4.3 Presentasjon av Opera Sør
4.5.5 Vurdering av Opera Sør
Com o intuito de verificar se espécies de roedores poderiam representar hospedeiros ou reservatórios naturais de VACV, quatro expedições de campo foram feitas para a captura desses animais em propriedades afetadas pela VB, no 25
estado de Minas Gerais. Durante estes surtos, além da captura de roedores, foram coletadas amostras de sangue, crostas, líquido vesicular e swabs de úlceras, de bovinos e humanos acometidos pela doença. Além disso, baseado em estudos que demonstraram que partículas de VACV permanecem estáveis por longos períodos em fezes de camundongos experimentalmente infectados (ABRAHÃO et al., 2009), 30
propriedades visitadas. As equipes que participaram das expedições de campo foram formadas por biólogos, médicos veterinários e enfermeiros, em uma parceria do Laboratório de Vírus/ICB/UFMG, da Escola de Veterinária/UFMG e do Instituto René Rachou (FIOCRUZ-MG), contando com o apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
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A primeira expedição aconteceu no ano de 2005, durante um grande surto de VACV que aconteceu nas proximidades da cidade de Mariana (20º22’40’’S – 43º24’57’’W), centro do estado. Vários pequenos distritos da região registraram casos da doença, principalmente as localidades de Acaiaca e Goiabeiras. A região 10
é localizada em uma área de transição de biomas, entre Mata Atlântica e Cerrado, alternando fragmentos de mata ombrófila densa e savanas. A altitude média da região é de aproximadamente 720 m, apresentando clima subtropical com médias de temperatura entre 15 e 18ºC. O surto aconteceu durante a estação seca, que dura aproximadamente quatro meses do ano. A área apresenta alto nível de 15
impacto antropogênico, com diversas áreas de pastos e lavouras (cana-de-açucar, café e milho). Em algumas propriedades, porções de florestas limitam os quintais, currais e pastos, e segundo os moradores, animais selvagens eram frequentemente avistados nas redondezas, incluindo camundongos, ratos, gatos do mato, capivaras, siriemas, gambás, micos e garças-boiadeiras. De uma forma 20
geral, as propriedades apresentavam infra-estrutura muito precária, e uma grande quantidade de entulho e lixo era observada nos quintais e em volta dos currais. Em todas as propriedades em que houve notificações de infecções por VACV a ordenha era manual, e o processo apresentava baixo nível de tecnificação. Roedores peridomiciliares e suas excretas, sobretudo Mus musculus e Ratus 25
norvergicus, foram observados em diversas instalações das propriedades, incluindo os currais, armazéns e granjas de suínos. Algumas das propriedades, localizadas em Acaiaca, foram visitadas novamente pela equipe do Laboratório de Vírus/UFMG em 2009, e a situação permanecia muito semelhante com a observada em 2005. Segundo o IMA, foi o primeiro surto de vaccínia bovina 30
A segunda expedição aconteceu no ano de 2008, em um surto de VB que ocorreu na cidade de Paraguaçu (21°31'59"S e 45°45'59"W), e representou o primeiro surto notificado na região sul do estado de Minas Gerais. O perfil das propriedades rurais visitadas foi muito semelhante ao observado no surto de Mariana, com baixo nível de tecnificação na ordenha. Todavia, a região apresenta-se, exclusivamente, em 5
uma área de Mata Atlântica, com altitude média de 825 m. O surto também aconteceu durante o inverno, e durou aproximadamente 2 meses. A temperatura média durante os dois dias de expedição foi de 17ºC (dia). Dentre as regiões visitadas, esta foi a que apresentava maior impacto antropogênico, uma vez que a prática da pecuária leiteira era divida com extensas áreas de lavoura cafeeira, 10
produto tradicional do sul do estado. Foram observadas excretas de roedores em todas as propriedades visitadas. Em uma das propriedades que a comercialização do leite foi vetada pelo IMA, o proprietário descreveu a utilização do mesmo na alimentação de cães e gatos da propriedade. Apesar disso, nenhum desses animais apresentou sinais aparentes de infecção por VACV.
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A terceira expedição de campo aconteceu na região de Doresópolis (20°17'13"S e 45°54'10"W), centro-oeste de Minas Gerais, em 2009. Mais de 15 propriedades foram afetadas pela doença, e durante os dois meses em que os surtos foram notificados, mais de 15 pessoas foram hospitalizadas (população de 1200 pessoas 20
[IBGE, 2008]). A região está inserida integralmente em uma área de campos Cerrados, com altitude aproximada de 752 m, e temperatura média de 25ºC. O inquérito epidemiológico revelou que a área já havia sido acometida por surtos exantemáticos semelhantes, porém nenhum registro oficial de confirmação do agente etiológico foi encontrado pelos funcionários do IMA. A maioria das 25
propriedades afetadas também apresentava sinais de infestação por roedores, e algumas delas estavam localizadas muito próximas a áreas urbanas.
A última expedição foi realizada em setembro de 2009, e diferentemente das demais, não aconteceu em uma área em que estava ocorrendo um surto de VACV. 30
As coletas aconteceram na cidade de Curvelo (18°45'21"S e 44°25'51"W), em uma área que, segundo moradores, uma doença com sinais clínicos muito semelhantes
à VB havia ocorrido em 2006. A região está localizada em uma área de Cerrado (subtipo cerradão), altitude média de 632 m, e temperatura média de 25ºC durante o dia. Na ocasião, os proprietários relataram que uma grande quantidade de roedores silvestres e peridomiciliares estavam invadindo as propriedades em busca de alimento. Em algumas propriedades, mais de 40 roedores foram encontrados 5
em piscinas e tanques de armazenamento de água, em uma única noite. Segundo os produtores rurais, a infestação de roedores causou perdas de mais de 60% em lavouras de milho e feijão. Apesar da ausência de relatos de VB durante a expedição, o estudo foi feito porque a detecção VACV em roedores poderia estar relacionada com o surto relatado em 2006 pelos proprietários.
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A relação das amostras coletadas de roedores capturados durante as quatro expedições será apresentada no item 4.6.2..
4.6.2. Captura de roedores e coleta de espécimes clínicos