3.2 Progresjon i videregående opplæring
3.2.1 Vurdering av økningen i andel med optimal progresjon –
Foram avaliados, ainda, outros problemas de saúde dos idosos como quedas, dor articular, dificuldade de ouvir e ver. Na Comunidade do Dendê, em relação às quedas, 25,7% idosos referiram ter caído, sendo que 9,2% duas ou mais vezes (Tabela 14). Por serem tão prevalentes, fazem parte dos chamados “gigantes da Geriatria”: iatrogenia; incontinência; instabilidade postural (quedas), imobilidade; insuficiência cerebral (declínio das funções cognitivas – demência). Segundo Chaimowicz (2013), estudos realizados em diversos países, e no Brasil, demonstram que a cada ano um terço dos idosos sofre pelo menos uma queda. Além disso, sofrer uma queda é fator de risco para sofrer outra queda. A importância das quedas reside nas suas consequências. Cerca de 3 a 5% das quedas resultam em ferimentos
graves, como a fratura proximal do fêmur, que tem elevada letalidade. Mesmo quedas leves, no entanto, provocam efeitos devastadores na qualidade de vida dos idosos, podendo desenvolver “síndrome do medo pós-queda”, alguns idosos deixam de sair de casa e abandonam atividades cotidianas, podendo inclusive levar à atrofia muscular, redução da amplitude de movimentos, défice de marcha e equilíbrio, favorecendo novas quedas.
Tabela 14 – Problemas de saúde dos idosos da Comunidade do Dendê (*), 2014
PROBLEMAS DE SAÚDE Problemas de Saúde
Sim Não Total
N.º % N.º % N.º %
Queda 25 25,7 72 74,2 97 100
Dor articular 47 47,4 52 52,5 99 100
Dificuldade de ouvir 24 24,4 74 75,5 98 100
Dificuldade para enxergar 57 58,1 41 41,8 98 100
(*) Bairro Edson Queiroz, SER VI, Fortaleza – CE, abril de 2014. Fonte: Dados primários da pesquisa
Em relação às dores articulares, 47,4% as sentiam (tabela 14). Segundo estudo de Leite (2013), realizado em São Paulo, a doença articular é responsável por 30,1% dos casos de comprometimento funcional, levando os idosos a denotarem dificuldades de mobilidade e para realizar as atividades da vida diária (AVDs). A doença articular crônica com dor persistente torna-se um problema para a pessoa, a família e a sociedade. Mesmo não estando entre as principais causas de morte, direciona e limita as condições e o comportamento daquele que a vivencia, aumentando a morbidade e onerando o sistema de saúde. Além disso, pode estar associada à incapacidade funcional e ao comprometimento da qualidade de vida dos idosos. (TRELHA et al, 2008).
Dentre as condições crônicas, temos, ainda, as incapacidades estruturais, como a baixa visual e auditiva. Nos longevos do Dendê, encontramos 58,1% com dificuldade para enxergar (tabela 14). A catarata é a principal causa de cegueira curável, representando um problema de saúde pública que interfere negativamente na qualidade de vida dos pacientes. A perda visual é um fator importante correlacionado com a morbidade e a mortalidade no idoso, em razão do aumento do risco de quedas, de incapacidade física, de depressão, e da dificuldade para as atividades de vida diária (MACEDO; PEREIRA; CASTRO, 2009). Em
relação à dificuldade de ouvir, encontramos 24,4% de idosos no Dendê (tabela 14). De forma geral, um terço das pessoas idosas refere algum grau de declínio na acuidade auditiva, sendo a presbiacusia (perda progressiva da capacidade de diferenciar os sons de alta frequência) uma das causas mais comuns. Muitas vezes, o idoso pode não perceber essa perda e, por essa razão, não a referir (BRASIL, 2006). A surdez no idoso constitui um dos mais importantes fatores de desagregação social. A deficiência auditiva leva, muitas vezes, a um desequilíbrio social e emocional na tentativa de conseguir adaptar-se à sociedade. Esta condição dificulta a preservação da sua autoestima, levando o idoso a se isolar.
Finalizando a parte de avaliação da saúde, ressaltamos o tema uso de medicamentos por longevos, visto que, no Dendê, esse fato foi por demais comum, pois 76,2% dos idosos referiram tomar medicamento prescrito por médico (tabela 15).
Tabela 15 – Uso de medicamentos por idosos da Comunidade do Dendê (*), 2014
USO DE MEDICAÇÕES N.º %
Uso de medicamento prescrito pelo médico
Sim 74 76,2
Não 23 23,7
97 100 Uso de medicamento por conta própria (automedicação)
Sim 27 28,4
Não 68 71,5
95 100 Número total de medicamentos em uso
1 (um) 12 12,6 2 (dois) 9 9,4 3 (três) 7 7,3 4 (quatro) 7 7,3 5 a 10 (cinco a dez) 31 32,6 11 (onze) ou mais 8 8,4
Não faz uso de medicamento 21 22,1
95 100 Uso de medicamento para dor
Raramente 65 65,6
Uma vez por semana 3 3,0
Três vezes por semana 6 6,0
Diariamente 9 9,0
Não faz uso de medicamento para dor 16 16,1
99 100 (*) Bairro Edson Queiroz, SER VI, Fortaleza – CE, abril de 2014.
A literatura médica evidencia o fato de que o envelhecimento predispõe a um consumo aumentado de medicamentos, prescritos ou não. Estima-se que 23% da população brasileira consomem 60% da produção nacional de medicamentos, principalmente as pessoas acima de 60 anos (SILVA; SCHMIDT; SILVA, 2012). Um dos motivos que explicam esse fato é o aumento na prevalência de doenças crônico-degenerativas em pessoas longevas. Essa prática traz prejuízos graves à saúde do idoso, como efeitos adversos, reações alérgicas, intoxicações, interações medicamentosas, retardo no diagnóstico de patologias, e até o agravamento do estado de saúde do paciente, levando à morte.
Em relação ao uso de medicamentos, destaca-se o fato de, quando questionados sobre automedicação, quase um terço dos idosos do Dendê (28,4%) referiu tomar medicamentos sem prescrição médica (tabela 15). A automedicação movimentou, aproximadamente, oito bilhões de reais em 2008, correspondente a 30% de todo o mercado farmacêutico no Brasil (TELLES FILHO; ALMEIDA; PINHEIRO, 2013). Segundo o estudo realizado no Município de São Paulo em 2011, a prevalência de automedicação foi de 42,3%. Consoante Marquesini (2011), as medicações mais utilizadas foram os analgésicos/anti- inflamatórios (40%), seguidos das vitaminas (8,7%). No Dendê, entre os avaliados, 65,6% referiram raramente fazer uso de medicação para dor, 9% usam de 1 a 3 vezes por semana e 9% afirmaram usar diariamente (tabela 15).
Outro problema relacionado com o uso de medicamento é a polifarmácia. Apesar de não existir um consenso sobre qual número expresse polifarmácia, ela tem sido definida, basicamente, de duas formas: por medida quantitativa, classificada como o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, ou como a administração de um maior número de medicamentos do que os clinicamente indicados (CHEHUEN NETO et al, 2012). Entre os idosos do Dendê, 41% declararam fazer uso concomitante de cinco ou mais fármacos (polifarmácia). Destes, 32,6% tomavam de 5 a 10 medicamentos, e 8,4% mais de 10 (tabela 15). Esses dados são preocupantes, já que a polifarmácia consiste em um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas e reações adversas a medicamentos.