• No results found

Resultater: Dimensjonering

6.3 Videre arbeid

A fase de transferência e preparo dos modelos de trabalho foram semelhantes para ambos os grupos. O guia cirúrgico foi utilizado para moldagem de transferência e registros após avaliação do seu assentamento e sua relação com os intermediários, para logo serem posicionados os componentes de transferência, específicos para cada grupo, com moldeira aberta (Figuras 17 A e B). Quando necessário, o guia foi ajustado internamente tendo como parâmetro de assentamento a região posterior, que reproduz o rebordo edêntulo e mantém a relação oclusal com o antagonista.

Figura 17 - (A) Prova da guia após a instalação dos implantes; (B) Transferentes quadrados de

moldagem instalados

A seguir, procede-se à abertura de uma janela na parte anterior (Figura 18), visando a facilitar a união do guia multifuncional aos transferentes com resina acrílica (Duralay), e permitir a injeção do material de moldagem.

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 177

Figura 18- Guia em posição após a confecção da janela.

A união dos transferentes foi realizada por meio de resina acrílica quimicamente ativada vermelha (Duralay). Após a polimerização, a resina foi seccionada (Figuras 19 A e B) e novamente unida para compensar a sua contração, observando-se novamente o assentamento do guia cirúrgico e unindo-se os transferentes à guia com a mesma resina, mantendo o paciente com os dentes ocluídos.

Figura 19 - União dos transferentes. Após a polimerização a resina foi seccionada (A) e novamente

unida para compensar a sua contração (B)

Para o refinamento do registro, os dentes antagonistas foram isolados com vaselina sólida em três pontos (dois posteriores e um anterior) e colocou-se

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 179

resina Duralay nos pontos correspondentes do guia mantendo-se a DVO e RC (Figuras 20 A e B), até a polimerização.

Figura 20 - (A) Guia unida aos transferentes com RAAQ; (B) Refinamento do registro em três pontos

dois posteriores e um anterior

O material utilizado para a moldagem do rebordo anterior foi o poliéter (Impregum Soft), manipulado segundo instruções do fabricante, em uma placa de vidro e espátula estéreis, sendo a mistura injetada com por meio de uma seringa através da janela anteriormente executada (Figuras 21 A e B).

Figura 21 - (A) Injeção do material de moldagem; (B) Guia com detalhes dos locais do registro

Após a reação de polimerização do material, os parafusos dos transferentes foram desrosqueados e o guia removido. Foram instaladas as réplicas

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 181

no molde e vazou-se com gesso tipo IV.Após a cristalização do gesso, o modelo foi recortado e levado ao ASA com o modelo superior previamente montado.

A partir desse ponto, a fase laboratorial sofre uma dicotomia em relação à técnica de confecção da prótese:

Grupo A

Removeu-se o molde e, sobre os análogos, cilindros calcináveis préviamente fundidos em liga de CoCr (Starloy C – Dentsply Latin América) foram posicionados e parafusados. Procedeu-se ao enceramento da infra-estrutura segundo orientação do posicionamento dentário registrado em uma matriz de silicone obtida a partir do planejamento inicial (Figuras 22 A e B). O enceramento da secção transversa da barra foi em forma de “L”, para prover maior rigidez e resistência biomecânica ao conjunto, além de melhorar a acomodação da resina e dente de estoque, mantendo uma dimensão média de 8mm em direção horizontal e 6mm em direção vertical. Observou-se, ainda, a presença de locais adequados para higienização com escova interdental e forma de retenção física para a resina acrílica.

Figura 22 - Vista proximal (A) e póstero-anterior (B) da relação dos dentes de estoque com o

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 183

Após a conclusão do enceramento e avaliação de seu assentamento, o conjunto foi fixado a uma barra de cera com diâmetro de 5mm em forma de ferradura, por meio de condutos de alimentação secundários com 3mm de diâmetro; este conjunto foi fixado por três canais de alimentação principais de 5mm de diâmetro, com cera liquefeita à base formadora de cadinho. Foi aplicado um agente redutor da tensão superficial em todo o conjunto, que foi fixado à base formadora de cadinho. Para inclusão do revestimento, utilizou-se um anel de borracha com a técnica de expansão livre.

Para inclusão foi usado o revestimento, Micro Fine 1700 (Talladium) de alta fusão, em uma proporção de 250g/60ml, com manipulação e inclusão a vácuo em aparelho próprio, usando-se pressão de 15 libras e 60 segundos de tempo de espatulação.

Decorridos cerca de 30 minutos da inclusão, removeram-se o anel de borracha e a base formadora de cadinho, colocou-se o anel em forno elétrico com o cadinho voltado para baixo. Procedeu-se ao ciclo de aquecimento com elevação lenta da temperatura até 350°C, mantendo-a por 45 minutos para eliminação da cera. Inverteu-se o anel e elevou-se a temperatura do forno até 950°C, mantendo por 60 minutos. O cadinho para fundição também recebeu o mesmo ciclo de aquecimento do anel e, após armar-se a centrífuga, foi posicionado no seu braço, nele colocou-se uma quantidade de liga à base de CoCr (Starloy C – Dentsply Latin América) determinada pela seguinte fórmula: Gramas Liga = Peso da cera do enceramento + canais de alimentação x densidade da liga (8,8g/cm3), para proceder-se à fundição, realizada com maçarico gás-oxigênio. Após a fusão da liga, o anel foi retirado do forno e adaptado ao braço da centrífuga, que era imediatamente acionada. A seguir, o anel era removido do braço da centrífuga e aguardava-se o resfriamento completo para proceder a desinclusão.

Após o resfriamento do anel, procedeu-se à desinclusão e limpeza da peça com jatos de óxido de alumínio 50µm. Os condutos de alimentação foram seccionados com discos de carborundum, dando-se acabamento e polimento com brocas, pedras e borrachas abrasivas, após a verificação da adaptação da estrutura metálica no modelo (Figuras 23 A e B). Quando necessário, a barra foi seccionada e soldada para um melhor assentamento no modelo.

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 185

Figura 23 - Infra-estrutura fundida, assentada no modelo. Vista oclusal (A e B).

Com a infra-estrutura concluída, foram montados os dentes artificiais, o conjunto foi acrilizado com resina de termopolimerização, novamente ajustado em ASA, realizada a desinfecção e instalação (Figuras 24 A e B).

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 187

Grupo B

No modelo de trabalho, posicionou-se a barra pré-fabricada com os cilindros de latão no seu interior, sendo ambos parafusados sobre as réplicas. Os dentes de estoque, previamente selecionados, foram montados segundo orientação da matriz de silicone obtida a partir do planejamento inicial (Figuras 25 A e B). Quando necessário, a barra sofreu pequenos ajustes para permitir um melhor posicionamento dos dentes de estoque unidos a matiz de silicone. Após a conclusão do enceramento, a barra foi removida e incluída para acrilização. Deve-se notar que a barra foi incluída com o cilindro de latão.

Figura 25 - Barra protética em posição (A); Próteses enceradas (B)

Após a acrilização e acabamento, a barra novamente foi parafusada ao modelo com as réplicas e montado em ASA, para os ajustes oclusais de rotina, buscando obter o maior número de pontos de contatos dentários em RC e movimentos excursivos, sem interferências em dentes posteriores, caracterizando uma oclusão mutuamente protegida para, em seguida, ser polida e cimentada aos cilindros definitivos em Ti (Figuras 26 A e B). Neste sistema, segundo o fabricante, os cilindros laboratoriais, em latão, são 50µm maiores do que os de titânio, que serão cimentados na estrutura metálica. Essa diferença permitirá a compensação de pequenas modificações que possam ocorrer nos procedimentos cirúrgicos. Esse

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 189

espaço foi preenchido por um cimento resinoso (Panavia®) na cimentação dos cilindros de titânio à barra protética.

Figura 26 - (A) Prótese superior e inferior acrilizadas e remontadas, para refinamento do ajuste

oclusal; (B) Cilindros de titânio sendo preparados para serem cimentados à prótese acrilizada.

Após os ajustes e polimento da prótese, os cilindros de latão foram removidos e os de Ti parafusados no lugar, protegendo a cabeça dos parafusos com cera 7. A cimentação foi iniciada com o preparo do metal utilizando um “primer” que foi pincelado tanto nos cilindros de titânio quanto no interior da barra acrilizada e jateada com óxido de alumínio nos locais de assentamento dos cilindros. O cimento resinoso foi preparado seguindo as orientações do fabricante, aplicado sobre os cilindros e removidos todos os excessos de cimento com pincel, tanto na linha de cimentação entre o cilindro e a infra-estrutura, como também no interior dos orifícios de acesso. Em seguida, com os modelos ocluídos no articulador, aplicou-se o “Oxiguard” ao redor da linha de cimentação para complementação da polimerização. Logo a seguir, a peça foi removida do modelo, permitindo a análise das áreas de cimentação e remoção do excesso com lâminas de bisturi.

O acabamento na interface cimentada foi efetuado com discos de borracha para possibilitar a obtenção de uma superfície lisa.

Os pacientes permaneceram por um período de 12 a 72 horas (APARICIO; RANGERT; SENNERBY, 2003; NIKELIS; LEVI; NICOLOPOULOS, 2004, COCHRAN; MORTON; WEBER, 2004) aguardando até que fosse instalada a prótese.

4 Material e Métodos

4 Material e Métodos 191

Durante todo o processo de parafusamento das próteses na boca, foi observada a passividade da mesma em relação aos intermediários protéticos em ambos os grupos (Figuras 27 A e B), refinando-se a oclusão com tiras de carbono (Accufilm IV).

Figura 27 - (A) Prótese parafusada numa visão intra-oral oclusal e frontal (B)