la Administración con los administrados, Revista de
Administración Pública, p. 310.
111 STS 1232/1993. Um trecho do julgado é digno de citação: “(...) aunque diéramos por supuesta hipotéticamente la inexistencia de un auténtico y plenamente configurado derecho adquirido, por la anual fijación de los cupos exentos, la realidad es, repetimos, que el Gobierno desarrolló una muy concreta acción de fomento para la constitución de Empresas pesqueras conjuntas, con los fines analizados con anterioridad, reconociendo a cambio unos particulares beneficios, representativos de intereses patrimoniales legítimos, y si éstos se interrumpen o disminuyen, cual ha sucedido, para la voluntad de los órganos competentes del Estado, en modo alguno cabe negar el subsiguiente derecho a la indemnización correspondiente, la cual además estaría incluso avalada,
tanto por los principios de la buena fe que debe inspirar la relación de la Administración con los particulares y de la seguridad jurídica, como por el equilíbrio de prestaciones que debe existir entre una y otros en el desarrollo de relaciones, como las que contemplamos, prestablecidas y con
impossibilitou a consumação, por uma empresa privada, de um plano urbanístico já aprovado pela Comunidade Autônoma das Ilhas Baleares.112
112 STS 3930/2000. Eis o cerne do julgado, em cita literal: “Para examinar si esto es así es menester utilizar varios criterios. Entre ellos reviste singular interés el relacionado con la observancia del principio de buena fe en las relaciones entre la administración y los particulares, la seguridad jurídica y el equilibrio de prestaciones. Estos conceptos, utilizados por las sentencias de esta Sala últimamente citadas, están estrechamente relacionados con el principio de confianza legítima enunciado por el Tribunal Superior de Justicia de las Comunidades Europeas. La virtualidad de este principio puede comportar la anulación y, cuando menos, obliga a responder en el marco comunitario, de la alteración (sin conocimiento anticipado, sin medidas transitorias
suficientes para que los sujetos puedan acomodar su conducta económica y proporcionadas al interés público en juego, y sin las debidas medidas correctoras compensatorias) de las
circunstancias económicas habituales y estables, generadoras de esperanzas fundadas de mantenimiento. Sin embargo, el principio de confianza legítima no garantiza a los agentes económicos la perpetuación de la situación existente, la cual puede ser modificada en el marco de la facultad de apreciación de las instituciones comunitarias, ni les reconoce u derecho adquirido al mantenimiento de una ventaja”.
PARTE 3. O ALCANCE DO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA NO