3. Resultater
4.2 Viser tiltakene ønsket effekt på yngeltettheten?
Para a realização deste estudo usou-se um protocolo de recolha de dados constituído por três questionários, auto-administrados:
1) Um questionário de caraterização da amostra (apêndice 3);
2) O Standardised Nordic Questionnaire, criado por Kuorinka et al. (1987). É um questionário específico aconselhado pelos autores para avaliação de perturbações músculo-esqueléticas. O instrumento foi adaptado e validado culturalmente para a população portuguesa por Mesquita, Ribeiro, & Moreira (2010), com o nome
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3) O questionário genérico SF-36(Ware & Sherbourne, 1992), usado para medir e avaliar o ES de populações e indivíduos com ou sem doença; monitorizar doentes com múltiplas condições, comparar doentes com condições diversas e comparar o ES de doentes com o da população em geral (Andrew, Gabbe, Wolfe, & Cameron, 2010). O instrumento foi adaptado e validado culturalmente para a população portuguesa por Ferreira (2000). Em 2003, foi publicada a versão portuguesa 2 (Ferreira & Santana, 2003) (anexo 2).
Foi elaborado um questionário para caraterização da amostra, relativo a fatores individuais e indicadores de treino e competição. Dos fatores individuais fazem parte, a idade, o género, peso corporal, estatura e dominância (membro superior e inferior). Fazem parte dos indicadores do processo de treino e competição, o número de anos de prática desportiva federada e competitiva, o volume semanal de treinos e duração média dos treinos, o nível desportivo (competem a nível nacional ou local), a posição ocupada em pista (guarda-redes, defesas/médios ou avançados) e a categoria a que pertencem os atletas (júnior ou sénior).
O fato de não existirem instrumentos validados para o propósito específico de avaliar o nível de queixas físicas entre populações de atletas fez com que se optasse pelo uso do QNM-E. Este questionário foi originalmente desenvolvido para estudar a prevalência de sintomas ocupacionais músculo-esqueléticos, sendo mais tarde adaptado para estudar a prevalência de lombalgias entre atletas (Bahr, Andersen, Løken, Fossan, Hansen, & Holme, 2004). Segundo estes autores, o questionário fornece informação útil e fiável dos sintomas músculo-esqueléticos, ministrando pistas para a tomada de decisão acerca de medidas preventivas, permitindo comparação de resultados com outros estudos.
O QNM-E consiste de três questões base relativas a nove regiões anatómicas, perfazendo um total de 27 questões de resposta dicotómica (sim ou não). O inquirido aoà espo de à o à àp i ei aà uest oàdoà uestio io,à elati aàaàu aàdete i adaà região, avança diretamente para a região a seguir, não necessitando de responder às questões seguintes (Mesquita, Ribeiro, & Moreira, 2010).
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Primeira questão: Co side a doàosàúlti osà à eses,àteve algum problema (tal como dor ou desconfortoà asàsegui tesà egi es:à… à(Mesquita, Ribeiro, & Moreira, 2010); Segunda questão: Durante os últimos 12 meses teve de evitar as suas atividades normais (trabalho, serviço doméstico, passatempos) por causa de problemas nas seguintes regi es:à… à(Mesquita, Ribeiro, & Moreira, 2010);
Terceira questão: Teve algum problema nos últimos 7 dias nas seguintes regiões: … (Mesquita, Ribeiro, & Moreira, 2010).
A versão portuguesa do QNM-E, faz-se acompanhar, tornando-se parte constituinte do questionário, de uma escala númerica de dor permitindo a sua classificação nas diferentes regiões e de um diagrama corporal, de modo a ilustrar a localização dessas regiões (Mesquita, Ribeiro, & Moreira, 2010).
As questões do QNM-E não medem limitação funcional experienciada pelo atleta, nem estão preparadas para avaliar o impacto que estas alterações têm, ao longo de uma temporada, no ES dos atletas. Para colmatar esta limitação, optou-se também, pelo uso do SF-36.
O SF-36 é instrumento genérico, de auto-resposta, utilizado na avaliação da perceção do ES ou da qualidade de vida enquanto resultado de saúde baseada no ponto de vista do doente. É uma medida de funcionalidade caraterizada por 36 questões que se agrupam em oito subescalas, que avaliam diferentes áreas do ES agrupadas em duas dimensões. As subescalas função física (FF), desempenho físico (DF), dor corporal (DC) e saúde geral (SG) compõem a dimensão saúde física. As subescalas vitalidade (VT), função social (FS), desempenho emocional (DE) e saúde mental (SM) compõem a dimensão saúde mental (Guskiewicz, et al., 2007). Além das 8 subescalas subsiste um item referente à avaliação da transição em saúde, ou seja, compara a perceção da saúde actual em relação à saúde de um ano atrás, este item não é uma subescala apenas fornece um resultado que constitui um perfil das oito subescalas não entrando na pontuação de nenhuma das subescalas (Ferreira, 2000; Ferreira, 2000; Andrew, Gabbe, Wolfe, & Cameron, 2010). O resultado é convertido numa escala numérica de zero a cem, sendo que quanto maior o valor, melhor o estado subjetivo de saúde
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(Ferreira, 2000; Ferreira, 2000). A análise deste instrumento deve ser feita a partir dos resultados das oito subescalas, ou seja, não existe um único valor que resuma toda a avaliação, justamente para que, numa média de valores, se evite o erro de não se identificar os verdadeiros problemas relacionados com a saúde do participante ou mesmo de subestimá-lo (Ciconelli, Ferraz, Santos, Meinão, & Quaresma, 1999).
A subescala FF avalia tanto a presença como a extensão das limitações em atividades do dia-a-dia relacionadas com problemas de saúde física. Os domínios de avaliação relacionados com o DF abordam limitações no tipo e quantidade de trabalho, assim como, o quanto estas limitações dificultam a realização do trabalho e de atividades da vida diária do participante. A intensidade da dor e a sua extensão ou interferência nas atividades da vida diária do participante são avaliadas pela subescala DC. A subescala SG pretende medir o conceito de perceção holística de saúde, incluindo não só a saúde atual mas também a resistência à doença e a aparência saudável do participante. A subescala DE avalia as limitações causadas pelos problemas emocionais que interferem no trabalho ou nas atividades da vida diária em relação à duração, quantidade e qualidade da execução. A subescala que avalia a VT engloba tanto o nível de energia como o nível de fadiga, permitindo uma melhor captação das diferenças ao nível do bem-estar. A subescala que avalia a FS tenta analisar a integração do indivíduo em atividades sociais, tentando captar a quantidade e a qualidade dessas atividades, assim como o impacto que os problemas físicos e emocionais têm na participação social por parte do inquirido. A avaliação da subescala SM inclui uma ou mais questões sobre as quatro principais subescalas da saúde mental que são, a ansiedade, depressão, alterações do comportamento ou descontrolo emocional e bem-estar psicológico (Ciconelli, Ferraz, Santos, Meinão, & Quaresma, 1999; Ware & Sherbourne, 1992; Valovich-McLeod, Curtis Bay, Parsons, Sauers, & Snyder, 2009; Luz, Alves da Silva, Barbosa, Santos, Ferreira, & Barbosa, 2011).
Segundo Andrew, Gabbe, Wolf, & Cameron (2010), o SF-36 é dos instrumentos genéricos que avaliam ES, que cobre mais áreas do ES relevantes para populações que praticam desporto competitivamente ou de forma recreativa, permitindo a comparação de lesões e patologias com outras populações. Apesar do SF-36 não ter sido criado para o propósito desportivo, parece revelar medidas válidas relativamente
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ao impacto que determinados sintomas têm no ES, permitindo comparar lesões entre grupos e medir a sua severidade (Andrew, Gabbe, Wolfe, & Cameron, 2010; Valovich- McLeod, Curtis Bay, Parsons, Sauers, & Snyder, 2009).