• No results found

4 Drøfting

4.1 Viktigste faktorer for valg av utdannelse

Esta temática foi programada para a quarta semana de estágio e decorreu nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2015. Deste modo, ao longo de três dias consecutivos foram desenvolvidas várias atividades em torno do tema das emoções. Posto isto, a componente emocional está presente ao longo da vida e, neste sentido, é fundamental que, desde tenra idade, se criem situações de aprendizagem que permitam que as crianças aprendam a lidar com as suas emoções nas mais variadas situações. As atividades propostas para trabalhar esta temática tiveram como objetivos principais: reconhecer diferentes emoções, contactar com o livro e com a leitura, promover a imaginação e a criatividade, possuir controlo motor, estimular a comunicação e explorar diversos materiais.

Segundo as OCEPE o contacto com os livros permite que as crianças descubram o prazer da leitura e da escrita (ME, 2016). Assim, num primeiro momento, foi apresentado o título de uma história e explorado, com o grupo, os vários elementos paratextuais do livro. É de referir que, durante este momento inicial, algumas crianças começaram a formar uma ideia do que seria o assunto do texto e sentiram necessidade de questionar sobre o desenrolar da

história. De seguida, tendo atenção e cuidado com a entoação, procedeu-se à leitura da história intitulada O que me faz feliz, da autoria de Joana Cabral, solicitando que o grupo permanecesse em silêncio e com atenção pois iriam ser realizadas perguntas sobre o texto lido.

Quando terminada a leitura, o grupo foi questionado sobre os diversos acontecimentos ocorridos ao longo da história e, através deste momento, as crianças foram mencionando as ideias principais, possibilitando, assim, que se concretizasse o reconto da história. A maioria das crianças mostrou-se participativa e revelou interesse e motivação em referir aspetos escutados durante a leitura. Além disso, estando a história relacionada com situações que permitiam a personagem da história ficar feliz, foi perguntado ao grupo se todos os momentos nos fazem felizes e que outras emoções existem além da alegria. No decurso desta conversa algumas crianças quiseram participar e revelaram diversas situações que permitiam o despoletar das diferentes emoções.

O dia seguinte começou com a realização do reconto da história do dia anterior, permitindo que o grupo trabalhasse o pensamento e a memória e, acima de tudo, tomasse consciência da estrutura organizativa da história.

Depois deste momento, foi realizado o jogo das emoções (figura 23) que consistia em que cada elemento do grupo atirasse o dado, reproduzisse a emoção exibida na face superior e referisse uma situação que fazia despertar essa mesma emoção. O referido dado exibia nas suas seis faces imagens de emoções, nomeadamente, aalegria, a tristeza, a raiva, o espanto, o medo e a repulsa.

É de realçar que este jogo foi realizado com as crianças sentadas em círculo e apenas quem lançava o dado deslocava-se ao centro da roda. Esta organização fez com que muitas crianças não conseguissem visualizar a imagem que saiu no dado e, por esta razão, levantavam- se várias vezes para observar a face exibida. Considero que, de modo a que as crianças conseguissem ver as imagens do dado, o jogo poderia ser concretizado com o grupo, tanto em círculo como em fila, mas desta vez estando levantados. Importa mencionar que a criança com NEE ficou sentada na roda com as restantes crianças, observou a concretização do jogo e ajudou a entregar o dado aos colegas.

DB, 16/11/2016:

Alguns meninos quiseram participar na conversa, entre os quais o DP que mencionou que ficava triste quando a mãe ralhava com ele e a BF que referiu que ficava zangada quando o pai não a levava ao parque.

Figura 23: Jogo das emoções.

Posteriormente, como as crianças não tiveram a atividade curricular de Expressão Musical, por sugestão da educadora cooperante, realizaram um desenho, sendo que deveriam representar numa metade da folha uma emoção positiva e na outra uma emoção negativa (figura 24). Deste modo, cada criança desenhou aquilo que as deixava felizes, tristes, com medo ou até zangadas. Este momento possibilitou que o grupo conseguisse ter consciência de que “Cada emoção representa uma diferente predisposição para a ação (…)” (Goleman, 1995, p. 26).

Figura 24: Desenho das emoções.

No dia seguinte foi apresentado ao grupo o boneco dos valores e das emoções que, através de um diálogo e de uma dramatização, mencionou que não tinha nome e que precisava da ajuda das crianças para lhe escolherem um nome. Para que esta escolha não se tornasse complicada, foram selecionados três nomes, nomeadamente, Senhor Honesto, Senhor Junto e Senhor Sincero. Assim, atendendo ao seu nome preferido, as crianças deveriam colocar o dedo no ar e, deste modo, era escolhido o nome que ganhasse com a maioria dos votos. Após realizada a

votação, o nome escolhido para o boneco foi “Senhor Sincero” que explicou aos meninos que iria ser um grande companheiro e confidente pois acompanharia as crianças ao longo das suas mudanças emocionais.

Depois do intervalo, as crianças terminaram a confeção do boneco pois este não tinha rosto, cabelo nem roupa (Figura 25). Deste modo, foi chamado um grupo de cada vez que ajudou na colagem de materiais que serviram para a construção do cabelo e do rosto do boneco. Para esta atividade, foram colocados em cima da mesa de trabalho diferentes materiais com diversas texturas, como lãs, botões e missangas para que as crianças escolhessem quais os materiais que gostavam de colocar no Senhor Sincero. Além disso, para a roupa do boneco, foram concebidas previamente umas calças e uma camisa, sendo que nesta última peça de roupa foram cozidos pedaços de tecido com diferentes valores apontados pelas crianças. Estas deveriam indicar valores diferentes e, por esta razão, sempre que as crianças mencionavam valores repetidos eram ajudadas na descrição de um outro valor.

Figura 25: Confeção do boneco dos valores e das emoções.

Após a preparação do boneco, foi referido que cada criança poderia levar este boneco a casa e partilhar com ele todas as suas vivências e as suas emoções. Assim, todos os dias uma criança diferente ficava com o boneco, devendo partilhá-lo no dia seguinte com outra criança.