10 Oppsummering av gevinstpotensial
10.2 Vurdering av samlet gevinstpotensial opp mot kompleksitet i gjennomføring
A origem da produção de carvão está intimamente ligada aos inícios da metalurgia aproximadamente a 5000 anos. Os Egípcios eram na antiguidade considerados os
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mestres na arte de fabrico de carvão já descrita por Plinius (23-79 a. C) e do aproveitamento de subprodutos do processo de carbonização que eram usados desde o embalsamento à calafetagem das juntas nos barcos e à impermeabilização dos fios das redes de pesca (Sardinha, 2008a).
Até a segunda Guerra Mundial, o carvão era o combustível mais utilizado no mundo. A descoberta dos combustíveis derivados do petróleo, que permitiu o desenvolvimento dos motores a explosão e abriu maiores perspectivas de velocidade e potência, e o surgimento da energia nuclear, relegaram o carvão à condição de fonte subsidiária de energia. No entanto, a disponibilidade de grandes jazidas de carvão mineral e o baixo custo do carvão vegetal ainda confere a esse combustível um papel.
O seu papel é também essencial como fornecedor de energia, vital para a vida doméstica de milhões de habitantes dos países em desenvolvimento, e ainda um importante material na indústria de fundição de ferro bem como na extracção e fundição de outros metais. Em termos mundiais, a FAO (2009) calcula que 60% de toda a madeira extraída das florestas seja utilizada para queima, quer directamente como lenha, quer indirectamente como carvão para uso doméstico. Em termos globais a quantidade de madeira utilizada no fabrico de carvão é da ordem de 25% daquele montante ou seja de 400 milhões de m3/ano. Tenha-se no entanto em atenção, que se trata de um valor estimativo, atentas as dificuldades de informação estatística correntes em muitos países. Os níveis de produção de carvão vegetal no mundo tem apresentado uma tendência crescente (figura 1.2), e a África é claramente a região onde esta tendência é mais acentuada (Steierer, 2011).
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Segundo o mesmo autor, a produção mundial de carvão vegetal em 2009 foi estimada em 47 milhões de toneladas. Cujo percentagem de participação por países está na figura 1.3.
Figura 1.3. Os dez principais produtores mundiais de carvão vegetal.
Sete dos dez maiores produtores de carvão vegetal são do continente africano, nomeadamente: Nigéria, Etiópia, Moçambique, República Democrática do Congo, Tanzânia, Ghana e Egipto. Brasil, Índia e China são as três excepções, no entanto, influenciam fortemente a produção de carvão nas suas regiões (Steierer, 2011).
No caso específico dos países africanos a urbanização e o crescimento económico têm incrementado o uso de lenha e do carvão vegetal. Esta situação preocupa os ambientalistas e os responsáveis pela gestão dos recursos florestais (Girard, 2002). Em termos correntes o carvão é “o resíduo preto poroso obtido pela destilação destrutiva da matéria animal ou vegetal sob suprimento limitado de ar” (Sardinha, 2008). De facto, o carvão pode ser produzido por uma série de materiais sintéticos como polímeros bem como por materiais naturais. A estrutura atómica base do carvão é independente do percursor, se bem que a macro morfologia possa diferir.
É importante não confundir o carvão com outras formas impuras não cristalinas como a fuligem e o “coke”. Embora o coke, como o carvão, sejam produzidos por um pirólise por via seca, o coke (usualmente produzido do carvão mineral betuminoso) distingue-se do carvão porque a fase fluida forma-se durante a carbonização. Já no caso da fuligem, esta forma-se na fase gasosa por combustão incompleta durante a combustão e não na fase sólida da pirólise.
O carvão vegetal é o produto sólido obtido por meio da carbonização ou pirólise da madeira sob condições controladas num espaço fechado, geralmente designado forno,
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cujas características dependem das técnicas utilizadas para sua obtenção e o uso para o qual se destina. O rendimento do carvão vegetal gira em torno de 25 a 35%, com base na madeira seca (IEE, 2008).
O controlo do forno durante a carbonização é exercido sobre a entrada de ar, de forma que a madeira não arda completamente transformando-se em cinza, tal como sucede num fogo convencional, mas sim que se decomponha quimicamente para formar carvão vegetal.
Por se tratar de uma fonte de energia de baixo custo, não necessitar de processamento antes do uso e ser parte significativa da base energética dos países em desenvolvimento, tem recebido a denominação de “energia dos pobres”, chegando a representar até 95% da fonte de energia em vários países. Assim a extensão global das florestas e a população mundial consumidora de Produtos Florestais Madeireiro (PFM) e Produtos Florestais Não Madeireiro (PFNM) se vêem nas figuras 1.4 e 1.5 respectivamente.
Figura 1.4 Extensão florestal por hectare (FAO 2011)
Figura 1.5. Consumo de lenha e carvão. 1 e 2; Países em vias de desenvolvimento, 3 e 4; Países Desenvolvidos (Santos et al.,2009).
Segundo dados da FAO (2011) a cobertura florestal mundial é de aproximadamente 4 mil milhões de hectares. Desse valor os países com maior cobertura são
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respectivamente, Rússia com 20%, Brasil com 13%, Canadá com 8%, Estados Unidos da América com 8% e China com 5%. Juntos representam 54% da cobertura florestal mundial.
Alan et al., (1998) calculam que no mundo, mais de 1500 milhões de pessoas utilizam quotidianamente a lenha e o carvão para cozinhar e se aquecerem. As estatísticas mostram que a metade do carvão usado globalmente é utilizada em África. Porém a participação da biomassa tradicional na oferta mundial de energia está a baixar, de forma que em 2050 espera-se uma participação de 5,0% e em 2100 apenas de 3,0%. O consumo de lenha e carvão vegetal está associado à disponibilidade de vegetação. Em 2005 existiam 3950 milhões de hectares de florestas, que correspondem a 30,3% da superfície terrestre (FAO, 2006).
1.1.2.1.2. A conversão da biomassa e os elementos básicos do sistema