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4. KOMPETANSEFORDELINGEN  MELLOM  FAGFORENINGER  MED   INNSTILLINGSRETT,  ARBEIDSGIVER  OG  ARBEIDSTILSYNET

4.2   Vurdering  av  ordningen  med  avtalekompetanse  for

Nesta pesquisa, o direcionador tecnologia, que exerce influência sobre a competitividade do elo de produção agrícola da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado (SLCC) no Paraná, foi dividido em três subfatores a serem avaliados, são eles: a adoção de tecnologias-chaves, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e o número de estações experimentais.

No Estado do Paraná, os citricultores buscam aplicar uma série de tecnologias de produção agrícola que possam garantir um bom rendimento produtivo e uma boa qualidade fitossanitária do parque citrícola existente no território paranaense. De acordo com os entrevistados ligados ao setor de produção de laranja no Paraná, as principais tecnologias agrícolas empregadas pelos produtores inseridos na citricultura paranaense são as seguintes, quais sejam: o manejo correto do solo, o uso de mudas de laranja de qualidade, o adensamento de pomares de laranja, o emprego de insumos agropecuários de qualidade, o emprego de máquinas e equipamentos agrícolas, a adoção de tratos culturais adequados e o controle de pragas e doenças.

Embora, as tecnologias de produção agrícola citadas acima sejam empregadas com certa normalidade pelos agentes econômicos que atuam na cultura da laranja no Paraná, a irrigação ainda é uma tecnologia agrícola muito pouco utilizada pelos produtores ligados à citricultura paranaense, segundo os entrevistados pertencentes ao segmento produtor paranaense de laranja.

No Paraná, o processo de difusão de tecnologias agrícolas necessárias para a produção comercial de laranja pode ser realizado por uma cooperativa, que possui vários citricultores vinculados a ela, ou por uma organização de assistência técnica especializada em citros ou pela Equipe de Fruticultura da Área de Fitotecnia do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR).

Além disso, é preciso ressaltar que a Cooperativa Agroindustrial de Maringá (COCAMAR) e a Cooperativa Agroindustrial de Rolândia (COROL), que têm citricultores ligados a elas, possuem unidades de difusão tecnológica, onde essas cooperativas

agroindustriais paranaenses realizam “Dias de Campo” voltados à atividade citrícola. Nesses

eventos, a COCAMAR e a COROL apresentam para os seus cooperados, que atuam no setor produtor paranaense de laranja, as principais tecnologias agrícolas disponíveis para a citricultura comercial no Paraná.

O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) é a única organização situada no território paranaense que realiza, de fato, uma série de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas adaptadas às principais regiões produtoras de laranja no Estado do Paraná, que são as regiões norte e noroeste do estado (INSTITUTO AGRONÔMICO DO

PARANÁ – IAPAR, 2012).

Na verdade, o IAPAR tem um Programa de Fruticultura que determina as normas técnicas para a citricultura e disponibiliza o material propagativo de variedades de citros selecionadas e indicadas para as condições edafoclimáticas do Estado do Paraná. As recomendações feitas pelo Programa de Fruticultura do IAPAR para o agrossistema citrícola, no Paraná, têm por fim atender as demandas dos setores de produção de laranja e de processamento de suco estabelecidos no território paranaense. Além disso, é necessário destacar que o Programa de Fruticultura do IAPAR possui o terceiro maior banco de germoplasma de variedades de citros do Brasil (IAPAR, 2012).

O IAPAR também possui quatro estações experimentais onde são realizadas várias pesquisas agronômicas dedicadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da citricultura no território paranaense, sendo que cada uma dessas estações experimentais se encontra localizada nos municípios de Cerro Azul, Londrina, Paranavaí e Xambrê (IAPAR, 2012).

Porém, é preciso destacar que as principais pesquisas agronômicas realizadas com as variedades de citros mais recomendadas para o território paranaense são conduzidas por pesquisadores do IAPAR que estão lotados nas estações experimentais desse órgão nas cidades paranaenses de Londrina e Paranavaí. Foram nessas duas estações experimentais do IAPAR que ocorreram as pesquisas que levaram ao lançamento da Laranja Doce IAPAR 73, sendo que essa variedade de laranja pode ser destinada tanto para o mercado de frutas frescas quanto para a agroindústria citrícola (IAPAR, 2012). A Laranja Doce IAPAR 73 é uma das principais cultivares de laranja plantadas, comercialmente, no Estado do Paraná, junto com a Laranja Pêra, a Laranja Folha Murcha e a Laranja Valência.

O subfator adoção de tecnologias-chaves foi avaliado pelos entrevistados pertencentes ao segmento de produção de laranja no Paraná como muito favorável para a competitividade desse mesmo setor (Gráfico 15). De acordo com eles, o nível de tecnologia adotado pelo produtor de laranja, no Paraná, é considerado muito bom, sendo que os dois principais reflexos disso são a boa produtividade e a boa qualidade fitossanitária da citricultura no território paranaense. Logo, o bom nível de tecnologia adotado pelo citricultor, no Paraná, acaba contribuindo, significativamente, para o aumento do desempenho da atividade citrícola paranaense, afirmaram os entrevistados.

Quanto ao subfator investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ele foi avaliado pelos entrevistados pertencentes ao segmento produtor de laranja no Paraná como neutro para a competitividade desse mesmo setor (Gráfico 15). Segundo eles, os investimentos que têm sido realizados nas atividades de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas destinadas à citricultura, no Estado do Paraná, não aumentam e não reduzem o desempenho da atividade de produção de laranja no estado.

No que se refere ao subfator número de estações experimentais, ele foi avaliado pelos entrevistados ligados ao setor produtor de laranja no Paraná como favorável para o desempenho competitivo desse mesmo setor (Gráfico 15). Segundo eles, a quantidade de estações experimentais que existem no Estado do Paraná, com foco na pesquisa agrícola voltada para a citricultura, é considerada mais do que satisfatória para a realização de estudos que possam levar ao desenvolvimento de novas cultivares de laranja adaptadas ao território paranaense. Assim, a quantidade de estações experimentais existentes no Paraná acaba contribuindo para a melhoria do desempenho da citricultura estadual, segundo os entrevistados.

Gráfico 15. Avaliação da influência dos subfatores do direcionador tecnologia na competitividade do elo de produção agrícola da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado no Paraná.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Nota: a escala dos subfatores varia de +2 (muito favorável) a -2 (muito desfavorável), com os valores intermediários +1, 0 e -1 equivalendo à favorável, neutro e desfavorável, respectivamente.

Já o direcionador intitulado tecnologia, que influencia na competitividade do elo de processamento da cadeia agroindustrial paranaense de suco de laranja concentrado congelado (SLCC), foi desmembrado em dois subfatores a serem analisados, quais sejam: a adoção de tecnologias-chaves e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Antes de mais nada, é necessário ressaltar que no Estado do Paraná não existem entidades de natureza pública e/ou organizações de caráter privado envolvidas no

processo de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para o setor agroindustrial citrícola instalado no território paranaense.

Na verdade, as principais tecnologias de produção agroindustrial utilizadas no processo produtivo do suco de laranja concentrado congelado fabricado no Paraná, como, por exemplo, as máquinas extratoras de suco, os turbo-filtros, as centrífugas e os evaporadores, são obtidas de fornecedores que estão, normalmente, instalados fora do território paranaense.

Geralmente, os fornecedores das principais tecnologias de produção destinadas à agroindústria processadora citrícola estão concentrados no Estado de São Paulo, pois esse estado possui a indústria citrícola de maior importância instalada no Brasil, o que acaba estimulando a instalação das principais empresas fornecedoras de tecnologias produtivas para esse mesmo segmento agroindustrial no território paulista.

De acordo com os entrevistados ligados ao setor de processamento de laranja no Paraná, a tecnologia de produção empregada na fabricação do suco de laranja concentrado congelado já está um tanto quanto consolidada, bem como já é, facilmente, acessível no Brasil.

O subfator adoção de tecnologias-chaves foi avaliado pelos entrevistados ligados ao segmento de processamento de laranja no Paraná como favorável à competitividade desse mesmo setor agroindustrial (Gráfico 16). De acordo com eles, o grau de tecnologia adotado pelos agentes econômicos que atuam na indústria citrícola paranaense é considerado bom, pois eles utilizam uma tecnologia de produção que é semelhante a de outras empresas que produzem o suco de laranja concentrado congelado no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Portanto, isso acaba contribuindo para o aumento do desempenho das organizações que se encontram inseridas no setor processador citrícola paranaense, conforme apontaram os entrevistados ligados a ele.

Quanto ao subfator investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ele foi avaliado pelos entrevistados pertencentes ao setor processador paranaense de laranja como neutro para o desempenho competitivo desse mesmo segmento agroindustrial (Gráfico 16). Segundo os entrevistados, o fato de não haver, no Estado do Paraná, a realização de investimentos por parte de organizações de caráter público e/ou privado em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias destinadas à agroindústria processadora citrícola acaba não contribuindo e não prejudicando a competitividade do setor agroindustrial citrícola paranaense, sendo essa a principal razão dessa avaliação neutra.

Gráfico 16. Avaliação da influência dos subfatores do direcionador tecnologia na competitividade do elo de processamento da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado no Paraná.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Nota: a escala dos subfatores varia de +2 (muito favorável) a -2 (muito desfavorável), com os valores intermediários +1, 0 e -1 equivalendo à favorável, neutro e desfavorável, respectivamente.