6 Oppsummering og konklusjoner
6.3 Videre forskning
O instrumento para avaliação conceitual gráfica- IAR (LEITE, 1984)- foi adaptado em virtude da população e dos objetivos da pesquisa. Assim, foi retirada uma parte da avaliação, sendo realizada apenas as atividades referentes ao esquema corporal e aos conhecimentos de direita esquerda, que o autor denomina de lateralidade (Anexo 2); Em relação à avaliação motora, esta passou pela mesma alteração mencionada para o instrumento anterior. Foi retirada uma parte da avaliação, sendo mantida apenas
as questões referentes ao esquema corporal e a percepção espacial, visadas pela pesquisa (ANEXO 3); Também foi alterada a folha de registro da avaliação motora, no intuito de facilitar a análise das filmagens pelas avaliadoras (Apêndice 7). Esta folha conteve apenas os testes realizados, onde a avaliadora apenas marcou “X” quando o aluno teve êxito e “-” quando não teve êxito na questão.
Para a realização das sondagens, foi construído um instrumento baseado na literatura sobre a proposta de conhecimentos motores quanto ao esquema corporal e a percepção espacial para cada faixa etária, bem como na semelhança com as questões propostas pela avaliação proposta por Rosa Neto (2002), para que as questões não se diferenciassem demais do que o aluno deveria responder na avaliação motora.
Neste sentido, para cada Idade Cronológica (IC), há a correspondência de um determinado comportamento motor, também chamado de Idade Motora (IM). Rosa Neto (2002) indica que quando há um déficit motor, essas idades se tornam diferenciadas, levando a um atraso na Idade Motora. Portanto, os comportamentos motores esperados ao término do programa, embasados nas possíveis idades cronológica dos participantes, são os seguintes (Quadro 8):
Quadro 8- Comportamentos motores esperados para cada faixa etária Área
Motora
Idades cronológicas
Comportamentos esperados
seis e sete anos localizar as partes do corpo
oito anos imitar gestos simples de braços e mãos
Esqu
ema
cor
p
oral nove perceber os próprios movimentos situados no espaço, sendo capazes de relacioná-los à profundidade
Seis anos saber o que é direita e esquerda em relação ao próprio corpo
sete anos discriminar direita e esquerda, aplicando sobre outro corpo ou objeto
oito anos Comportamento anterior acrescido de discriminar direita e esquerda em outra pessoa
Percepção e
spaci
al
Nove anos executar movimentos relacionando direita e esquerda, sob orientação verbal ou sinalizada (Libras).
Para cada aspecto (esquema corporal e percepção espacial) foram elaboradas três questões cujas respostas foram solicitadas aos alunos (Apêndice 8).
Para a idade de 9 anos, em razão da avaliação do esquema corporal diferenciar as idades dentro da mesma atividade, de acordo com o resultado, foi elaborado um teste
visando a observação dos mesmos requisitos. Assim, foram confeccionados seis cilindros, de diferentes alturas, sendo o maior com altura de 24,5 cm e o menor com 2,5 cm, todos com o mesmo diâmetro (9 cm). Os cilindros eram dispostos de maneira que as alturas fossem intercaladas e que o aluno tivesse de movimentar a mão, para cima e para baixo. Os cilindros foram numerados para que a disposição deles fosse sempre a mesma. Os alunos tiveram de percorrer os cilindros com a mão de sua preferência, inserindo as pontas dos dedos no interior dos cilindros, sequencialmente (ida e volta) durante 1 minuto. Para tal, os cilindros não deveriam ser tocados e nem excluídos (pular um). Quando o cilindro fosse pulado, aquela seqüência era anulada e quando tocado, apenas registrado o número de ocorrência. Na filmagem era registrado o número de idas e vindas que o aluno realizou.
Esta atividade foi realizada anteriormente com alunos de uma escola municipal, do sexo feminino e masculino, de 8/9 e 9/10 anos. Os resultados obtidos foram separados em três níveis de resposta: 2, 3 e 3+ onde 3 era a faixa média de respostas, 2 era abaixo da média e 3+ acima da média. Tal divisão, em três níveis de resposta permitia que o aluno recebesse a mesma pontuação que nas sondagens anteriores. O objetivo do teste era que o aluno atingisse a pontuação 3, que foi a média de respostas dos demais alunos avaliados, uma vez que o critério de modificação da intervenção requer que o aluno atinja 3 pontos na sondagem.
Para a avaliação da sondagem, foram estabelecidos três níveis de respostas, denominados critérios de aprendizagem, que orientaram a mudança de ênfase na intervenção ou não:
Nível 1: não executa o movimento requerido
Nível 2: executa o movimento com imperfeições ou indecisão Nível 3: executa o movimento corretamente
Como norma para a realização da avaliação na sessão seguinte novamente foi utilizado: o mínimo de duas respostas no nível 3, devendo a outra resposta estar situada no nível 2 ou no nível 3. As respostas imperfeitas no nível 2 eram assim determinadas nas atividades que permitiam acerto e erro na mesma questão, ou seja, quando era pedido que o aluno tocasse com sua mão direita a orelha esquerda da pesquisadora. Neste caso, o aluno poderia acertar uma das opções e errar a outra.
Para a análise das filmagens, foi elaborada uma ficha de respostas (Apêndice 9), onde as avaliadoras preencheram considerando estes três níveis de repostas.
O questionário aplicado aos pais foi elaborado buscando identificar a faixa etária em que a surdez ocorreu e/ou foi identificada, o acompanhamento precoce, o início da escolarização da criança e suas atividades extra-curriculares, além de características da mesma, fatores estes que podem contribuir no desenvolvimento da criança e conseqüentemente, nos resultados das avaliações.
As questões referentes à atividades extra-curriculares visam identificar se o aluno tem participado de algum tipo de atividade física, que contribui para o desenvolvimento do esquema corporal no que tange ao conhecimento dos movimentos do corpo no espaço, embora não nomeação de seus segmentos.
Assim, este instrumento foi construído a fim de obter informações básicas sobre a surdez do aluno, o período da descoberta e o desenvolvimento do mesmo, sendo este organizado com questões fechadas e abertas. Primeiramente, foi construído um piloto do protocolo que passou por apreciação de 2 juízes, professores que acompanham os alunos surdos do município para verificar a clareza das inferências da pesquisadora e analisar o conteúdo e a semântica. O instrumento final foi construído a partir das adequações sugeridas (Apêndice 1).