4. FORVALTNINGSMODELLER
4.4 Vurdering av søknader og mål om fordeling
dos métodos de marketing existentes na empresa e, que não tenham sido usados anteriormente. São consideradas alterações significativas as que se verificam no design ou na embalagem do produto, na distribuição de produtos, na promoção de produtos ou na política de preços, excluindo as alterações sazonais, regulares ou outras rotinas nos métodos de marketing.
Ou seja, a atividade de design está incluída como um atividade gerida e incluída no Marketing e remetida para o segundo patamar da escada do design, em que está remetido para um papel de aumentar a oferta.
O Manual de Frascati, em 1993, define como atividade relacionada coma a inovação, o conceito de I&D, como todo o trabalho criativo prosseguido de forma sistemática, com vista a ampliar o conjunto dos conhecimentos, incluindo o conhecimento do homem, da cultura, da sociedade, bem como a utilização desse conjunto de conhecimentos em novas aplicações. Neste caso, o conceito aplica-‐se tanto à investigação em design como ao processo de qualquer atividade de design.
III.2 A INOVAÇÃO EM PORTUGAL
“ (…) A capacidade inovadora nacional é o potencial que um país tem, tanto como entidade política como enquanto entidade económica, para produzir uma série de inovações comercialmente relevantes. Não se trata simplesmente do nível de inovação alcançado, mas também do reflexo das condições fundamentais, dos investimentos e das operações políticas que criam o ambiente para a inovação num determinado local. (…)”
(Michael E. Porter, 1998: p.9)
Com as dinâmicas mundiais atuais dos mercados, da evolução tecnológica, das tendências de consumo, da evolução dos equipamentos de produção, dos canais de distribuição, tais como a ameaça das importações asiáticas, entre outros, assistimos à perda de competitividade pela ineficácia do tecido industrial nacional.
A informação estatística oficial sobre Inovação em Portugal é recolhida através do Inquérito Comunitário à inovação (Community Innovation Survey – CIS), e
disponibilizada para consulta online, no sítio da internet da Direção-‐Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência56. Este instrumento de âmbito nacional, entretanto estabilizado através de oito edições sequenciais, faz um levantamento às atividades de inovação nas suas diferentes componentes, tais como, as etapas, as definições e os procedimentos relativos à atuação das empresas em investimento na inovação.
Já de âmbito internacional, baseado no prévio quadro de referência European Innovation Scoreboard (EIS)57, que pontuou de 2000 até 2009 a capacidade de inovação dos Estados-‐Membros da União Europeia (UE ou EU – European Union58), é o Innovation
Union Scoreboard (IUS) o instrumento que está em vigor desde 2010 para monitorar o estímulo à inovação na europa. Elaborado a partir da análise das tendências, por país, de um conjunto de 25 indicadores agregados em 8 categorias que abrangem os recursos humanos, as qualidades de atratividade e de abertura dos sistemas de investigação, a existência de recursos financeiros e de infraestruturas, o investimento das empresas, o estabelecimento de parcerias e de empresas, o registo de patentes, as empresas inovadoras e os efeitos económicos, classifica anualmente num relatório, os atuais 27 países que constituem a UE, assim como, a Croácia, a Islândia, os países da antiga Jugoslávia, a Noruega, a Sérvia, a Suíça e a Turquia.
Também inclui comparações com base num conjunto reduzido de mais indicadores entre a UE27 com 10 concorrentes mundiais.
Identifica as fraquezas e os pontos fortes dos respectivos sistemas de inovação e fornece uma avaliação comparativa do desempenho inovador. A capacidade de inovação de cada estado aparece assim agrupada por ordem decrescente em relação à média da UE, divide-‐se em 4 categorias distintivas. Destacando os Líderes da Inovação na primeira, na segunda determina os Seguidores da Inovação, na terceira identifica o
56 http://www.dgeec.mec.pt/np4/113.html
57 Criado sob a Agenda de Lisboa (Lisbon Strategy ou Lisbon Process) para providenciar um plano
estratégico para a sustentabilidade do desenvolvimento económico da Europa no período de 2000 e 2010, foi estabelecido pelo Conselho Europeu em Março de 2000. Em 2010 a maioria dos objetivos estabelecidos, tais como, o aumento da coesão social, a criação de mais e melhor emprego e o crescimento económico, não foram alcançados.
58 A União Europeia foi criada originalmente em 1957 por seis Estados fundadores, a Bélgica, a França, a
Alemanha Ocidental, a Itália, O Luxemburgo e a Holanda. Crescendo até aos atuais 27 Estados-‐membros através de seis alargamentos sucessivos, sendo que o maior ocorreu em 1 de Maio de 2004, quando dez Estados aderiram, e o segundo, no qual Portugal aderiu em 1986, incluí a Áustria, a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a Suíça e o Reino Unido.
grupo dos países Inovadores Moderados e, por último, os designados Inovadores Modestos, que se situam a baixo da média.
Em 2013 o grupo de países que permanecem como “Líderes da Inovação” por demostrarem um contínuo desempenho acima da média continuam a ser a Suécia que, à semelhança de anos anteriores continua a ocupar o primeiro lugar, a Alemanha, a Dinamarca e a Finlândia, o que evidência haver uma relação benéfica na tradição em inovar.
Os “Seguidores da Inovação” foram os Países Baixos, o Luxemburgo, a Bélgica, o Reino Unido, a Áustria, a Irlanda, a França, a Eslovénia, o Chipre e a Estónia em que todos mostraram um desempenho próximo ao da média da UE.
Os Inovadores Moderados porque continuam a mostrar um desempenho inferior à Média foram a Itália, a Espanha, Portugal, a República Checa, a Grécia, a Eslováquia, a Hungria, Malta e a Lituânia.
Os Inovadores Modestos mantiveram-‐se a Polónia, a Letónia, a Roménia e a Bulgária. Os países que têm melhorado os seus níveis de inovação foram a Estónia, a Lituânia, a Letónia e Portugal que, de 2009 para 2010, prosseguiu da 16ª posição para ocupar a 15.ª posição, fase em que passou a liderar o grupo dos designados Inovadores Moderados, à frente de países como a Espanha e a Itália. Uma progressão que saltou sete posições quando analisada num ciclo de 5 anos, pois em 2006 estivera classificado no 22º lugar.
Portugal, em 2012 caiu uma posição, passando do 16º lugar para o 17º entre os 27 Estados-‐Membros não abandonando o grupo dos Inovadores Moderados, tem um desempenho abaixo da média. Os seus pontos fortes são as qualidades do sistema de investigação e o financiamento e apoio aos inovadores. As fraquezas nacionais persistem nos ativos intelectuais, na falta de consistência nos investimentos e nos efeitos económicos59.
Segundo o mais recente IUS, Portugal obteve o segundo lugar na classificação por entre os países que mais despesa pública procedeu em investigação e dos que mais patentes registaram nas áreas que designadamente “constituem um desafio para as sociedades”.
59 23ª posição nos efeitos económicos. Ver página 45 do referido relatório em
No entanto, Portugal está na 23.ª posição se, em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas, tais como, a as despesas efectuadas em I&D em relação à percentagem do PIB investido que, embora estivesse mais próximo da média europeia, não obteve o proveito corelacionado.
Numa análise feita às áreas analisadas em termos desagregados, Portugal destaca-‐se nas primeiras classificações por revelar uma boa posição face à autoavaliação feita pelas empresas que declararam ter introduzido, ou serem os seus, métodos, processos e resultados, inovadores no mercado, conseguindo assim atingir uma maior eficiência na utilização de recursos ou a diminuição de custos de produção e ainda, na percentagem de PME inovadoras que colaboraram com outras empresas.
No entanto, o investimento das empresas, nomeadamente em recursos humanos, ainda está longe da média.
In
fr
ae
st
ru
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ão
C
om
um
Complexidade tecnológica agregada
organização empresarial por sectores ou por clusters pressão concorrencial
pressão dos consumidores (ex: causas solidárias)
Re cu rs os G er ai s Investimento em Capital Humano pessoal criativo pessoal científico pessoal técnico pessoal diretivo Recursos Financeiros Próprios Banca
Estado (programas de apoio)
Infraestruturas do Sistema Nacional de
Inovação
Laboratórios do Estado
Centros Tecnológicos
Laboratórios Associados Parques Tecnológicos
Centros de Transferência de Tecnologia Centros de Incubação
Institutos de Novas Tecnologias Innovation Relay Center Network (IRC) Unidades de Investigação das Forças Armadas Infraestruturas
para o conhecimento
Centros de Formação Profissional Institutos Politécnicos
Universidades
Opções Políticas
proteção da propriedade intelectual incentivos fiscais
promoção da concorrência interna abertura da economia ao comércio abertura da economia ao investimento Quadro 1 -‐ Capacidade de Produção Inovadora em Portugal.
Adaptado de The Competitive Advantage of Nations (Michael Porter), à capacidade da infraestrutura de inovação nacional.
Em relação à dimensão de possuir sistemas de investigação abertos e atrativos de qualidade, Portugal classifica-‐se próximo da média.
No entanto, como Portugal não abandona a fragilidade dos últimos lugares quanto aos efeitos económicos alcançados, devido à má classificação obtida nos indicadores de desempenho, tais como, o do emprego em sectores que exigem qualificação elevada, o baixo volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentarem desempenhos e evoluções abaixo da média europeia, o que influencia negativamente a classificação global e indicia a falta de coerência no conjunto de dados fornecidos.
Segundo (Porter, 1998), a capacidade de produção inovadora dos países depende da infraestrutura de inovação comum, que Portugal detém, que por sua vez depende da complexidade tecnológica agregada, dos recursos gerais e das opções políticas, conforme o quadro adaptado que se apresenta em seguida.
Em levantamento por questionário aos empresários, (Silva, 2007), identifica por ordem decrescente de atribuição de importância, como principais barreiras à inovação na indústria transformadora nacional, os elevados custos da inovação, a dificuldade em aceder a fontes de financiamento, a falta de qualificação dos recursos humanos e a resposta negativa por parte dos clientes à introdução de novos produtos. No entanto, segundo (Dantas, 2001), verifica-‐se o bloqueio à inovação quando a formação do gestor é débil, não fazendo assim sentido criticar a falta de apoios para justificar a respetiva inércia.
Na perspetiva de (Fernandes, 2005), no sentido estratégico, Portugal não exporta porque os intermediários adquirem apenas manufatura. Face a isto, mudar de atitude implica dar passos no sentido do abandono do bussiness-‐as-‐usual, (Manzini, 2003), para adoptar novas concepções de negócio, permitindo ao mundo empresarial sair da situação absolutamente insustentável, de reduzir a indústria à fabricação, obtendo sempre mercadorias em vez de soluções, (Mateus, 2005).
Inferindo que a pressão do ambiente concorrencial, a que as empresas estão sujeitas, pode ser tomada com um fator positivo por forçar constantemente a inovação como forma de diferenciação da concorrência, (Amaral, 2007), critica o protecionismo estatal para o esforço de inovação, porque condiciona assim o esforço de inovação em consequência da sã concorrência no mercado. Para este autor, a inovação é um
processo mais avançado de concorrência, sendo através desta, e consequentemente por mérito do seu ativo intelectual, que se legítima o posicionamento em ambiente monopolista.
A respeito da indústria transformadora da faiança utilitária e decorativa, (Melo, 2008), atividade criativa do designer está condicionada a ter um reduzido grau de liberdade por opções reativas do departamento comercial que possui grande influência nos produtos desenvolvidos, que por sua vez está às oportunidades de mercado numa tentativa de obtenção de ganhos em produtividade. Nestas circunstâncias, o produto fabricado possui uma inovação convencional ou incremental, pelo que o conceito básico do produto se mantém inalterado e ciclo de inovação neste subsector, corresponde à regularidade com que os designers produzem novos produtos a partir de novas combinações e recombinações, de elementos pré existentes.
Em entrevista a (Melo, 2008), para Francisco Vogado, referindo-‐se às empresas do subsector da faiança, as estratégias comerciais ao definirem as grandes cadeias internacionais como clientes preferenciais, devido às quantidades de produto implicadas, condicionam a promoção do produto próprio. Em geral, esse tipo de cliente dispõe, na sua estrutura, de um gabinete de design, que não só dispensa o design das empresas portuguesas, como tem necessidade de impor o seu próprio produto. Se estrategicamente os clientes preferenciais passarem a ser de menor dimensão, a necessidade de recorrer ao design interno aumentará, consequentemente afirmar-‐se-‐á o produto próprio. Tudo depende de uma nova atitude de venda e não por incapacidade criativa nem por incapacidade da indústria nacional.
Para que o estabelecimento de prioridades seja claro, há que considerar que, quando os clientes se tornam poderosos, é o valor do seu capital que aumenta. Se, pelo contrário, forem os indivíduos competentes a se tornarem mais poderosos, é o valor do capital humano que aumenta, (Ridderstäle, 2006), em tom de alerta às empresas.
Em Portugal, a resolução de não se desenvolver produto nas componentes de investigação e na de marketing, deve-‐se ao fato de também não estabelecermos uma relação com o mercado final, por termos apenas uma relação com os intermediários que se limitam a cá vir apenas comprar manufatura, (Fernandes, 2005).
O principal destino dos produtos fabricados em Portugal é para o fornecimento intermédio 91,8%, sendo que para o consumidor final, apenas os restantes 8,2%, (Almendra, [s.d]).
Para (Maia, 2005), as oportunidades de mercado resultam, sobretudo, de reflexões e sistematizações formais em torno de sistemas de inovação e não tanto da atividade de I&D.
III.3 ALCANCES DA INOVAÇÃO
A expressão “inovação radical” agrega os valores epistemológicos do termo radical que deriva da palavra Latina, radix, que significa “raiz” com o da palavra inovar, do latim, com o sentido de tornar novo, de renovar, pelo que inovação se traduz pelo ato de inovar. Assim, inovação radical representa a ação de inovar pela raiz, o que implica uma ruptura com o anterior estabelecido. Os novos produtos e, ou processos, aos quais se atribui o grau de inovação radical, não devem por isto ser entendidos como uma evolução natural dos já existentes.
Através da inovação incremental são introduzidas pequenas mudanças ou adaptações a produtos ou processos anteriormente existentes, com o objetivo de melhorar sucessivamente a prestação de funcionalidades dos mesmos, pelo que, de uma forma cumulativa, também podem constituir uma base importante de progresso, quando se traduz por significativos melhoramentos performativos, (Stamm, 2003).
Somos de opinião de que este grau de inovação incremental pode transportar a ilusão de haver actividade, constituindo-‐se em meras iniciativas de acompanhamento de tendências temáticas da procura, não se tratando de uma genuina dinâmica própria do ciclo inovação mas apenas de melhoramentos pouco significativos, cujo objetivo de surpreender sazonalmente o mercado, pela via de atibutos superfíciais dos bens produzidos, se traduz por uma vantagem competitiva temporária. Opinião corrobada por uma das conclusões do SOTIP no qual se afirma ser possível detectar na indústria