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Virtual population analysis (VPA)

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4 NORTHERN BLUE WHITING STOCK

4.6 Stock Estimates

4.6.3 Virtual population analysis (VPA)

A gestão da fase de operacionalização foi um desafio que se prolongou durante vários dias com a realização das várias atividades (Quadro 2):

Quadro 2 Cronograma das Atividades de Intervenção na Comunidade

Síntese do cronograma da operacionalização das Atividades de Intervenção na comunidade

Datas Tarefas-Procedimentos Agentes envolvidos

A TI V ID A D E F ÍSI C A E SA Ú D E 20

16 09 maio Ensaios na sala de conferência e verificação material, equipamentos;

Preletores:

Professor Ana Rodrigues Enfermeira Carla Freitas

Técnico de saúde Sr. Reginaldo Nascimento

Moderadores:

David Silva & Luís Silva

Participantes:

120 [21 funcionários; 15 docentes; 2 Conselho executivo; 82 alunos e outros] Sr. Salvador (responsável funcionários) Prof. estagiários / Equipa Fisioclínica.

10 maio 11:30h- 13:00h

Disposição das cadeiras na sala, teste som, colocação câmara de filmar; Receção dos convidados & Aplicação dos questionários ;

17 maio

Realização da conferência:

Montagem do espaço e dos equipamentos;

18 & 19 maio 09:00h-

17:00h

Realização dos rastreios de saúde; Participantes: 113 [60 funcionários; 45 docentes; 5 EE; 3 alunos/outros] F R A N Q U IN H O 2. 0

17 maio Montagem e verificação material,

equipamentos; Prof.Estagiários / Colegas

18 & 19 maio 09:00h-

17:00h

Realização dos Desafios –

Franquinho 2.0 (pátio central ESFF)

Alunos 11º14 & 11º12 / Prof. estagiários

Participantes:

420 [404 alunos; 10 docentes EF; 3 EE; 3 colegas];

Destaca-se alguns episódios/estratégias que foram determinantes nos dias das atividades como o facto de ter, em cada atividade, decidido realizar uma verificação de todo os recursos disponíveis (som, material, equipamentos, contactar intervenientes de véspera, etc.); Estas últimas verificações permitiram evitar atrasos ou outros imprevistos indesejáveis.

Em relação ás atividades propriamente ditas e a conferência em particular, os estagiários tiveram um papel ao nível de preparação da sala, da receção e controlo Da audiência mas também moderaram as intervenções.

Aproveitou-se a presença de um número importante de funcionários e professores para apresentar e aplicar um questionário que tinha como objetivo quantificar antecipadamente o número de interessados para cada rastreio de saúde.

Agilizou-se assim e personalizou-se o serviço dos rastreios de saúde ao público interessado mobilizando os técnicos necessários passando esta informação à clínica pareceria da atividade.

No dia dos rastreios de saúde, a distribuição dos recursos humanos em pontos “nevrálgicos” das atividades permitiu responder positivamente a realização simultânea das atividades do Franquinho 2.0 e dos rastreios de saúde. De facto, os estagiários responsáveis pela organização tinham que estar sempre presente nos dois espaços para assegurar o bom desenrolar das operações.

Foi adotado uma estratégia que visava a agilização e personalização do processo. A atividade realizou-se na entrada principal da ESFF, ficou ativa ao longo do horário laboral e durante dois dias, facilitando o acesso os interessados. Era atribuído um número de identificação a cada participante e um cartão pessoal onde eram registados os resultados dos rastreios antes de ser encaminhados para um técnico que realizava a triagem.

Os testes de glicémia, colesterol, pressão arterial, IMC e bioimpedência eram realizados em circuito sendo que o eletrocardiograma (2.5 euros) e a avaliação postural (gratuita) também foram disponibilizados mediante uma marcação prévia. Uma tabela construída para o efeito e disponibilizada à posteriori nas salas dos funcionários contendo os resultados obtidos e uma tabela de referência internacional exposta no local dos rastreios de saúde permitiam que os participantes pudessem se situar.

Em relação a operacionalização do Franquinho 2.0, optou-se por colocar os desafios em circuito de forma a aumentar o caudal de alunos em atividade (doze alunos simultaneamente). Os resultados eram registados numa ficha criada para o efeito para cada um dos desafios. O aluno mantinha em sua posse esta ficha até ao final e após o término, eram registados os resultados diretamente numa tabela geral afixada e diretamente consultável por todos.

Além do próprio núcleo, também nesta fase, houve a colaboração e participação ativa de outros recursos humanos. Os colegas estagiários convidados a participar não

vieram simplesmente assistir mas também e sobretudo colaborar na operacionalização do evento, permitindo assim juntamente com os professores do GEF que cada estação tivesse um responsável a cada momento dos dois dias de Franquinho 2.0.

Finalmente os alunos tiveram dois papéis distintos nesta fase das atividades. Considerou-se fundamental que pudessem participar enquanto concorrentes, como qualquer outro aluno nos desafios do Franquinho 2.0. No entanto, não se limitaram a esta condição e também estiveram a desenvolver atividades como a da aplicação e controlo dos desafios, o apoio logístico ou ainda a angariação de outros colegas através do contacto pessoal direto e espontâneo.

5.4 Balanço

Numa primeira parte da reflexão apresenta-se alguns comentários gerais e aponta-se alguns indicadores que refletem o cumprimento dos principais objetivos apresentados. Numa segunda parte propõe-se algumas sugestões que poderiam ter representado algumas mais-valias para a atividade.

Verificou-se que os números que resultaram das atividades foram indicadores relativamente demonstrativos de uma atividade de intervenção na comunidade ambiciosa que envolveu muito trabalho, muita interação e que dinamizou a ESFF. (4 cartazes; mais de 20 propostas que resultam em 6 desafios/regulamentos; 1 semana, 3 dias, 3 atividades; 8 instituições parceiras; 3 núcleos/5 professores estagiários; 10 professores do GEF; 3 preletores; 3 artigos publicados na comunicação social regional; 3 artigos internos; aparições nas redes sociais dos parceiros; mais de 660 pessoas envolvidas; 120 participantes na conferência; 113 participantes nos rastreios; 420 participantes no Franquinho 2.0).

Verificou-se que todas as atividades se realizaram no tempo e espaço previstos com a fluidez e dinâmicas desejadas sem levantar problemas maiores de organização.

Os feedbacks recebidos à posteriori foram positivos da parte das diferentes partes envolvidas. Destaca-se as felicitações recebidas dos membros do conselho executivo da ESFF no dia seguinte ao fim das atividades.

O delegado do GEF aproveitou a última reunião de grupo para informar aos docentes de EF a intenção de dar continuidade a ambas as atividades realizadas já para o ano letivo seguinte (incluindo-as no plano anual de atividade).

Um dos principais objetivos foi de mobilizar os funcionários da escola. Houve sem dúvida uma aproximação desta classe com o restante da comunidade escolar pelo facto de ter sido o alvo principal da atividade e estar no centro das atenções durante 1 semana. Foi sem dúvida nenhuma uma aposta ganha e que poderá continuar a ser explorada.

Os funcionários das escolas representam quantitativamente uma faixa importante da totalidade da comunidade educativa mas também aquela que poderá eventualmente apresentar maior risco de desenvolver doenças cardiovascular, metabólicos ou lesões laborais (?) aquela que por norma tem um nível académico mais baixo e que poderá patentear de um défice de informação científica (?) ou aquela que menos “aproveita” da instituição educativa onde trabalham diariamente (?). Tantos perguntas que poderão justificar uma intervenção junto desta classe profissional.

Verificou-se também o impacto positivo ao nível das redes sociais (da ESFF; dos parceiros e dos alunos) mas também na própria comunicação social com a publicação de artigos e comentários lisonjeadores tanto no Jornal da Madeira como no Diário de Notícias e no site Madeira-online. O trabalho realizado contribuiu, juntamente com as outras iniciativas do GEF, para a valorização social da ESFF.

Apesar de se tratar de um evento abrangente com objetivo diferenciados conseguiu-se envolver os alunos na conceção e operacionalização da atividade sem que eles fossem simples consumidores. Estimulou-se os alunos no sentido de desenvolver competência ao nível da criatividade, do trabalho em grupo, da comunicação, da responsabilidade, da autoestima bem como familiarizá-los com conceitos e técnicas de medição de indicadores de saúde.

Dito isso, considera-se que os indicadores positivos apontados comprovam que valeu a pena ter sido ambicioso e promover o evento que criou um impacto positivo na comunidade e respondeu a maioria dos objetivos propostos inicialmente. No entanto, considera-se que alguns aspetos poderiam ter sido melhorados, propõe-se aqui algumas sugestões:

A primeira depara-se com o objetivo de “desenvolver competências nos participantes ao nível cognitivo/destreza geral na realização dos desafios”. Apesar de não ter sido apresentado como sendo um objetivo central da atividade, a criação de estações de treino “extra concurso” no Franquinho 2.0 que poderiam ser realizadas de forma livre e autónoma poderia:

 Rentabilizar o tempo de espera dos alunos com uma prática dos desafios num maior número de vezes, indo ao encontro do desenvolvimento das destrezas e habilidades específicas para os desafios;

 Tornar mais apelativa e motivante a atividade com possibilidade de “melhorar o score”;

 Desenvolver a prática de atividade física autónoma dos alunos.

A segunda sugestão foca a questão dos prazos e do tempo necessário para planear uma atividade deste género. Considera-se que a antecipação do início da planificação poderia ter algumas vantagens para:

 Sensibilizar, desde cedo, o GEF que poderia sugerir e implicar-se ainda mais no projeto e incluí-lo, porque não, no plano de atividades do grupo;  Captar um maior número de EE (apesar de não ser unicamente esta

variável responsável pela “fraca” participação do EE);

 Estimular os alunos com trabalhos autónomos (individuais ou em grupo) sob forma de trabalho de casa para a criação dos desafios e em conjunto discutir assuntos relacionados com a operacionalização (sistema de pontuação, regulamento, material).

Finalmente, outro aspeto que poderia ter sido interessante explorar é a submissão de um artigo sobre a atividade (sob forma de entrevista realizado pelos alunos) na revista de imprensa da escola. Provocar a interdisciplinaridade (desenho/português ou outra/multimédia) era um caminho a tentar seguir nas próximas atividades programadas.

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