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A avaliação dos alunos do grupo experimental abrangeu um teste inicial de avaliação de conhecimento básico de Contabilidade de Custos, que serviu de pré-teste; a entrega parcial da solução do problema proposto que valeu como nota para a avaliação bimestral, chamada de B1 pela instituição de ensino superior; o pós-teste, que foi a análise da solução proposta para caso de ensino; e uma avaliação final chamada de B2.

Para a atribuição de nota nas avaliações B1 e B2, ou seja, para atribuir notas aos alunos da instituição de ensino foi utilizado o problema proposto como tratamento ao grupo experimental, ou seja, o caso baseado no trabalho de Hilton (2008). O Apêndice 2 traz este caso de ensino aplicado como tratamento experimental.

Como modelo de mensuração de notas dos alunos, o presente trabalho foi adaptado de Araujo e Arantes (2009, p. 114-116) em que a descrição em detalhes deste processo é apresentada nos próximos parágrafos.

Vale ressaltar o processo de avaliação da resolução de problemas descrito pelas seguintes etapas:

a) Elaboração de um relatório científico parcial e um relatório científico final. Estes relatórios foram avaliados pelo professor e pelos estudantes e a média obtida em cada

avaliação compôs a média final de cada estudante tanto para a avaliação bimestral B1 e para a avaliação final B2.

b) Os relatórios tiverem que ser apresentados para o professor.

c) O professor atribuiu uma nota coletiva para cada grupo, que tem peso 5, baseado nos relatórios científicos do grupo. Também atribuiu uma nota individual a cada aluno, com peso 10, baseada em sua participação, responsabilidade e desempenho do desenvolvimento do trabalho.

d) Para as apresentações feitas aos demais grupos da sala, referente aos relatórios parciais e finais, foram dadas notas que levam em consideração a qualidade da apresentação oral e da apresentação estética; o conteúdo do material disponibilizado; as perguntas feitas aos integrantes do grupo; e a qualidade do relatório impresso. A nota dada ao grupo tem peso 3.

e) No encontro final do grupo com o professor, foi feita uma autoavaliação que possui peso 1, quando cada aluno atribuiu para si uma nota tendo como referência o próprio desempenho, a participação, responsabilidade e respeito ao grupo. Num segundo momento, cada aluno emitiu um parecer a respeito da participação de cada colega de grupo atribuindo-lhes uma nota também de peso 1 e mesmos critérios da autoavaliação. f) A tabela que segue sintetiza a avaliação dos alunos em conceitos que variam de 0,0 a

10,0.

Tabela 1 – Tabelas de apuração das notas B1 e B2 (Avaliação parcial e final).

Média B1 - Como grupo experimental Média B2 -como grupo de controle

Avaliação da Resolução do Problema Peso Avaliação da segunda etapa do experimento Peso

Nota individual do professor dado ao aluno X 10 Nota estudo de caso (pós-teste) X 4 Nota do professor ao relatório científico X 5 Nota na avaliação B2 (tópicos de custeio ABC) X 6

Nota do aluno na autoavaliação X 1

Nota do grupo ao aluno X 1

Nota da apresentação do trabalho parcial X 3

= Total das notas = Total das notas

Divide o total das notas por 20 / 20 Divide o total das notas por 10 / 10

Nota da Solução Problema = Média B1 Nota da Prova B2 + Nota pós-teste = Média B2 FONTE: Adaptado de ARAÚJO; ARANTES (2009, p. 116)

Para o auxílio no controle e atribuição de conceitos, alguns formulários foram criados de modo a sistematizar e documentar o processo de atribuição de notas aos alunos. O primeiro formulário em termos de relevância neste processo é o relatório semanal de pesquisa em que os alunos entregaram a cada reunião. Este relatório visou o acompanhamento das atividades de solução do caso proposto, em que são expostos os passos dados pela equipe na busca de material, articulação da equipe na divisão das tarefas, edição do trabalho final, checagem de informações, instruções compartilhadas pelo grupo, entre outras tarefas relevantes na resolução do problema. Toda semana foi entregue o relatório referente ao período, assinado por todos os integrantes do grupo no dia da reunião semanal.

O Apêndice 3 traz o modelo deste relatório onde pode-se, também, visualizar a orientação de elaboração.

Adicionalmente, é oferecido aos alunos do grupo experimental um formulário para auto- avaliação, avaliação dos demais integrantes do grupo, avaliação da disciplina, do tutor- professor da disciplina, além de aspectos relativos ao curso. Este instrumento objetivou avaliar a atuação de cada integrante do grupo no processo de solução do problema proposto e encorajar a reflexão de cada aluno acerca de suas atitudes junto à produção de uma solução satisfatória do problema, sendo assim, o aluno emitiu uma nota pela forma como desenvolveu suas atividades. Para detalhes deste relatório, consultar o Apêndice 5.

Ao avaliar os outros participantes do grupo e a si mesmo, o aluno percebe que nem sempre é fácil atribuir notas às pessoas e muito menos é fácil se auto-avaliar com isenção. Todavia, para algumas faixas de notas o processo de avaliação é incentivado de uma forma mais objetiva. Por exemplo, para o integrante que ficou ausente na maior parte dos eventos que o grupo organizou, que se comportou com desídia, não apresentou interesse nem respeito pelos companheiros de grupo, e ainda, não buscou a harmonia no convívio e nas diferenças de opinião com os demais integrantes, certamente não se espera que sejam atribuídas notas maiores que três (3) de uma escala de zero a dez (0-10).

No outro extremo, para as pessoas que se sobressaíram com os recursos que conseguiram disponibilizar, que buscaram neste processo captar a essência do que é aprender com autonomia, que se comportaram de maneira a incentivar a participação dos colegas, que foram presentes nos momentos de decisão, que souberam se coordenar e ajudar a coordenar os

eventos do grupo, que souberam aprender e que tiveram a paciência de orientar, espera-se que o julgamento será de atribuir notas maiores que sete (7), em escala de zero a dez (0-10). É mais difícil atribuir notas entre estes extremos (entre 3 e 7), mas o mais importante é que se exercite a capacidade de julgamento. No ambiente profissional, seremos chamados a emitir julgamentos sobre os mais diversos aspectos técnicos e não técnicos na condução da solução dos mais diversos problemas reais. Problemas em que muitas vezes não teremos idéia de como começar a busca de uma solução, mas que, no entanto, na união de esforços entre as pessoas, caminhos possíveis surgem.

Quanto ao docente, esperou-se que este fosse avaliado com isenção e com a garantia de que não importasse a nota que o aluno o atribuiu, este aluno seria também avaliado com isenção e sem levar em conta a nota dada ao docente. Na condução da disciplina, o ato de avaliar o docente é importante para que seja possível identificar falhas na condução da mesma, e assim, melhorar a abordagem e os rumos de um curso.

Como controle efetivo do desenvolvimento da solução do problema, a cada semana após as reuniões de orientação dos grupos, notas para o grupo e para os integrantes foram atribuídas como forma de avaliar o progresso do grupo a cada encontro. Para tanto, um formulário foi utilizado para armazenar os pareceres a cada etapa. Este formulário que será de responsabilidade do professor agregará as várias partes que compõem a formação da nota B1 (bimestral parcial). Consta basicamente a avaliação de todas as reuniões de cada grupo e de cada integrante, da avaliação da entrega parcial e final do relatório de solução do problema, da auto-avaliação e da avaliação do grupo e da apresentação do trabalho aos demais grupos. O Apêndice 6 mostra o formato deste relatório.