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Vitenskapelig foredrag/forelesninger

In document NIKU_Årsrapport_2009.pdf (845.7Kb) (sider 22-26)

Os participantes desta pesquisa são profissionais da educação da rede escolar

SESI-SP, responsáveis pela formação de professores. Esses formadores, na rede

escolar SESI-SP, são denominados Analistas Pedagógicos, lotados na Gerência de

Supervisão de Ensino, da Diretoria de Educação Básica, no Departamento Regional

do SESI de São Paulo.

A Rede de Ensino SESI/SP é uma rede particular composta de 175 Unidades

Escolares atendendo a Educação Infantil, Ensino Fundamental, e a partir de 2007

também o Ensino Médio, distribuídas em algumas cidades no estado de São Paulo.

Em 2001 a rede de ensino SESI/SP sofreu uma reestruturação e para esta nova

demanda foi criado o cargo de Analista Pedagógico.

O ingresso para este novo cargo aconteceu através de concurso interno, por

intermédio de Concursos e Vestibulares da PUC de São Paulo, do qual participaram,

apenas, os professores e diretores de escola da rede escolar do SESI-SP,

objetivando oportunizar ascensão profissional e facilitar a implementação desta

reestruturação com educadores conhecedores da instituição e das suas diretrizes.

Os requisitos exigidos para a participação no concurso foram: ser funcionário da

área de educação do SESI-SP há no mínimo dois anos, licenciatura plena na área

de conhecimento de opção e curso de pedagogia.

Nos primeiros meses de 2001 após ingressarem no cargo, todos os Analistas

Pedagógicos passaram por um processo de formação com a gerência de supervisão

de ensino e com consultores externos (especialistas das diversas áreas de

conhecimento). Esse processo foi pautado por discussão e reflexão sobre saberes e

competências necessários à prática de formador de docentes, e pelos pressupostos

metodológicos gerais da proposta educacional do SESI-SP, nas modalidades de

educação infantil e do ensino fundamental.

Durante os anos de 2001 e 2002 foi construído um Referencial Curricular para a

rede de ensino SESI/SP, que visa encaminhar de forma sistematizada para a rede,

orientações, possibilidades e modelos organizativos que possam atender mudanças,

ou seja, um documento que norteia o trabalho, objetivando a melhoria na qualidade

do ensino. Nessa elaboração foram envolvidos os consultores externos, profissionais

da Gerência de Educação Básica, analistas pedagógicos e os professores, que

durante os encontros com os analistas pedagógicos foram analisando-o e validando-

o em sala de aula.

No ano de 2003 foi publicado e enviado para toda rede de ensino. A partir deste ano

as formações foram voltadas para a implementação deste novo Referencial

Curricular com ações formativas da metodologia envolvida num processo educativo

baseado no ensino, aprendizagem e pesquisa.

Neste contexto, e por trabalhar nessa Rede de Ensino, foi mais fácil eleger os

participantes neste local, assim teríamos mais oportunidades de entrevistá-los. Os

critérios iniciais para a escolha foram: que fossem os profissionais que trabalhassem

com a formação continuada dos professores do Ensino Fundamental e que

voluntariamente, tivessem disponibilidade de tempo e interesse em colaborarem

com a pesquisa.

Todos os Analistas Pedagógicos participantes da pesquisa já trabalhavam na rede

de ensino SESI/SP como professores. Atualmente seus locais de trabalho se

dividem entre a sede central, fora do ambiente escolar, localizado no prédio da

FIESP na Avenida Paulista em São Paulo - capital, nos projetos “in loco” nas

unidades escolares junto ao professor em sala de aula e nos pólos de formação, que

ficam numa das unidades escolares da rede SESI-SP onde acontece a Formação de

Professores.

A sede é o local de trabalho destinado ao estudo, discussão e análise das

necessidades dos professores, ação que antecede o preparo dos encontros com os

devidos encaminhamentos. As pautas dos encontros são elaboradas e analisadas

por um responsável pelo grupo de Analistas, que na rede de ensino SESI/SP são

denominado Supervisores de área, que orientam as ações, os conteúdos a serem

trabalhados e as dinâmicas utilizadas nos encontros. O analista também é

responsável por todo material didático de referência oferecido ao professor,

elaborando apostilas que serão utilizadas para o desenvolvimento das pautas.

O lugar de trabalho dos Analistas é chamado de célula, e os mesmos ficam

agrupados de acordo com os professores com quem trabalham. Essa configuração

facilita a interação entre os membros do grupo e cada integrante possue um

computador que fica a sua disposição para o trabalho.

O projeto in loco acontece nas unidades escolares para que o analista não perca o

contato com a sala de aula, sendo um meio para validar as modalidades

organizativas - atividades sugeridas aos professores nos encontros de acordo com

os Referenciais Curriculares SESI/SP. Segundo CASTALDI (2004):

O projeto visa atingir os seguintes objetivos: proporcionar ao formador de professores a vivência da realidade da sala de aula, ampliar seus saberes por meio da vivência das próprias práticas, da transposição do seu discurso, do seu modelo, do seu entendimento do saber-fazer com alunos reais, construindo e (re) construindo sua competência profissional, validando os processos formativos e, conseqüentemente, transformando a prática educativa do professor, com vistas a resultados de melhoria da qualidade de ensino.

A formação de professores da rede de ensino é o principal trabalho dos Analistas,

porém, eles possuem outras ações de acordo com as áreas as quais estão

inseridos. A Gerência de Supervisão de Ensino é constituída de quatro áreas:

Legislação e Procedimentos, Treinamento e Assistência ao Professor, Metodologia e

Avaliação. Cada uma dessas áreas, exceto a área de Legislação e Procedimentos

(formada por Supervisores de Ensino), é composta por Analistas Pedagógicos das

modalidades de educação infantil e do ensino fundamental, habilitados nas diversas

áreas de conhecimento, com a atribuição de formador especialista, no processo da

formação continuada dos professores da rede de ensino SESI/SP e uma supervisora

responsável.

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