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De acordo com Godoy (2004, p. 135):

Em se tratando de estudos de caso em organizações, alguns aspectos referentes à coleta de dados merecem destaque. Antes de iniciar o trabalho de campo, é preciso conhecer um pouco da história, da estrutura e do funcionamento da organização.

Seguindo a recomendação da autora, esta seção tem o objetivo de descrever a empresa pesquisada, os seus processos de formação profissional, informação muito relevante que constituirá parte das informações sobre o processo de formação profissional adotado pela empresa e servirá de instrumento para o cumprimento do primeiro objetivo específico estabelecido neste trabalho, ou seja, descrever os processos de formação profissional adotados pela empresa desde a admissão até a sua promoção ao nível de supervisão de turnos na empresa pesquisada.

O ramo de atividade no qual a empresa pesquisada está inserida é o de indústria, sendo sua atividade principal aquela descrita na CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)2 como Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais.

2A CNAE é a classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional na produção de estatísticas por tipo de atividade econômica, e pela Administração Pública, na identificação da atividade econômica em cadastros e registros de pessoa jurídica.

Ao prover uma base padronizada para a coleta, análise e disseminação das estatísticas relativas à atividade econômica, a CNAE permite ampliar a comparabilidade entre as estatísticas econômicas provenientes de distintas fontes nacionais, e das estatísticas do País no plano internacional. Fonte: IBGE,

A CNAE classifica o segmento industrial como sendo aquele que:

(...) compreende as atividades que envolvem a transformação física, química e biológica de materiais, substâncias e componentes com a finalidade de se obterem produtos novos. Os materiais, substâncias e componentes transformados são insumos produzidos nas atividades agrícolas, florestais, de mineração, da pesca e produtos de outras atividades industriais. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

A empresa está enquadrada no segmento industrial e pertence às indústrias de produtos de borracha e de material plástico. Seus produtos estão destinados à indústria automotiva, de construção civil, de linha branca (aplicações domésticas em geral), de fitas de borda para a indústria moveleira e perfis industriais em geral. A pesquisa foi realizada com operários que trabalham para o segmento destinado à indústria moveleira, no departamento de extrusão de fitas de borda e perfis. A Figura 14 ilustra alguns dos produtos fabricados no departamento mencionado. A empresa está instalada na região oeste da grande São Paulo, no município de Cotia, empregando aproximadamente 180 trabalhadores. Sua fundação foi em 1976, inicialmente no município de Diadema, tendo mudado suas instalações para Cotia em 1996. O capital da organização é de origem alemã, o que faz com que a empresa seja considerada multinacional, estando presente em sessenta e nove países, nos cinco continentes.

Figura 14: Ilustração do tipo de fitas de borda e perfis Fonte: Documentação da empresa.

Os processos de formação dos novos trabalhadores são determinados pelo departamento central de formação alemão, sendo constituídos por uma ampla gama de assuntos que devem fazer parte do processo de integração e treinamento dos operários. A lista dos principais temas gerais de formação pode ser encontrada no Quadro 6. Para cada um dos temas definidos, são elaborados treinamentos específicos a serem ministrados para diferentes níveis de atuação profissional, sendo que, de acordo com o progresso alcançado pelo operário no desenvolvimento de suas atividades, novos treinamentos são ministrados visando à atualização e manutenção dos conhecimentos adquiridos em treinamentos anteriores ou em conhecimentos adquiridos na prática diária da atividade.

ATIVIDADES

I – Atividades relacionadas à produção e à qualidade

1 Avaliação de acuidade colorimétrica 2 Colorimetria

3 Pesagem de tinta conforme receita

4 Proteção, manuseio e identificação dos roletes de borracha e design 5 Conhecimento de pedido e de parâmetros de produção

6 Montagem de acordo com os tempos estabelecidos nos parâmetros 7 Ajustar DEKOR

8 Desmontagem

9 Conhecimento dos códigos de produção e preenchimento correto da documentação 10 Conhecimento de Diagrama de falhas e preenchimento correto

11 Conhecimento das instruções internas

12 Conhecimento da definição perda de material + cálculo e avaliação nos documentos de produção 13 Conhecimento das regras em relação à Embalagem / Estocagem / Transporte

14 Conhecimento do processo interno em relação a reclamações internas 15 Conhecimento dos controles de qualidade do produto

16 Unidade de treinamento fitas de borda introdução + teste 17 Unidade de treinamento fitas de borda qualidade + teste 18 Unidade de treinamento fitas de borda processo + teste

II – Atividades relacionadas ao meio ambiente

19 Conhecimento da Política Ambiental

20 Conhecimento dos impactos ambientais do setor 21 Coleta seletiva

22 Materiais perigosos 23 Uso de EPI

III – Conhecimentos relacionados a área de Recursos Humanos

24 Cultura da Empresa

26 Conhecimento do código de conduta da organização 27 Políticas de recursos humanos

28 Uso de EPI

Quadro 6: Temas de formação dos operários Fonte: Documentação interna de treinamentos da empresa.

A responsabilidade pelos treinamentos e pela capacitação dos novos trabalhadores é dividida entre os departamentos responsáveis pelas áreas de produção, de qualidade, de recursos humanos, de segurança e meio ambiente e pelos demais departamentos técnicos envolvidos nos processos de fabricação.

Especificamente para o setor de extrusão existe um responsável técnico para a concepção de treinamentos específicos que cubram os temas gerais de formação descritos no Quadro 6. Este profissional deve elaborar os planos de treinamentos para cada um dos níveis operacionais do departamento e assegurar que todos os operários sejam treinados durante o processo de aprendizagem e de evolução profissional.

Inicialmente são definidos treinamentos básicos que devem ser ministrados a todos os trabalhadores ingressantes nos departamentos produtivos ao longo dos primeiros meses de vínculo, os quais estão elencados no Quadro 7.

Treinamento básico: Critério de aplicação: Obrigatório (E) Opcional (O)

(E) Introdução à cultura corporativa (E) Conceito pessoal

(E) Código de conduta

(E) A empresa no Brasil: direitos, obrigações e confidencialidade.

(E) Treinamento de segurança

(E) Normas, procedimentos, instruções de trabalho, manuais e documentação de produção

(E) Produção de fita (E) Manutenção

Quadro 7: Treinamentos básicos do pessoal produtivo. Fonte: Documentação interna de treinamento da empresa.

Após a integração e passados alguns meses de ambientação do operário no local de trabalho, sendo este ainda ajudante de produção, tem início o processo de formação para a atividade específica de fabricação de fita de borda, o qual visa cobrir os temas de responsabilidade que possibilitem uma futura promoção para o posto de operador de extrusora, o qual tem a descrição da função detalhada no Quadro 8.

ATIVIDADES PRINCIPAIS

• Responsável pela produção de artigos dentro das especificações definidas na documentação de produção.

• Responsável pela execução da manutenção definida para a máquina em que está trabalhando.

• Responsável por manter a ordem, limpeza e segurança no local de trabalho.

• Cumprir as normas de proteção ao meio ambiente.

• Responsável pelo correto uso dos equipamentos de segurança individual e coletivo (EPI) definidos para o seu local de trabalho e pela utilização correta do uniforme disponibilizado pela empresa.

• Garantir a aplicação técnica e econômica ideal dos recursos de produção, tais como máquinas, equipamentos, dispositivos, roletes e ferramentas. É responsável pela redução permanente de perda de material e sucata.

• Participar dos treinamentos e dos testes oferecidos.

• Assegurar a qualidade do processo e do produto por meio dos controles e checagens especificados nos documentos de produção.

• Responsável pelo preenchimento correto da documentação de dados de produção, tais como diagrama de falhas, protocolo de extrusão, carta de controle, fechamento de pedido etc.

ATIVIDADES INDIVIDUAIS IMPORTANTES

PESSOAL

• Comportar-se de acordo com a cultura e o código de conduta da empresa.

• Participar ativamente do sistema de melhoria contínua enviando sugestões de melhoria e de zero defeito.

• Participar ativamente do processo de análise de defeitos, bem como da eliminação de falhas de máquinas e de artigos e/ou demais problemas que podem ocorrer.

• Auxiliar na incorporação pessoal e técnica de novos funcionários na produção.

• Zelar por todas as dependências da empresa, incluindo as áreas de uso comum como refeitório, banheiros etc.

• Ter disposição para aprender gradualmente tarefas com grau de dificuldade maior.

• Ter sido aprovado no treinamento “auto controlador” oferecido pela empresa.

PRODUÇÃO

• Executar regulagens de máquinas, aparelhos, dispositivos e ferramentas, assim como técnica de medição e regulagem para atingir a fabricação de acordo com a documentação de produção.

• Responsável pelo manuseio cuidadoso dos meios de produção que lhe foram confiados.

• Sugerir, quando possível, medidas técnicas compatíveis para o incremento da produtividade, minimizar os tempos de preparação e regulagem, reduzir a ocorrência de perda de material / sucata e aperfeiçoar os processos de produção.

• Reconhecer defeitos e analisá-los, bem como eliminar falhas na produção e/ou produção fora dos padrões.

GARANTIA DA QUALIDADE

• Responsável pela produção conforme a qualidade requerida mediante a utilização e a regulagem de todos os meios de produção disponíveis conforme documentação de produção e instrução de trabalho.

• Responsável pela manutenção contínua e pela melhoria da qualidade, pela assistência qualificada em relação às máquinas, aparelhos, dispositivos, ferramentas e técnicas de medição e de regulagem em operação.

• Mostrar e documentar desvios de qualidade, bem como sugerir medidas preventivas e de melhoria. Quadro 8: Descrição de função do cargo Operador de Extrusora.

Fonte: Documentação interna da empresa.

Na Tabela 1 está relacionada a quantidade de treinamentos a que cada um dos participantes da pesquisa foi submetido, levando em consideração o período que abrange os anos de 1997 a 2009, até a realização da pesquisa. A escolha deste período está relacionada ao fato de que não existem bancos de dados relativos a treinamentos anteriores a este período.

É possível perceber que a concentração principal de treinamentos ministrados está relacionada a procedimentos técnicos e de produção.

Tabela 1: Total de treinamentos assistidos no período de 1997 a 2009.

TREINAMENTOS ASSISTIDOS

Participante Funcional Nível

Área responsável pelo treinamento

Total por operário RH Segurança do trabalho e meio ambiente Sistema Qualidade Técnicos e de produção (teóricos e práticos) Palestras Gerais AJ1 AJ 3 5 2 7 2 19 AJ2 AJ 3 9 1 11 1 25 AJ3 AJ 3 11 1 7 1 23 OP1 OP 3 5 2 19 3 32 OP2 OP 4 14 2 19 2 41 OP3 OP 2 8 2 20 3 35 OP4 OP 4 12 3 23 4 46 OPT1 - 1 OP1 6 16 3 26 5 56 OPT1 - 2 OP1 7 25 3 34 5 74 OPT1 - 3 OP2 6 19 4 59 2 90 OPT2 - 1 OP2 7 23 5 63 4 102 OPT2 - 2 OP2 11 22 8 97 4 142 CHEFT1 CF 15 22 8 97 5 147 CHEFT2 CF 11 24 7 114 5 161 MESTRE SP 14 32 7 58 6 117 Total Geral 99 247 58 654 52 1110 Percentual 9% 22% 5% 59% 5%

Fonte: Documentação interna da empresa.

Legenda: AJ para Ajudantes, OP para operadores sem teste, OPT1 e OPT2 para operadores com teste 1 ou 2

respectivamente, CHEFT para Chefes de turno e MESTRE para mestre de extrusão

Da análise da Tabela 1 é possível perceber que a concentração principal de treinamentos ministrados está relacionada à área de produção e técnica, a qual engloba questões de qualidade do produto (59%), em seguida aparecem destinados aos temas relacionados à segurança do trabalho e a meio ambiente (22%), depois os da área de recursos humanos (9%), os destinados ao sistema de qualidade (5%) e em seguida palestras e apresentações em geral (5%).

A realização e a assistência aos treinamentos, além de ser fundamental para o desenvolvimento da atividade profissional, também é essencial para os processos de promoção dos operários nos níveis mais avançados dentro da atividade de operador de extrusora, este nível profissional é dividido em quatro etapas, sendo estas classificadas em diferentes tipos de responsabilidade e atividades complementares para cada uma delas. A descrição de cada um destes diferentes níveis está relacionada no Quadro 9.

Nível Descrição

Operador de Extrusora

(OP) • Responsável pelas atividades descritas no Quadro 7, no âmbito operativo.

OP com teste nível 1

• Para este nível o operador deve demonstrar o cumprimento de todas as condições técnicas básicas para a realização, de forma global e independente dos trabalhos de seu nível de responsabilidade.

• Deve ser capaz de operar mais de um tipo de máquina de extrusão.

• Deverá trabalhar de forma autônoma e independente, sendo responsável pelo total controle e supervisão de sua máquina.

• Será, pela instrução e supervisão do ajudante, designado para a sua máquina.

• Na ocorrência de falhas técnicas e de qualidade o operador será responsável pela sua correção de forma autônoma, sendo que deverá ser capaz de identificar se suas capacidades são suficientes para a realização dos ajustes e correções ou se necessitará acionar outras áreas, como a de manutenção para a resolução do problema.

• O controle e documentação de produção deverá ser todo realizado/preenchido por um OP deste nível.

OP com teste nível 2

• Além das atividades sob a responsabilidade do OP nível 1, o OP nível 2 deve ser capaz atuar em diferentes postos de trabalho e de operação de máquinas produtivas.

• Deverá ser capaz de atuar autonomamente em processos de maior nível de dificuldade de operação e ajustes, se comparados ao nível de operação sob responsabilidade do OP nível 1.

OP com teste nível 3

• Neste nível, o operador deve demonstrar alta perícia na montagem e ajuste das linhas de extrusão, sendo responsável inclusive pelas demais linhas de produção do departamento.

• Deverá ter condições de instruir outros operários em diferentes postos e níveis de responsabilidade dentro da área produtiva.

• Deverá ter condições de corrigir desvio de qualidade, de rendimento e de solucionar problemas complexos relacionados a falhas de operação.

• Deverá ter condições de solucionar problemas, como por exemplo, falhas de abastecimento de material, embalagens etc., além de ser capaz de planejar e supervisionar o trabalho do grupo de operários do setor.

• O OP de nível 3 deve se preocupar com o rendimento dos demais operadores e com os objetivos de cumprimento dos níveis adequados de produção, observando o rendimento, a rentabilidade, sendo em desvios corrigidos pelo mesmo.

• É substituto do chefe de turno, na ausência deste.

Quadro 9: Níveis da função de Operador de Extrusora. Fonte: Documentação interna da empresa.

Cada um dos níveis descritos no Quadro 9 está atrelado ao cumprimento de pré- requisitos mínimos de realização de treinamentos e de notas mínimas no processo de avaliação e desempenho, além da realização de testes teóricos relacionados aos treinamentos

atendidos e a teste prático no local de trabalho. Detalhes relacionados à admissão para a realização de testes para mudança de nível profissional estão descritos no Quadro 10.

Tipo de Teste Nota mínima de avaliação % de cumprimento dos treinamentos obrigatórios

Outras condições

Todos os níveis

• O candidato deve ter participado do sistema de avaliação e de formação.

• Existindo um nível inferior, o candidato deverá ter sido submetido ao teste de nível imediatamente inferior ao pretendido.

• Para a admissão ao primeiro nível de teste não há qualquer exigência de tempo na função. Para os demais níveis há a exigência mínima de 5 meses no nível anterior. Teste nível 1 2,8 85%

Teste nível 2 2,5 100%

Teste nível 3 2,2 100% Existência de vaga para o nível, sendo uma para cada chefe de turno.

Quadro 10: Pré-requisitos mínimos para admissão em preparação para teste de mudança de nível profissional Fonte: Documentação interna da empresa.

Como é possível perceber a partir da análise do Quadro 10, a realização dos treinamentos obrigatórios para o exercício profissional e o alcance de uma boa nota de avaliação de desempenho (notas vão de 1 a 5, sendo 1 a melhor marca e 5 a pior) são fatores determinantes no desenvolvimento dos operários. Os processos de avaliação ocorrem sempre três meses após a admissão do operário na empresa, após três meses de mudança de nível profissional ou anualmente no processo de avaliação de todos os empregados da empresa.

A realização do planejamento e a checagem dos treinamentos faltantes, ou ainda de uma atualização da aprendizagem teórica é de responsabilidade do supervisor geral da fábrica, quem se encarrega das atividades de planejamento dos treinamentos técnicos/operacionais dos departamentos produtivos. A realização dos testes é conduzida por um comitê de testes formado pelo responsável da área de recursos humanos, pelo profissional citado anteriormente e por um profissional técnico oriundo de outra fábrica do grupo, não podendo o comitê ser organizado nem os testes serem conduzidos apenas por profissionais da fábrica brasileira. Esta proibição tem relação com o fato de que um operador com teste nível 1, 2 ou 3 deve ser capaz de operar uma extrusora e de conduzir as atividades profissionais na unidade brasileira ou em qualquer outra unidade produtiva do grupo.

A existência de um comitê de teste formado por profissionais de áreas distintas da produtiva e de profissionais de outras unidades do grupo está ligada ao fato de que os temas de formação descritos no Quadro 6 devem ser observados e seguidos por todas as empresas do grupo. Além disso, padrões mínimos de formação e de desenvolvimento profissional devem

ser sempre seguidos, independente do local onde a empresa esteja localizada. Este procedimento garante que os conhecimentos e as experiências, tanto formais quanto informais de aprendizagem, estejam presentes no ambiente produtivo, uma vez que o membro da área de recursos humanos e membro externo do comitê, além de avaliar os conhecimentos e as habilidades dos operadores na realização do trabalho, também exerce o papel de orientar o operário nos momentos em que os procedimentos deixam de ser cumpridos de acordo.

A exigência descrita acima tem relação com o objetivo da empresa em garantir que as aprendizagens das atividades operativas possam ser alcançadas inclusive em situações quando um profissional é enviado para aprender uma nova tecnologia em outro país para em seguida reproduzir o conhecimento no Brasil. Este processo de troca somente se torna possível a partir da formação do operário no posto de trabalho atrelada à assistência aos programas de treinamento desenvolvidos ao longo de sua aprendizagem, uma vez que não tendo o trabalhador atendido aos treinamentos oferecidos pela empresa, estes não deteriam os conhecimentos técnicos necessários para possibilitar as trocas realizadas nas experiências acima descritas. Estas experiências e trocas estão relacionadas ao que Illeris (2004) denomina como aprendizagem no local de trabalho, o que segundo o autor acontece em função da relação entre o ambiente de aprendizagem estabelecido pela empresa e os processos de aprendizagem individual de seus operários.

A próxima seção tem como objetivo a descrição das máquinas de extrusão, seus processos de funcionamento e a ilustração das linhas de produção da empresa. Esta descrição se faz necessária em virtude da necessidade de uma compreensão, ainda que pequena, relativa aos processos de fabricação dos produtos da empresa, uma vez que as experiências de aprendizagem descritas e analisadas neste trabalho ocorrem em uma área de produção destes tipos de máquinas e configurações.