Sumário:
- Introdução ao estudo da componente de Geologia;
- Preparação da atividade de campo à praia da Bafureira e à Lagoa Azul; - Ocupação antrópica e problemas de ordenamento – apresentação das situações problema (zonas costeiras, zonas de vertente e bacias hidrográficas).
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A aula que marcou o início da intervenção letiva realizou-se numa sexta feira à tarde, no bloco de aulas entre as 13h30m e as 15h00m, tendo-se tratado de uma situação excecional, uma vez que os alunos realizaram teste de avaliação no bloco de aulas da disciplina de Biologia e Geologia que decorreu da parte da manhã, das 11h45m até às 13h15m. Neste contexto, saber-se-ia de antemão que os alunos já estariam muito cansados e provavelmente não seria fácil o decorrer normal desta primeira aula, tendo em conta que tinham acabado de realizar teste. No entanto, a grande capacidade de concentração dos alunos fez-se notar na íntegra ao longo dos 90 minutos, pese embora a fase da semana em que esta aula decorreu.
No primeiro momento da aula, foi iniciada uma discussão relativa à Geologia. Optei por iniciar a aula fazendo a seguinte questão aos alunos: “O que é a Geologia?” Rapidamente surgiram inúmeras respostas que me permitiram relembrar conteúdos que os alunos trabalharam ao nível do 7.º e do 10.º ano de escolaridade, os quais são absolutamente fulcrais para o estudo bem sucedido da componente de Geologia ao nível do 11.º ano de escolaridade. Neste sentido, foram recordados alguns assuntos já abordados em anos anteriores, tais como a vulcanologia, sismologia e a paleontologia. Posteriormente, foi referido que os assuntos a lecionar ao longo deste ano letivo seriam relativos a temáticas como o Ordenamento do território (minimização e prevenção de riscos geológicos), a Mineralogia e a importância dos recursos geológicos, a petrologia, a estratigrafia e sedimentologia, bem como a tectónica.
Na sequência do referido anteriormente, um segundo momento da aula focalizou-se na temática inicial do programa da disciplina – Ocupação Antrópica e Problemas de Ordenamento. Aproveitei também para informar os alunos que o trabalho a ser desenvolvido neste âmbito seria baseado na análise de situações problema relativas às zonas costeiras de Portugal continental, tendo por base o estudo de uma situação concreta, durante a atividade de campo à praia da Bafureira. Após algum questionamento acerca dos conceitos fulcrais desta unidade (ocupação antrópica; risco geológico), iniciei a preparação da saída de campo, uma vez que esta seria realizada logo na aula imediatamente seguinte a esta aula introdutória, devido a uma série de fatores intrínsecos à organização da escola e aos horários dos professores e alunos nela envolvidos.
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Neste contexto, fez-se um resumo acerca dos principais objetivos da saída de campo, entre os quais mereceu destaque o estudo dos problemas que podem ser causados pela ocupação humana exagerada numa zona costeira muito vulnerável em termos de instabilidade geológica da vertente, bem como as consequências que daí podem advir. Foi ainda abordada a problemática da queda de blocos, tendo sido referido que essa situação seria passível de ser estudada in situ na praia da Bafureira, que se trata de uma praia que esteve interdita ao uso balnear durante o ano de 2012, exatamente devido à derrocada das escadas de acesso direto à praia, o que levou inclusivamente ao encerramento da sua concessão.
Num terceiro e último momento da aula foram distribuídos aos alunos os Guiões orientadores da Saída de Campo (Apêndice A – Guião da Saída de Campo), tendo sido feita a respetiva exploração, nomeadamente no que respeita aos principais objetivos, material necessário, percurso, breve enquadramento geológico da região e referência aos aspetos essenciais que os alunos deveriam analisar no campo. Após o esclarecimento de todas as dúvidas que surgiram, foi feita uma pesquisa na Internet, em conjunto com os alunos, relativa à previsão do estado do tempo para o dia da aula de campo (19 de fevereiro de 2013), tendo para isso sido utilizados os sites www.ipma.pt (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) e www.windguru.cz, que indicavam céu muito nublado e ocorrência de precipitação para a hora da aula de campo. No fim da aula os Guiões da Saída de Campo foram novamente recolhidos, para evitar que os alunos se esquecessem de trazê-los no dia da aula de campo.
Reflexão
A lecionação desta aula foi preparada com muita antecedência e com o máximo de rigor possível, uma vez que já tinha havido também uma fase muito trabalhosa de preparação da saída de campo e elaboração do respetivo guião orientador. Quanto ao meu desempenho como professor considero que foi muito satisfatório, tendo conseguido cumprir todos os objetivos que tinha delineado previamente para esta aula. Relativamente ao impacto na aprendizagem dos alunos, senti que esta primeira aula foi muito estimulante para os alunos, uma vez que tiveram a oportunidade de preparar uma saída de campo, que é algo extremamente motivador para qualquer aluno, visto que lhe permite aprender ciência fora do contexto de sala de aula. Esta motivação deve-se também, quanto a mim, à própria
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natureza intrínseca da maioria destes alunos, que sempre se demonstraram bastante dedicados à aprendizagem da Biologia e Geologia.
Com esta aula inicial, creio ter motivado a grande maioria dos alunos para a aprendizagem da Geologia, de forma que eles a vejam enquanto ciência aplicável em vários domínios do seu quotidiano. Neste sentido, as competências atitudinais de curiosidade fase a fenómenos e situações que são abordados em ciência, respeito pelo património geológico e responsabilidade no que respeita ao trabalho de campo foram ativadas nesta aula, pretendendo-se a sua concretização e otimização com o decorrer da aula seguinte (a saída de campo propriamente dita).
Nesta aula encontro uma desvantagem, que se prende com o facto de os alunos não terem participado ativamente na elaboração do guião da saída de campo.