Registro fotográfico Descrição da tarefa Descrição da atividade Observações
Chegada da equipe no local do vazamento. Proteção da área em torno da escavação. Início do serviço de escavação
O serviço nesse tipo de pavimento (calçada) ocorreu em decorrência do local ter trânsito intenso de caminhões veículos na entrada e saída de um depósito de bebidas. Os recursos para a execução do serviço são organizados no dia anterior. Por volta das 8:30h da manhã, antes de se encaminhar ao local para a retirada do vazamento, o engenheiro verificou no cadastro técnico o tipo e diâmetro da tubulação existente naquele trecho, que nesse caso era uma tubulação de 100mm DeFoFo. Com essa informação, o engenheiro reuniu a equipe, como é comum, falando da necessidade de redobrar os cuidados em função do intenso fluxo e da circulação de pessoas e de veículos no local determinado. Logo em seguida, às 8:10h a equipe foi conduzida ao local em uma veículo Volkswagen Kombi, em um trajeto que durou 25 minutos aproximadamente. Chegando ao local, o encarregado pediu ao auxiliar que realizasse os procedimentos de isolamento da área, logo que foi constatado que a SEMOB não estava no local. O espaço foi isolado com cones de sinalização e fita zebrada. . Começou a chover na chegada da equipe. O serviço foi paralisado por 45 minutos. Após a chuva a equipe já estava mobilizada na calçada.
O consumidor informa ao CALL Center sobre o vazamento que está ocorrendo, onde é providenciada uma ordem de serviço de retirada de vazamento. Assim que o serviço é solicitado, uma equipe é deslocada até o local, normalmente composta de 1 supervisor, 1 encanador e seu auxiliar, para avaliarem a dimensão do serviço. Sendo de pequena dificuldade a execução é quase que imediata. Nesse caso, foi necessária uma mobilização adicional de recursos, como máquina para escavação mecânica (caminhão baú com escavadeira) e martelete para demolir o concreto da calçada existente, que dificultou bastante o andamento do serviço. Após esta prévia análise devido a proporção do vazamento, foi deslocada outra equipe agora composta por 3 encanadores, 1 auxiliar, e 1 eletricista para ligar a rede elétrica o martelete (equipamento elétrico).
A proteção é importante devido ao fluxo e circulação de pessoas e de veículos ser “intensa”. Mesmo sinalizado e protegido os perigos quanto a atropelamentos é constante.
Localização da tubulação danificada
Inicialmente, a escavação começou próxima a tubulação, sob a orientação do segundo encanador durante 30 minutos, que já estava “dentro” do buraco com água até a altura do pescoço. Ficou constatado que haveria a necessidade de continuar a escavação, pois a informação que se tinha do cadastro técnico era que a rede de distribuição estava enterrada a uma profundidade de 1,50 metros. O local do serviço não era apropriado para a movimentação e circulação de máquinas e trabalhadores, em função do espaço para a realização do serviço ser bastante reduzido. O volume de água atrapalha na execução do serviço. Com as alavancas, o encanador e seu auxiliar tentam localizar a posição da tubulação. Durante 20 minutos eles tentam encontrar o local por onde está passando a rede. A dificuldade está relacionada em função do grande volume de água decorrente do vazamento. Após a localização da tubulação, operação que durou 40 minutos, foi providenciado o capeamento da tubulação que durou aproximadamente 30 minutos. Logo em seguida foi iniciado o esgotamento da vala escavada que durou exatos 35 minutos
A equipe já leva no veículo o material que é disponibilizado e separado pelo responsável pelo almoxarifado, de acordo com o tipo de material da tubulação que consta no croqui da rede de distribuição de água existente, bem
como as ferramentas e
equipamentos necessários para a execução do serviço.
Registro fotográfico Descrição da tarefa Descrição da atividade Observações
. Continuação da escavação com novo posicionamento do caminhão baú com escavadeira.
Após 30 minutos, a equipe já estava mobilizada na calçada do tipo piso cimentado liso. O caminhão com os materiais, ferramentas e equipamentos se posicionou bem próximo ao “buraco”. Um encanador pediu para o operador posicionar a retroescavadeira ao lado do muro de um depósito de bebidas. No início da escavação da vala, o encanador falou ao operador da retroescavadeira que seria necessário afastar o entulho resultante da quebra do pavimento, para longe da borda da vala, evitando-se com isso seu uso indevido na recomposição da tubulação. Inicialmente a retroescavadeira começou a escavação até próximo a tubulação, sob a orientação do segundo encanador, que já estava “dentro” da vala com água até a altura do pescoço. Ficou constatado que haveria a necessidade de continuar a escavação, pois a informação que se tinha do cadastro técnico era que rede estava enterrada a uma profundidade de 1,50m
O serviço tem que ser cadenciado para possibilitar o andamento e a segurança na execução do serviço, inclusive dos pedestres que normalmente ficam próximos ao buraco escavado. A cadência é determinada pelo encarregado da equipe
Conclusão da escavação.
Nesse exato momento, o auxiliar de encanador colocou a bomba de esgotamento dentro da vala que não conseguiu esgotar completamente a água do buraco, com a duração de 20 minutos. A dificuldade para esgotar o buraco foi que o registro de manobra do setor estava danificado, operação que é fundamental para a realização do serviço e que normalmente é realizada antes de qualquer procedimento. Após o termino da escavação, foi verificado a necessidade de escorar as paredes laterais da vala para evitar desmoronamentos. A norma orienta que a partir de 1,20m de profundidade tem que ter escoramento. O problema foi que não se tinha nem um tipo de escoramento no local. O engenheiro foi comunicado sobre a ocorrência. Imediatamente, ele manteve contato com o almoxarifado da unidade de negócios que informou da falta de escoramentos. Como o serviço tinha que ser concluído, o encanador pediu ao operador da retroescavadeira que escavasse mais um pouco as laterais da vala fazendo com que essa medida pudesse dar mais proteção contra os riscos de desabamento.
Para a solução do problema deve-se ter a disponibilidade de material para o escoramento apropriado, devendo ser metálico ou de madeira.
Localização da rede de distribuição e substituição/montagem da tubulação danificada.
Na seqüência, o encanador pediu ao seu auxiliar para começar a seccionar parte da tubulação danificada com uma máquina de corte tipo serra, durando 35 minutos. O segundo encanador já tinha preparado o “toco”, assim chamado um pedaço de “vara” de tubo de PVC DeFoFo com tamanho de 6,00 metros. Após o esgotamento, o encanador verifica qual o tipo de material do fundo da vala e constata que é constituído de argila saturada, material sem condições mecânicas para o assentamento da tubulação. O encanador em seguida, pede ao auxiliar que prepare a base da vala com uma pá, colocando sobre essas bases, um colchão de areia uniforme com no mínimo 20 cm para assentamento da tubulação. Após o preparo da base, o encanador definiu o sentido de montagem, que foi da ponta da tubulação para a bolsa, deixando a extremidade livre para a bolsa onde será acoplada a ponta do tubo subsequente, devidamente calçar os tubos com sarrafos para evitar a entrada de sujeira durante a sua junção, com o tifort. Tanto a ponta e a bolsa da tubulação foram limpas pelo encanador, aplicando uma pasta lubrificante no anel de borracha e na ponta da tubulação para facilitar o deslizamento do encaixe, devendo o anel de borracha ser alojado no sulco do encaixe da bolsa, tomando-se o cuidado para que ele não fique torcido, onde a ponta chanfrada do tubo é introduzida até o fundo da bolsa, e depois deve ser recuada em aproximadamente 2cm, para permitir os movimentos da tubulação devido à dilatação das tubulações do recalque do terreno.
Localizar onde está “passando” a tubulação requer experiência, principalmente quando o cadastro técnico está desatualizado.
Às vezes tem que se escavar um trecho considerável de pavimento até se localizar a tubulação. Os encanadores mais experientes sabem aonde está localizada a tubulação. A falta do martelete sempre atrasa o andamento na execução do serviço.
. Recomposição e
conclusão do serviço. O encanador após a execução das juntas, com uma pá envolveu a tubulação com terra para sua ancoragem, com exceção da junta que permanece exposta para o ensaio de estanqueidade. O encanador verificou as condições de estanqueidade sem anormalidades. Após o teste, o encanador orientou o auxiliar para reaterrar toda a tubulação com material isento de pedras e entulhos. O material de reaterro da vala foi lançado pelo encanador e pelo auxiliar com ajuda de uma pá, em camadas sucessivas e compactadas com soquete de madeira nas laterais da tubulação em camadas de até 25 cm cada. Após a cobertura completa da tubulação, o encanador pede ao operador da retroescavadeira para acrescentar uma camada de 40cm de material isento da demolição do pavimento, e acima dessa camada, o reaterro foi concluído com materiais com as mesmas características do terreno original. O tempo de execução do serviço durou 3:55h. Após o reaterro, a equipe se desmobilizou e retornaram à unidade de negócios. O encarregado então deu baixa na ordem de serviço.
Nem sempre é realizado o bota- fora por causa do caminhão para transportar o material excedente. A empresa contratou uma terceirizada para realizar o serviço e recomposição e bota fora.