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Vurdering av naturtypekartlegging i Meråker

que separa a Europa da Ásia, a menina, cujo nome era Heles, caiu no mar, que passou a ser chamado Helesponto, hoje Dardanelos. O carneiro continuou a viagem, até chegar ao reino da Cólquida, na costa oriental do Mar Negro, onde depositou são o salvo o menino, Frixo, que foi hospitaleiramente recebido pelo rei do país, Etes. Frixo sacrificou o carneiro a Júpiter e ofereceu a Etes o Velocino de Ouro, que foi posto numa gruta sagrada, sob a guarda de um dragão que não dormia. Havia na Tessália outro reino, perto do de Atamas, e governado por um parente seu. Cansado com os cuidados do governo, o Rei Esão passou a coroa a seu irmão Pélias, com a condição de que este a mantivesse apenas durante a menoridade de seu filho Jasão. Quando, chegando à idade conveniente, Jasão foi reclamar a coroa a seu tio, este fingiu-se disposto a entregá-la, mas, ao mesmo tempo, sugeriu ao jovem a gloriosa aventura de ir em busca do Velocino de Ouro, que se sabia estar no reino da Cólquida e que, segundo afirmava Pélias, era a legítima propriedade da família. Jasão acolheu a idéia e tratou logo de fazer os preparativos para a expedição. Naquele tempo, a única navegação conhecida pelos gregos era feita em pequenos botes ou canoas, feitos de troncos de árvores, de modo que, quando Jasão incumbiu Argos de construir uma embarcação capaz de transportar cinqüenta homens, o empreendimento foi considerado como gigantesco. Foi realizado, contudo, e o barco

tomou o nome de “Argo”, em homenagem ao seu construtor. Jasão convidou a

participarem da empresa todos os jovens gregos amantes de aventuras, muitos dos quais tornaram-se depois conhecidos entre os heróis e semideuses da Grécia. Entre eles, encontravam-se Hércules, Teseu, Orfeu e Nestor. Os expedicionários foram chamados argonautas, do nome do barco (ibidem, pp. 159-160).

Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e de Etra, filha do rei de Trézen, por quem foi criado. Depois de homem, foi mandado a Atenas e entregue a seu pai. Egeu, separando-se de Etra, antes do nascimento do filho, colocou a espada e as sandálias sob uma grande pedra e determinou à esposa que lhe mandasse o filho quando este fosse bastante forte para levantar a pedra. Chegada a ocasião, a mãe de Teseu executou a incumbência e o jovem removeu a pedra com facilidade e se apoderou da espada e das sandálias. Como as estradas estavam infestadas de bandidos, o avô de Teseu aconselhou-o a seguir o caminho mais seguro e mais curto para o país de seu pai: por mar. O jovem, contudo, sentindo em si o espírito e a alma de um herói, e desejoso de se destacar como Hércules, cuja fama corria, então, por toda a Grécia, pelo fato de destruir os malfeitores e os monstros que flagelavam o país, resolveu fazer a viagem mais perigosa e aventurosa por terra (ibidem, p. 186).

Laio, rei de Tebas, foi advertido por um oráculo de que haveria perigo para sua vida e seu trono se crescesse seu filho recém-nascido. Ele, então, entregou a criança a um pastor, com ordem de que fosse morta. O pastor, porém, levado pela piedade, e, ao mesmo tempo, não se atrevendo a desobedecer inteiramente à ordem recebida, amarrou a criança pelos pés e deixou-a pendendo do ramo de uma árvore. O menino foi encontrado por um camponês, que o levou aos seus patrões. O casal adorou a criança, que recebeu o nome de Édipo, ou Pés-Distendidos (ibidem, p. 152).

Páris fora criado na obscuridade, porque havia certos augúrios funestos a seu respeito, desde a infância, segundo os quais ele seria a causa da ruína do estado155 (ibidem, p. 256).

Como se pôde ver, Perseu, Jasão, Teseu, Édipo e Páris (ou Alexandre) tiveram uma

origem nobre: Dânae, mãe de Perseu, era filha de Acrísio, rei de Argos; Esão, pai de Jasão, foi

rei de Iolco; Egeu, rei de Atenas, e Etra, filha do rei de Trézen, eram os pais de Teseu; Laio,

155 Tróia.

rei de Tebas, o genitor de Édipo; Príamo, rei de Tróia, foi o pai de Páris. Hércules (ou

Héracles), que foi citado mais de uma vez, nesses trechos do livro de Bulfinch, também foi

filho de reis: Anfitrião

156

, rei de Tirinto, e Alcmena, filha de Electrion, rei de Micenas. Essa

nobiliarquia dos heróis greco-romanos, no plano mítico, certamente corresponde, no plano da

realidade, à dos guerreiros das antigas Grécia e Roma, pois se sabe que aqueles nada mais

foram que representações literárias (imagens criadas pelos povos e pelos poetas greco-

latinos), simbólicas, destes. Sobre o caráter nobiliárquico dos guerreiros da Antigüidade

clássica disseram estas palavras Luciano Canfora e Yvon Garlan, ao se referirem ao alto

investimento que eles precisavam fazer para se armarem para as batalhas:

Como, durante muito tempo, ser guerreiro implicou também dispor dos meios para prover ao armamento pessoal, a noção de cidadão-guerreiro identificou-se com a de rico, detentor de um certo rendimento (na maior parte dos casos, fundiário) que desse ao potencial guerreiro a possibilidade de se armar a expensas próprias (CANFORA in VERNANT, 1993, pp. 108-109).

O armamento dos hoplitas tinha-se entretanto simplificado e aligeirado. De um modo geral, desapareceram as braçadeiras, coxetes e protecções anti-setas, tal como a segunda lança utilizada como dardo, que aparecem em algumas reproduções arcaicas. A couraça de bronze moldada foi substituída por uma casaca de linho ou de couro reforçada com placas metálicas. Mesmo assim, porém, o conjunto exigia um investimento importante, pelo menos de uma centena de dracmas áticas, que representavam cerca do salário trimestral de um operário medianamente qualificado (GARLAN in VERNANT, 1993, p. 58).

Previsões oraculares em torno de Perseu, Édipo e Páris deram conta de que eles seriam,