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6. Implementering av TIBIR – funn og vurderinger

6.5.1 Vurdering av lederstøtte i PMTO/ TI- TI-BIR

A Teoria das Representações Sociais tem, na obra de Moscovici (1978) intitulada La Psychanalyse, son image ET son public – 1961, a matriz da teoria na qual

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o autor operacionalizou um conceito para trabalhar com o pensamento social em sua dinâmica e em sua diversidade. Sua obra marca o modo como o conhecimento assume formas e significados multifacetados em função de sistemas próprios de valor dependendo da cultura e da sociedade. Moscovici (1978) se refere às representações sociais como teoria ou ciência coletiva destinada à interpretação do real relacionada às intervenções nos diferentes contextos. Seriam assim teorias de senso comum que se elaboram coletivamente nas interações sociais e que para isto são considerados aspectos como tempo, cultura e espaço. A esse propósito, é pertinente destacarmos o estatuto que concerne aos indivíduos e instituições na formação das representações sociais – pensadores ativos que pela interação social produzem e comunicam suas representações. Esse pressuposto difere das premissas de seus precursores, como Durkheim e Piaget, que explicaram a mediação entre o individual e o social por meio de argumentações essencialmente sociais ou cognitivistas.

Na perspectiva de focalizar o porquê, como e quando se forma uma representação, destacam-se as idéias de elaboração, objeto social e comunidade. As representações são processos sociais e surgem no curso das comunicações possibilitando a formação de pontos de vista comuns sobre questões de interesse coletivo. Assim, a elaboração é formada pelos atores sociais conforme percebem conceituam e comunicam os objetos. Nesse sentido, o princípio fundamental é de que a representação se refere ao seu trânsito social como uma das formas de comunicação e também do pensamento, que se constitui cotidiana e coletivamente no mundo atual (JODELET 1989).

O conjunto de pressupostos teóricos das representações sociais considera a inerência entre a face figurativa (imagem) e a face simbólica (significado) que, segundo Moscovici (1978), apresentam-se como duas faces de uma mesma folha de papel.

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As imagens correspondem a concretizações dos conceitos que permitem aos sujeitos formarem uma visão mais concreta do objeto. Já os significados, conforme discutido por Vala (1993), referem-se ao processo que incorpora fatores relativos às características do estímulo e da informação, bem como fatores comportamentais, incluindo aspectos emocionais e sociais dos sujeitos que influem na categorização do objeto.

Assim, os processos relativos a imagens e significados envolvem a atividade representativa que tem por função destacar uma figura e o sentido ao mesmo tempo. Contudo, a função de duplicar se relaciona a dois processos que dão origem às representações sociais: a objetivação e a ancoragem.

De acordo com Moscovici (1978, p. 111), “a objetivação faz com que se torne real um esquema conceitual, com que se dê a uma imagem uma contrapartida material”. Em sua definição objetivar é reabsorver um excesso de significações, materializando-as.

Moscovici (1978) descreve o processo de objetivação com referência à representação de uma teoria científica. Jodelet (1989), principal colaboradora de Moscovici, considera que o processo possa ser generalizável à formação de qualquer representação. Assim, com a tarefa de sistematização do campo e contribuição para o aprofundamento teórico, Jodelet (1989) especifica a objetivação e a decompõe em três fases: uma fase de construção seletiva, na qual circulam informações sobre o objeto, e este sofre uma seleção em função dos condicionantes culturais e de critérios normativos, ou seja, o sujeito se apropria das informações e dos saberes sobre um dado objeto, sendo que dessas informações alguns elementos serão retidos enquanto outros serão ignorados e esquecidos. As informações retidas passam por uma triagem de acordo com a inserção grupal do sujeito; uma segunda fase de esquematização, que leva à formação do núcleo

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figurativo, ou seja, o momento em que uma estrutura de imagem reproduz de maneira visível a estrutura conceitual. A estrutura conceitual proporciona uma imagem coerente e facilmente exprimível dos elementos que constituem o objeto da representação, permitindo ao sujeito apreendê-los individualmente e em suas relações; e uma terceira fase, que se refere à naturalização. A naturalização diz respeito às figuras, aos elementos do pensamento que convertem em elementos da realidade.

O segundo processo descrito por Moscovici (1978) é a ancoragem. A ancoragem diz respeito ao enraizamento social da representação, traduzido em significado e utilidade. Na ancoragem, o objeto representado é colocado dentro do sistema de pensamento pré-existente e transformado pelas operações realizadas pela sociedade. É o processo pelo qual se torna familiar o que não é familiar, pelo qual se qualifica o não conhecido dentro da linguagem de cada um e constroem-se estruturas que classificam novos dados. Segundo Jodelet (1984: p. 485): “opostamente à formação representativa, a ancoragem opera em referência a universo de sentido e de saberes pré-existentes, sobre os quais se apóia a construção representativa de todo objeto novo”.

Para a autora, a ancoragem se decompõe nas seguintes modalidades: ancoragem como associação de sentido – a hierarquia de valores que se impõe na sociedade e seus diferentes grupos contribuem para criar uma rede de significados; ancoragem como instrumentalização do saber esta modalidade confere um valor funcional para a interpretação, permitindo compreender como os elementos da representação intervêm na constituição das relações sociais; ancoragem como enraizamento do sistema de pensamento o pensamento constituinte se apóia sobre o pensamento constituído para organizar a novidade nos quadros antigos. Moscovici (1978) sistematizou ainda as dimensões das representações sociais que devem ser consideradas: a informação que se refere aos conhecimentos que os indivíduos ou grupos têm a respeito de um objeto

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mais conhecimento sobre o objeto da representação tenham melhores condições de informação sobre esse objeto; o campo de representação, que remete à idéia de imagem, de modelo social ao conteúdo concreto e limitado das proposições atinentes a um aspecto preciso do objeto da representação; a atitude, que expressa a orientação global em relação ao objeto da representação social; uma tomada direta de posição do sujeito em relação ao objeto da representação, implicando juízo de valor e qualificação positiva, negativa, ou posição neutra. O autor ressalta que as três dimensões são fatores de sustentação e permanência das representações:

As três dimensões – atitude, informação, campo de representação ou imagem – da representação social [...] fornecem-nos uma panorâmica do seu conteúdo e de seu sentido. Pode-se formular legitimamente a questão de utilidade dessa análise dimensional. (MOSCOVIVI 1978, p. 71)

De acordo com Sá (1996), Moscovici procurou enfatizar o caráter distinto da dimensão funcional do fenômeno, salientando que as considerações sobre a gênese social não seriam suficientes para distingui-la de outros sistemas de pensamento coletivo, mas associada a modalidade de conhecimento particular que tem a função de elaboração de comportamento e comunicação entre os indivíduos.

Assim, considerando as funções essenciais das representações sociais como pressuposto central, procuramos definir, a seguir, o modo como as funções se relacionam ao nosso objeto de estudo.