3. Material og Metode
6.1 Videre arbeid
Para marcar o escoamento optou-se pela utilização de partículas de pó talco, não só por este deter um custo baixo mas também e como referido no subcapítulo 2.2.1, são apropriadas para escoamentos, possuindo um diâmetro característico médio de 20 µ m.
Na figura 2.7 pode verificar-se que as partículas de pó de talco, provenientes do ciclone, foram direciona- das, pelo meio de um tubo com um difusor na ponta, para uma caixa de canto. A finalidade da caixa de canto centra-se em reduzir a velocidade das partículas marcadoras, mantendo-as suspensas no ar. Esta caixa de canto foi colocada por cima do ejetor e desviado para a esquerda. Este desvio deve-se ao estudo do campo de velocidades do escoamento ocorrer com o ejetor a trabalhar nas condições de queima, aquecendo o ar à volta, criando correntes de ar quente junto da secção de arrastamento de ar.
Vários problemas apareceram com a formação de uma mistura homogénea do pó de talco com o ar. O problema mais críticos foi a falta de partículas dentro das áreas de interrogação para permitir a plena aplicação da correlação e conseguir uma suspensão, das partículas de pó de talco, com velocidades aproxi- madamente nulas. É de focar este último ponto devido ao facto de nos encontrarmos em escoamentos com velocidades inferiores a 0.5 m/s. Para contornar estes problemas, três soluções foram avaliadas:
1. Afastou-se a fonte dos marcadores da área de teste, resultando num aumento dos marcadores por área de interrogação. Esta solução fez com que as partículas de pó de talco cruzassem a área de interro- gação adicionando uma componente da velocidade, segundo z, significativa na zona de arrastamento de ar, onde esperava-se apenas os valores de velocidade com componente x e y;
2. Aumentou-se a velocidade das partículas de pó de talco, provenientes do ciclone, para que estas chegassem à zona em estudo;
3. As soluções anteriores agravaram o problema de manter as partículas de pó de talco em suspensão com uma velocidade próxima do nulo, pelo que houve a necessidade de introduzir uma nova solução. Esta terceira solução passou por induzir um segundo escoamento de ar de baixo para cima, com uma velocidade o mais baixo possível para não afetar a zona de arrastamento de ar. Esta nova solução colmatou o problema de suspensão de partículas de pó de talco não alterando a concentração de partículas na zona de arrastamento de ar.
Novas soluções foram estudadas, sem êxito, passando a citar:
1. Colocou-se o cilindro do ciclone por baixo do ejetor com um difusor. Verificou-se problemas ao nível de concentração de partículas e componentes verticais de velocidade elevadas;
2. Colocou-se a caixa de canto lateral ao ejetor e incidiu-se o jacto das partículas de pó de talco parale- lamente ao eixo da componente horizontal da velocidade. Apurou-se uma excelente concentração de partículas marcadoras mas com componentes horizontais de velocidade elevadas;
3. Embebeu-se as mãos com pó de talco, friccionando uma na outra. Verificou-se uma boa dispersão de partículas de pó de talco bem como velocidades de suspensão próximas do nulo, perdendo-se na fraca concentração das partículas junto à secção de arrastamento de ar. Este facto deve-se, como já confirmamos anteriormente, ao ar aquecido pelo queimador em seu redor criar correntes.
Na seção 2.2.1 é referida a importância de uma boa escolha da dimensão da área de interrogação e o tempo entre pulsos de laser para garantir resultados fidedignos para o campo de velocidades. Para isso, realizaram-se vários ensaios com diferentes tempos entre pulsos. De seguida, obtiveram-se os resultados, utilizando a correlação cross-correlation, para diversas áreas de interrogação. Se os resultados, para um de- terminado tempo entre pulsos e para as diferentes de áreas de interrogação, convergirem, o tempo escolhido é adequado à situação.
A Figura 2.16 exemplifica o procedimento para o caso das medições no ejetor. Nesta figura observa-se que, para o tempo entre pulsos de laser de 40 µs, os resultados divergem para as duas áreas de interro- gação testadas. Para o tempo entre pulsos de 60 µs os resultados convergem para as diferentes áreas de interrogação, sendo este o tempo definido para a obtenção de todos os resultados de PIV.
(a) (b)
Figura 2.16: Perfis de velocidades para diferentes tempos entre pulsos: a) 40 µs; b) 60µs.
Optou-se, para pós-processamento de resultados, a selecção de áreas de interrogação de 64 x 64 pixels, por permitir cálculos mais rápidos do que 32 x 32 pixels, possuir menos variações de resultados e assegurar um razoável número de pontos de dados.
As medições foram realizadas para 100 pares de imagem. Depois de efectuada uma sessão de medições, o trabalho torna-se um processo contínuo com as seguintes etapas:
1. Fazer uma medição sem seeding, a fim de coletar informações de fundo e ruído; 2. Subtrair a imagem de fundo na imagem original;
3. Criar uma máscara na imagem, que abrange a imagem resultante da etapa anterior. É útil, por exemplo, para filtrar o efeito da reflexão da luz em componentes metálicos dos aparelhos, que iria introduzir ruído nos cálculos;
4. Aplicar a correlação cruzada para todas as imagens;
5. Aplicar uma faixa de velocidade que elimina vetores incertos;