9 Diskusjon og tolkning av funn
9.2 Vold som følge av relativ sysselsettingsstatus?
“Nunca diga às pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito e elas surpreenderão você com sua engenhosidade.” (George Patton) O uso das redes sociais na educação ainda causa muita polémica. Algumas instituições proíbem o acesso dos estudantes com o intuito de protegê-los de eventuais problemas. Mas, todos precisam aprender a utilizar esses recursos de forma adequada e responsável, de forma que não coloque em risco a sua segurança.
E as instituições não devem se furtar dessa tarefa.
Aprender a utilizar esse recurso e reconhecer quais são os comportamentos aceitáveis deve fazer parte dos objetivos daqueles que se propõem a utilizar não só as redes sociais mas todas as tecnologias no suporte à educação.
As redes sociais podem ser utilizadas para:
http://edu20.wikidot.com/redes-sociais
• Criar uma comunidade de aprendizagem para a escola, classe ou disciplina; • Compartilhar informações e ideias com outros profissionais e especialistas nos temas que serão estudados em sala de aula;
• Aprender sobre as próprias redes sociais;
• Criar um canal de comunicação entre estudantes de diferentes escolas e com interesses em comum;
O debate sobre as Redes Sociais na Educação, que marcou a entrada das editoras Ática e Scipione nas redes sociais (22/03/2011), contou com a presença de Eduardo Chaves, Clauria Aratangy e Galeno Amorim, dentre outros, além de cerca de 60 participantes presenciais e 900 on-line.
http://blog.aticascipione.com.br/debates/320/
Foi uma excelente oportunidade para participarmos (à distância) pois trouxe tópicos interessantes à discussão…
parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=YONMFea0_Q4
Os professores e educadores precisam ficar imersos (participar) nestas práticas de comunicação. Não ser arrastados nesse tsunami, mas surfar em cima dele (Cláudia Aratangy).
A educação não se sente à vontade nas redes sociais.
É preciso fazer uma distinção entre o uso da tecnologia que suporta, sustenta ou mesmo replica aquilo que já fazíamos sem a tecnologia e o uso da tecnologia que nos permite fazer coisas que seriam impossíveis sem a mesma.
O método de Sócrates pode ser considerado inescolarizável, ou seja, não pode ser escolarizado ou submetido a processo de aprendizagem em contexto escolar.
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/protagoras/links/met_socrat.htm
Mas, com as redes sociais isso muda. Da mesma forma como ocorre na prática socrática, as práticas ligadas a estas redes não são possíveis de serem presas nas grades da escola.
http://www.psicoloucos.com/Socrates/metodo-socratico.html
Haverá então uma educação na vertical em que “todos se educam uns aos outros” (parafraseando Paulo Freire, 1996), mediatizados pelo mundo (o que o “mundo” nos oferece: as redes sociais).
Se a escola vai conseguir se apropriar disso e se isso vai se tornar uma prática educativa inescolarizável (e vamos estar a nos educar mais à margem da escola do que na escola) é uma grande indagação. Depende da capacidade da escola, de certo modo, se reinventar para uma nova situação.
O desafio está lançado.
Esta é uma situação que, sem a tecnologia, seria absolutamente impossível: ter algo que é, ao mesmo tempo, pessoal, personalizável, e em escala - até mesmo global (Eduardo Chaves).
parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=g1VsJuw-w0A
A discussão versou sobre as mudanças de conceção de educação originadas pela utilização das tecnologias, mais especificamente relacionadas à internet e à Web 2, a partir das possibilidades de comunicação e compartilhamento de ideias e informações.
Ou seja:
• Fazer diferente (uma oportunidade que a tecnologia dá); • Personalizado e em escala;
A Web 2 colocou a interação na ordem do dia, isto é, não ocorre mais apenas o acesso à informação. A tecnologia está sempre na frente. Ela aponta caminhos.
O desafio mostra-se em inverter a lógica. Não que a rede tenha que se submeter à nossa lógica, mas nós nos submetamos à lógica da rede.
Percebe-se um problema de convivência da escola com os portáteis, telemóveis, mensagens instantâneas e redes sociais quando utilizados em simultâneo com outras atividades.
Isso acontece quando observamos pessoas “aparentemente” distraídas, não prestando atenção ao que está a acontecer.
Fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo não parece ser uma dificuldade para as novas gerações. Isso vai “obrigar” a escola a reconsiderar. Se o que está a acontecer em aula for realmente interessante, não “perderemos” os alunos por causa da dispersão.
parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=bULCIubKBPw
As possibilidades de comunicação e compartilhamento de ideias e informações no meio digital e seu potencial para o desenvolvimento da Educação foram o eixo central desta parte.
Em vez de proibir, educar com as ferramentas.
Uma questão de ética e cidadania digital: usar com responsabilidade.
Hoje em dia “todos” estão na rede. Mas de que forma?
E qual o papel que compete à escola, às famílias, instituições organizadas na condução da formação?
A tecnologia obriga a escola a se reinventar e só assim será relevante no futuro. Se reinventar e se reencantar.
Atividades paralelas sempre ocorreram nos processos educativos.
Antigamente se passavam bilhetinhos. Hoje em dia são os SMS e as mensagens instantâneas.
O problema atual de resistência ao uso das tecnologias é de DNA (data de nascimento antiga).
Trata-se de discussão datada (tem prazo para acabar) pois, inevitavelmente, este processo é irreversível.
O que ainda impede a escola de se “render” às tecnologias é a prática do “Magister
Dixit” (o mestre disse - isso não se discute), para quem a opinião de um mestre (professor)
não admitia réplica.
O termo era usado pelos professores de Florença e em toda a Itália por volta do ano de 1600, para impor silêncio aos alunos que questionavam as teorias de Aristóteles, que era considerado o mestre da Astronomia. Quando um aluno da Universidade questionava alguma teoria de Aristóteles, os professores logo o interrompiam dizendo "Magister Dixit", que significa "O Mestre Disse", e dava fim a questão.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magister_dixit
Simplesmente as instituições de ensino têm que se adaptar…
As redes sociais, de certa maneira, também podem ser consideradas tecnologias datadas (com um certo tempo de vida).
Ninguém poderia predizer o seu sucesso no mesmo ou mesmo dizer que média (ou moda) estará vigente em dois ou três anos…
Como a escola vai conseguir encantar e gerar os novos desafios que possibilitem problematizar as questões de forma atraente e inovadora?
Certamente através de um novo currículo e uma nova formação dos educadores.
parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=WLLrT_e0d1Y
Eduardo Chaves e Cláudia Aratangy continuam seus questionamentos acerca dos papéis da escola e do professor na atualidade: tempos de excesso de informação ofertada aos jovens através das mais diferentes médias.
O grande desafio talvez não sejam os nossos alunos, os jovens alunos, as crianças. O grande desafio, para Vani Kenski, é transformar os espaços onde o professorado está aprendendo a ser professor. Porque estes locais não chegaram nem ao tempo da discussão e do diálogo. É “Magister dixit” mesmo…
As crianças estão a perder a curiosidade quando entram na escola.
“Precisamos formar os estudantes mais como filtros do que como esponjas, pois é essencial que saibam filtrar e selecionar informações. Esta é uma das competências que precisamos repensar, discutir e começar a colocar em pauta”, disse Cláudia Aratangy.
E, nem nesse caso se pode criar uma “receita”, senão a escola mastiga e transforma em “escola”.