DEL III HELSE I DEN INTERNASJONALE BISTANDS‐ og UTVIKLINGSPOLITIKKEN
11.3 Virkemidler i den internasjonale helsepolitikken i dag
Os testes que utilizamos para estudar a relação de causalidade entre dívida pública e crescimento econômico produziram resultados interessantes.
As análises dos testes de Granger indicaram que a DESP influenciou o PIB no macro-período de 1965-2004, mas não no macro período anterior (1900-1964). Esta
influência, observada tanto através do estudo da taxa de crescimento do indicador DESP/PIB quanto na análise da primeira diferença do logaritmo da DESP, perdurou por diversos anos, sendo que foram consideradas como significativas as defasagens de 1 a 8 no primeiro estudo e de 1 a 6 no segundo.
A análise da DIU levou à indicação de causalidade deste segmento da dívida pública sobre o PIB no período 1900-1964 e à rejeição desta hipótese no período 1965- 2004. A relação de causalidade do primeiro período mostrou-se relativamente curta, entre 1 e 2 anos.
Já a composição destas duas dívidas, a DPMonT, encapsulando a influência de DESP e DIU sobre as variações do PIB, apresentou efeitos combinados de causalidade sobre o crescimento econômico apenas para o segundo macro-período. Para o primeiro macro-período, não pudemos concluir a respeito da causalidade, já que os modelos que apresentaram defasagens entre 4 e 5 anos foram rejeitados, devido à omissão dos demais anos de defasagem. A causalidade no segundo macro-período, por sua vez, foi indicada entre 1 a 3 anos de defasagem.
Todas as demais indicações de causalidade nos macro-períodos, inclusive a causalidade no sentido de Granger de PIB sobre a dívida pública, isto é, a precedência de variações de DESP, DIU ou DPMonT pelas variações do PIB, foram rejeitadas. Vale notar ainda que os resultados obtidos nos testes usando as séries de taxa de variação das estatísticas de dívida/PIB foram bastante similares aos resultados obtidos com as estatísticas de primeira diferença dos logaritmos.
3.1.2. Os micro-períodos
A mesma metodologia aplicada aos micro-períodos forneceu resultados compatíveis com os anteriores, sem nenhuma grande contradição com os resultados nos macro-períodos, mas algumas informações adicionais foram obtidas.
Nos testes realizados para a DESP, nos macro-períodos, houve indicação de causalidade entre 1 e 6 defasagens no macro-período de 1965-2004. Através da análise para os micro-períodos, pudemos precisar que a relação de causalidade deu-se especificamente no período 1965-1985, entre 1 e 4 defasagens. A causalidade para os demais micro-períodos foi rejeitada. Os resultados dos estudos com as séries de indicadores e com as séries logarítmicas foram praticamente idênticos. A única diferença mais relevante foi a indicação de causalidade do PIB sobre a DESP no teste realizado com a taxa de variação do indicador DESP/PIB também para o micro-período 1965-1985,
resultado que não foi indicado pelo teste com logaritmos. Vale notar que este resultado pode ter sido causado de forma espúria pela endogeneidade própria do indicador DESP/PIB, que na sua contabilização é afetado por variações do PIB. Esta suspeita é sancionada não apenas pela rejeição da causalidade de PIB sobre a DESP no estudo com a série logarítmica, mas também pelo sinal do parâmetro do PIB no testes de Granger, um sinal negativo, indicando justamente a redução da taxa de variação da DESP/PIB à medida que há uma taxa de variação maior de PIB.
Para a influência da DIU sobre o PIB, foi indicada a causalidade no período 1938- 1964, o que também é compatível com os resultados obtidos no estudo dos macro- períodos. Os resultados foram no sentido de uma causalidade unidirecional entre 1, 2 e 3 defasagens. Para o micro-período 1995-2004, porém, surgiram resultados que não haviam sido indicados pelos testes com os macro-períodos: a indicação de causalidade no sentido PIB dívida pública. Esta causalidade foi acusada entre 1 e 3 defasagens, tanto para os testes com as séries de indicadores como para as séries logarítmicas, sugerindo que neste período as variações do PIB é que influenciaram a dívida pública. Ambos os testes (com indicadores e com logaritmos) levaram a conclusões similares, com exceção de uma causalidade indicada pelo teste com indicadores no período 1995-2004, no sentido dívida PIB, com 4 defasagens. Os resultados deste último teste, porém, não podem ser considerados válidos, uma vez que os parâmetros das defasagens são contraditórios (por exemplo, parâmetros negativos em algumas defasagens e positivos em outras) e a estatística Durbin-Watson é extremamente elevada (aproximadamente 3,63).
As análises entre DPMonT e PIB para os micro-períodos também levaram a algumas confirmações de resultados anteriores e a alguns resultados novos. As confirmações resultaram da causalidade indicada para o período 1965-1985, de forma similar ao que havia sido obtido nos testes nos macro-períodos, mas desta vez com defasagens entre 1 a 5. De certa forma estes resultados estão em linha com os obtidos para a DESP. Diferentemente dos testes nos macro-períodos, entretanto, houve indicação de causalidade de PIB sobre a DPMonT, no período 1995-2004, entre 1, 2 e 3 defasagens. Todos estes resultados foram obtidos de forma similar, seja nas estatísticas de indicadores, seja nas estatísticas logarítmicas. Analogamente ao estudo para a DESP, foi indicada causalidade de PIB sobre a DPMonT no período 1965-1985, entre 1 e 2 defasagens, mas também ressaltamos que estes resultados devem ser analisados com ressalva, já que não foram confirmados nos testes com as séries logarítmicas e apresentaram parâmetros negativos.
3.1.3. Períodos intermediários
Conforme mencionado anteriormente, a hipótese de que alguns micro-períodos fossem excessivamente curtos, comprometendo a qualidade dos resultados do teste de Granger, levou-nos a produzir análises similares com períodos um pouco mais extensos. Assim, utilizando a mesma metodologia anterior, testamos as diversas hipóteses de causalidade no sentido de Granger entre as variáveis de dívida pública e PIB. Os micro- períodos de [1901-1912] e [1913-1937] foram unidos em um único período, enquanto que os micro períodos [1986-1994] e [1995-2004] foram unidos em outro.
Os resultados obtidos nestes testes não nos levaram a conclusões confiáveis sobre a causalidade no sentido de Granger. Os resultados obtidos tendo DESP e PIB como variáveis de estudo, por exemplo, não puderam ser considerados confiáveis, hora devido a p-valores excessivamente altos nos testes de Wald, hora devido a parâmetros contraditórios dentro de um mesmo teste (positivos e negativos, entre as distintas defasagens de um mesmo modelo), hora devido a problemas intrínsecos à regressão (como estatísticas Durbin-Watson elevadas). Outro fator que nos levou a relativizar a análise sobre destes testes foi a contradição entre os resultados das regressões realizadas com as séries de taxa de crescimento dos indicadores dívida/PIB e os resultados das regressões com as séries de primeiras diferenças dos logaritmos.
3.1.4. Ressalvas
Por fim, devemos sublinhar que as ressalvas feitas anteriormente, acerca do teste de Granger representar mais a precedência do que propriamente a causalidade de um fenômeno em outro, também valem aqui. Não obstante, entendemos que a rejeição da causalidade no sentido de Granger é bastante forte no sentido de refutar a hipótese da causalidade propriamente dita, uma vez que seria difícil supor que, se um fenômeno causa variações “bem comportadas” em outro, as variações do fenômeno causador não precedam as variações do fenômeno causado.
Estes testes não têm o poder de informar exatamente qual aspecto da variação da dívida pública possibilitou a causalidade sobre o crescimento econômico, isto é, não permitem concluir, por exemplo, se a dívida influenciou o crescimento por direcionar recursos ociosos a investimentos públicos, se através da dívida obteve-se um relaxamento de estrangulamentos cambiais ou se a variação do endividamento produziu impactos na
propensão a investir dos agentes privados, etc.72 Este entendimento mais profundo sobre os mecanismos através dos quais se teria dado a influência de uma variável em outra exigiriam outros e mais detalhados estudos, que no momento fogem ao nosso objetivo. Mas os testes de Granger certamente fornecem um bom ponto de partida, no sentido de que estudos mais aprofundados sobre as causas fundamentais e os mecanismos pelos quais a dívida pública teria influenciado no PIB poderiam tomar como princípio as combinações e períodos em que o teste de Granger acusou a causalidade.