7 Avsluttende betraktninger
7.3 Videre forskning
A pesquisa de campo, método escolhido para este estudo, consiste “na observação de fatos e fenômenos tal qual ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que se presume relevantes para analisá-los”. (MARCONI; LAKATOS, 2008, p. 188).
Optou-se pela pesquisa de campo, por esta implicar uma investigação exploratória realizada in locu, o que se julgou ser necessário para melhor compreender o universo deste estudo, considerando-se a especificidade e o perfil dos profissionais pesquisados. No trabalho de campo, foram coletados os dados primários desta pesquisa. A pesquisa de campo foi utilizada com o objetivo de se conseguirem informações acerca de um fenômeno, analisado por meio de uma amostra formada por um pequeno número de sujeitos, dispensando-se o emprego de técnicas probabilísticas de amostragem. (MINAYO, 1993; GODOY, 1995; MARCONI; LAKATOS, 2008).
Em combinação com a pesquisa de campo, elegemos a pesquisa documental para dados secundários. A escolha deu-se por ser esta uma opção para explorar as fontes documentais, que são materiais que não receberam um tratamento analítico, e por abranger vários tipos de documentos (GIL, 2007), tais como leis, portarias, regimentos, regulamentos, normativas, entre outros materiais que definem as políticas públicas e privadas para desenvolvimento de profissionais qualificados.
As pesquisas mencionadas proporcionam a possibilidade de análise da questão de pesquisa e, em seu desenvolvimento, surgiram os dados primários e secundários, assim caracterizados:
a) Primários: entrevistas com professores de graduação e de programas de pós-graduação nas áreas STEM de IES de excelência, com gestores dos parques tecnológicos e com diretores das OIC dos parques tecnológicos premiados, em contexto brasileiro.
A coleta de dados primários nas IES, bem como nos parques tecnológicos se deu por meio de entrevistas, realizadas para compreender o modelo adotado pelas IES que estão entre as melhores classificadas pela CAPES, sua estrutura e as políticas que as levaram a se tornar referência no segmento da educação. Nas OIC dos parques tecnológicos, o objetivo foi levantar o perfil, a escassez ou a disponibilidade de profissionais qualificados, assim como identificar as políticas
internas e as estratégias organizacionais voltadas para esses profissionais e, em um segundo momento, obter informações sobre políticas públicas para desenvolvimento desses profissionais. As entrevistas foram orientadas por um roteiro de questões baseado nos Quadros 1 e 2. Os roteiros utilizados constam nos Apêndices A e B.
Para escolha dos entrevistados na UFPE e nos parques, utilizou-se o método da “bola de neve”, ou seja, a lógica é entrar em contato com atores da população-alvo, no caso, gestores, diretores e executivos, que indicam outros atores de seu relacionamento para dar continuidade ao processo. Para o caso ITA, ainda que este instituto não estivesse inicialmente presente entre os parques eleitos para esta pesquisa, partimos da sugestão da orientadora da tese e fizemos contato diretamente com a CAPES para obter os dados sobre a instituição. Com isso, foi possível verificar a classificação do ITA segundo a CAPES e, na sequência, a reitoria foi contatada e gentilmente indicou o nome do profissional a ser entrevistado.
O processo bola de neve não gera uma amostra aleatória, mas sim, está condicionado às redes sociais dos participantes do estudo. (ALBUQUERQUE, 2009; GOODMAN, 2011). Esta é uma forma de recrutamento da amostra. As indicações são realizadas entre pares. Alguns dos entrevistados foram indicados por mais de um dos atores da amostra e, invariavelmente, todos se conheciam. Houve indicações que não resultaram em entrevista e foram caracterizadas como não respondentes.
Quando a sequência das entrevistas era quebrada, duas novas ações eram estabelecidas. Primeiramente, a quebra da sequência de indicações na rede social dos entrevistados remetia o pesquisador novamente à fonte que fizera a indicação, o que requeria uma nova estratégia de aproximação. A segunda ação diz respeito ao tempo, pois, ao ocorrer essa ruptura, quando, todavia, não havia esgotamento das informações no que se refere à repetição de dados, se fazia necessário um novo planejamento, dado que a dinâmica calculada levava em consideração o tempo utilizado nas entrevistas, que era composto por momentos a priori e a posteriori à própria entrevista.
Como já mencionado, o critério utilizado para a escolha dos parques tecnológicos foram os prêmios ANPROTEC de 2014 e 2015. Para a definição das IES, por sua vez, recorreu-se à classificação pela CAPES, embora para se chegar ao ITA e à UFPE os caminhos tenham sido distintos. Para o ITA, a primeira indicação foi obtida com a orientadora desta tese e, a partir de então, esta pesquisadora entrou em contato com a CAPES por e-mail, que prontamente enviou os dados dos cursos STEM
do ITA, os quais possuem as melhores classificações conforme o órgão do Ministério de Educação. Na sequência, foi realizado contato telefônico com a reitoria do ITA, que indicou o Vice-Reitor para fornecer a entrevista. Para chegar à UFPE, o caminho surgiu naturalmente a partir das visitas realizadas no Porto Digital do Recife. O método bola de neve levou até um dos envolvidos no surgimento do Porto Digital, que, por sua vez, é ligado à UFPE, mais especificamente, ao Centro de Informática (CIn), responsável pela formação de muitos STEM que atuam no Porto Digital. Para confirmar o critério de escolha, ou seja, a classificação na CAPES, por meio da consulta à plataforma Sucupira, certificou-se que o CIn está classificado entre os melhores do segmento no Brasil.
b) Secundários: documentos públicos, artigos acadêmicos.
Após a caracterização da metodologia adotada nesse breve tópico, passamos à exposição de como foram empreendidas a pesquisa de campo e a caracterização dos participantes das entrevistas realizadas nas IES de São Paulo e de Pernambuco, bem como nos parques tecnológicos de Pernambuco e do Rio Grande do Sul.