4.2 RESULTATER FRA DEN KVALITATIVE INNHOLDSANALYSEN
4.2.7 A VSETTING AV AREALER TIL OVERVANNSTILTAK ER AVGJØRENDE FOR VELLYKKET
Serão agora analisados os voluntários que atuam na FCV há mais de um ano. Este público – tomando como parâmetro as datas de suas respostas – está na instituição há uma média de aproximadamente quatro anos e seis meses, sendo que nesta categoria o voluntário de atuação mais recente conta com pouco mais de um ano de atuação e o mais antigo com 11 anos de FCV.
Seu perfil sociodemográfico indica que eles possuem idade média de 34,7 anos, e são mulheres casadas com o nível superior incompleto em maioria. Comumente elas são estudantes, e possuem uma renda familiar mensal de R$ 6.470,04. Geralmente elas foram convidadas por alguém para a FCV e possuem familiares ou amigos que já foram voluntários, assim como elas mesmas anteriormente realizaram alguma espécie de serviço desta natureza, todavia, ora não o fazem em nenhuma outra instituição. Predominantemente foram apontadas motivações religiosas como razões que influenciaram na escolha de se voluntariar (33,02%).
Conforme já explanado, analogamente a este estudo, Ageu (2015) realizou a mesma natureza de observações, estando alinhada a várias conclusões sobre os dados sociodemográficos apresentados no parágrafo anterior. De acordo com ela, os voluntários com mais de um ano de FCV possuem a maior participação de adultos – idade média de 38 anos, e em maioria são mulheres, casadas, pós-graduadas e com renda mensal média de R$ 6.257,66 – atuando principalmente como servidoras públicas. Em fins de ilustrar o comparativo entre estas duas pesquisas, o quadro 23 as emparelha para reforçar a consistência destes achados.
Quadro 23 – Síntese dos dados sócio demográficos dos voluntários que atuam na FCV há mais de um ano da presente pesquisa e comparação com o trabalho de Ageu (2015).
PERFIL DOS CANDIDATOS – PERMANÊNCIA
Dado sócio
demográfico Presente pesquisa (N=113) Ageu (2015) (N=122)
Idade 34,7 anos 38,56 anos
Gênero Masculino = 35,7%
Feminino = 64,3% Masculino = 44% Feminino = 56% Estado civil a) Solteiro(a) = 42%
b) Casado(a) = 49,1% c) Separado(a)/Divorciado(a) = 8% d) Viúvo(a) = 0,9% a) Solteiro(a) = 24% b) Casado(a) = 64% c) Separado(a)/Divorciado(a) = 10% d) Viúvo(a) = 3%
Formação Acadêmica m) Fundamental Completo = 0,9% n) Médio Incompleto = 7,1% o) Médio Completo = 4,5% p) Superior Incompleto = 33,9% q) Superior Completo = 23,2% g) Pós-graduado = 30,4% m) Fundamental Incompleto = 1% n) Fundamental Completo = 2,3% o) Médio Completo = 5% p) Superior Incompleto = 19% q) Superior Completo = 22% g) Pós-graduado = 50% Renda familiar mensal Média de R$ 6.470,04
Desvio padrão de R$ 4.142,73 Média de R$ 6.257,66 Desvio padrão de R$ 3.947,98 Ocupação o) Autônomo = 15,2% p) Servidor público = 18,8% q) Empregado de empresa privada = 22,3% r) Aposentado = 6,3% s) Dona de casa = 2,7% t) Estudante = 27,7% u) Outra = 7% o) Autônomo = 16% p) Servidor público = 25% q) Empregado de empresa privada
= 21%
r) Aposentado = 4% s) Dona de casa = 4% t) Estudante = 8% u) Outra = 1% Algum outro familiar fez/faz
trabalhos voluntários? 83,8% SIM 16,2% NÃO 78% SIM 22% NÃO Algum amigo fez/faz trabalhos
voluntários? 97,3% SIM 2,7% NÃO 94% SIM 6% NÃO Já participou de outro trabalho
voluntário? 82% SIM 18% NÃO 80% SIM 20% NÃO É voluntário em outra instituição? 17% SIM 83% NÃO 10% SIM 90% NÃO Foi convidado por alguém a se
juntar à atividade?
58,9% SIM 41,1% NÃO 55% SIM 45% NÃO Algum destes eventos
estimulou a sua busca por uma atividade voluntária? (Questão com possibilidade de marcar mais de uma alternativa) u) ter um filho = 2,75 % v) morte de familiar = 0,91 % w) doença grave na família = 0,91
%
x) ida para a faculdade = 0,91% y) Síndrome do "ninho vazio" =
0%
z) mudança de emprego = 0% aa) mudança de estado civil =
1,83%
bb) ter sido ajudado de alguma forma por voluntários = 13,76% cc) outro = 54,12% (33,02%
motivos religiosos; 9,17% vontade própria; 5,50% ajudar alguém; 3,66% benefício próprio; 1,83% gratidão e 0,9% fazer algo importante.
dd) nenhum = 24,81%
t) ter um filho = 3,28% u) morte de familiar = 1,63% v) doença grave na família = 0,82% w) ida para a faculdade = 0% x) Síndrome do "ninho vazio" =
0,82%
y) mudança de emprego = 3,28% z) mudança de estado civil = 3,28% aa) ter sido ajudado de alguma
forma por voluntários = 11,48% bb) outro = 69,67% (37,7% motivos
religiosos; 14,75% ajudar ao próximo; 4,91% contribuir com a comunidade local; 4,09% tempo disponível; 2,45% convite de outra pessoa; 2,45% construir novas amizades; 1,63% mudança de cidade; 0,81% curiosidade e 0,81% término de um relacionamento.
Aprofundando-se nestes dados é perceptível uma média de 34,7 anos, o que juntamente com um desvio padrão de 13,44 sugerem uma média de variações entre os 21 e os 48 anos. Tais dados, somados à informação de que a mediana foi de 33 anos, sugerem que pelo menos metade deste segmento de voluntários está em idade adulta. Apesar disto, a moda foi de 19 anos; cruzando as idades com os ministérios identificou-se que este público em particular é predominante em uma área específica (o ministério ‘rede livre’).
Este perfil predominante de pessoas em idade adulta próxima da juventude demonstra alinhamento com as ideias de Szazi (2001) e Teodósio (2002), sendo que enquanto o primeiro afirma que 16% da população com idade média entre os 18 anos presta algum tipo de trabalho voluntário o segundo alega que a faixa etária do voluntariado nacional tem diminuído em virtude da busca pela autonomia profissional que normalmente demanda maior atenção para exigências curriculares/profissionais e mistura motivações altruístas com metas funcionalistas de aperfeiçoamento e aprendizagem.
As informações de Ageu (2015) não são diferentes destas análises, apesar de sua pesquisa ter revelado uma média levemente superior (38,56 anos). O cerne de seus achados consiste na informação de que o público que permanece nestas atividades é um pouco mais amadurecido. Em outras palavras, com base nestas pesquisas é possível afirmar que o voluntário da FCV com mais de um ano de instituição é um adulto na faixa dos 37 anos. Tal informação pode ser muito útil para o entendimento da entidade acerca do seu corpo funcional, de modo a prover uma política de manutenção dele alinhada à sua predominância.
A análise por gênero e estado civil não revelou nenhuma novidade aos resultados até agora já expostos, sendo mais uma vez o quantitativo de mulheres (64,3%) superior ao de homens (35,7%), além de mais uma vez elas serem em maioria casadas. Informações análogas vieram do trabalho de Zweigenhaft et al. (1996), e para tanto estes autores explicaram tal tendência ao fato de a mulher ser associada à imagem de cuidados, o que influencia diretamente no imaginário social e pode ajudar a explicar estes números. Além disto, sendo a FCV uma instituição cristã evangélica, seus valores morais estarão alinhados com os conceitos tradicionais de família em que cada integrante possui um papel bem delimitado, e a mulher, sobretudo terá função “intercessora e ajudadora” (SM – CIDADE VIVA, 2015, p. 01). Possivelmente por esta razão possui maioria entre o público atuante.
A análise da escolaridade revelou volume no quantitativo de voluntários que já ingressou na graduação, sendo 87,5% da amostra com no mínimo o superior incompleto – 30,4% com a pós-graduação, 23,2% com o superior completo e uma pequena maioria de 33,9% com o nível superior incompleto. Para melhor representar estas informações a figura
11 está exposta. Ageu (2015) obteve essencialmente estes mesmos índices, destacando-se em sua amostra a elevada quantidade de pós-graduados (50%).
Figura 11 – Escolaridade dos voluntários com mais de um ano de FCV.
Fonte: Dados da pesquisa (2016).
Sobre a renda, o trabalho de Ageu (2015) e o presente obtiveram praticamente os mesmos números e desvios padrões – vide quadro 23. Apesar do considerável abismo entre o limite inferior de R$ 788,00 e o superior de R$ 20.000,00, mesmo com o alto desvio padrão de R$ 4.142,73, a média de mais de R$ 6.000,00 sugere haver uma situação financeira confortável para a média do estado da Paraíba, que circunda em R$ 474,94 (ATLAS BRASIL, 2010).
Quanto à profissão dos voluntários com mais de um ano de FCV, comparando os resultados desta pesquisa e a de Ageu (2015) houve semelhança estatística entre os números dos autônomos, servidores públicos e empregados em empresas privadas, todavia, no presente trabalho o volume de estudantes foi bastante superior, e conforme a figura 12 demonstra, foi inclusive o de maior representatividade em toda a amostra. Não é possível conjecturar explicações para tal distinção com os instrumentos de pesquisa utilizados neste trabalho, no entanto, a semelhança citada sugere haver um quantitativo considerável de ocupantes das três categorias profissionais predominantes.
Neste quesito, convém citar o trabalho de Figueiredo (2005, p. 152), sobre aposentadoria, em que ela classifica o voluntariado como uma “forma de substituir o trabalho formal, sendo que a ética capitalista parece influenciar a necessidade de manter-se ocupado e estar em constante produção”. Tendo desde seus primórdios o protestantismo um
relacionamento diferenciado com o sistema capitalista (WEBER, 2004), é possível que este público tenha um potencial considerável para atuar na FCV, logo a informação supracitada pode vir a servir para a instituição como indicador para direcionar eventuais campanhas futuras para outras categorias profissionais como os aposentados.
Figura 12 – Comparação entre as ocupações dos voluntários que atuam na FCV há mais de um ano da presente pesquisa e com o trabalho de Ageu (2015).
Fonte: Dados da pesquisa (2016) e Ageu (2015).
As próximas perguntas sociodemográficas analisadas dizem respeito ao histórico dos voluntários e emparelhando este recorte com a pesquisa de Ageu (2015) é encontrado a mesma natureza de resultados.
A começar pela constatação de que existe influência externa para a decisão de se voluntariar, seja ela familiar ou por parte de amigos, confirmada respectivamente por 83,8% e 97,3% dos respondentes. Estes resultados coadunam com os achados de Anderson e Moore (1978) que, em um estudo análogo, chegaram essencialmente a estas mesmas conclusões para os voluntários com renda acima da média regional (tal qual os dessa amostra). Silva et al. (2004) também confirma estas informações quando cita aspirações familiares como causas para o voluntariado.
A maioria dos entrevistados (82%) respondeu positivamente a pergunta sobre já terem participado como voluntários em outra instituição. Isto sugere a possibilidade de a anterior participação em outra organização ter influência para a manutenção na atividade. Em contrapartida, a questão sobre atualmente ser voluntário em outra entidade teve o oposto de respostas (83%). Analisando o contexto destes dados, é possível afirmar que os voluntários de
16 25 21 4 4 8 1 15,2 18,8 22,3 6,3 2,7 27,7 7 Ocupação dos voluntários com mais de um ano de FCV
mais de um ano de instituição já tiveram experiências voluntárias em outras organizações, mas atualmente as aplicam apenas na FCV.
Sobre o convite de alguém para ingresso na atividade, a maioria dos respondentes confirmou que o recebeu. Todavia, tal qual afirmado por Ageu (2015), a diferença não é considerável, o que compromete a possibilidade de conclusões sobre o tema, no entanto, reforça a possibilidade das especulações acerca da orientação interna de os voluntários se manterem reservados, não convidando indiscriminadamente outras pessoas para atuar na FCV.
Sobre os eventos estimularem a busca pelo voluntariado, novamente as oito assertivas dispostas no questionário não foram suficientes para abarcar as respostas, pois a opção “Outros” foi apontada por mais da metade dos respondentes. Dentro desta alternativa os respondentes indicaram motivos religiosos (33,02%), mais uma vez como destaque.