Applying the geostrophic wind factor (A) and the turning angle (a) for the various periods and
3. The ice volume transport
O desenvolvimento de novas tecnologias está relacionado a fatores como infraestrutura disponível, capital, capital humano e disponibilidade de tecnologias concorrentes, entre outros. Tais fatores podem ter duas consequências diferentes: (i) o chamado efeito “lock-in”; ou (ii) o aprendizado (COWAN, 2000). O efeito lock-in se refere ao aprisionamento a determinadas tecnologias já estabelecidas. Essas tecnologias estabelecidas podem criar uma barreira à entrada a novas tecnologias.
O início do desenvolvimento de uma nova tecnologia, em geral, não é acompanhado por migrações em massa dos usuários. Isso ocorre devido aos “switching costs”, ou seja, o risco da adoção de uma nova tecnologia, sobre a qual se desconhece os prós e contras, pode fazer com que o usuário perceba um custo na migração da tecnologia em uso para uma desconhecida.
Alguns mercados são marcados por investimentos específicos atrelados ao relacionamento que o consumidor mantém com determinado produtor (FARRELL e SHAPIRO, 1998). O aprendizado do consumidor – adquirido com o uso do produto de um determinado produtor – muitas vezes leva tempo, mas gera habilidades em lidar com o produto que não podem ser totalmente transferidas a um produtor concorrente. Ademais, o consumidor pode ter realizado investimentos que comportam apenas o produto daquele produtor. Esta especificidade do conhecimento e dos ativos envolvidos cria um custo envolvido na troca de fornecedor (switching costs).
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Não somente os custos em termos monetários são representados pelos switching costs, mas também os custos em termos de tempo para a nova aprendizagem, estresse, e até mesmo os aspectos burocráticos da mudança podem ser fator de desincentivo à migração para um novo produtor (KLEMPERER, 1995). O mesmo raciocínio pode ser feito para as tecnologias: a troca de tecnologia pode ser custosa, assim como a mudança para novos produtores. Mais do que isso, possivelmente a troca de tecnologia é ainda mais custosa do que a troca de produtor, pois, muitas vezes, implica mudanças na estrutura física das instalações, o que pode requerer grande esforço de adaptação.
Reforçado pelo efeito dos switching costs, o crescimento das novas tecnologias pode não ocorrer rapidamente. A demora a atingir um nível suficiente de escala de produção pode fazer com que as novas tecnologias não sejam competitivas por um período de tempo razoável. Enquanto as tecnologias estabelecidas já conseguiram declinar seus custos com o aumento da escala, por serem pioneiras no mercado, as novas tecnologias buscam inovar para conseguir operar com pequena escala de produção. Neste sentido, muitas tecnologias passam por um longo período de pesquisa e desenvolvimento antes de se lançarem ao mercado. O P&D, ou learning by searching, é uma forma mais controlada de as novas tecnologias acumularem aprendizado de modo a compensar o efeito escala das tecnologias estabelecidas. Contudo, nem sempre isso é possível e a tendência é o prevalecimento das tecnologias convencionais. O efeito lock-in traz danos ao lado dinâmico da eficiência. Embora o aprisionamento às tecnologias estabelecidas permita retornos crescentes de escala, ele caracteriza um aumento estático de eficiência. O aumento dinâmico da eficiência seria obtido somente com a inovação. A inovação pode ser descrita como uma recombinação do conhecimento existente de modo a ampliar a disponibilidade de diferentes tecnologias. Para atingir o aumento dinâmico da eficiência, é preciso renunciar ganhos presentes e assegurar que tecnologias alternativas sejam utilizadas e continuem a se desenvolver.
Cowan (2000) sugere cinco mecanismos nos quais as novas tecnologias conseguem se posicionar no mercado: (i) crise na tecnologia existente; (ii) regulação; (iii) quebras tecnológicas; (iv) nichos; e (v) mudanças nas preferências. O primeiro mecanismo diz respeito à queda de desempenho das tecnologias existentes ou aumento inesperado de custos. Este mecanismo, embora nem sempre comum no mercado de energia, é possível ocorrer nos casos em que a disponibilidade do insumo passa a depender da extração em regiões de difícil acesso ou cuja qualidade do insumo é menor. Em seu turno, a regulação frequentemente é utilizada como instrumento para facilitar a entrada das novas tecnologias no mercado de energia. Seja
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para impulsionar o desenvolvimento tecnológico de novas energias, seja para incentivar o uso massivo das tecnologias que acabaram de se lançar ao mercado, a regulação tem seu papel para efetuar a mudança.
O terceiro mecanismo, quebras tecnológicas, permite a redução dos custos de produção, viabilizando as novas tecnologias. Políticas públicas, ainda que incapazes de produzir tais quebras, têm o poder de facilitá-las, na medida em que fundos e instituições públicas desenvolvedoras de P&D podem contar com o apoio do governo. A identificação de nichos que percebem na nova tecnologia alguma característica que sirva para seus propósitos pode facilitar o desenvolvimento de novas tecnologias. Um exemplo é o uso de veículos elétricos nas prefeituras. Diversos países europeus vêm incentivando a adoção dessa tecnologia para o transporte público. Há que se atentar para o fato de que o nicho deve ser dinâmico, pois é necessário que a tecnologia se espalhe entre os consumidores para sobreviver. Por fim, Cowan destaca que as mudanças de preferências, por exemplo, a busca por energias mais limpas, pode ser importante fator de mudança. Neste sentido, políticas públicas podem contribuir para a mudança de preferência, por exemplo, quando impõem quotas de energia renovável ou aplicam taxas ambientais sobre os combustíveis fósseis.
Diversos são os autores que tratam de switching costs associados à mudança de tecnologia para a produção de energia mais limpa. Mosiño (2012) estuda os determinantes da substituição de não-renováveis por renováveis e conclui que produtividade, custo e demanda constituem os principais fatores. Para Tahvonen e Salo (2001), a troca entre as fontes de energia depende basicamente da estrutura de custos dos energéticos. Já para Chakravorty et al (1997) e Acemoglu et al (2012), a inovação pode afetar a mudança. Na medida em que a inovação permite o desenvolvimento de fontes renováveis e mais limpas, um montante maior de recursos é investido nestas fontes, de tal forma que a substituição entre fontes não- renováveis e renováveis ocorre mais facilmente.
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