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Vurdering av tilskuddsforvaltningen

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Kapittel 8. Ordningens utforming og effekter – en oppsummering

8.2 Vurdering av tilskuddsforvaltningen

Atividade necrótica

A maioria dos peptídeos atuantes em membranas se liga rapidamente à membrana plasmática das células tumorais desestabilizando-a e levando à necrose. A membrana citoplasmática das células cancerígenas hiper-expressam FS carregada negativamente e mucinas O-glicosiladas, o que torna a membrana dessas células mais negativa que a das células eucarióticas normais. Esses peptídeos, freqüentemente pequenos, catiônicos e anfipáticos, causam desestabilização da membrana tanto pelo modelo carpet-like como pelo

barrel-stave, levando à morte necrótica das células tumorais, sendo que os peptídeos que

atuam como no último modelo também lisam células normais. Os peptídeos necróticos possuem uma alta especificidade para células tumorais, atuam independentemente do estado proliferativo das células e são ativos contra células de câncer RMD por não atuarem em receptores. Experimentos demonstraram que o potencial de membrana é fundamental para a atividade desses peptídeos (Papo & Shai, 2005; Bhutia & Maiti, 2008). Durante a última década, membros desse grupo foram isolados de Litoria sp. e apresentam atividade contra todas as classes de cânceres humanos testados (Apponyi et al., 2004).

Atividade apoptótica

As células tumorais são resilientes ao processo apoptótico devido à desregulação de proteínas pró e anti-apoptóticas como Bax e Bcl-2, o que torna de grande relevância o desenvolvimento de drogas detentoras de atividade apoptótica. A maioria das drogas indutoras de apoptose não age diretamente na maquinaria apoptótica, induzindo apoptose indiretamente, atingindo sinais responsáveis pela sobrevivência e proliferação celular (Alam, 2003).

Os alvos apoptóticos que estão atualmente sendo explorados para o tratamento de câncer incluem o fator de necrose tumoral (TNF) relacionado a receptores induzidos por

ligantes relacionados à apoptose (TRAIL), proteínas anti-apoptóticas da família Bcl-2, proteínas inibidoras da apoptose (IAP) e MDM2 (Figura 7) (Fesik, 2005).

Vários peptídeos catiônicos como magainin 2 e derivados de gaegurin 6 são capazes de induzir apoptose. Os resultados do estudo com magainin sugerem perturbação da membrana mitocondrial, a qual é carregada negativamente, levando à liberação do citocromo c que promove o processo apoptótico (Kim et al., 2003; Papo & Shai, 2005; Bhutia & Maiti, 2008).

Figura 7. Representação simplificada das duas principais vias de sinalização para a morte celular programada. Modificado de Fesik (2005).

Peptídeos que interagem com receptores

Pequenos peptídeos que atuam em receptores, principalmente nos hormonais, têm sido alvo de grandes estudos. Isso porque análogos de receptores hormonais exibem uma potente atividade anticâncer (Leuschner & Hansel, 2005). Por exemplo, peptídeos antagonistas da bradicinina foram desenvolvidos para atuarem contra três aspectos do desenvolvimento tumoral, crescimento, migração e invasão, oferecendo uma terapia combinatória em uma única droga. Outros alvos como os receptores dos fatores que promovem a angiogênese também vêm sendo estudados (Bhutia & Maiti, 2008).

21 Peptídeos que atuam em genes

Observou-se que o peptídeo melittin atua seletivamente em células de mamífero que hiper-expressam o oncogene ras. Esse peptídeo estimula a produção de fosfolipase A2 (PLA2) pelo oncogene das células transformadas, levando à destruição seletiva (Sharma, 1992).

Peptídeos que se ligam às proteínas de adesão celular

Inibidores da adesão celular alteram as propriedades das proteínas da matriz extracelular, as quais possuem um papel central na invasão tumoral e angiogênese (Shadidi & Sioud, 2003).

Inibidores das proteínas cinases

As proteínas cinase C fazem parte da família das serino/treonina cinases, as quais estão envolvidas na transdução de sinais para a proliferação celular, diferenciação, apoptose e angiogênese. A desregulação dessas proteínas provoca tumorigenicidade e resistência a drogas. As proteínas cinases são comumente ativas nas células de câncer, o que as torna um alvo atrativo para a terapia anticâncer. Pequenos peptídeos como o P15 estão sendo testados para inibirem a interação das cinases com o seu substrato sem efeitos colaterais, todavia, essa é uma tarefa difícil pelos múltiplos papéis desempenhados por essas proteínas (Mackay & Twelves, 2007).

Inibidores de proteases

Tumores expressam várias proteases responsáveis pela invasão e metástase. As principais classes de proteases atuantes nesses eventos são as catepsinas, uroquinases e metalopeptidases (MMP), tornando-se, portanto, os principais alvos para a terapêutica. Inibidores de proteases podem atuar inibindo estágios da progressão do câncer (Figura 8). Para ilustrar, peptídeos cíclicos contendo a seqüência His-Trp-Gly-Phe inibem seletivamente as MMP-2 e MMP-9, suprimindo a angiogênese, migração e invasão de tumores (Yip et al., 1999; Bhutia & Maiti, 2008). Entretanto, estudos recentes demonstraram um grande número de proteases com atividade antitumoral (López-Otín & Matrisian, 2007).

Figura 8. Estágios do desenvolvimento do câncer que podem ser alvos de inibidores de proteases. Modificado de López-Otín & Matrisian (2007).

Atividade antiangiogênica e antivascular

Inibidores da angiogênese podem interferir em qualquer passo da formação de um novo vaso sanguíneo, dentre eles a degradação da membrana basal do endotélio, proliferação e migração das células endoteliais, inibindo assim o crescimento e a metástase do tumor (Figura 9) (Fan et al., 2006). A expressão diferenciada de marcadores na superfície do endotélio de vasos sangüíneos de tumores é um ótimo alvo para a terapia do câncer. Uma grande vantagem em utilizar esses alvos é que as células vasculares tumorais são geneticamente estáveis e, portanto, menos propensas a se tornarem resistentes a drogas (Shadidi & Sioud, 2003).

A maioria dos inibidores endógenos da angiogênese é formada por fragmentos complexos muito grandes para penetrarem na célula, fácil de serem eliminados pelo organismo e muito caros para serem comercializados como drogas. Assim, inúmeros estudos buscam o desenvolvimento de peptídeos que imitem os efeitos dessas moléculas, mas sem as suas desvantagens (Brannon-Peppas & Blanchette, 2004; Bhutia & Maiti, 2008).

Agentes antivasculares atuam destruindo rapidamente e seletivamente vasos já existentes, levando à morte das células do tumor. Peptídeos que se ligam seletivamente a vasos sanguíneos de tumores e induzem a coagulação e/ou a morte celular estão sendo desenvolvidos. O peptídeo exherin, inibidor de N-cadherin, envolvido na integridade estrutural dos vasos sangüíneos, causa hemorragia em tumores de células animais e se encontra na fase I dos testes clínicos (Tozer, Kanthou & Baguley, 2005).

Atividade imunoestimulatória

Em cânceres, a resposta imune do paciente é geralmente fraca ou suprimida. A produção de moléculas imuno-supressoras pelas células tumorais faz com que as mesmas driblem o sistema imunológico. Portanto, é importante a estimulação do sistema imunológico 22

do paciente em tratamento. Por exemplo, o dipeptídeo de origem microbiana muramil (MDP) atua como adjuvante de vacina e demonstra potencial para o combate ao câncer (Bhutia & Maiti, 2008).

Figura 9. Etapas da angiogênese e metástase tumoral susceptíveis à inibição por peptídeos antiangiogênicos. CEs- células endoteliais; MMPs- metaloproteinases; VEGF- fator de crescimento endotelial; HIF-1α- fator iduzido por hipóxica. Modificado de Fan et al. (2006).

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