• No results found

Videre arbeid

A expressão “Educação a Distância” foi escolhida para definir a relação ensino- aprendizado caracterizada pela separação de professores e alunos em função do espaço- tempo. Anunciada pela primeira vez pelo educador Borje Holmberg, diretor de uma escola por correspondência na Suécia, Hermondes School, foi usada para substituir o termo “educação por correspondência” (MOORE; KEARSLEY, 2008).

A lei francesa (1971) considera a Educação a Distância como educação aberta, pelo fato de ser um tipo de ensino que não requer a presença física do professor que ministrará os cursos no local onde será recebido. Assim, o docente pode estar presente apenas em certas ocasiões ou em tarefas específicas (BELLONI, 2006). Assim a EaD se organiza e parte do princípio de que o aluno é o protagonista do seu aprendizado, requerendo tecnologias para promover conhecimento.

Contudo, as tecnologias estão cada vez mais interativas e impactantes na sociedade porque têm alterado a relação de tempo e o espaço no trabalho, lazer e nas relações sociais, como destaca Tori (2009). Essa compreensão exige das instituições de ensino avaliar novas necessidades e especificidades do seu público alvo, a fim de adequar o ensino- aprendizagem aos atuais hábitos. Tal preocupação se justifica ainda porque a separação entre o virtual e o real está cada vez mais tênue.

O ensino híbrido, caracteriza-se pelo uso de tecnologias, práticas integradas presenciais e ambiente on-line, daí o termo “híbrido” (BELLONI, 2006).

Com o surgimento da internet, apoiando as novas tecnologias de comunicação e informação, pode-se optar pela aprendizagem e-learning e blended learning (TORI, 2009), ambas têm a capacidade de atendimento em larga escala, e podem ser ofertadas por universidades corporativas e instituições públicas de ensino.

O e-learning, utiliza o “e” de eletronic e os conteúdos são transmitidos no

ciberespaço (virtual) utilizando-se do sistema de internet, combinando os recursos das diferentes mídias e tecnologias, como satélite, vídeo, áudio, tecnologia multimídia. No e-

learning, os docentes e discentes realizam suas atividades, cumprem metas em horários flexíveis, sendo pré-definidos ou não (TERRA, 2003; TORI, 2009; MOORE; KEARSLEY, 2008; ABBAD; ZERBINI; SOUZA, 2010).

No blended learning ou b-learning, a aprendizagem ocorre via web mas requer encontros presenciais, ou seja, uma combinação de aprendizagem presencial com a vitural interativa. (TORI, 2009; ABBAD; ZERBINI; SOUZA, 2010).

A comunicação no e-learning ou b-learning pode ser síncrona ou assíncrona. Será considerada síncrona quando docentes e discentes atuarem simultaneamente. Para isso pode ser utilizados os seguintes recursos: telefone, chat, vídeo ou web-conferência e wikis. No recurso de web-conferência, o professor poderá ministrar aulas e os alunos vão ouvir sua palestra e acompanhar simultaneamente as transparências. Como estão em sincronia, nesse recurso é possível fazer interrupções para perguntas ou abrir espaço para discussões, diferente do e-learning assíncrono (MOORE; KEARSLEY, 2008; TORI, 2009; ABBAD; ZERBINI; SOUZA, 2010).

A interação será assíncrona quando professor e alunos estiverem atuando com determinado conteúdo em tempos distintos, utilizando-se de ambiente virtual de aprendizagem para realizar atividades ou participar de discussões, e-mail e forúns são exemplos de interação assíncrona destaca (TORI, 2009).

A aprendizagem é viabilizada também por aulas virtuais, websites, quadro de avisos on-line (SOUSA, 2012). Nesse caso, o cursista inscreve-se e participa quando quiser, mas dentro do período que a atividade fica disponibilizada. Com isso, o educando flexibiliza seu tempo para estudar, pesquisar e refletir, estabelecendo, dentro das suas possibilidades, hora, ritmo, velocidade e duração de estudo (MOORE; KEARSLEY, 2008; TORI, 2009; ABBAD; ZERBINI; SOUZA, 2010).

4 GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Para Silva (2005, p. 352), quase tudo pode ser visto como um sistema, que define como “um conjunto de elementos interagentes e interdependentes relacionados cada um ao seu ambiente, de modo a formar um todo organizado”. O autor destaca que essa terminologia é útil para explicar as interações, interdependências e cadeias de efeitos que fazem parte de cada um, concordando com Daft (2005, p. 39), o sistema é “um conjunto de partes inter- relacionadas que funcionam como um todo para alcançar um propósito comum”. Esse sistema funcionaria, assim, mediante a “aquisição de entradas do mundo externo, transformando-as de alguma maneira e depois liberando-as de volta para o ambiente”, requerendo dos sistemas abertos interação com o ambiente como forma de sobreviverem.

Gestão pode ser definida como processo que possibilita o desenvolvimento de atividades com eficiência e eficácia, a tomada de decisões com respeito às ações que se fizerem necessárias, a escolha e verificação da melhor forma de executá-las (GRIFFIN, 2007). O autor caracteriza eficiência como a relação entre insumos aplicados e recursos obtidos e considera mais eficiente a instituição que produz mais resultados, com custo igual ou menor. A eficácia leva em conta a qualidade dos produtos. Uma organização é eficaz se os produtos atendem às necessidades e demandas dos clientes e se o custo é menor que o das outras.

Enfim, se a eficiência for a mesma, será considerado mais eficaz o programa cujos produtos apresentem melhor qualidade (SILVA, 2001; GRIFFIN, 2007; MAXIMIANO, 2010). Sobre os gestores, entende-se que são pessoas que se diferenciam dos demais colaboradores da instituição pelo fato de dirigirem o trabalho dos outros, ou seja, no caso da Educação a Distância, esses são os que estão dispostos a pensar e fazer a modalidade acontecer e se desenvolver.

Assim, Silva (2001) e Griffin (2007) consideram importante que esses gestores conheçam a instituição numa perspectiva macroscópica, pautada, por um lado, de ampla visão e, por outro, de ações precisas, pensando no macro e agindo no micro. Os elementos constituintes do processo de gestão podem ser enquadrados como recursos materiais, humanos, tecnológicos, situacionais, que requerem para seu funcionamento algum tipo de gerenciamento. Atingir metas institucionais e promover seu desenvolvimento local e regional exigem, além de recursos específicos, sobretudo, um efetivo gerenciamento dos seus sistemas e subsistemas.