7. Vurdering av resultatene
7.1. Vurdering av om resultatene er representative
Como visto no tópico anterior, para o cumprimento da missão da Controladoria devem ser estabelecidos objetivos claros e viáveis, bem como uma filosofia de sua atuação.
Tendo em vista a missão estabelecida, Almeida et al. (2001, p. 347) apresentam os objetivos da Controladoria, como: promoção da eficácia organizacional; viabilização da gestão econômica; promoção da integração das áreas de responsabilidade. Os autores consideram ainda que o alcance desses objetivos se dá com o apoio de uma filosofia de atuação que busque:
coordenação de esforços visando à sinergia das ações; participação ativa do processo de planejamento; interação e apoio das áreas operacionais;
indução às melhores decisões para a empresa como um todo;
credibilidade, persuasão e motivação. (ALMEIDA et al., 2001, p. 347). Peleias (2002, p. 16-17) ressalta a importância da Controladoria como unidade organizacional orientada para o efetivo suporte ao processo de gestão e propõe seus objetivos de atuação:
subsídio, de forma ampla e incondicional, ao processo de gestão, propiciando aos diversos gestores as condições necessárias ao
planejamento, acompanhamento e controle dos resultados dos negócios, de forma detalhada e global;
contribuição para que os gestores ajam no sentido de otimizar os recursos, sempre lembrando que essas pessoas devem “vestir a camisa” de gestores da organização e, por baixo dela a camisa de especialistas em suas áreas de responsabilidade. Os gestores passam a atuar da maneira aqui preconizada, tendo em vista propiciar à empresa a melhor contribuição em suas áreas de atuação, considerando os efeitos das decisões de áreas anteriores e posteriores às suas dentro do sistema empresa, na medida em que compreendam que o resultado ótimo da organização depende do perfeito conhecimento da atividade empresarial e suas inter-relações;
certificação de que os sistemas de informação para apoio ao processo de gestão gerem informações adequadas aos modelos decisórios dos principais usuários na organização. Esse objetivo é atingido à medida que se identificam de forma clara e estruturada as necessidades informativas dos principais usuários e se delineiam seus modelos decisórios, permitindo introduzir nos sistemas de informação as regras sobre como deveriam ser as decisões, como também o registro dos impactos causados pelas decisões realizadas;
certificação da padronização, homogeneização de instrumentos (políticas, normas, procedimentos e ações) e informações (sobre desempenhos e resultados planejados e realizados) em todos os níveis de gestão da organização;
desenvolvimento de relações com os agentes de mercado que interagem com a empresa, no sentido de identificar e atender às demandas por esses impostas à organização.
Oliveira (2009, p. 31) sugere algumas premissas que a Controladoria deve assumir em relação à organização e ao ambiente onde atua:
Uma organização qualquer efetua trocas com o ambiente, tem influência sobre ele e é por ele influenciada.
Uma organização busca eficácia. Ser eficaz, no contexto da organização, corresponde a cumprir o papel para o qual se destina.
O resultado econômico é o melhor indicador da eficácia de uma organização.
O resultado econômico de uma organização é formado pelo resultado de suas partes (áreas, atividades, produtos etc.). Maximizar o resultado de uma área em particular não implica necessariamente maximizar o resultado da empresa. Deve-se, então, buscar “otimizar” os resultados das áreas e da empresa.
Como o resultado econômico é o melhor indicador da eficácia, as decisões devem se basear no resultado econômico, que deve ser corretamente mensurado.
A promoção de melhores índices de eficácia exige a existência de um processo de gestão com as fases de planejamento, execução e controle formalmente estruturadas.
As análises e avaliações de resultados e desempenhos realizam-se com base em comparação entre os resultados econômicos planejados e realizados.
Os gestores das diferentes áreas organizacionais devem ter autoridade com responsabilidade compatível. As áreas organizacionais não devem se responsabilizar por ineficiências/eficiências alheias.
O autor apresenta também as políticas de atuação da Controladoria: Coordenação de esforços visando à sinergia das ações. Participação ativa do processo de planejamento.
Interação com as áreas operacionais (não-policialesca) e apoio a elas. Indução às melhores decisões para a empresa como um todo.
Credibilidade e motivação. (OLIVEIRA, 2009, p. 31).
As premissas que a Controladoria assume em relação à organização e ao ambiente, mais as suas políticas de atuação, completam o objetivo e política para que ela cumpra a sua missão na busca da eficácia pela organização.
Borinelli (2006, p. 209), depois de analisar os objetivos e missão da Controladoria por um grande número de autores na literatura, estabelece os objetivos da Controladoria, seus propósitos para cumprir sua missão:
subsidiar o processo de gestão em todas as suas fases; garantir informações adequadas ao processo decisório; monitorar os efeitos das decisões tomadas pelos gestores;
colaborar com os gestores em seus esforços de busca da eficácia da sua área;
administrar as sinergias existentes entre as áreas; zelar pelo bom desempenho da organização; viabilizar a gestão econômica;
criar condições para se exercer o controle;
contribuir para o contínuo aperfeiçoamento de processos internos; e desenvolver relações com os stakeholders que interagem com a empresa,
a fim de identificar e atender às demandas por eles impostas à organização.
Tendo-se em vista as definições apresentadas, entende-se que os objetivos da Controladoria devem abranger: (1) subsidiar o processo de gestão, garantir informações adequadas ao processo decisório, de forma a promover a eficácia organizacional através da viabilização da gestão econômica pelos gestores, monitorando os efeitos das decisões tomadas por eles; (2) participar ativamente do processo de planejamento, criando condições
necessárias ao planejamento, acompanhamento e controle dos resultados dos negócios; (3) certificar que os sistemas de informação para apoio ao processo de gestão gerem informações adequadas aos modelos decisórios dos principais usuários na organização; (4) contribuir para o contínuo aperfeiçoamento de processos internos, padronizando e homogeneizando os instrumentos: políticas, normas, procedimentos e ações; (5) desenvolver relações com os agentes de mercado, stakeholders que interagem com a empresa, incluindo-se as necessidades de informações que serão atendidas pela Contabilidade Financeira e Tributária.
Dos cinco objetivos enumerados acima, os três primeiros se referem a atividades de controle gerencial, típicas de função de assessoria, atividades-meio; o quarto objetivo, voltado ao controle interno, também é típica função de assessoria, atividade-meio; já o quinto objetivo pode ser subdividido em dois grupos: (a) algumas atividades típicas de assessoria, como elaboração de relatórios contábeis, fiscais e gerenciais, típico serviço de prover informações; (b) algumas atividades típicas de linha, como relações com investidores, que também podem ser consideradas uma função da tesouraria; ou ainda atividades, como gerar guias para pagamento de impostos, que são acessórias à atividade principal da Contabilidade Tributária.