6 Ivaretakelsen av grunnleggende hensyn ved avhør av barn
6.1.3 Vurdering av gjeldende rett mot forslag til endring
É preciso ressaltar que partimos da consideração de que a produção acadêmica é amplamente desenvolvida por pesquisadores e que, no caso do Brasil, a pesquisa centra- se nas Instituições de Ensino Superior (IES) e em seus grupos de pesquisa, com destaque para as universidades públicas. Nesse caso, considerou-se importante fazer o mapeamento desses pesquisadores e pesquisadoras da área da terapia ocupacional para potencializar o debate.
Como o intuito de reunir aqueles que efetivamente estão envolvidos com a pesquisa e a produção acadêmica, em relação à temática proposta, optou-se pela consulta ao Portal do Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil – CNPq, caracterizado como um registro dos grupos em atividade no país (BRASIL, 2015). A consulta foi realizada no mês de janeiro de 2017, seguindo as etapas:
1. Acesso ao Portal do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil;
2. Seleção do item “buscar grupo” com o termo de busca “terapia ocupacional”; 3. Seleção da opção “todas as palavras”;
4. Consulta dos grupos existentes;
5. Seleção dos campos: “nome do grupo”, “nome da linha”, “palavras-chave”, “nome do líder”, “nome do pesquisador”, incluindo grupos certificados e atualizados.
Foram encontrados 57 grupos de pesquisa (Apêndice A) e, após a leitura dos nomes dos grupos, das descrições de seus impactos e dos objetivos das linhas de pesquisa, foram selecionados seis grupos que apresentavam a interface entre terapia ocupacional e educação e/ou escola. Os seis grupos elencados apresentavam um número total de 10 líderes ou vice-líderes, todas mulheres.
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Em seguida, realizou-se uma consulta aos currículos das 10 líderes e vice-líderes através da Plataforma Lattes, a fim de verificar e reunir todas as suas produções em formato de artigos, livros e/ou capítulos de livros, os projetos de extensão e pesquisas universitárias em relação à temática em tela. Após essa consulta e análise dos currículos das pesquisadoras, identificou-se e foram elencadas seis líderes terapeutas ocupacionais dos grupos cadastrados que, de fato, dialogam, desenvolvem projetos e estudos relacionados com a temática da educação e possuem produção acadêmica na área.
O quadro 1 mostra os grupos de pesquisa, os anos de criação, as instituições e as líderes selecionadas:
Quadro 1: Grupos de pesquisa, ano de criação, respectivas instituições e as líderes selecionadas. Nome do grupo de pesquisa Ano de criação Instituição Líder
Terapia Ocupacional na Educação 2016 UNIFESP Carla Cilene Baptista da Silva Promoção do Desenvolvimento Infantil no
Contexto da Vida Familiar e da Escola
2007 UFSCar Claudia Maria Simões Martinez Laboratório de Estudos em Reabilitação e
Tecnologia Assistiva - REATA
1997 USP Eucenir Fredini Rocha Grupo de Estudos e Pesquisas em Atividade
e Desenvolvimento Infantil – GEPADI 2012 UNESP Fabiana Cristina Frigieri de Vitta Terapia Ocupacional e Tecnologia Assistiva
em diferentes contextos
2016 UFRJ Miryam Bonadiu Pelosi Cidadania, Ação Social, Educação e Terapia
Ocupacional
1999 UFSCar Roseli Esquerdo Lopes19 Fonte: http://lattes.cnpq.br/web/dgp
Após essa seleção, foi realizada uma segunda leitura dos currículos e identificadas as produções de cada líder, posto que alguns trabalhos não foram selecionados no levantamento das produções nacionais; dentro dos critérios de inclusão para a leitura na íntegra, optou-se por fazer a leitura de todos os artigos e produções das pesquisadoras elencados como importantes para contribuir e possibilitar maior compreensão acerca do assunto e da articulação que elas fazem entre as áreas (Apêndice B).
Posteriormente à leitura das produções de cada uma, dada a importância delas para a composição do campo na terapia ocupacional e sua interface com educação, foi
19A professora e pesquisadora Roseli Esquerdo Lopes é orientadora desta tese e, ainda assim, optou-se por entrevistá-la, pois se trata de um tema de interesse que também foi impulsionador da problemática da própria pesquisa. Achamos essencial registrar as proposições e todo o trabalho desenvolvido por essa pesquisadora, que tem uma produção relevante na área e vem formando profissionais e pesquisadores nessa direção.
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enviada, por correio eletrônico, uma carta-convite (Apêndice C), explicando os objetivos da pesquisa e solicitando a participação e colaboração com o estudo por meio de uma entrevista via Skype, sendo o dia e o horário combinados de acordo com disponibilidade de cada uma.
Todas concordaram em participar, tendo sido realizadas seis entrevistas individuais realizadas nos meses entre os meses de março e abril de 2017, para se dialogar, discutir, questionar e refletir sobre suas trajetórias pessoais e acadêmicas pela terapia ocupacional, sobre a forma como constroem o diálogo com a educação e sobre suas perspectivas em relação à temática.
Para as entrevistas, foi construído um roteiro semiestruturado, com a possibilidade de ampliar as informações a serem buscadas. O roteiro (Apêndice D) foi um guia condutor, utilizado como parâmetro para direcionar a conversa, porém, este era aberto para as múltiplas direções que a conversa se encaminhava. Todas as entrevistas foram gravadas em áudio e transcritas integralmente, sendo os arquivos capazes de oferecer detalhes mais ricos dos pontos de vista das pesquisadoras.
Iniciamos a conversa com uma rápida apresentação da pesquisa, seu objetivo geral e, também, procedimentos metodológicos escolhidos e utilizados. Os caminhos das entrevistas se direcionaram pela trajetória pessoal e acadêmica das pesquisadoras na terapia ocupacional e na educação para, em seguida, conversarmos sobre a articulação feita por cada uma delas entre a educação e a terapia ocupacional, passando pelos principais referenciais teóricos utilizados que embasam suas pesquisas e as ações, via projetos de extensão universitária. Finalizamos com os conhecimentos necessários aos profissionais a serem formados para essa articulação e as potencialidades e desafios colocados em relação às práticas terapêutico-ocupacionais na escola.
As entrevistas transcritas foram enviadas para cada pesquisadora e todas fizeram a releitura, correção e acréscimos que julgaram necessários e pertinentes de acordo com o previsto pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice E), assinado por todas.
Os diferentes procedimentos metodológicos utilizados se complementam com o propósito de desvelar as facetas da problemática aqui colocada, sendo que a amplitude dos dados extraídos das produções acadêmicas se expande e adquire maior consistência
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junto às entrevistas em relação à articulação que tem se estabelecido entre a terapia ocupacional com a escola, suas dimensões e demarcações que são importantes para essa compreensão.
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4. ESCOLA E TERAPIA OCUPACIONAL: AS PRODUÇÕES E AS PESQUISADORAS