Os participantes desta pesquisa são profissionais da educação da rede escolar
SESI-SP, responsáveis pela formação de professores. Esses formadores, na rede
escolar SESI-SP, são denominados Analistas Pedagógicos, lotados na Gerência de
Supervisão de Ensino, da Diretoria de Educação Básica, no Departamento Regional
do SESI de São Paulo.
A Rede de Ensino SESI/SP é uma rede particular composta de 175 Unidades
Escolares atendendo a Educação Infantil, Ensino Fundamental, e a partir de 2007
também o Ensino Médio, distribuídas em algumas cidades no estado de São Paulo.
Em 2001 a rede de ensino SESI/SP sofreu uma reestruturação e para esta nova
demanda foi criado o cargo de Analista Pedagógico.
O ingresso para este novo cargo aconteceu através de concurso interno, por
intermédio de Concursos e Vestibulares da PUC de São Paulo, do qual participaram,
apenas, os professores e diretores de escola da rede escolar do SESI-SP,
objetivando oportunizar ascensão profissional e facilitar a implementação desta
reestruturação com educadores conhecedores da instituição e das suas diretrizes.
Os requisitos exigidos para a participação no concurso foram: ser funcionário da
área de educação do SESI-SP há no mínimo dois anos, licenciatura plena na área
de conhecimento de opção e curso de pedagogia.
Nos primeiros meses de 2001 após ingressarem no cargo, todos os Analistas
Pedagógicos passaram por um processo de formação com a gerência de supervisão
de ensino e com consultores externos (especialistas das diversas áreas de
conhecimento). Esse processo foi pautado por discussão e reflexão sobre saberes e
competências necessários à prática de formador de docentes, e pelos pressupostos
metodológicos gerais da proposta educacional do SESI-SP, nas modalidades de
educação infantil e do ensino fundamental.
Durante os anos de 2001 e 2002 foi construído um Referencial Curricular para a
rede de ensino SESI/SP, que visa encaminhar de forma sistematizada para a rede,
orientações, possibilidades e modelos organizativos que possam atender mudanças,
ou seja, um documento que norteia o trabalho, objetivando a melhoria na qualidade
do ensino. Nessa elaboração foram envolvidos os consultores externos, profissionais
da Gerência de Educação Básica, analistas pedagógicos e os professores, que
durante os encontros com os analistas pedagógicos foram analisando-o e validando-
o em sala de aula.
No ano de 2003 foi publicado e enviado para toda rede de ensino. A partir deste ano
as formações foram voltadas para a implementação deste novo Referencial
Curricular com ações formativas da metodologia envolvida num processo educativo
baseado no ensino, aprendizagem e pesquisa.
Neste contexto, e por trabalhar nessa Rede de Ensino, foi mais fácil eleger os
participantes neste local, assim teríamos mais oportunidades de entrevistá-los. Os
critérios iniciais para a escolha foram: que fossem os profissionais que trabalhassem
com a formação continuada dos professores do Ensino Fundamental e que
voluntariamente, tivessem disponibilidade de tempo e interesse em colaborarem
com a pesquisa.
Todos os Analistas Pedagógicos participantes da pesquisa já trabalhavam na rede
de ensino SESI/SP como professores. Atualmente seus locais de trabalho se
dividem entre a sede central, fora do ambiente escolar, localizado no prédio da
FIESP na Avenida Paulista em São Paulo - capital, nos projetos “in loco” nas
unidades escolares junto ao professor em sala de aula e nos pólos de formação, que
ficam numa das unidades escolares da rede SESI-SP onde acontece a Formação de
Professores.
A sede é o local de trabalho destinado ao estudo, discussão e análise das
necessidades dos professores, ação que antecede o preparo dos encontros com os
devidos encaminhamentos. As pautas dos encontros são elaboradas e analisadas
por um responsável pelo grupo de Analistas, que na rede de ensino SESI/SP são
denominado Supervisores de área, que orientam as ações, os conteúdos a serem
trabalhados e as dinâmicas utilizadas nos encontros. O analista também é
responsável por todo material didático de referência oferecido ao professor,
elaborando apostilas que serão utilizadas para o desenvolvimento das pautas.
O lugar de trabalho dos Analistas é chamado de célula, e os mesmos ficam
agrupados de acordo com os professores com quem trabalham. Essa configuração
facilita a interação entre os membros do grupo e cada integrante possue um
computador que fica a sua disposição para o trabalho.
O projeto in loco acontece nas unidades escolares para que o analista não perca o
contato com a sala de aula, sendo um meio para validar as modalidades
organizativas - atividades sugeridas aos professores nos encontros de acordo com
os Referenciais Curriculares SESI/SP. Segundo CASTALDI (2004):
O projeto visa atingir os seguintes objetivos: proporcionar ao formador de professores a vivência da realidade da sala de aula, ampliar seus saberes por meio da vivência das próprias práticas, da transposição do seu discurso, do seu modelo, do seu entendimento do saber-fazer com alunos reais, construindo e (re) construindo sua competência profissional, validando os processos formativos e, conseqüentemente, transformando a prática educativa do professor, com vistas a resultados de melhoria da qualidade de ensino.
A formação de professores da rede de ensino é o principal trabalho dos Analistas,
porém, eles possuem outras ações de acordo com as áreas as quais estão
inseridos. A Gerência de Supervisão de Ensino é constituída de quatro áreas:
Legislação e Procedimentos, Treinamento e Assistência ao Professor, Metodologia e
Avaliação. Cada uma dessas áreas, exceto a área de Legislação e Procedimentos
(formada por Supervisores de Ensino), é composta por Analistas Pedagógicos das
modalidades de educação infantil e do ensino fundamental, habilitados nas diversas
áreas de conhecimento, com a atribuição de formador especialista, no processo da
formação continuada dos professores da rede de ensino SESI/SP e uma supervisora
responsável.
In document
NIKU_Årsrapport_2009.pdf (845.7Kb)
(sider 22-26)