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8 Rent hav og vann og et giftfritt

8.5 Avfall og gjenvinning

8.5.3 Virkemiddelbruk og tiltak

  Para a definição das amostragens que de seguida se descrevem, a sua seleção  foi feita seguindo a lógica de amostragem por conveniência28. Neste sentido, e como  critérios,  foram  selecionadas  peças  destes  fundos  documentais  respeitantes  às  seguintes  localidades,  nomeadamente:  Abrantes,  Alter  do  Chão,  Arouca,  Arraiolos,  Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Elvas, Esposende, Évora, Fornos  de  Algodres,  Gouveia,  Guarda,  Guimarães,  Lisboa,  Nazaré,  Portalegre,  Portel,  Portimão,  Santiago  do  Cacém,  São  João  da  Madeira,  Silves,  Sintra,  Tavira,  Viana  do  Castelo, Vila Nova de Gaia e Vizela.  

  Outro critério adotado foi a seleção dos autores destes projetos, a fim de poder  existir alguma coincidência de autoria entre estes fundos, nomeadamente e a título de  exemplo,  autores  de  projetos  de  IGT  que  fossem  também  autores  de  artigos  das  publicações constantes no fundo bibliográfico.    Mesmo não seguindo o estipulado nas normas de descrição ISAD(G) e ODA), as  amostragens dos fundos documentais dos IGT e dos EUC já detêm registos contendo a  descrição das suas peças documentais. Para as amostragens que não tinham registos  de descrição feitos ‐ nomeadamente os fundos documentais dos álbuns fotográficos,  das fotografias aéreas e dos artigos dos fundos bibliográficos, foi necessário elaborar o        

28  Segundo  Carmo  e  Ferreira  (1998),  nesta  técnica  de  amostragem  não  probabilística,  é  utilizado  um 

grupo  de  indivíduos  que  se  encontrem  disponíveis  ou  um  grupo  de  voluntários.  Esta  técnica  de  amostragem  destina‐se  mais  a  estudos  exploratórios,  ou  quando  o  investigador  pretende  estudar  apenas  determinados  elementos  e  características  bem  definidas  da  população.  No  entanto,  estes  resultados não poderão ser generalizados à população à qual o grupo de conveniência pertence, mas a  informação  aqui  obtida  poderá  revelar‐se  útil,  sem  contudo  deixar  de  existir  as  devidas  reservas  e  precauções. 

seu  pré‐inventário.  Estes  foram  elaborados  pela  aluna,  a  fim  de  os  seus  dados  constarem na presente dissertação, para aplicação da metodologia definida. 

Para a elaboração do pré‐inventário destes três fundos documentais, julgou‐se  necessário estabelecer primeiro os níveis de estrutura da sua descrição e sua relação.  A  opção  tomada  para  estabelecer  estes  níveis  de  estrutura  de  descrição  foi  seguir  a  hierarquia orgânica do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, optando apenas  pelos níveis Ministério > Direção‐Geral, dado que é difícil determinar a que Direção de  Serviços respeitavam os fundos documentais já referidos, uma vez que estes poderiam  apoiar a atividade de várias unidades orgânicas dentro da Direção‐Geral.   Neste sentido, e tomando em consideração o indicado pelas ODA29,foram assim  considerados os seguintes níveis:   Fundo  Pelo facto de o período temporal a que os fundos documentais que ainda não  detinham registos de descrição se encontrar bem balizado, foi definido como fundo o  Ministério  das  Obras  Públicas  e  Comunicações  (MOPC).  O  código  de  referência  a  utilizar será "PT/DGT/MOPC". 

 Secção 

Foi definida como secção a Direcção‐Geral dos Serviços de Urbanização (DGSU).  O código de referência a utilizar será "PT/DGT/MOPC/DGSU". 

 Subsecção 

Corresponde  à  subdivisão  da  secção.  Neste  caso,  não  é  possível  no  presente  momento  definir  este  nível  e  determinar  a  que  Direção  de  Serviços  respeitavam  os  fundos  documentais  já  referidos,  por  os  mesmos  ainda  se  encontrarem  numa  fase  inicial de descrição e pré‐inventário.   

 Série 

Só foi possível determinar este nível para o fundo documental das fotografias  aéreas  dos  anos  40/50  do  século  XX,  pelo  que,  o  código  de  referência  utilizado  foi        

"PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐FotoAerea/…".  Para  os  restantes  dois  fundos  documentais,  e  por  se  encontrarem  ainda  numa  fase  inicial  de  descrição  e  pré‐ inventário, não é possível no presente momento definir este nível. 

 Subsérie 

Corresponde  à  subdivisão  da  série.  Novamente,  e  pelos  mesmos  motivos  referidos no nível "Série", de momento não foi possível definir este nível.  

 Unidade de instalação (actual) 

Embora  provisórios,  para  o  fundo  documental  dos  álbuns  fotográficos,  a  unidade de instalação atual considerada foi o álbum, pelo que o código de referência  utilizado  foi  "PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐Alb_.../…".  Para  o  fundo  documental  dos  artigos  dos  fundos  bibliográficos,  a  unidade  de  instalação  atual  considerada  foi  a  revista  /  boletim,  pelo  que  o  código  de  referência  utilizado  foi  "PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐RevUrb…/…".  No  caso  específico  do  fundo  documental  das  fotografias  aéreas,  e  partindo  do  pressuposto  de  que  estas  foram  submetidas  a  processo de tratamento de justaposição e mosaicagem30, não foi possível na presente  fase de pré‐inventário determinar este nível, pelo facto de que uma fotografia aérea  (tratada)  de  determinada  localidade  poder  advir  de  várias  chapas  de  vidro,  contidas  em várias unidades de instalação (caixas). 

Documento composto (Processo)

Para os fundos documentais já referidos, e na presente fase de pré‐inventário,  não  foi  possível  determinar  este  nível,  tendo  sido  adotado  o  nível  do  documento  simples logo a seguir ao nível da unidade de instalação. 

 

 

      

30  Neste  processo,  as  representações  digitais  das  fotografias  aéreas  são  justapostas  nas  áreas 

coincidentes. Daqui resulta um mosaico (justaposição das várias fotografias), representando a localidade  fotografada, submetido depois a um processo de ortorrectificação. Este consiste na correção digital das  deformações  advenientes  da  perspetiva  da  câmara  fotográfica,  da  altitude  ou  da  velocidade  do  avião/satélite,  resultando  numa  projeção  ortogonal  de  uma  determinada  área,  sem  efeitos  de  perspetiva,  e  através  do  qual  seja  possível  realizar  medições  exatas  (fonte: 

 Documento simples (peça fotográfica/artigo) 

Aqui,  como  documento  simples  foram  considerados  a  peça  fotográfica  e  o  artigo da revista e boletim. Mantendo a sua provisoriedade, para as peças fotográficas  do  fundo  documental  dos  álbuns  fotográficos,  o  código  de  referência  utilizado  foi  "PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐Alb_.../DGSU‐Ft...".  Para  os  artigos  do  fundo  bibliográfico,  o  código  de  referência  utilizado  foi  " PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐ RevUrb…/RevUrb‐Art…".  No  caso  das  peças  fotográficas  do  fundo  documental  das  fotografias  aéreas,  o  código  de  referência  utilizado  foi  "PT/DGT/MOPC/DGSU/DGSU‐ FotoAerea/DGSU‐FA….". 

Definidos  estes  níveis  de  descrição  para  o  pré‐inventário  dos  fundos  documentais  que  não  detinham  registos  de  descrição,  apresenta‐se  de  seguida  uma  panorâmica geral dos fundos documentais em estudo: 

a) Fundo documental dos Instrumentos de Gestão Territorial (IGTs) 

No presente momento, este fundo documental é constituído por cerca de 1480  processos  administrativos  e  estudos  de  IGTs,  nomeadamente  de  Planos  Gerais  de  Urbanização (PGU) / Planos de Urbanização (PU), Planos Diretores Municipais (PDM),  Planos de Pormenor (PP), Planos Parciais de Urbanização (PPU) e Planos Regionais de  Ordenamento do Território (PROT). As suas datas de produção iniciam‐se a partir dos  anos 30 do séc. XX, elaborados por vários autores, sejam eles os próprios técnicos das  Direções‐Gerais,  arquitetos  e  engenheiros  em  nome  individual  ou  gabinetes  de  arquitetura e urbanismo.  

Uma parte significativa das peças que constituem estes processos encontram‐ se já descritas numa base de dados denominada BD AH‐OTDU, nomeadamente cerca  de 3320 peças desenhadas (consideradas como elementos fundamentais), 1455 peças  escritas  e  ainda  8  pareceres  do  Conselho  Superior  de  Obras  Públicas  e  Transportes  (CSOPT).  Constatou‐se  que  as  descrições  destes  documentos  não  seguem  as  normas  de  descrição  ISAD(G),  seguindo  sim  uma  estrutura  de  dados  concebida  para  o  motor  de  pesquisa  online.  Esta  BD  foi  essencialmente  concebida  para  divulgação  online  em 

SNIT/AH‐OTDU31, com recurso à visualização em tecnologia Silverlight32. Esta BD segue  o  modelo  relacional,  onde  a  informação  se  encontra  distribuída  por  várias  tabelas  (Autores,  Entidade_Plano,  Entidade_Livro,  Entidade  (peça  desenhada),  Concelho,  Distrito, entre outras) (Apêndice B).  

Para  o  presente  estudo,  foi  definida  uma  amostragem  de  representações  digitais de 174 peças desenhadas e 186 peças escritas (Apêndice C), provenientes de  147  processos  de  IGT,  abrangendo  77  autorias.  As  suas  datas  de  produção  situam‐se  no  período  entre  1942  e  1989.  A  figura  de  IGT  selecionada  foi  a  dos  Planos  de  Urbanização  (PU  /  PGU),  pelo  facto  de  os  mesmos  já  se  encontrarem  disponíveis  online. 

Partindo das tabelas disponíveis nesta BD, foi necessário desde logo trabalhar  com  duas  tabelas  (em  formato  Excel)  em  separado  ‐  uma  destinada  às  peças  desenhadas e outra destinada às peças escritas, ambas com uma seleção de campos  mais representativos e mais próximos do estipulado pelas ISAD(G). 

No  caso  da  tabela  das peças  desenhadas,  e  por  a  sua  descrição  estar  feita  ao  nível  do  documento  simples  (peça  desenhada),  foi  necessário  acrescentar  logo  no  início  campos  de  descrição  da  tabela  dbo.Plano,  que  contém  informações  sobre  o  processo  de  IGT  (ao  nível  do  documento  composto).  Assim  sendo,  os  campos  escolhidos das tabelas da BD AH‐OTDU foram os descritos no Apêndice C.  

Para  a  tabela  das  peças  escritas,  foram  escolhidos  menos  campos,  por  a  sua  descrição estar feita ao nível do documento composto. Mas, e à semelhança do que foi         31 O acesso a esta documentação é feito através de dois modos: pesquisa por subregião  (http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/arquivo_historico_de_planos__arquivo_histo rico_/pesquisa_por_subregiao/) e pesquisa por atributos  (http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/arquivo_historico_de_planos__arquivo_histo rico_/pesquisa_por_atributos/).  32  A sua tecnologia assenta numa estrutura aplicacional destinada a executar "rich internet aplications",  muito  semelhante  à  tecnologia  utilizada  pelo  Adobe  Flash.  O  seu  web‐browser  plug‐in  destina‐se  à  visualização  de  vários  tipos  de  multimédia  ‐  imagem,  vídeo,  e  animação.  Propriedade  da  Microsoft,  a  versão 5 desta tecnologia era aceite na maioria dos web browsers em utilização. Contudo, o seu fim de  vida foi anunciado em 2012, a possibilidade do seu uso em novas versões de web browsers terminou na  primeira metade de 2015 e o fim oficial do suporte da tecnologia por parte da Microsoft está previsto  para Outubro de 2021 (fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Microsoft_Silverlight, consultada em 15 Set.  2015).  No  contexto  do  SNIT/AH‐OTDU,  a  tecnologia  Silverlight  é  utilizada  para  fins  de  visualização  de  imagem em zoom dinâmico.  

feito para a tabela das peças desenhadas, aqui também foram acrescentados campos  de descrição da tabela dbo.Plano, a fim de ser mais fácil identificar a que unidade de  instalação as peças escritas pertenciam. Neste caso, os campos de descrição escolhidos  das tabelas da BD AH‐OTDU foram os enunciados no Apêndice C.  

b) Fundo documental dosEquipamentos de Utilização Coletiva (EUC) 

De  momento,  este  fundo  documental  é  constituído  por  cerca  de  8044  processos  que  respeitam  ao  financiamento  de  Equipamentos  de  Utilização  Coletiva  (EUC),  como  por  exemplo  quartéis  de  bombeiros,  casas  do  povo  e  infraestruturas  desportivas.  À  semelhança  do  fundo  documental  dos  IGT,  a  sua  datação  inicia‐se  também a partir dos anos 30 do séc. XX. Para além da documentação administrativa,  estes processos incluem também peças desenhadas e escritas, cuja inventariação não  foi  possível  fazer  até  ao  presente  momento,  não  se  podendo  aferir  portanto  o  seu  número total e muito menos a sua autoria.  

Ao  contrário  do  já  referido  fundo  documental  dos  IGTs,  nada  desta  documentação  está  digitalizada  e  disponível  online.  No  entanto,  existe  uma  BD  (em  formato Access) com os registos referentes a estas unidades de instalação e que segue  o modelo relacional, composta por duas tabelas. As descrições da sua documentação  também  não  seguem  o  estipulado  pelas  normas  de  descrição  ISAD(G)  e  ODA.  A  esta  faltam  campos  de  informações  ditas  essenciais,  tais  como  a  autoria  dos  projetos  e  a  dimensão  do  processo.  Por  não  haver  representações  digitais  das  suas  peças  desenhadas  e  escritas,  não  foi  concebido  motor  de  pesquisa  no  SNIT/AH‐OTDU  para  divulgar esta informação. 

Neste  caso, e  para  o  presente estudo,  foi  definida  uma  pequena  amostragem  de processos administrativos de EUC, nomeadamente 14 processos (a nível da unidade  de  instalação)  (Apêndice  C)  que,  de  certo  modo,  pudessem  coincidir  com  outros  fundos documentais em análise, como já referido. As suas datas de produção situam‐ se no período entre 1948 e 1997. No caso desta BD, os campos de descrição escolhidos  foram os enunciados no Apêndice C. 

c) Álbuns fotográficos respeitantes a esses equipamentos e outras obras  públicas 

Tendo em atenção que o seu pré‐inventário (ao nível da unidade de instalação)  se  encontra  em  desenvolvimento,  de  momento  neste  fundo  documental  foram  contabilizados  30  álbuns  fotográficos. Destes  álbuns,  conseguiu‐se  depreender  que  parte significativa das suas peças fotográficas estão relacionadas com os processos de  EUC  e  IGT.  Embora  apenas  algumas  peças  fotográficas  tenham  o  seu  autor  indicado,  depreende‐se  que  as  restantes  peças  tenha  sido  realizadas  por  técnicos  da  Direção‐ Geral, no âmbito de visitas de acompanhamento e fiscalização das obras e projetos de  urbanização. 

Nenhuma desta documentação fotográfica está tratada e digitalizada. Por não  existirem  de  momento  representações  digitais  das  suas  peças  fotográficas,  não  foi  concebido motor de pesquisa no SNIT/AH‐OTDU para divulgar esta informação online. 

Para o estudo em apreço, a amostragem definida abrange 56 registos de peças  fotográficas,  descritas  ao  nível  do  documento  simples,  e  cuja  relação  pudesse  ser  estabelecida entre os processos de EUC e de IGT. 

Já  elaborada  pela  aluna  no  âmbito  da  presente  dissertação  de  mestrado  e  conforme as normas de descrição ISAD(G) e ODA, os campos de descrição utilizados na  folha  de  recolha  de  dados  (FRD)  desta  amostragem  encontram‐se  descritos  no  Apêndice  C.  A  ISAD(G)  é  uma  norma  que  contém  regras  gerais  para  a  descrição  arquivística,  podendo  estas  serem    aplicadas  independentemente  da  forma  ou  do  suporte  dos  documentos  e  serem  adaptadas  às  necessidades  específicas  das  instituições. Dado que a inventariação deste fundo ainda se encontra no início, não se  viu a necessidade de adaptar o estipulado no modelo de descrição SEPIADES33. 

 

      

33 A  SEPIADES  (SEPIA  Data  Element  Set)  consiste  num  conjunto  de  recomendações  para  catalogar 

coleções  fotográficas,  seguindo  um  modelo  de  descrição  multinível.  Para  além  dos  21  elementos  de  descrição  base,  contém  mais  sugestões  para  a  utilização  de  outros  elementos  de  descrição,  mais  detalhados  e  específicos.  Estas  recomendações  foram  desenvolvidas  no  âmbito  do  projeto  SEPIA  (Safeguarding  European  Photographic  Images  for  Access).  Tendo  como  objetivo  a  preservação  e  digitalização  das  coleções  fotográficas,  este  projeto  foi  financiado  pela  União  Europeia  e  decorreu  de  1999  a  2003  (fonte:  http://www.ica.org/7363/paag‐resources/sepiades‐recommendations‐for‐ cataloguing‐photographic‐collections.html, consultado em 12 Set. 2015). 

d) Fotografias aéreas de localidades, das décadas de 40 ‐ 50 do séc. XX 

Este  fundo  documental  é  constituído  por  cerca  de  12.000  fotografias  aéreas, 

cujos  diapositivos  se  encontram  fixados  em  chapas  de  vidro. Em  termos  geográficos,  estas  fotografias  cobrem  uma  parte  significativa  da  área  de  Portugal  continental,  estando as suas datas de produção compreendidas entre o final da década de 1930 e a  década de 1950. Estas peças fotográficas foram processadas por uma única entidade,  nomeadamente a SPLAL ‐ Sociedade Portuguesa de Levantamentos Aéreos, Lda.  Estas fotografias foram alvo de um processo de digitalização. No entanto, não  foi ainda possível submeter estas representações digitais a um processo de tratamento  de justaposição e mosaicagem. Para estas representações digitais, existe uma base de  dados feita num ficheiro em formato Excel, onde na descrição de cada fotografia aérea  se encontra a informação constante na caixa ou na capa de proteção de cada chapa de  vidro.  À  semelhança  do  que  ocorre  com  as  BD  dos  IGT  e  EUC,  a  descrição  dos  seus  registos  (feitos  a  nível  do  documento  simples)  não  seguem  as  normas  de  descrição  arquivística  (ISAD(G)  e  ODA),  mas  este  ficheiro  contém  os  elementos  identificativos  considerados importantes, tais como a data da captação, localidade, município, distrito  e número da chapa de vidro (fotografia).  

Para divulgar online este fundo documental, chegou a ser concebido um outro  motor de pesquisa no SNIT/AH‐OTDU. Este motor de pesquisa consistia numa versão  mais  simplificada  do  construído  para  o  fundo  documental  dos  IGT  (em  disponibilização),  devido  aos  poucos  campos  de  descrição  existentes.  Por  falta  de  meios  que  possibilitassem  o  já  referido  tratamento  de  justaposição  e  mosaicagem,  este motor de pesquisa encontra‐se no presente momento desativado. 

Para  o  desenvolvimento  do  presente  estudo,  a  amostragem  selecionada  consistiu  em  17  registos  de  fotografias  aéreas,  correspondentes  a 13  localidades34 

(Apêndice  C). Para  a  obtenção  desta  amostragem,  e  face  aos  constrangimentos  já  relatados, estes registos foram descritos pela aluna no âmbito da presente dissertação  de  mestrado  tendo  por  base  o  eventual  e  hipotético  resultado  do  já  referido 

      

tratamento digital, correspondendo assim à aglutinação de 684 representações digitais  de fotografias aéreas em chapa de vidro. 

Neste  sentido,  foi  necessário  criar  uma  nova  tabela  com  os  registos  das  fotografias  aéreas  resultantes  deste  hipotético  tratamento,  desta  vez  elaborada  conforme  as  já  referidas  normas  de  descrição  ISAD(G)  e  ODA.  Os  campos  utilizados  foram os mesmos já referidos para o fundo documental dos Álbuns fotográficos (vide  Apêndice C). 

e) Fundos Bibliográficos do AH‐OTDU 

Esta  coleção  é  proveniente  dos  acervos  bibliográficos  que  constituíram  os  Centros  de  Documentação  /  Bibliotecas,  que  foram  prestando  o  seu  apoio  às  atividades exercidas pela Direcção‐Geral dos Serviços de Urbanização (DGSU) e as suas  sucessoras.  

Tendo em conta os direitos de autor, apenas uma pequena parte deste fundo  bibliográfico  foi  alvo  de  digitalização  e  disponibilização  online.  Neste  sentido,  encontram‐se disponíveis online 3 Relatórios35 e 16 Boletins36 da DGSU e ainda as 32  revistas  "Urbanização"37  (revista  do  Centro  de Estudos  de  Urbanismo  e de  Habitação  Engenheiro  Duarte  Pacheco  (CEUHEDP)),  em  formato  Adobe  PDF.  As  suas  datas  de  publicação estão compreendidas entre 1945 a 1974. 

Embora  não  estejam  discriminados  os  seus  índices  e  os  respetivos  artigos  em  separado, o acesso a estas peças bibliográficas faz‐se através de página web própria,  não  recorrendo  portanto  ao  motor  de  pesquisa  utilizado  para  os  IGT.  Tal  facto  possibilita  ao  utilizador  aceder  mais  rapidamente  à  página  web  da  bibliografia  solicitada  através  do  motor  de  pesquisa  Google  (ex.:  pelos  termos  de  pesquisa         35 Disponíveis online em:  http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/arquivo_historico_de_planos__arquivo_histo rico_/outros_documentos/#relatorios_da_direccao_geral_dos_servicos_de_urbanizacao__dgsu_.  36 Disponíveis online em:  http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/arquivo_historico_de_planos__arquivo_histo rico_/outros_documentos/#boletins_da_direccao_geral_dos_servicos_de_urbanizacao__dgsu_.  37 Disponíveis online em:  http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/arquivo_historico_de_planos__arquivo_histo rico_/outros_documentos/#urbanizacao___revista_do_centro_de_estudos_de_urbanismo_e_habitacao _engenheiro_duarte_pacheco. 

"Boletins"  e  "D.G.S.U.").  O  mesmo  já  não  acontece  com  os  documentos  consultados  através do motor de pesquisa construído para os IGT ‐ fazendo uma pesquisa no motor  de  pesquisa  Google  por  "Anteplano  de  Urbanização  "  "Fátima",  o  utilizador  não  consegue  aceder  diretamente  à  página  web  do  processo  e  peças  documentais  pretendidas. 

Para  o  presente  estudo,  a  amostragem  deste  fundo  documental  incidiu  nesta  bibliografia já disponível online, tendo sido feita uma seleção de artigos que pudessem  ter  uma  relação  com  os  fundos  documentais  atrás  referidos,  nomeadamente  através  dos  seus  autores  ou  dos  projetos  em  si  e  as  respetivas  localidades.  Desta  seleção  resultou  a  escolha  de  9  artigos:  8  artigos  provenientes  da  revista  "Urbanização"  e  apenas  um  proveniente  dos  Boletins  da  D.G.S.U..  Para  a  elaboração  da  tabela  contendo estes registos foram utilizadas as normas de descrição arquivística ISAD(G) e  ODA. Assim, e à semelhança do já elaborado para as já referidas peças fotográficas, e  tratando os artigos como documentos simples, os campos utilizados foram os descritos  no Apêndice C.    3.2. Ponto único de acesso online do AH‐OTDU ‐ Definição da sua proposta  3.2.1. O modelo de dados EDM ‐ Análise SWOT  Para uma aplicação do modelo de dados EDM no desenvolvimento da presente  proposta de ponto único de acesso online, foi necessário executar primeiro a seguinte  análise SWOT, visando identificar os riscos a considerar e os problemas a resolver, bem  como as vantagens e as oportunidades a explorar, no âmbito do SNIT/AH‐OTDU.     

A nível interno do SNIT/AH‐OTDU:  Pontos fortes (Strenghts)  Pontos fracos (Weaknesses)  • Importância dos fundos documentais  como fonte de informação e acesso aos  mesmos por parte dos utilizadores  • Forte empenhamento na divulgação  destes fundos documentais por parte  das hierarquias superiores  • Experiência e conhecimento por parte  dos técnicos da DGT do SNIT/AH‐OTDU  • Escassos recursos humanos com  conhecimento e domínio de linguagens  de programação informática  • Escassez de recursos financeiros,  técnicos e tecnológicos (ex: ausência de  scanner para trabalhos de digitalização  de grandes formatos)  • Dependência de programas de apoio  como recurso financeiro  • Inexistência de base de dados online  com os registos de descrição da  documentação dos restantes fundos  (EUC, álbuns fotográficos da DGSU,