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Vitenskapelig kompetanse

In document Årsmelding 2007 (sider 25-0)

3. Staben

3.12 Vitenskapelig kompetanse

Ao selecionar o problema pretendi imprimir no contexto real algumas estratégias que fossem exequíveis e que se mostrassem adequadas. As estratégias utilizadas foram essenciais para a realização das atividades e para o desenvolvimento das crianças.

Todas as atividades foram desenvolvidas através de várias estratégias, que tiveram por base diversos princípios pedagógicos, que fazem parte da minha identidade enquanto futura educadora e serão sempre a base das minhas intervenções. Estes são o tempo, o espaço e a liberdade que devem ser dados às crianças, para atingirem as suas aprendizagens significativas. A liberdade de movimentos dentro do espaço da sala deve ser permitida e nunca restringida, as crianças têm necessidade de se movimentarem, de explorarem livremente os materiais e os espaços. Às crianças também deve ser proporcionado algum poder de decisão e de escolha, de modo a imprimirem nos contextos o seu cunho pessoal, a sua criatividade e a sua personalidade. Por último, refiro também aqui outro principio, que passa por nunca forçar as crianças a realizarem algo que não as motive, existe tanta variedade de atividades que se podem desenvolver ao longo do ano

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letivo que vão existir algumas, com as quais se interessam mais e outras menos. Também com o tempo vamos conhecendo as crianças e conseguindo criar formas de motivá-las mesmo quando a início uma atividade não lhes interessa. Todavia, nada de mal ocorre, se de vez em quando não fizeram uma ou outra atividade, faz parte da sua liberdade e poder de decisão pois, acima de tudo temos que respeitar a criança.

Liberdade de utilização do espaço

Esta estratégia pretendeu que as crianças através de atividades planeadas por

mim, pudessem movimentar-se no espaço de forma livre, realizando as suas explorações dos materiais e brinquedos onde pretendessem. A criança, sobretudo nesta idade em que está se apropriando do espaço pela aquisição da marcha, necessita vivenciar um espaço seguro e rico em possibilidades. Como não pude enriquecer o espaço de uma forma definitiva optei por enriquecê-lo nos momentos de atividade com materiais diversificados. Desenvolvi atividades onde puderam se movimentar por toda a sala, onde foi possível juntarem-se, por iniciativa própria, em pequenos grupos em diferentes partes da sala. Atividades com colchões de ginásio, com lençóis e bolas, com caixas de diversos tamanhos. Ao longo das atividades dei algumas sugestões quando achei pertinente de modo a utilizarem o espaço de forma diversa pois estavam quase que “formatados” a estar sempre no mesmo canto do espaço. A liberdade de movimentos e de escolhas dentro do espaço é essencial e está associado ao poder de decisão da criança.

Poder de decisão das crianças

Esta estratégia foi desenvolvida através da inclusão nas atividades de momentos onde as crianças foram chamadas a fazer escolhas em relação a materiais, instrumentos, ou local e duração da atividade. Foi também explorada esta estratégia através da hipótese dada às crianças, que não quisessem realizar a atividade, de ficarem a brincar livremente, de modo, que o que fizessem partisse verdadeiramente da sua curiosidade, motivação e necessidade. Assim, em todas as minhas planificações fiz questão de indicar que era sempre uma possibilidade à atividade planeada, a brincadeira livre. Neste sentido, Post e Homann (2007) salientam que

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o tempo de escolha livre consiste num período de tempo em que bebés e crianças podem investigar e explorar materiais e acções e interagir com os seus pares e educadores. Num ambiente apoiante e seguro com materiais e oportunidades interessantes, bem como espaço para se deslocarem em diferentes direcções, cada criança escolhe aquilo que está de acordo com os seus interesses e inclinações pessoais. (p. 249)

Todas as atividades realizadas permitiram às crianças fazer escolhas com liberdade. Puderam escolher o tempo que estavam a fazer uma determinada atividade, o instrumento com que iam pintar, as cores que iam utilizar, se iam pintar as mãos, o papel ou uma caixa. Cada atividade permitiu várias escolhas, e as crianças foram se tornando mais confiantes e capazes de decidir, e logo a aprendizagem foi ativa e significativa para elas. Segundo Brickman e Taylor (1996), as crianças mesmo em atividades desencadeadas pelo adulto participam “tomando as suas próprias decisões sobre os materiais a usar, sobre como os usar e como prosseguir com a atividade” (p. 19).

Utilização de materiais versáteis

A utilização de materiais versáteis foi uma estratégia muito utilizada por mim. Proporcionar materiais que as crianças pudessem explorar de diversas formas, atribuindo diversos significados e realizando aprendizagens significativas.

Procurei utilizar vários tipos de materiais versáteis, como caixas, plasticina, bolas, farinha, chantilly, lençóis, panos, etc. Houve até alturas em que não eram apenas os materiais específicos das atividades que se mostravam interessantes e ricos, mas também outros materiais acessórios. Ao longo de uma atividade de plasticina uma das crianças que não demostrou muito interesse na plasticina apresentou interesse no pano de limpeza, que estava na mesa (para eu utilizar) e eu dei-lhe, para meu espanto passou imenso tempo a limpar meticulosamente os espaços da mesa que apanhava livre, estava tão satisfeita, empenhada e concentrada a limpar. A partir desta observação, sempre que as atividades o possibilitavam ela tinha oportunidade de limpar. Isto demonstra que os materiais, por mais que não nos pareçam interessantes para a realização de uma atividade o podem ser. Apenas temos que dar a oportunidade de as crianças se expressarem e estar atentos. O pano é um material que permite várias utilizações e foi neste caso um material muito rico para aquela criança, foi ao encontro das suas necessidades e gostos.

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Colocação do avental de pintura nas crianças

A colocação dos aventais de pintura nas atividades de expressão plástica foi uma estratégia fundamental para garantir a liberdade de movimentos e de possibilidades das atividades que envolviam tintas e matérias que criam sujidade. A liberdade de movimentos é essencial, pois, sobretudo as crianças mais pequenas aprendem através do corpo, da ação do seu corpo sobre o espaço e os objetos, como refere Post e Homann (2008). Não foi fácil implementar a utilização de aventais de pintura pois a educadora não achava necessário porque podia-se agarrar nas mãos das crianças e sermos nós a dirigirmos as suas pinturas e explorações, assim não havia hipótese de se sujarem. As crianças não tinham aventais de pintura, não foi pedido aos pais pela educadora e o infantário tinha alguns disponíveis, mas dependia do dia, pois podiam estar para lavar ou a ser utilizados por outra sala sendo que existiam apenas quatro. Então, optei por pedir a todos os pais que trouxessem uma muda de roupa que as crianças pudessem sujar para vestir nas alturas necessárias. No entanto, na maior parte das vezes não foi necessário, pois consegui pelo menos dois aventais que ia limpando, conforme passava de uma criança para outra. Algo tão simples permitiu uma dinâmica completamente diferente nas atividades. As crianças experienciaram algo de uma forma que até à data não tinham tido possibilidade, que foi serem elas as responsáveis por agarrarem nos instrumentos ou tocarem nas tintas e fazerem livremente o seu trabalho e desenvolverem a sua criatividade. O meu papel foi garantir a sua segurança ao usarem os materiais e ir questionando-as de vez em quando. Por exemplo, quando observava que o pincel já não tinha tinta, perguntava se não era melhor pôr tinta ou dizia que o pincel já não estava a pintar porque não tinha tinta. E também ia reforçando sempre as pequenas coisas que as crianças faziam, dando palmas, dando beijinhos e dizendo que estava lindo.

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