3. PLANER FOR 2012
3.1 P LAN FOR VIRKSOMHETEN I 2012
3.1.12 Virksomhetsmål 12 tilhørende sektormål 4
Nesta secção pretende-se fazer uma análise comparativa geral de alguns dos meios de financiamento abordados. Confrontando as vantagens e desvantagens de cada um deles poderemos presumir em que situações umas alternativas são melhores do que outras.
Fontes de financiamento de curto prazo
Relativamente aos instrumentos de financiamento de curto prazo, podemos fazer um paralelismo entre o desconto de papel comercial e o desconto de livranças porque ambas são promessas de pagamento. No entanto, o papel comercial pode incluir mais do que duas entidades e
a livrança é diretamente tratada com a entidade bancária. Assim, a livrança acaba por ser mais simples (sendo também a mais utilizada) e têm ainda a vantagem de todos os custos serem postecipados.
Sempre que falamos de contas caucionadas e situações de descoberto autorizado (overdraft) existe uma comparação óbvia, porque a base das duas consiste na disponibilização de saldo na conta à ordem. No entanto, a principal diferença é que uma conta caucionada obriga à existência de uma conta paralela (a verdadeira conta caucionada) de onde são feitas as operações de capital para a conta à ordem. No caso das contas overdraft, está estipulado o valor de capital que pode ser utilizado sobre a conta à ordem sem que qualquer operação tenha de ser feita. Assim, a nível operacional uma conta com descoberto autorizado demonstra-se mais prática, permitindo a execução de operações sem que tenha de ser realizada alguma operação paralela para que haja capital disponível.
Os cartões de crédito consistem numa modalidade bastante diferente de todas as outras de curto prazo apresentadas e podem revelar-se uma grande vantagem para uma empresa de dimensões relevantes. Caso uma empresa tenha um número de colaboradores elevado, vários poderão ter permissões para fazer compras em nome da empresa ou pagamentos de material, o que se tornará muito mais fácil logisticamente se a empresa recorrer a cartões de crédito, onde cada colaborador com essa responsabilidade possa ter um cartão para empresa para fazer pagamentos.
Por outro lado, quando nos referimos a meios de financiamento de médio e longo prazo, temos duas possibilidades: capitais próprios e capitais alheios.
Fontes de financiamento de médio longo prazo – capital próprio
Com recurso a capitais próprios as duas alternativas mais utilizadas são o aumento de capital por reservas e os lucros retidos. O aumento de capital por reservas é mais fácil de ocorrer do que o aumento por entrada de dinheiro. Esta situação verifica-se porque a facilidade de utilizar as reservas da empresa relativas ao exercício anterior é mais fácil do que os acionistas terem capital para investir ou estarem dispostos a entradas externas de capital. Quando uma empresa tem resultados líquidos positivos tem a possibilidade de se autofinanciar. O autofinanciamento só acontece mesmo na existência de lucros, onde os proprietários decidem não dividir os lucros, mas aplicá-los em investimentos futuros. Caso a empresa tenha a certeza da viabilidade dos projetos em que quer investir, o autofinanciamento torna-se extremamente positivo e uma situação escolhida por muitas pequenas empresas que por norma têm uma maior aversão ao risco. Para além disso, o
autofinanciamento reduz a dependência relativamente ao capital alheio, permitindo às empresas um maior poder negocial (Tavares, Pacheco, & Almeida, 2015).
Fontes de financiamento de médio longo prazo – capital alheio
A nível dos instrumentos de financiamento de médio longo prazo utilizando capital alheio destaca-se a comparação óbvia entre os empréstimos bancários tradicionais e os empréstimos obrigacionistas. A primeira alternativa é muito mais utilizada do que a emissão e obrigação. Esta situação verifica-se porque os custos agregados ao registo de emissão de obrigações são somados aos juros e impostos de selo habituais, tornando os empréstimos obrigacionistas mais dispendiosos e só justificados em casos de montantes bastantes avultados, montantes estes não aceites pelas instituições bancárias para um empréstimo tradicional.
O microcrédito é menos utilizado porque está direcionado a um público-alvo mais restrito. Com a sua vertente social, o microcrédito servirá aqueles que não têm garantias para conseguir em empréstimo bancário. As exigências feitas pela banca são rigorosas retirando oportunidades a boas ideias de pessoas que queiram iniciar um projeto novo. Nesse sentido, o microcrédito pode ser visto pelos agentes com necessidade de financiamento como um serviço complementar àquele que as entidades bancárias oferecem.
Quando nos referimos as empresas que implicam a existência de bens (edifícios, terrenos, meios de transporte, máquinas, etc.), estas deparam-se com duas possibilidades principais: compra do bem através de um empréstimo bancário tradicional ou um contrato de leasing. O contrato de leasing pode ser uma excelente opção para o caso de máquinas industriais, veículos ou outro equipamento móvel porque permite que a empresa no final do contrato decida se adquire efetivamente o bem ou não e evita os juros de utilização de crédito devido à modalidade de serviços à qual o leasing está associada.
Fontes de financiamento de médio longo prazo – outras fontes de financiamento
As várias modalidades de financiamento abordadas nesta tipologia não podem ser comparadas visto que todas elas se destinam a tipologias diferentes de negócio e também em diferentes fases de evolução do mesmo.
O Business Angel, por exemplo, será para uma fase ainda de ideia de negócio como uma ajuda para que se possa efetivamente pôr em prática. Ou então em situações já iniciadas, mas sem grande evolução, procurando no Business Angel capital e também conhecimentos sobre a área de
negócio que permitam evolução do mesmo. Para além desta possibilidade temos também o Crowfunding que se dirige mesmo apenas à constituição do negócio em si, onde o objetivo será pessoas que partilham a mesma opinião sobre uma oportunidade de negócio se agrupem para que seja possível pôr em prática essa ideia. Caso um agente tenha construído uma ideia e tenha convicção da sua viabilidade penso que o ideal será recorrer a um Business Angel que para além de capital disponível tenha experiência na área em que a ideia se enquadre, podendo contribuir de forma eficiente para a constituição do negócio.
Apesar de as empresas poderem recorrer a Capital de Risco em diversos momentos ao longo do tempo e da sua evolução, a fase mais comum é quando o negócio já está implementado, mas ainda recente, é necessária uma injeção de capital para progressão da empresa. Esta situação justifica-se apenas em situações em que não existem garantias bancárias e a empresa preveja uma necessidade de ajuda de vários anos. O facto do investidor no Capital de Risco ser apenas um acionista temporário pode ser uma vantagem relativamente a um Business Angel.
Os subsídios e fundos comunitários são uma das melhores formas de obter financiamento. Caso um agente individual ou uma empresa desenvolva um projeto que inclua qualquer uma das áreas abrangidas por programas de instituições locais, nacionais ou mesmo comunitárias pode submeter a sua candidatura e conseguir o capital que deseja que, apesar de exigir um controlo muito rigoroso, não obriga ao pagamento de juros sendo um financiamento praticamente sem custos.
Esta análise foi feita com base em toda a informação reunida neste capítulo de forma a percebermos que fatores nos podem levar a fazer uma escolha em detrimento de outra. É necessário ressalvar que as modalidades de financiamento mais utilizadas variam com o crescimento da empresa e também ao longo do tempo. Alguns dos meios referidos são dirigidos a startups, outros a empresas já consolidadas e outros até apenas a ideias que se acreditam viáveis. Desta forma, esta análise pode ter um carácter subjetivo, existindo várias opiniões e argumentações diferentes. Apesar das inúmeras alternativas de financiamento disponíveis no mercado, a utilização de fontes diversificadas e alternativas não se verificou ainda uma tendência, sendo que muitas vezes as empresas continuam a optar pelos instrumentos tradicionais (Tavares, Pacheco, & Almeida, 2015).