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Vurderinger .1 Generelt

Boks 5.2 NorChip AS: med risikofinansiering fra SND

7 SND og andre aktører

7.19 Vurderinger .1 Generelt

Entretanto, ainda que várias ferramentas estejam disponíveis para a atividade de projeto, o pensamento de projeto continua sendo baseado no paradigma “conjectura e teste”. Segundo Simon (1996), o processo de projeto envolve primeiro a geração de alternativas, e então, o teste destas alternativas com base em um conjunto de exigências e restrições. Ou seja, uma forma e um fluxo são propostos tentando responder ao programa de necessidades e restrições do local e são testados para analisar sua eficiência em relação aos objetivos propostos: com o levantamento de dados, começa-se a pensar no fluxo, na forma e nas conexões formais possíveis. A forma é, então, testada, avaliada,

modificada e novamente testada em um ciclo que só é interrompido quando a forma passa a atender aos requisitos iniciais propostos.

No entanto, a tecnologia, que ofereceu um grande suporte aos arquitetos e designers para a representação daquilo que era idealizado, hoje possibilita avaliações no momento da concepção. Softwares de análise de desempenho, usados amplamente para avaliações pós-construção ou pós- concepção, têm sido utilizados para a modelagem da forma arquitetônica e também para a definição de fluxos e materiais a serem empregados. Este tipo de arquitetura está emergindo como um novo paradigma de projeto, que Kolarevic (2006) define como Arquitetura Performativa. Aqui, o modelo “lançamento, teste, avaliação” é dado no momento da concepção, fazendo com que arquitetos e designers encontrem soluções supostamente otimizadas. Esta abordagem, que valoriza o desempenho como uma questão fundamental para o processo de projeto, vem sendo apresentada como uma promissora práxis em projeto digital (OXMAN, 2006).

Sabemos que as análises de desempenho de um edifício podem ser feitas sob diversos critérios, como formal, estrutural, hidrossanitário, energético, acústico, térmico, dentre outros. Entretanto, a construção depende totalmente das questões financeiras envolvidas, ou seja, de seu desempenho de custo. O orçamento de um edifício define a viabilidade da construção. Em muitos casos, aquilo que é projetado tem uma execução muito onerosa, distante da realidade orçamentária do projeto, que acaba mantido apenas no papel ou no mundo virtual, já que não atendeu ao desempenho de custo.

Simon (1996) argumenta que redução de custos, por exemplo, é um critério de projeto e tem permanecido como uma consideração implícita no projeto de estruturas por muito tempo. Cada vez mais, cálculos de custos têm sido trazidos para dentro do processo de projeto, atividade que os economistas chamam de “análise de custo-benefício”. O domínio pelo arquiteto das questões financeiras envolvidas na construção civil pode ser um grande passo para a viabilidade daquilo que ele propõe. Assim, surgem as questões:

 Como utilizar a “Tecnologia Digital para Análise de Custos” durante a concepção arquitetônica?

Muitos softwares vêm sendo desenvolvidos como ferramentas para a elaboração de orçamentos de projetos arquitetônicos. Entretanto, um software que se destaca por ter o objetivo de fazer este levantamento orçamentário concomitantemente à concepção arquitetônica e não após a elaboração do projeto é o DProfiler, desenvolvido pela Beck Technology. Nele, o custo é dado de acordo com as decisões arquitetônicas – de materiais, locação no terreno, número de pavimentos, tipo de estrutura, forma arquitetônica, etc – e isso acontece desde o momento do lançamento do partido arquitetônico, oferecendo estimativas que auxiliam nas avaliações e testes (Figura 1.8).

Figura 1.8: Utilização do DProfiler para programação da obra. Fonte: Disponível em: <http://beck-

technology.com/dprofiler.html> Acesso: 10/05/13.

A arquitetura performativa que, para a presente pesquisa, pode ser inserida como uma abordagem totalmente inovadora da forma de pensar o projeto, estabelece um paradigma digno de ser estudado. E ao ter como base da pesquisa a relação entre partido arquitetônico e custo da obra, o software DProfiler surge como uma opção de pesquisa e avaliação, pois parece responder aos anseios de tal abordagem. Assim, trazemos o foco da pesquisa para

questões performativas, especificamente o desempenho de custos do edifício, pretendendo estabelecê-lo como condicionante para a concepção da forma arquitetônica e testá-lo segundo o objetivo proposto, mediante as opções possíveis de intervenções simultâneas à concepção.

O questionamento que se estabelece, entretanto, é sobre o paradigma “conjectura e teste” estabelecido durante os últimos anos. Essa abordagem performativa, ainda que ofereça novos meios para se pensar o projeto e para redefinir o papel do arquiteto, tem modificado o paradigma estabelecido? Até que ponto esta ideia bastante arraigada de “conjectura e teste”, está sendo, de fato, desafiada pela arquitetura performativa? Aqui a questão se fundamenta no tipo de relação que o projetista tem com a atividade projetual. Ainda que a arquitetura lide com questões mais objetivas, como desempenho de custos, será que o procedimento não é o mesmo: análise, síntese e avaliação?

Para responder a estes questionamentos, alguns conceitos precisam ser definidos, assim como seus limites. Arquitetura performativa precisa ser definida no sentido de estipular os níveis em que podemos tratá-la como automatizada ou manual. Precisamos definir os limites da ação do arquiteto. Neste momento, outras questões surgem: será que as informações que eu forneço ao software definem algo? E como se dá esta definição? Até agora, o arquiteto continua sendo aquele que interrompe o processo de projeto. Mas, e os requisitos e restrições do projeto? A quem eles dizem respeito? Somente ao cliente ou ao programa? O arquiteto não restringe a forma mediante sua bagagem histórica, estética e cultural? No caso de um software como o DProfiler, que fornece informações de custos no momento do lançamento do partido arquitetônico, até que ponto sua utilização condiciona a forma arquitetônica? E utilizando de informações primárias, sem muito detalhamento, qual o nível de fidelidade do orçamento de custos fornecido?

São estes os questionamentos que nos motivaram a pesquisar sobre a abordagem do projeto performativo e que nos guiaram no desenvolvimento da pesquisa.